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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Uma Páscoa de greves a que Silva Lopes apontou o dedo

Morreu um reputado economista e um homem de bem. Já em 2013, Silva Lopes, chamava a atenção para algo que hoje é muito presente. Há muita revolta mas não dos que mais sofrem.

É o olhar sobre o presente e o futuro de Portugal e da Europa de quem negociou o tratado com a EFTA e esteve como ministro das Finanças ou governador do Banco de Portugal nas anteriores intervenções do FMI.

Encontrei o Dr. Silva Lopes, nos últimos anos, duas vezes. Na primeira estava eu a sair de um exame ao coração e estava ele a entrar. Na segunda vez foi num almoço. Fiquei na mesa onde ele estava. A bancarrota já se anunciava. Perguntei-lhe, então Sr. Dr. , onde vamos nós buscar o dinheiro? E ele, isso não sei mas o primeiro ministro parece que sabe.

Nessa altura, a maioria não se atrevia a sair do rebanho. Todos viam que o país corria direito ao abismo mas como se diz na Beira, " a burro que está a comer não se lhe pode tocar na barriga".

Uma voz sábia e sensata que muito deu ao país.

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Um novo tipo de Educação

Por cá ensaia-se uma tímida descentralização ( logo catalogada de "municipalização") o que desde logo abriu caminho a um coro de protestos. E a indignados encerramentos de blogues que não conseguiram ver para além do seu umbigo.

Adelino Calado, director das Escolas de Carcavelos, em Cascais, exemplifica o processo: “O professor pergunta aos alunos o que é preciso para construir uma casa.E eles respondem que é preciso fazer cálculos. Ora isso envolve Matemática. E depois, o que será preciso? Conhecimentos de Física, e por aí adiante.” No final do exercício terão sido abordadas uma série de áreas do saber e o professor serviu de “orientador” da aprendizagem dos alunos.

É pouco provável – para não dizer impossível – que Portugal venha a embarcar de forma alargada no mesmo modelo. “Estamos no porto, de costas para o mar, e nem sequer nos damos conta de que o barco já partiu”, ilustra Joaquim Azevedo.

E a parte mais dificil é mudar a mentalidade aos professores. Por cá, como sabemos, nem exame de avaliação querem passar a fazer.

Para além dos filmes Manuel Oliveira deu-me uma lição de vida

Foi na Fundação Calouste Gulbenkian. Sentei-me na cadeira que me foi atribuída e ainda estava a espreitar a selecta assistência quando senti um suave toque no braço. Era Manuel Oliveira.

E perguntou-me o que fazia eu na vida. Que andava  na concepção, construção e equipamento de hospitais. E como se faz isso? E quanto custa ? Contei-lhe o estado da rede hospitalar que naquele tempo era muito mau e o que pretendíamos fazer. E aqueles olhos curiosos eram uma esponja a absorver a informação.

Foi há vinte anos, o Mestre tinha 86 anos. Com uma agilidade intelectual impressionante. Como impressionante era a paixão que não disfarçava quando chegou a minha vez de lhe fazer perguntas sobre os seus filmes. E como é que se filmam os olhos verdes da Leonor da Silveira como se pertencessem ao verde de "Vale Abraão" ?

Passei um dia, nos intervalos do Congresso, a ouvir as saborosas histórias de Manuel Oliveira. Que emoldurava em cenários como só ele sabia descrever.

Deu-me um abraço já a tarde ia longa. Que olhasse para o Santo António, com a idade que já tinha era certo que iria precisar de cuidados hospitalares. Foi há vinte anos. Vamos continuar a ver os seus filmes.

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Estado não consegue garantir sigilo fiscal

Este é que é o verdadeiro problema. O estado não consegue garantir o sigilo fiscal e a devassa é permanente e está ao alcance de qualquer um que tenha acesso aos dados. Este facto é mais do que suficiente para que se implementem  listas sejam elas ou não VIP.

Porque não sejamos ingénuos. Não só há voyeurismo como também negócio. Basta ver as primeiras páginas dos jornais. E é claro que os infractores não são politicamente neutros. Basta ver como o sindicato colocou a questão. O problema, para o sindicato, não é a quebra do sigilo fiscal, é não poder consultar todos os contribuintes, porque até na devassa devemos ser todos iguais.

Mas a verdade é que não somos todos iguais perante o direito do sigilo fiscal. A maioria de nós não vale um cêntimo para os criminosos. É mesmo por não sermos todos iguais que alguns devem ser protegidos na impossibilidade de o sermos todos.

A Autoridade Tributária é uma bandalheira e não é de agora. Longe disso. Mas é coisa que não preocupa sindicalistas indignados. Cheira-me que há muito funcionário público que vai apanhar com os "estragos colaterais".

A TAP está em completo e contínuo desespero por falta de dinheiro

Poucos a querem. Nenhuma das grandes companhias de transporte aéreo está interessada na TAP. O desespero na tesouraria é permanente. Vender aviões que foram contratados em leasing é norma, para fazer liquidez. E como tem capitais próprios negativos não tem nada para vender em bolsa.

As companhias de transporte aéreo estão permanentemente a investir para se manterem a par da tecnologia mais recente e, com isso, assegurarem a segurança, a confiança e a competitividade.

 "Qualquer questão de conjuntura pode ter um impacto muito dramático na empresa",  lembrando os problemas operacionais do segundo semestre do ano passado que penalizaram os resultados da TAP que terminou o último exercício com um prejuízo de 46 milhões de euros.
"Há números que nos devem fazer reflectir. Há um desespero completo de tesouraria, uma empresa que factura na casa dos dois mil milhões de euros tem um ‘free cash flow' de dois milhões. Isto é andar completamente em desespero, viver o minuto a minuto das dificuldades da empresa do ponto de vista da tesouraria", afirmou Cantiga Esteves.

E sabe-se o que faz o desespero em companhias aéreas.

 

No PS quem teve a culpa da derrota na Madeira ?

Agora no PS culpam Seguro pela derrota na Madeira, o tal que ganhara as europeias, as autárquicas e nos Açores. O PS prefere as derrotas de Costa às vitórias de Seguro. Gostos não se discutem, não é? Maria João Marques

Quem teve a culpa da derrota do PS na Madeira ? Os seguidores de Costa dizem que foi Seguro. Mas pelo sim pelo não, Costa deixa a Câmara de Lisboa para se dedicar por inteiro às legislativas. Deve ser por estar a correr bem, conforme o previsto. E não dá estudar e conhecer os dossiers a partir da janela da câmara.

António Costa foi recebido por Hollande e por Enzo, socialistas em exercício, que lhe transmitiram que aquela estratégia de investimento público é mais difícil de executar do que anunciar. E veio cá um economista socialista europeu que defendeu medidas tais que levaram João Galamba a acusar o camarada de apoiar o governo PSD/CDS.

Voltar às políticas que nos trouxeram à bancarrota não parece sensato. António Costa está a cair na real.

 

Para a CDU foi um dia histórico para a Madeira

Por esta é que ninguém esperava. Jerónimo de Sousa a considerar histórico um dia em que o PSD obteve uma maioria absoluta na Madeira.
O erro da primeira recontagem foi detetado já depois de o edital que anunciava a perda de maioria do PSD ter sido afixado e das declarações de vitória da CDU, que falava de um dia inesquecível para a Madeira  e para os madeirenses.

Vamos lá ver se agora é a sério



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