Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Habituem-se, o PS que feche a porta

O PCP não concorda com o PS na eliminação da taxa extraordinária do IRS. O diploma vai baixar à respectiva comissão de onde vai sair com cedências que é o mesmo de dizer que com mais despesa pública. Onde é que se vai buscar mais dinheiro para cobrir o buraco ? Depois vê-se. 

O líder comunista lembrou ainda que a posição do PCP é válida também para o Orçamento do Estado para 2016. “O nosso posicionamento será sempre contra os cortes e aquilo que deve ser a reposição de rendimentos aos trabalhadores e pensionistas, seja no Orçamento do Estado, seja nessa iniciativa legislativa”.

Como é que se consolidam as contas públicas é deixado nas mãos do PS que vai ter que inventar dinheiro onde não o há. A última vez que soubemos do programa socialista o crescimento do PIB já ia em 3,4%, e Jerónimo já se queixou que nunca nenhum economista lhe disse porque "não o défice em 4% em vez de 3%. "

Mas é claro que todos os economistas sabem a razão. A dívida pública é o somatório dos défices, mas como o PCP não quer pagar a dívida...  

O 25 de Novembro não consta do acordo

Que PC e BE não gostem do 25 de Novembro bem se entende agora o PS ? O 25 de Novembro deixou-nos uma democracia . Há quem se queixe que devia ter ido mais longe, leia-se, devia ter aniquilado de vez os adversários. Foi preciso que os democratas pusessem travão a essas tentativas extremistas .

O então Coronel Melo Antunes, já desaparecido, veio à televisão acalmar as hostes. O PCP já se preparava para voltar à clandestinidade onde se sentia como peixe na água. A extrema esquerda e a extrema direita não queriam a democracia como ainda hoje não querem, é bem de ver. É por isso que não comemoram uma data que repôs a pureza inicial do 25 de Abril. 

Associação 25 de Abril :

 

Car@s associad@s

 

Na passagem dos 40 anos do 25 de Novembro, muitos querem comemorar essa data tentando, em minha opinião, uma de duas coisas: reinventar as divisões que então existiam e nesse dia se confrontaram, uma tentativa de reagrupamento e alianças de forças semelhantes aos desse tempo; substituir o 25 de Abril pelo 25 de Novembro, como data fundadora do regime livre e democrático que hoje – apesar de todas as malfeitorias que o poder tem vindo a praticar – ainda vivemos.

Por outro lado, os que, apesar de “vencedores”, não conseguiram, então, os seus intentos de regresso ao 24 de Abril, tentam agora, camuflados com palavras de ordem de que respeitam as atitudes dos “Nove”, de que Melo Antunes foi o principal porta voz, tudo fazer para terminar a tarefa que então não conseguiram realizar. Com aliados de peso, a começar no próprio íncola de Belém.

Sou dos que não renego as posições que então assumi, as enormes responsabilidades que tive no desenrolar dos acontecimentos de há 40 anos.

Como tenho afirmado, estou convicto de que, nas mesmas condições, não conseguindo as alianças que tentei, voltaria a tomar as mesmas opções.

Passaram 40 anos, muitas coisas mudaram em Portugal e no Mundo.

Por mim, sem renegar o meu 25 de Novembro, o que saiu vitorioso, continuo a privilegiar o 25 de Abril, o meu 25 de Abril!

Envio-vos uma reflexão, que poderia ser a minha intervenção se participasse numa evocação do 25 de Novembro.

Aguardo as vossas criticas, os vossos comentários.

Por fim, informo que amanhã, dia 25, não irei participar em qualquer comemoração.

Mas hoje, dia 24, estarei no Largo do Carmo na Concentração em defesa da Constituição da República, conquista maior do nosso 25 de Abril (e 25 de Novembro).

 

Cordiais saudações e um abraço

Vasco Lourenço

Esvaziado de poder e capacidade de decisão

Isto não é bom e tem tudo para acabar mal e cedo

António Costa, que parte de uma confrangedora derrota eleitoral, que já lá chega em défice de autoridade, ainda tem de caminhar para a tomada de posse com um Presidente da República agarrado à perna. O plano B de Cavaco não é evitar que tal aconteça mas tão-simplesmente transformar a indigitação do XXI Governo Constitucional mais penosa e humilhante.

Paradoxalmente, e porque não tem uma alternativa credível, quanto mais Cavaco enfraquecer Costa, mais forte fica a esquerda radical. Nas condições em que se prepara para governar, António Costa será o chefe do executivo mais esvaziado de poder e capacidade de decisão desde que o Conselho da Revolução foi extinto.

É um governo curioso ou só tem algumas curiosidades ?

Antes de tudo na Justiça . Quando o PS tem casos na justiça em que estão envolvidos membros seus, nomear para ministra desta pasta uma magistrada do Ministério Público tem que se lhe diga. Reforça a independência do Ministério Público em relação ao governo ou, pelo contrário, coloca o ministério público hierarquicamente na dependência do governo ? É para seguir com muita atenção.

Nota-se a falta de independentes chegados aos partidos da extrema esquerda que poderiam lançar pontes. Ou essas pontes serão conseguidas na Assembleia da República onde ficaram diversos nomes com peso no partido ?

Vieira da Silva vai para uma pasta que conhece bem. Para travar Centeno naquele seu apetite de lá ir buscar dinheiro que não tem para cobrir as exigências do PC e do BE ?

E como é que o liberal Mário Centeno se vai entender na feitura do orçamento com os comunistas ? E no ministério da Economia vamos ter um académico tão independente dos lobbies  como Álvaro Santos Pereira ? Vai atacar as rendas das grandes empresas ?

A Simplex Maria Manuel volta à Administração Pública e Ana Paula Vitorino que foi secretária de estado dos transportes com Sócrates vai para o ministério do mar . Porque envolve os "portos" que conhece bem ?

Na Saúde Adalberto Fernandes é um homem com provas dadas mas que tem uma visão liberal para o sector. Vai dar-se mal com os partidos apoiantes do governo ?

Quanto à Educação não conheço o mais jovem elemento do governo. Será capaz de travar o alucinado Mário Nogueira da Frenprof ?

Augusto Santos Silva já esteve em tantas pastas que esta é mais uma. Dá confiança.

Quanto a António Costa dizem dele que não gosta de estudar os dossiers. Será por isso que tem dois jovens turcos como seus adjuntos ?

Não concordo mas espero que sim

É óbvio que não concordo com todo este processo que acabou na indigitação de António Costa como primeiro ministro. Formalmente pode ter sido legal e legítimo mas também foi pouco transparente e não conforme ao que todos estavámos habituados e com o que contávamos. Há, pois, um déficite de transparência.

Mas agora não vou ficar agarrado a um período pouco dignificante da vida politica portuguesa. Vou esperar que o governo trabalhe bem e que tenha êxito embora as esperanças sejam poucas. Desde logo porque a via económica escolhida, aumentando o consumo interno, não encontra margem na situação financeira do país. Já foi tentado e o país acabou na bancarrota.

Em vez deste caminho devíamos calcorrear o que faltava do caminho anterior. Consolidar as contas públicas, sair dos débitos excessivos, aumentar o investimento e o emprego, mantendo as contas externas positivas.

Ainda acredito menos na consistência do apoio do PCP e do BE. O PS espera que algures no caminho e depois de distribuir o pouco que há, não precise mais dos partidos apoiantes e avance para eleições antecipadas sozinho à procura da maioria absoluta. PCP e BE sabem isso muito bem e só não se antecipam se não puderem depois de obtidas as vantagens que procuram.

Uma coisa é certa. Só eleições antecipadas reforçarão a credibilidade que falta à vida politica do país. 

Que Cavaco faça o que Costa não conseguiu

Envolver a extrema esquerda nas responsabilidades governativas juntamente com o PS. PCP e BE não só não se envolvem na acção governativa como esbateram o mais possível a sua participação no acordo de incidência parlamentar.

Desde a tentativa ridícula de Jerónimo ao dizer que a palavra de um comunista vale tanto como um acordo escrito, até à envergonhada assinatura dos acordos, tudo fizeram para reivindicarem a queda do governo de centro direita ao mesmo tempo que apareciam ao seu eleitorado como não tendo largado mão de qualquer cedência.

Mas é preciso  recordar que o PS afirmou que “só derrubaria a coligação” se “dispusesse de uma maioria estável, sólida e coerente com os partidos da esquerda radical”. “O PS não apresentou, até ao momento, garantias de governabilidade e durabilidade elementares num executivo por si liderado, nomeadamente quanto a instrumentos essenciais da acção do Governo”.

Um pedido destes antes da indigitação “ajuda António Costa a comprometer Bloco e PCP não só com medidas redistributivas fáceis, que repõem salários e pensões, mas também com o outro lado da moeda: um Orçamento do Estado que cumpre as exigências europeias”.

“A haver realinhamento partidário, é bom que o acordo seja sólido”, vinca Marina Costa Lobo, para quem as exigências de Cavaco “comprometem os aliados parlamentares para uma estabilidade que seja realmente duradoura”.

Jerónimo não gosta da transparência

Cavaco Silva exigiu transparência no acordo do PS com o PCP e o BE.  Tem todo o direito de exigir a clarificação do acordo antes de dar posse ao governo. É o que faz com todos os governos . Com os actuais acordos, que todos os que os leram classificam como ambíguos, que poderia fazer Cavaco depois de ouvir tanta gente ? Avançar primeiro para um governo de iniciativa presidencial ? Dar posse a um governo na base da desconfiança ?

O PCP julga-se o guardião da Constituição. Tudo o que não lhe agrada é contrário à Constituição, mas o Presidente da República tem responsabilidades próprias entre as quais assegurar-se que os compromissos internacionais são cumpridos. Ora PCP e BE não deixam dúvidas a ninguém. São contrários ao cumprimento dos acordos que nos ligam à União Europeia e à Nato . Não basta, pois, dizer que congelam durante uns tempos essa parte essencial da sua doutrina.

Num texto publicado no site da Presidência na internet, após ter recebido o secretário-geral socialista, Cavaco Silva fez saber que as "posições conjuntas sobre situação política" assinadas pelo PS com os outros partidos parlamentares de esquerda "suscitam dúvidas quanto à estabilidade e à durabilidade de um governo minoritário do PS, no horizonte temporal da legislatura."

O Presidente da República quer o(s) acordo(s) clarificados. Quem lhe pode levar a mal ? Transparência é fundamental nos acordos, em todos os acordos, especialmente onde entra o estado e as suas instituições. E não foi Jerónimo que ensaiou aquela hipótese de não haver acordo escrito dizendo que palavra de comunista basta ? É claro que é a essa luz que se entendem as assinaturas envergonhadas. E acordos escritos com afirmações vagas que dão para tudo, especialmente para quem quer ir decidindo caso a caso como o PCP, ainda mais exigem clarificação. 

Cavaco exige que PCP e BE sejam europeus

António Costa tem trabalhos de casa para fazer. Convencer PCP e BE a serem europeus. E limpinho no papel. Para o presidente não basta, nem por sombras, a palavra dos comunistas. Vão ter que assinar um acordo público, não envergonhado, em que aceitam tudo o que não querem. E, claro, fica subentendido que ou os partidos anti-europa aceitam sem subterfúgios esses princípios ou Cavaco avança para um governo de iniciativa presidencial.

Estão lá, no tal trabalho de casa, todos os compromissos que Cavaco desde o seu primeiro discurso, impôs como condição para empossar o governo PS apoiado pela extrema esquerda. PCP e BE, mas principalmente o PCP, vão ter que tapar os olhos e assinar . Já o fizeram uma vez com Mário Soares mas agora é muito mais indigesto.

É o mínimo para que o governo possa ter alguma credibilidade . Mal esteve quem pensava que Cavaco Silva andou a perder tempo. E os que o tentaram apoucanhar têm agora um guardanado onde limpar a cara. Os cenários estavam mesmo estudados.

Quem ganhou como ninguém quatro maiorias absolutas e é o politico com mais tempo em funções mostrou que a experiência é quase tudo.   

 

Só faltava Sócrates

Vem ajustar contas com Cavaco e com a direita que se juntou à extrema esquerda para o derrubar em 2011. A mesma extrema esquerda que agora se junta ao PS para derrubar a direita e, com isto, mostrar que com PCP e BE nada é duradouro, estável e consistente.

Algures, mais perto ou mais longe, a extrema esquerda vai deixar o PS sozinho com os problemas depois de obter o que pretende. Ninguém acredita que PCP e BE vão deixar de ser o que a sua natureza lhes determina. Partidos de protesto. E, quando esse momento chegar, Sócrates vai aproveitar para se apresentar como o líder natural de um PS que pode chegar à maioria absoluta e não precisar de quem o derrubou. Nessa altura António Costa vai voltar a ser poucochinho.

A voz que não se cala é uma enorme dor de cabeça para um partido que se encontra já tão esfrangalhado e que se manteria calado enquanto o poder garantisse vantagens. Com Sócrates também isso se perdeu . Irá usar tudo o que estiver ao seu alcance para se defender, incluindo o seu partido que, segundo a sua opinião, não o defendeu .

Há quem no PS o queira calar acenando-lhe com as presidenciais de 2020. Só quem não o conhece é que acredita que o poderá manter calado durante os anos de brasa que aí vêm com a justiça.

 

 

,

A Constituição não define prazo limite para Cavaco Silva decidir

Podem chamar-lhe o que quiserem mas o Presidente da República não só pode tomar uma de várias decisões que tem ao seu dispor como não tem limite temporal para o fazer. A Constituição que a oposição tanto louvou durante o governo de Passos Coelho é agora atropelada . E a superioridade da esquerda vem ao de cima . Gangster, trauliteiro, sr. Silva...

Pedro Passos Coelho, líder do PSD e primeiro-ministro em funções, afirmou que, depois de o PS ter de forma "irresponsável" derrubado o executivo, cabe-lhe agora construir uma solução de Governo com "uma maioria estável, duradoura e credível", que "ainda não tem".

Pelo CDS-PP, parceiro de coligação do PSD, Paulo Portas, líder do partido, considerou que cabe a Cavaco Silva verificar a sustentabilidade do "projecto negativo" da esquerda parlamentar e sublinhou que o poder presidencial de indigitar o primeiro-ministro ministro é "livre e não sindicável".

Quanto ao PS, PCP e BE continuam a gritar que têm um acordo estável, credível e duradouro no que ninguém acredita. Mesmo uma parte importante do PS não acredita nos acordos envergonhados.