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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Atrasar o crescimento

Só quem não conhece a realidade do país é que acredita que se induz o crescimento através do aumento do consumo

E é aqui que considera que "o actual Governo anda apostado em propor exactamente o contrário do que devia", concluindo que "não o poderá cumprir", embora mesmo assim "os estragos serão consideráveis".

"Sugerir estimular o consumo para obter crescimento é uma ideia de quem não conhece a situação nacional", defende. "Com a taxa de poupança das famílias em 4% e o investimento em 15% do produto, os registos mais baixos da história de Portugal, o mal do consumo é excesso, não falta de estímulo". 

É com este quadro que João César das Neves considera que "as políticas de aumentos de rendimentos, pensões e salários só servirão para subir impostos, reduzir lucros e, portanto, atrasar o crescimento". 

Nem sequer apoio parlamentar

Edgar Silva não está com modas e reafirma o que Jerónimo já tinha abordado embora mais moderadamente. O governo não é de esquerda e nem sequer se pode dizer que tenha um apoio parlamentar. Em relação ao PCP não tem.

O PS por várias vezes teve responsabilidades de Governo e, em tantas das vezes, não só lançou processos que visavam rever a Constituição e até descaracterizá-la em alguns aspetos, como tantas vezes concretizou soluções que, em boa parte, violavam grosseiramente a Constituição”.

Estas declarações do PCP aparecem em crescendo, pondo em causa a solidariedade que envergonhadamente assinou com PS e BE com vista a viabilizar um governo minoritário PS.

Ainda hoje no debate entre Marisa Martins e Edgar Silva, ficou patente a animosidade entre os dois partidos da extrema esquerda. São adversários e estão longe de se considerarem parceiros apesar de apoiarem o mesmo governo. O BE relegou o PCP para o último lugar na Assembleia da República e isso não é pouca coisa que o PCP perdoe.

Temos pois, um governo minoritário, apoiado por partidos adversários entre si. O BE quer que o governo se mantenha tempo bastante para influenciar decisões e fortalecer o seu poder na máquina do estado . O PCP quer readquirir o seu poder sindical nas empresas públicas e deixar pelo caminho, o mais depressa possível, a tralha socialista. O PS precisa de algum tempo para lambuzar os eleitores e marcar eleições antecipadas.

Eles prometem tudo mas não deixam nada