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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Passa culpas entre médicos e enfermeiros no S. José

Todos os hospitais centrais de Lisboa ( S. José, Desterro, Santa Marta, Maternidade Alfredo da Costa, D. Estefânia, Miguel Bombarda ) localizados na Encosta de Santana há muito que deveriam ter sido substituídos por um só hospital moderno . Gastam-se milhões em remendos anualmente.

As corporações instaladas não querem. Lembram-se das manifestações à roda da Maternidade Alfredo da Costa, com argumentos tão importantes como " eu nasci aqui" ?

Será o momento para substituir instalações e equipamentos, bem como modelos de gestão e terminar com estes crimes de que agora temos conhecimento. Há médicos e enfermeiros e todas as condições mas não estão disponíveis para tratar certos doentes. Ao fim de semana. Há maior vergonha ?

 

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Basta olhar pelo lado dos doentes

Aí está uma reforma em curso das urgências após a morte do jovem em São José. O objectivo é o mais simples possível. Envolver em rede os recursos disponíveis e optimizar a sua utilização. Há muito que é assim no privado mas no estado os serviços funcionam na óptica dos interesses corporativos instalados . Morrem os doentes.

Há por aí uns sonâmbulos que nos querem fazer crer que estes crimes nada têm a ver com as reivindicações de quem se julga dono do estado. Não dás mais ? Então não brinco. E como por encanto aparece uma cortina de argumentos a defender o indefensável. Até há aquela frase idiota dos sindicalistas : se a greve não prejudicar ninguém não tem efeito nenhum. A ideia é, pois, prejudicar os utentes, só que na saúde joga-se com a vida e com a morte. Mas a ligeireza com que se decreta a greve é a mesma. Pelos direitos de quem tem trabalho e vencimento certinho ao fim do mês. 

Os políticos dão a cobertura necessária, ignorante e demagógica, como é o caso de Maria de Belém que até foi ministra da saúde. Cortou-se demasiado e, pecado dos pecados, nas horas extraordinárias...

A reforma em preparação obriga a que o SNS se organize de modo a garantir uma resposta pronta e coordenada". Isto é, "exige que se proceda a uma profunda reorganização dos cuidados de saúde hospitalares nas várias regiões de saúde do país, apostando nos princípios da cooperação interinstitucional, da organização em rede e da partilha dos recursos disponíveis no SNS".

E eu a julgar que este era o trabalho da gigantesca estrutura que supervisiona o ministério da saúde

Quem é que vai fazer cair o governo ?

Quanto a mim vai ser o próprio António Costa. Estar nesta situação, dependente do PSD, com este a mostrar ao país que é por razões patrióticas que deixa o governo governar é o pior de tudo. O desgaste de um governo apertado por decisões difíceis que terá que tomar, por um lado, e andar de "boina" na mão a pedir apoios, ora à esquerda ora à direita, não se aguenta muito tempo. Se a esquerda lhe falha é porque os apoios de PCP e do BE mão têm nada de estáveis. Se a direita lhe dá mão fica demonstrado que os argumentados apresentados para formar governo foram uma golpada.

PS e PSD estão assim, de joelho em terra, à espera do tiro de partida. Nos próximos meses o PS vai distribuir umas prendas que, por poucochinhas, depressa se apagarão da memória. Nos meses seguintes virá a factura. A economia nem por sombras crescerá os tais impossíveis 2,4%. As exportações perdem gás e as importações começam a crescer. O emprego patina. Por fim as contas públicas iniciam a degradação.

Esta a posição de grande parte dos economistas que falam na vinda do 2º resgate que trará mais austeridade.

Mariana Mortágua do BE diz em entrevista que não perdoará um cêntimo que seja ao governo PS, esquecendo-se que o cêntimo é dos contribuintes não é do governo. O PCP pela mão da CGTP não perdoará ao governo uma greve que seja, esquecendo-se que quem ficará em terra à chuva e ao sol são os utentes.

Acreditam que mesmo nós , os tugas, aguentamos esta balbúrdia durante muito mais tempo ?

 

A morte de S. José vista por um médico

Se o hospital não dispunha de recursos devia ter tentado mobilizá-los. Se o doente não podia ser deslocado, talvez a equipa de prevenção a outro hospital, público ou privado, o pudesse fazer, fosse ela de Lisboa ou do Porto: é para isso que existem helicópteros (do INEM, da Força Aérea). Se isso não fosse possível, havia que tentar contactar colegas. Quem trabalha nos hospitais sabe como isso se faz e sabe que funciona. Eu mesmo guardo a história de uma cirurgia assim que só foi feita porque quem a podia fazer foi contactado, in extremis, no aeroporto de Lisboa quando se preparava para embarcar. E desistiu do voo e voltou ao hospital para operar. Sim, podia acontecer que nada disto resultasse. Mas era legítimo esperar que tivesse sido, pelo menos, tentado. Em vez disso, esperou-se por segunda-feira.

Estes candidatos a presidente são tão fraquinhos...

Eleições à vista em Espanha

Como escrevi aqui logo no dia seguinte. E como a situação portuguesa mostra quase todos os dias. É bem melhor clarificar com um mandato sólido do que estar ligado à máquina. Que é o que acontece ao governo de António Costa que já precisou duas vezes do apoio do PSD ante o manguito do PCP.

É necessário um pacto de regime que possibilite o arranque da legislatura, uma equipa governativa e o impulso para as «reformas necessárias à regeneração política que a Espanha necessita». Exactamente o que Portugal precisa mas que é de todo impossível com um governo apoiado em dois partidos ideológicamente afastados.

 

 

Marisa Martins devia respeitar a nossa inteligência

Marisa Martins acha que as mortes no Hospital de São José, por falta de equipas cirúrgicas se devem aos "cortes" na saúde. Trata-se de um atentado à inteligência das pessoas.

"Lamento, absurdo mesmo é querer reduzir o que se passou no Hospital de São José a uma questão político-financeira. Mesmo o actual ministro, Adalberto Campos Fernandes, reconheceu que não se tratou apenas de uma questão financeira, salientando que faltou organização naquele hospital. Não posso deixar de olhar para a defesa corporativa que foi feita neste caso, sem pensar que é com grande hipocrisia que muita gente faz o juramento para exercer a profissão."

O que se passou é que os interesses corporativos se sobrepuseram ao interesse do doente. E que uma deficiente organização( alicerçada em ideologias que cavam um fosso entre os vários hospitais) impediu que se esgotassem as soluções que agora já todos encontram.

Tudo o que de mau o "estado prestador de serviços" nos oferece nunca é, para os comunistas, a impossibilidade do estado oferecer bons serviços em todo o lado e a todo o tempo.

O BANIF também foi saqueado

Ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, ninguém assinou nada. Onde é que já ouvimos isto ? Daqui a uns anos um qualquer governo faz uma lei " à la minute" para que os capitais no estrangeiro regressem a Portugal a troco de um impostozinho. Grande parte dos três mil milhões em falta que os contribuintes vão pagar regressam nessa altura.

Há muito investimento que nunca saiu do papel, muito imobiliário deixado ao abandono, muito crédito concedido aos amigos . Como no BNP, no BES, no BPP, na CGD, no BCP e menos nos que conseguiram fugir ao naufrágio. Mas a técnica é a mesma em todos.

"E, um dia desses, um qualquer governo há de aprovar um regime extraordinário de exceção para que empresários, administradores, intermediários, e outros, cá coloquem o dinheiro que literalmente saquearam com uns projetos imobiliários que ou não saíram do papel ou nunca lá estiveram. Há muito disso no Banif. Alguém os aprovou. Alguém os financiou. Alguém os assinou. E alguém os devia ter vigiado.

E dizem que o Pai Natal não existe. Existe, pois, mas só para alguns."

Não se macem só ficarão mais preocupados e indignados e não resolvem nada.

 

 

Porque não recorreram aos hospitais privados ?

A morte do jovem em S. José em circunstâncias inexplicáveis levanta questões que há muito se conhecem mas que ninguém quer resolver.

Uns por razões financeiras do estado. Outros por razões mesquinhas corporativas, outros ainda por razões ideológicas. Mas bastava estar do lado do doente para que a solução fosse encontrada. Agora, já muitos apontam caminhos e soluções. Resolver o problema em rede já que há outros hospitais com equipas em prevenção e com capacidade técnica para operar . E recorrer aos hospitais privados, como aconselha o Dr António Arnauld, o pai do Serviço Nacional de Saúde.

Se em vez de gastarmos energias a defendermos a prestação do serviço público pelo estado em monopólio, nos entregássemos à tarefa de optimizar os meios humanos, técnicos e  financeiros existentes no país e os puséssemos ao serviço dos doentes,  todos ficariam a ganhar. Mas o que se exige é que o doente seja encaminhado para os hospitais públicos mesmo que não seja o mais adequado . É aceitável que alguém na flor da vida morra por razões corporativas e ou ideológicas? Porque um hospital privado possa ganhar dinheiro salvando da morte um doente? 

Naquela noite de sexta-feira, dia 11, quando David Duarte chegou ao S. José, vindo de Santarém, o médico que o recebeu não chegou sequer a pegar no telefone para completar a equipa. O princípio tinha ficado claro e nenhum profissional voltaria para o serviço nas condições em vigor.

Por outro lado, David esperou o fim de semana inteiro pela cirurgia sem que ninguém tivesse recorrido às instituições privadas em busca de uma equipa que assegurasse a cirurgia. E poderia fazê-lo. Quem o diz é António Arnaut, ‘pai’ do Serviço Nacional de Saúde: «Em último caso, pergunta-se, por que é que não transferiram o doente para o privado, para poder ser operado no fim de semana? Aí está uma função que o privado pode desempenhar, que é de ser complementar».

Além disso, o privado tinha condições para responder ao problema. Segundo o SOL apurou, o Hospital da Luz, por exemplo, tem três neurocirurgiões com competência para este tipo de operações.

Quando o estado está aprisionado pelas corporações de interesses só nos resta lutar para que o estado não goze de monopólios na prestação de serviços aos cidadãos.

O direito de escolher não morrer

PGR pode vir a acusar por negligência os médicos e enfermeiros bem como a administração do Hospital de S. José. O hospital nem sequer contactou os outros hospitais em Lisboa - públicos e privados - que podiam operar o doente. Quem não percebe o que é o direito de escolha das famílias está agora confrontado com um exemplo que não garante refúgio. Seja ideológico ou outro.

Apesar de nem sempre ter equipas de escala ao fim de semana na especialidade de neurocirurgia, Santa Maria, por prática, contacta os médicos que voluntariamente vão trabalhar. Ou, em alternativa, este hospital funciona em rede com outras unidades, já que existem profissionais habilitados no Garcia de Orta e no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental. No privado, o Hospital da Luz tem também pelo menos dois médicos preparados para lidar com aneurismas rotos (precisamente o que foi diagnosticado a David Duarte). Em Santa Maria já foram realizadas, neste ano, cerca de 40 intervenções a aneurismas - procedimento específico, mas que por norma é realizado em menos de 24 horas.

O doente só pode escolher o hospital desde que seja público e que seja da zona da residência. Não pode escolher o hospital certo e muito menos se for privado. Na educação também é assim. Não interessam as pessoas, interessa a ideologia e a cegueira partidária. Agora é vê-los chorarem lágrimas de crocodilo. À esquerda !

A morte, quando evitável, não tem justificação nenhuma

O anterior ministro da saúde tem vindo a ser vítima de um ataque infame diário e sem direito a ser ouvido. Ao contrário, médicos e enfermeiros justificam-se, sem pinga de pecado, com o pagamento das horas extraordinárias. Como se a greve ou a tomada de posições extremas que levam à morte pudessem ser justificação .

Como se não houvessem soluções intermédias. Como se na equação o mais fácil seja que morram os doentes. Como se o resultado possível da discórdia não obrigasse a encontrar uma solução. Para mais quando havendo mais que um centro com as qualificações necessárias, a solução podia ser encontrada repartindo e menorizando os prejuízos entre eles.

Mas não, chegamos a um tempo em que os que têm emprego fixo e remunerado se consideram no direito de exigir mais. E, a razão apresentada, é sempre defender os mais fracos. Os que morrem nos hospitais por falta de assistência tal como nos transportes os utentes que não têm alternativa e ficam em terra apesar de terem bilhete pago.Os mesmos que acusam as farmacêuticas por exigirem preços insuportáveis nos medicamentos que salvam vidas

Não é ser de esquerda ou ser de direita. É ser insensível, é utilizar a força dos fortes contra os mais fracos. Como se houvesse justificação seja ela qual for.