Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Quem é que está entalado ?

Não há acordo. Há acordo mas são dois acordos. E agora Passos Coelho vem dizer que aceita chefiar um governo de gestão até que se chegue a uma situação credível e sólida, leia-se eleições antecipadas. Quem é que está entalado ?

Catarina Martins segue o sonho de fazer parte do arco da governação, que é uma inspiração syrizianasyriziana. Jerónimo terá lá as suas razões para fazer parte disso, talvez porque, no caso de entendimento PS-BEBE, seria muito difícil viabilizar um governo da coligação Portugal à Frente. Nem com a mão a tapar os olhos, como foram aconselhados a fazer noutros tempos. Portanto, está entalado. E, em relação a António Costa, o que diria é que às vezes somos tão inteligentes que somos capazes de nos enganar a nós próprios. Gostava que ele pensasse nisso.

E quanto a Passos Coelho o que é que o fez mudar de opinião quanto a ser frito em lume brando num governo de gestão ? Cavaco não deve hesitar : Sendo péssimo, o governo de gestão tem esta inestimável vantagem: garante eleições daqui a cinco meses. Se o acordo da esquerda for apenas um logro e uma palhaçada para português ver, António Costa não pode ser primeiro-ministro.

pub-4-11.jpg

 

Ó Catarina, afinal não foi perda de tempo

Cumprir com a Constituição e com as regras da Democracia nunca é perda de tempo. O BE é que , como partido não democrático ainda não sabe. A Catarina, deslumbrada, anda excitadíssima, todos os dias arranja uma notícia, um novo principio que passa a valer sobre todos os outros. Quem não vai na cantiga é o tio Jerónimo que começou por dizer que não era preciso documento nenhum, depois que não percebia a tal questão do deficit e que o acordo para o PCP era para validar caso a caso.

Para o PS vir a público queixar-se que não há acordo nenhum quer dizer que lá no sossego das reuniões a barafunda é muita e grave. Quem é o primeiro a recuar ? 

"Não votaremos nem apresentaremos nenhuma moção de rejeição se não tivermos em simultâneo a garantia que temos uma alternativa acordada e consolidada com os restantes partidos políticos".

Já no dia 28 de outubro, Carlos César garantira que o PS "só inviabiliza a constituição de um Governo que seja liderado pela coligação PaF (Portugal à Frente) existindo uma alternativa sólida e consolidada de Governo". E acrescentou: "O PS não deixa o país sem Governo".

O PCP volta a dizer que palavra de comunista é para cumprir, mas acordo escrito e detalhado é que não há.

Pode vir aí um novo resgate a Portugal

Há cada vez mais vozes a levantarem-se contra o cenário de um governo de esquerda com PCP e BE. As associações patronais receiam um recuo nas exportações e no emprego. Vários economistas afirmam que nenhum tratado internacional desaparece só por que PC e BE chegaram ao governo. O dinheiro vai ficar mais caro e as fontes de financiamento vão fechar. É o desastre a caminho de novo resgate.

 

O desassossego cresce no PS

Francisco Assis prepara um almoço com os seus camaradas que não estão de acordo com o possível governo PS apoiado pelo PCP e pelo BE.

O PCP pela voz de Jerónimo de Sousa quer apoiar mas só caso a caso, com um pé dentro e outro fora como se fosse possível governar um país assim . Henrique Neto, candidato socialista às presidenciais, em carta a Cavaco exige um acordo escrito, para 4 anos, credível, empenhado e sem oportunismos . Única forma de repor a credibilidade que vai faltando.

O BE todos os dias canta vitórias logo desmentidas pelo silêncio culpado do PS e da azia do PCP. No horizonte, aos socialistas que já repudiaram em público a aproximação do PS à esquerda, juntam-se antigos quadros socialistas. 

capa_jornal_i_03_11_2015_a.jpg

 

A Henrique Neto não basta a palavra de Jerónimo

Entendamo-nos, a alternativa que está a ser preparada por PS/BE/PC tem que compensar em credibilidade a alguma legitimidade que lhe falta. E isso obriga a um acordo meritório que esteja para além das ambições pessoais e dos interesses conjunturais .

O acordo terá que conter um compromisso formal de entendimento para quatro anos, sendo naturalmente inaceitável um acordo de menor duração, ou restrito nos seus objetivos", defende Henrique Neto, numa carta enviada ao Presidente da República na sexta-feira e que foi hoje divulgada.

O objetivo mínimo será um acordo escrito", preconiza Henrique Neto, considerando que "as circunstâncias excecionais em que um tal governo é constituído exige esse entendimento tão minucioso quanto possível" e que especifique as matérias da governação e não incida apenas sobre pontos que interessam conjunturalmente às partes.

Além disso, acrescenta o candidato presidencial, o acordo deve referir que os parceiros se comprometem a não pôr em causa os compromissos internacionais de Portugal.

Esta é a forma do actual presidente da república retomar a iniciativa politica a curto prazo já que, a plena legitimidade, só será reposta com eleições antecipadas colocando frente a frente as coligações de esquerda e de direita.

Sem subterfúgios e com transparência .

O PS começou a fazer contas às utopias do BE

A Catarina Martins já tinha anunciado que as pensões seriam descongeladas já no inicio de 2016, a par do aumento do salário mínimo para 600 euros .Parece que não. O salário mínimo nem pensar como logo vieram a terreiro os empresários, a discussão far-se-á lá para Setembro/ Novembro e não é assunto que pertença aos partidos. E aumentar para 600 euros já em 2016 é fechar empresas e aumentar o desemprego.

Descongelar pensões também é um assunto demasiado complexo para ser compreendido por uma simples porta voz. Quanto custa ? E onde se vão arranjar as receitas para manter o equilibrio ? São as pensões todas ?

O BE anda alegremente a dar as pretensas boas novas, o PS a fazer contas e o PC com uma azia que nem uma caixa de pastilhas resolve. Com estes desmentidos todos a Catarina anda em mínimos.

Marcelo perdeu todas as eleições que disputou

Marcelo sem contraditório, com o tempo todo para si, é um óptimo analista mas quando se trata de "descer ao real" perde o equilíbrio. A primeira vez que falou usou a bomba atómica embora ele ache que se trata só de fumaça. Não gosta de eleições de seis em seis meses. Ninguém gosta a não ser que sejam necessárias. Ora perante o cenário que temos pela frente prescindir do único instrumento que pode estabilizar e dar credibilidade à politica nacional, é de quem ainda não desceu à terra.

Como está convencido que os 38% da direita estão garantidos anda a fazer comícios na voz do operário .Alguém lhe diga que nunca terá os votos do PC nem do BE e do PS, com um bocado de sorte, conseguirá os votos da  facção Assis. E, depois, há 43% de votos que não caíram nas urnas, os abstencionistas, de onde podem sair os votos que lhe faltam. Mas esperar que pesca no mar encrespado das esquerdas não cabe na "cuca" de ninguém.

O Professor não pode começar a campanha a dizer que não está disposto a contribuir para a clarificação da vida política do país. Porque se assim for já perdeu pelo menos um voto. O meu.

 

Eleições em 2016 são uma possibilidade

Diz o presidente da CCP . Há instabilidade governativa e pouca confiança na população após quatro anos muito difíceis. E a economia, que está a crescer pouco, ainda depende muito das expectativas dos indivíduos. A falta de confiança pode ser muito prejudicial.

Um salário mínimo de 600 euros já em Janeiro de 2016 é um absurdo . Só faz sentido negociar o salário mínimo lá para Setembro/Outubro .

Outra prioridade é a discussão da Segurança Social onde há graves problemas que não podem ser adiados. E há pontos na legislação laboral que precisam de ser revistos. Qualquer destas matérias são importantes para as confederações patronais tal como são para os partidos da extrema esquerda e sindicatos mas em sinal contrário. O PS vai estar entre a espada e a parede. E vai ter que decidir.

EP_2015-11-01.jpg

 

Se António Costa fosse um político de horizontes largos

Livrava-se deste peso que o vai perseguir sempre. Derrubou o seu camarada Seguro e usurpou o governo a quem ganhou as eleições. Não olha a meios para atingir os fins. Não é de confiança e é olhado de soslaio. Mas se a ganância do poder não o cegasse e o medo de aparecer perante o partido de mãos a abanar, não o tolhesse, o caminho a percorrer podia ser conforme as regras democráticas e segundo o interesse do país.

Deixava que Passos Coelho visse aprovados o programa e o orçamento para 2016 e fixava um horizonte para depois das presidenciais. Paralelamente, concertava-se com PCP e BE na Assembleia da República e trabalhava num acordo consistente e credível de governo.

Com o país a funcionar e sem perder nada do que conseguiu obter, mas a ter que enfrentar muitos e variados problemas, tomava a iniciativa de uma moção de censura e derrubava o governo. Limpa a imagem e com a credibilidade reposta disputava eleições antecipadas com transparência. O PS, o PC e o BE estão aqui perante o eleitorado com este programa. Credível, estável e consistente. Isto é, com todas as condições para obter uma maioria absoluta.

Desta forma mudaria os cenários. Em vez de o seu governo estar no fio da navalha, nas mãos do PCP e do BE, seria a coligação PSD/CDS que se veria afastada por largos anos da governação . Era só preciso competência.

Não é este o caminho que está a seguir. Aproveita-se das circunstâncias de Belém estar de mãos atadas e forma um governo de derrotados. Lá para Junho, com a despesa pública a aumentar e as taxas de juro a crescer o presidente da república em exercício terá que baralhar e dar de novo por forma a dar consistência à vida politica nacional. E, já agora, para atenuar os avisos crescentes que virão de Bruxelas.

António Costa, com a visão de curto prazo que está a ter, corre o risco bem real de colocar a coligação PSD/CDS por largos anos na governação.