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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Dois acordos em vez de um

O PCP não vai assinar acordo nenhum com o BE . Assim vamos ter um acordo PS/PCP e um acordo PS/BE. A tontice da Catarina não é coisa que agrade ao PC . Diz ela que já há acordo para descongelar as pensões . Este é um bom exemplo de como o BE está preparado para discutir assuntos que o PC vai deixar para as manifestações de rua da CGTP.

O acordo que o PCP gostava de fazer com o PS era um acordo de palavra. Nós apoiamos caso a caso . Tudo o que seja bom para os trabalhadores nós apoiamos e ponto. Estar e não estar com o PS que, segundo o PCP, é de direita e no essencial vai continuar a governar à direita.

Para o PC este acordo mínimo tem um único objectivo. Impedir a governação de Passos Coelho. Depois começa o problema. Sem ilusões como Jerónimo não se cansa de dizer . Já para o BE da saltitante Catarina, este acordo representa o reconhecimento do partido. Que no essencial não tem representação nenhuma na sociedade ou ao nível autárquico, há pois que fazer render o máximo a representação parlamentar. Para que se saiba que não é irrelevante.

O PCP tem outra história e outro currículo não precisa de reconhecimento mas não pode ficar com o ónus de ter impedido o governo às esquerdas. É um casamento sem amor que acaba passados uns meses quando puder apresentar razões. E o dia a dia da governação vai-lhe dar muitas oportunidades de divórcio que poderá apresentar aos seus militantes.

Aqui chegados a futura coligação eleitoral far-se-á com PS e BE . A confiança entre os três partidos é tão sólida que cada um deles se apresentará às presidenciais com o seu próprio candidato. Não vá o eleitorado próprio acostumar-se a votar nos candidatos de outros. Mesmo que tapando os olhos.

 

Vamos ver quem vai governar por PS interposto

Será o PCP ou a Troika ? Vamos ver quem, por PS interposto, vai governar Portugal. Ou o PCP, durante uns meses, ou a troika, durante um pouco mais. Na primeira hipótese, teremos eleições, novo governo e talvez segundo resgate. Na segunda, teremos só eleições e novo governo.

O que realmente interessa ao PCP está cá dentro, é o ganho imediato, o certificado de bom comportamento e algumas conquistas... Vai fazer as exigências habituais: mais défice, mais endividamento, mais impostos, mais salário mínimo, mais vencimento para os funcionários... Mais empresas públicas, mais investimento público... E não vai causar, por enquanto, mais problemas. O PCP está pronto a pagar muito pela sua nova virgindade europeia e democrática. Vai dar os seus votos ao PS, durante uns meses, porque este lhe prestou o enorme serviço de o considerar democrático e europeu. Se não fosse agora, talvez nunca fosse.

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