Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Um país em pânico

O que as sondagens sobre as presidenciais mostram é o medo que os portugueses têm de ver em Belém alguém que reforce a actual solução governativa. Repor a política ao centro é a mensagem.

Os portugueses nunca pensaram que uma solução governativa que envolvesse PCP e BE fosse possível. Não deram a maioria nem ao PS nem ao PSD na convicção que entre os dois partidos se haveria de encontrar uma solução pró União Europeia, pró-Euro e pró-Tratado Orçamental.

Marcelo é o único candidato que uma vez em Belém terá peso político para equilibrar um governo que se mostra submisso aos seus apoiantes parlamentares. PCP e BE têm-se mostrado insaciáveis mantendo refém um governo socialista que nestes dois meses de governação já deu mostras de desorientação. O custo no quadro orçamental das medidas tomadas ronda os 11 mil milhões de euros. É quanto crescerá a dívida pública.

Na Educação vemos um ministro acossado que toma medidas em cima do joelho que têm impacto na agenda das famílias dos alunos. Os sindicalistas ameaçam com greves e o PCP começa a exigir "aumentos reais" nas pensões quando sabe muito bem que tal não é possível.

O país vai a votos com a convicção que é preciso travar a corrida para o abismo. Lá fora a comunicação social agita-se sobre o que se passa em Portugal e os investidores comparam-nos à Argentina.

Para dois meses o desastre é enorme. O país já intuiu que é preciso ter em Belém alguém que trave o desvario

 

 

 

Portugal acusado de minar a confiança dos investidores

O Financial Times falou com Jujtaba Rahman, do grupo de consultoria Eurasia Group, que indicou que o Executivo português "enfrenta a tarefa impossível de concilicar exigências contraditórias entre os parceiros de esquerda e a comunidade de investimento internacional. Algo que, segundo disse Rahman ao jornal, terá um "impacto negativo sobre o ambiente empresarial português durante anos".

As embaixadas de países de onde eram oriundos os grupos compradores, como o México, já se pronunciaram e mostraram-se contra a opção, lembrando que os contratos de subconcessão estão incluídos em entendimentos de maior dimensão.

Não há nada mais importante para Portugal, nesta altura, que o investimento internacional que está a ser tratado com os pés. Sem investimento privado externo não há criação de emprego.

Há no PS quem não esteja com Sampaio da Nóvoa

Francisco Assis não está com Sampaio da Nóvoa. Está com Maria de Belém. Se fosse preciso uma prova que o PS está fracturado pela solução encontrada à esquerda para governar...

O eurodeputado condena ainda o seu partido e a restante esquerda pela “grande disponibilidade para aderir a uma retórica programaticamente eunuca, conceptualmente ligeira e moralmente demagógica” que apresenta Sampaio da Nóvoa.

Assis representa todos aqueles que estão contra a solução governamental com apoio do PCP e do BE. Os dois primeiros meses mostraram bem que é Costa quem está capturado, cedendo em tudo o que é exigido pelos partidos da extrema esquerda.

Os custos da factura já começaram a aparecer, com mais divida e juros mais altos. E o investimento externo não arranca. Não há milagres.

O mistério de António Costa e Mário Centeno desvendado

mistério custa 11 mil milhões de dívida pública. Está desfeito o mistério que só António Costa e Mário Centeno conheciam, as contas que permitiam devolver, anular, reverter, mudar e suavizar em simultâneo com o cumprimento da meta do défice abaixo dos 3%.

A factura socialista

dívida.jpg

 

As promessas do Governo, as benesses, as reversões, os aumentos, tudo custa dinheiro ao Orçamento de Estado. Então o que pensou o bom do Costa e o bom do Centeno? "A gente dá já e paga depois. Se calhar já não estaremos cá nós para pagar. Logo se vê. A gente dá já, e ganhamos o eleitorado para irmos a eleições e ganharmos".

Assim vejamos:

A redução do défice público será mais lenta. O reverso da medalha é que entre 2016 e 2019 será necessário financiar nos mercados mais 10,9 mil milhões de euros