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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Em 2016 há menos dinheiro para a saúde

O tecto orçamental em 2016 para os hospitais é o mesmo de 2015. Como foram aumentados os salários e as horas extraordinárias com a redução das 40 horas para as 35 h, há menos dinheiro para as despesas hospitalares. Os doentes vão ser tratados com menos dinheiro logo, pior. Não está mal para quem andou a acusar o anterior governo de querer acabar com o SNS.

E com as escolas também vai ser assim, mais salário para os professores menos dinheiro para as despesas operacionais da escola com os alunos. Dêem largas à imaginação, afinal o governo tem que ir buscar dinheiro a algum lado para cobrir mais  salários e horas extras, bem como pagar a dívida que, por agora, vai crescer 11 mil milhões. E os juros da dívida que já estão a crescer com o BCE a dizer que não pode continuar a comprar dívida soberana.

Como assinala o jornalista José Gomes Ferreira, no próximo ano as despesas com saúde vão baixar necessariamente pois o Governo, ao mesmo tempo que manteve o tecto do Orçamento do Serviço Nacional de Saúde de 2016 igual ao de 2015, aumentou significativamente as despesas com pessoal: os salários vão ser repostos e as horas extraordinárias vão aumentar por causa da lei das 35 horas de trabalho semanal“. Logo, o dinheiro vem das outras parcelas. Quais? As dos serviços prestados aos utentes. 

Quantas manifestações de rua, fóruns radiofónicos e Prós & Contras vamos ter sobre o assunto?

 

 

O governo de António Costa é a melhor garantia para Marcelo

As sondagens mostram que Marcelo Rebelo de Sousa ganha à 1ª volta e numa hipotética 2ª volta  ganha com maior vantagem. Isto só se explica porque os eleitores querem equilibrar o poder do governo e dos seus apoios de extrema esquerda - PCP e BE.  E os dois primeiros meses de governação não ajudaram. O PS não descola e pagará a factura.

O sinal mais forte é que Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa travam uma luta entre si para o segundo lugar quando deveriam estar a tentar travar a vitória de Marcelo na 1ª volta. O segundo sinal forte vem dos que aparecem sempre quando a derrota está perto. Já aconteceu mais que uma vez. A muralha de aço ou a Frente antifascista.

O problema é que mesmo que o PS se junte num só candidato ( a soma dos dois dá agora 36% ) e mesmo que negoceie os votos de Edgar Silva (4%) e de Marisa Matias ( 4,2%) mesmo assim fica muito longe da maioria (50% + 1 ).

Vale a pena estar no governo um ou dois anos para dar de bandeja o palácio de Belém a Marcelo por dez anos ? Se o PS estivesse em condições - económicas, sociais e políticas - de fazer a diferença para os últimos quatro anos, concordaria, mas não está. E não estando o que teria valido a pena era uma coligação com o PSD. Há problemas estruturais do país que só os dois partidos podem resolver. Muito para além da reversão, da revisão, da devolução...

 

Cavar a desigualdade

A narrativa é sempre a da igualdade. Somos um dos países da UE onde há mais desigualdade mas sempre que há uma oportunidade cavamos ainda mais o fosso.  Se não vejamos : 

De acordo com as contas da consultora, um funcionário público que receba 1.600 euros mensais brutos vai receber em janeiro mais 22,87 euros líquidos (2,08%) do que dezembro, enquanto um que receba 2.000 euros mensais ganhará mais 2,61 euros (0,19%).

Nos ordenados mais altos, um trabalhador do setor do Estado com um salário bruto de 3.000 euros por mês vai auferir mais 50,84 euros líquidos (2,95%) e um outro com um ordenado de 4.000 euros mensais vai levar para casa mais 54,97 euros ‘limpos’ (2,55%).

Quando trabalhava em empresas industriais ouvia muitas vezes quando passava " dá-me o teu aumento que eu dou-te o meu ordenado". Era uma frase que me afligia porque no essencial correspondia a uma injustiça que se justificava por as percentages de aumento se aplicarem a vencimentos base muito diferentes. Quem ganhava mais, mesmo com uma percentagem de aumento mais pequena, passava a ter uma diferença ainda maior para os que ganhavam menos. Nunca houve, nem há, a coragem de congelar os salários mais altos para que os salários mais pequenos possam crescer e a diferença reduzir-se.

As carpideiras de serviço não tardam voltam à carga a apontar a desigualdade. Não fazem é nada para que diminua. Que falta fazem 50E a quem ganha 4 000 euros?

 

Uns são mais iguais que outros

Num país tão desigual uma das primeiras medidas do governo é cavar ainda mais essa desigualdade. Funcionários públicos com 35 horas, privados com 40 horas de trabalho. Razões ? É preciso tempo para a família que os funcionários público têm mas os privados não.

"Eu juro que tento encontrar uma explicação, mas não consigo. Por que carga de água um funcionário público deve trabalhar 35 horas por semana e um trabalhador do setor privado 40? O funcionário público corre mais riscos de despedimento? O funcionário público está mais desprotegido de direitos ? O funcionário público tem maior produtividade? O funcionário público ganha menos? Não há nenhuma razão que o justifique e nem vou perder um segundo com o insulto à inteligência da justificação governamental, a que diz que os funcionários precisam de mais tempo para conciliar a sua vida profissional com a familiar ou que é preciso repor a situação anterior - como se até o que estava mal precisasse de ser reposto; estava tudo bem, era?"