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BandaLarga

as autoestradas da informação

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UMA PERGUNTA SIMPLES A COSTA

Que, porém, já não poderá ser feita, atropelada que seria pela voragem da campanha eleitoral.

 

Vou sanear a questão daquelas coisas avulsas, que se vão dizendo e já sabemos não serem para prestar atenção, daquelas promessas diferentes, que se fazem em localidades diferentes, contraditórias entre si, como essa de eliminar as portagens, dita no norte, e de financiar a a segurança social com as portagens, dita no sul.

De pôr os refugiados a limpar florestas, de ressarcir os ricos “lesados do BES”, de baixar a TSU, por aí fora, num rol fastidioso a que ninguém liga e que só vai servindo para fazermos umas larachas.

 

Isso, como agora se diz, não interessa para nada.

 

Tudo espremido, o que, em matéria orçamental, Costa defende de diverso, relativamente à coligação é, tão só:

- Baixar a taxa de IVA dos serviços de restauração para 13 por cento;

- Pôr termo à sobretaxa de IRS em dois anos, não em quatro, como a coligação propõe.

 

Significa isto que o PS concorda com todos os cortes e aumentos de impostos que a maioria desta legislatura aprovou, excepção feita à referida taxa de IVA.

Dá, pois, tacitamente, mas de forma clara, o seu expresso assentimento ao “enorme aumento de impostos” e a todas as medidas restritivas de despesa praticadas nos últimos quatro anos.

 

Se assim não fosse, teria tratado de anunciar a sua imediata reversão e não de continuar a praticá-las, como é seu desejo.

 

Ora, habituados que fomos, na legislatura que ora termina, à oposição do PS a toda e qualquer medida orçamental da maioria, acompanhada de ruidosas rodas de neo-liberalismo e insensibilidade social, uma pergunta simples se imporia – por que razão tanto e tão reiteradamente se opuseram às medidas que, afinal, querem manter?

 

Em que têm os nossos jornalistas andado a pensar?

 

Por mim, penso que é bem melhor deixar aplicar o programa a quem o defende com frontalidade e já demonstrou saber fazê-lo.

Isto está melhor ? As pessoas dizem que sim

Está melhor e vai continuar a melhorar . Surpresos ? É o que dizem as pessoas que responderam ás perguntas. " O país está melhor? e " No próximo futuro" . Um guia para os perplexos .

Melhorou sim, pouco mas melhorou. O gráfico abaixo mostra o valor médio das respostas à pergunta “Como avalia a situação actual da economia portuguesa”, numa escala de 1 (muito má) a 4 (muito boa), do Eurobarómetro. De Novembro de 2013 para Junho de 2014 subiu, e continuou a subir.

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 Vê-se o mesmo quando se olha para a resposta à pergunta “Quais são as suas expectativas para os próximos doze meses: os próximos doze meses serão melhores, piores ou iguais, no que diz respeito à situação económica em Portugal?” (fonte).

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 Andam a enganar-se porque querem. O povo tem sempre razão.

Sim, foi o PS que governou desde 2011

O PS governou treze anos dos dezasseis anteriores a 2011 . Com impostos, subsídios e empréstimos. Carruagens de dinheiro. No fim deixou o país na bancarrota . Sem dinheiro e sem aceder aos mercados. Com uma economia profundamente deprimida, um desemprego gigante um tecido empresarial virado para o mercado interno e que não representava mais que 24% do PIB nas exportações. Um nado-morto.

Quer dizer, perante este cenário o que se pode dizer é que quem viesse a seguir tinha as grandes linhas da governação definidas. A margem para fazer diferente era estreitíssima.

Primeiro houve uma surpresa, depois uma revolta a seguir uma reflexão. Mas onde estava a alternativa ? Em França, o socialista Holland prometia meter a Alemanha nos eixos e assim suavizar a austeridade. A seguir era Tsipras na Grécia que ia por as pernas a tremer aos alemães. Em Itália o socialista primeiro ministro mais comedido fazia o melhor possível.

Solução, só fora da UE e do Euro e sobre o Tratado Orçamental nem vê-lo. Mas mesmo com a governação metida em baias e com as grandes medidas inevitáveis, os resultados chegaram. Temos uma economia a crescer, as contas externas estão como nunca estiveram e cerca de 300 .000 cidadãos encontraram emprego . Mas o melhor de tudo é que mesmo com salários e pensões cortados não faltaram às familias. Agora não percebem porque só se discute o programa do PS. É fácil. Ninguém acredita no que lá está escrito. O Nicolau Santos no Expresso é dos poucos que ainda está na primeira fase. A fase da negação.

 

A probabilidade de a Colgação ter mais votos que o PS é superior a 60%

Fala quem sabe . Após esta semana de sondagens em que a Coligação apresenta um intervalo de ( 5,1% a 7% ) de margem acima do PS, podemos dizer que a probabilidade de a Coligação obter mais votos que o PS é de 60%. Ainda há cerca de 400 mil indecisos mas :

As sondagens, agora divulgadas diariamente em vários órgãos de comunicação social, vão dando conta de oscilações de opinião que, de um modo geral, apontam para um aumento da probabilidade da coligação PAF vir a ter maior votação que o PS.

 

Os números da nossa sondagem de hoje (37,9% para a PAF e 32,0% para o PS) correspondem ao designado "empate técnico", embora se possa concluir que a probabilidade da coligação ter mais votos que o PS pode ser hoje estimada em mais de 60%.

Recorde-se que a nossa sondagem do início de Setembro indicava uma diferença de 5 pontos percentuais entre PAF e PS e que, após o debate das televisões, com cerca de 3,4 milhões de espectadores, esta diferença quase se anulou. Passado esse efeito, foi o que se viu: nos últimos sete dias o crescimento da PAF foi quase contínuo.

Numa outra perspectiva, a descida do PS é corroborada pela diminuição da confiança em Costa para 1º ministro e pelo recuo do número dos que crêem que o PS será vencedor.

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NO SÍTIO CERTO

Para que quem queira possa ler no Diário da República, 2ª série, de 12 de Julho de 2006:

Louvo José Lopes Cardoso, motorista do meu Gabinete, especialmente encarregado do apoio automóvel à minha família directa, pelas suas excepcionais qualidades humanas, além de uma excelente educação, elevada competência profissional, capacidade de condução segura, pontualidade, aprumo pessoal e absoluta discrição.

Senti-me sempre muito tranquilo por saber que estavam nas suas mãos os membros da minha família mais próxima que, por uma razão ou por outra, precisavam dos seus serviços, de que sempre muito gostaram.

Quem o exarou e assinou foi o demitente Ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Pinto Freitas do Amaral, em forma do Louvor com o nº 532/2006.

Com o despudor e falta de vergonha que caracteriza os que tratam o Estado como seu e e consideram o dinheiro dos contribuintes naturalmente afectado às suas necessidades sumptuárias.

A sua “sensibilidade social”, que usou como argumento para a decisão do seu voto, que não surpreende, é para consigo próprio e da sua família, que, um e outra, pretendem permanecer tranquilos a fruir de serviços, pagos por nós, de que muito gostam.

Sem surpresa, repito, escolheu o partido certo para o efeito, o dos favores do regime.

Ainda bem, para que não restem dúvidas sobre o que se prepara.

E para que seja mais claro que terá de ser outra a opção de quem tem de pagar as suas próprias contas.

Sondagens - indecisos começam a tomar decisões

As sondagens mexem, indicação segura que os indecisos começam a tomar decisões . Tanto nos grandes partidos como nos pequenos as sondagens de hoje já mostram subidas e descidas em que nalguns casos até se percebe a transferência de votos.

Na sondagem RTP a Coligação perdeu 2% ( de ontem para hoje) exactamente na margem que vem evidenciando maior distância. Pode dizer-se que a actual margem, sendo mais estreita, é mais credível. Mas o curioso é que na sondagem TVI a Coligação aumentou a margem para o PS, movendo-se em sentido contrário à sondagem da RTP. Quer dizer, a margem a favor da Coligação começa a consolidar-se nas tracking poll em números aproximados e por isso mais credíveis.

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Uma vantagem recorde. O estudo da Intercampus para a TVI/TSF e Público divulgado este domingo coloca a coligação Portugal à Frente, com 38,1% nas intenções de voto, a 5,1 pontos percentuais do PS, que se fica pelos 33%.

No entanto, a sondagem da Universidade Católica para a RTP conta uma história diferente: a coligação continua à frente e ainda na casa dos 40%, mas os socialistas parecem recuperar caminho, estando agora a 7 pontos de diferença – no sábado, PSD e CDS estavam a 10.

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E para o Correio da Manhã / Aximage a distância também está nos 5,9% .

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 A vantagem da Coligação situa-se portanto entre os 5,1%, 5,9% e os 7 % .


 

 

 

Se não fosse por mais nada este governo valeu a pena por dizer "não" a Salgado

Daniel Bessa, ex ministro das finanças de Guterres não o faz por menos. O "não redondo" que Passos Coelho e Maria Luís deram a Ricardo Salgado foi o momento "zero" da nova ordem económica . As elites portuguesas já não são as mesmas que abocanharam o estado durante todo este tempo.

Não tenho nenhuma dúvida de que o acto fundador – para o melhor e para o pior com todas as consequências que aí estão – partiu de Passos Coelho e Maria Luís que disseram ‘não’ ao Dr. Ricardo Salgado”, afirma Daniel Bessa no Conversas Cruzadas.

“Um ‘não” proferido quando o Dr. Ricardo Salgado lá foi e não foi sozinho. Até conheço quem o acompanhou nessa diligência, mas não vou dizer. Até não foram só dois, mas saíram de lá com uma ‘nega’ redonda. O regime caiu aí”, sustenta o economista.

Álvaro Santos Almeida concorda com Daniel Bessa, mas vai mais longe. “Se não fosse por mais nada este governo teria valido a pena só por esta decisão”, nota o professor de economia da Universidade do Porto.

Há quem não queira ver que estamos perante uma limpeza de um regime apodrecido que nos conduziu a uma desigualdade indigna, a uma economia que não produz riqueza e a uma dívida colossal. Depois dizem que não compreendem o resultado das sondagens.

A qualidade das sondagens

Tenho-me questionado sobre a razão que tem levado, nos últimos anos, a recorrentes falhanços nas sondagens efetuadas antes das eleições, não só no nosso país mas também noutros países europeus.

 

Para as eleições de 4 de Outubro, parece-me estranho este “empate técnico” para que apontam as sondagens. As medidas duras e impopulares que a coligação teve de tomar nestes 4 anos, deveriam estar a refletir o descontentamento nas sondagens e consequentemente uma vantagem do maior partido da oposição, mesmo que isso à ultima da hora não se refletisse nos votos.

 

A sondagem da Eurosondagem para o Expresso e a SIC, publicada este fim-de-semana, refere na ficha técnica: “Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 17 a 23 de setembro de 2015.Entrevistas telefónicas realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa…”

 

Sempre achei que as amostras das sondagens são muito reduzidas para poderem dar indicadores corretos mas o aspeto que me chama mais a atenção é o da sondagem ser baseada em “lares com telefone da rede fixa”, e o mesmo acontece nas sondagens da Univ. Católica e da Intercampus. As comunicações de voz sofreram uma evolução drástica nas últimas décadas. No século XXI toda a gente tem um telemóvel mas nem todas as famílias têm um telefone da rede fixa. Aliás, o hábito e a necessidade para as famílias de terem um telefone da rede fixa verifica-se cada vez menos. Acho até que na classe média-baixa, até por razões económicas, isso não se verifica de todo.

 

Penso assim que poderá haver mais um falhanço nas sondagens e uma das duas principais forças políticas poderá até chegar perto da maioria absoluta.

Costa passou a ser o maior entrave à estabilidade governativa

António Costa vai radicalizando o discurso. Reprova o orçamento, não deixa passar um governo PSD/CDS mas confia na maioria de esquerda com PCP e BE . Não diz é como é que vai governar com quem quer sair da União Europeia, do Euro e do Tratado Orçamental . E o PCP e o BE já fizeram saber que sem isso não há entendimento para ninguem.

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 António Costa passou a ser o maior entrave à estabilidade governativa . Com os cenários com que nos ameaça, Portugal vai perder em seis meses o que ganhou nestes quatro anos. A confiança dos mercados, perder as baixas taxas de juro e o investimento.

O radicalismo do PS resulta assim de quatro anos de oposição à austeridade, da estratégia eleitoral e, na última semana, do nervosismo de Costa. Esta deriva ideológica e radical ignorou a grande lição das vitórias de Guterres e de Sócrates: as eleições ganham-se ao centro e com um discurso moderado.

A atracção fatal pelo radicalismo syrizista que seduziu parte do PS não ajudou, assim como não ajudam os persistentes sinais de radicalização interna do partido. Depois, claro, há a inescapável figura de José Sócrates a pairar sobre a campanha e em especial sobre António Costa. A confusão interna em torno das presidenciais também veio na pior altura e o processo de constituição das listas esteve longe de ser o ideal para promover a união e coesão interna do PS. A somar a tudo isto, a acumulação de sinais de recuperação económica, ainda que ténua e pouco consolidada, liquidou a narrativa da “espiral recessiva”.

Sondagem RTP - maioria absoluta para a Coligação

Pela pimeira vez a sondagen RTP dá apossibilidade de a Coligação alcançar a maioria absoluta. A tendência é de a vantagem entre a Coligação e o PS se alargar o que acontece desde o primeiro dia

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 A subida registada pela coligação Portugal à Frente manifesta-se também na intenção direta de voto expressa pelos inquiridos, com um aumento de dois pontos em relação à sondagem anterior. Já o Partido Socialista mantem o mesmo valor, de 17 por cento. 

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