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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Uma economia virada para o exterior

O PS quer a economia a crescer à custa do consumo interno o que implica o aumento das importações. Mas nos últimos quatro anos o movimento dos nossos portos bateu todos os recordes. À custa das exportações o que é bem mais difícil e meritório. E, depois de muitos anos, temos uma balança comercial com uma boa taxa de cobertura (exportações/importações). E o saldo dos saldos das contas externas é positivo, coisa nunca vista.

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Ainda há pouco eram todos "Je suis Charlie "

Quando se deu a matança em França de jornalistas por terroristas foi um não mais acabar de profissões de fé pela liberdade de imprensa. "Je suis Charlie". Passaram uns meses e os mesmos que rasgaram as vestes estão agora a propor o "exame prévio" para as próximas campanhas eleitorais.

É verdade que com a excepção de meia dúzia de jornalistas, pouco se perde cortando a verve à comunicação social que temos. Mas o que os senhores deputados propõem é muito mais importante que condicionar os jornalistas. O que está em causa é limitar a liberdade. E há sempre, não nos enganemos, quem queira limitar a liberdade é só deixarmos dar o primeiro passo. 

Esta iniciativa é vergonhosa para mais vindo de quem vem.   

Á porta do paraíso

Andamos todos preocupados e, no entanto, isto é tão simples. Um país maravilhoso, saído das agruras de uma bancarrota, cheio de emprego, de riqueza e de boas contas. Não percebo porque não foi este milagre proposto nos PEC I,II,III e IV . Qual troika ? França, Espanha, Itália, Grécia, Irlanda, Chipre, abram os olhos. Não castiguem mais os vossos pobres.

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Á porta do inferno :

CDS fez as contas da próxima festa socialista.

3.020M€ - Impacto de 1,8% do PIB - Regresso da Troika

De acordo com as contas que nos foi possível fazer até ao momento, temos uma quantificação inicial das propostas do PS, já em 2016

Reposição dos salários da função pública – 300M€

- IVA da restauração – 300M€

- Reposição do RSI – 130M€, CSI – 8M€ e Abono de Família-40M€

- Complemento salarial anual – 350M€

- Sobretaxa do IRS – 380M€

- TSU – 750M€, mais CGA-165M€

- Problema de sustentabilidade da Segurança Social – 600M€

Total - 3.020M€, ou seja, impacto de 1,8% do PIB

Na prática, se este cenário se concretizasse, tal significava que:

- o défice e a dívida disparavam;

- Portugal deixava de sair do Procedimento do Défice Excessivo, com a consequente perda de credibilidade nacional e internacional

- Mais: deixávamos de crescer e de criar emprego sustentadamente

- OU SEJA, o que tudo isto realmente significa é que voltávamos a ter Portugal debaixo da Troika.

PS: quem já visitou a Capela Cistina no Vaticano e viu as pinturas de Miguel Angelo deve ter reparado que o Céu está apresentado na parte de cima dos painéis e o inferno na parte debaixo. Como eu no Céu não tenho qualquer autoridade não critico nada

 

 

O verdadeiro milagre - em ambos os cenários a economia cresce

Comparar cenários é uma forma boa de se aquilatar da bondade das propostas. O que se vê nestes gráficos é que os cenários não são assim tão diferentes, embora não apareçam por acaso alguns "picos" em momentos chave ( ai, eleições)

Há um milagre no crescimento da economia no cenário do PS que chega a 3.4% coisa que não se vê por cá há mais de trinta anos. Cumprido o sonho volta para os 2,2% tal como todos prevêem. Fica por saber como é que se chega lá. Milagre negado

O desemprego desce rapidamente e muito para 7,4% acompanhando o milagre do crescimento. Com estes dois resultados está o milagre completo embora dando cabo das contas externas e das importações. Milagre negado

As exportações, que segundo os profetas da desgraça estariam a cair desde há seis meses, afinal crescem 5,7%, tanto quanto o governo prevê. Este é um milagre anunciado.

E o déficite, como a luz intensa que irradia de uma azinheira, mais branca que o sol, fica resolvido. Milagre anunciado. Num cenário com mais despesa e mais receita noutro, com menos despesa e mais receita.

Parece que o verdadeiro milagre passou despercebido. As condições para que a economia cresça estão reunidas.

 

 

 

 

As paixões são boas enquanto duram

Santos Silva já está noutra paixão : "«Ninguém tem que tirar a gravata, ninguém tem que vir de mota, ninguém tem que vir de capacete, ninguém tem que pegar na mulher ao colo a beber vinho branco em frente à Acrópole. É possível todos de gravata, todos sem capacete, com as mulheres a fazerem o que entenderem, ninguém a ver a Acrópole. É preciso, é possível, construir uma discussão política entre duas alternativas muito diferentes, como nós vamos ver, num quadro da vinculação comum à União Europeia» . É possível haver alternativa clara sem entrar nas Varoufakisses»

O nosso metal

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Atualmente, entre os grandes nomes da metalurgia nacional encontram-se empresas como a Colep, fabricante de embalagens metálicas; a Ferpinta, produtora de tubos de aço, calhas e chapas; a Martifer, na área da construção metálica; a Simoldes, que trabalha sobretudo para a indústria automóvel e é considerada a maior fabricante de moldes a nível europeu; e a Silampos, famosa marca de loiça metálica, que produziu a primeira panela de pressão em Portugal, na década de 60.

Além destas empresas portuguesas, há capital estrangeiro investido por cá. Companhias alemãs (como a Mahle), japonesas (como a Tesco) ou francesas (como a Faurecia) têm presença em Portugal

Ler mais: http://visao.sapo.pt/o-nosso-metal=f817240#ixzz3Y5719gAq

O PS e o Ovo de Colombo - assim também eu

Assim também eu. Aumento a despesa, favoreço patrões e trabalhadores reduzindo a TSU, transfiro tudo para o estado e daqui a cinco anos os contribuintes pagam tudo. Como é que ninguém antes se lembrou disto? Por ser uma batota ? É que o crescimento que o PS inventa (2,6%) é muito superior ao que o FMI e outras instituições prevêem.

Como conseguem tudo isto? Imaginando taxas de crescimento muitíssimo superiores às previstas pelo FMI. E assim podem, como prometeram, acabar com a austeridade enquanto agradam a trabalhadores, patrões e credores. Sendo tão fácil, custa perceber como ninguém se lembrou. O objetivo pretendido é correto: apostar no crescimento do mercado interno por via de mais rendimento para os trabalhadores. Mas para lá chegar sem chatear ninguém o PS sonha com números impossíveis. Assim também eu.



Acreditar na previsão de crescimento da economia do PS é uma questão de fé

O governo prevê um crescimento da economia até 2,2% bem acima do FMI e de outras instituições financeiras, como BdP e Eurogrupo . O PS prevê um crescimento de 2,6%. Era bom era. Mas esta previsão tão acima de todas as outras aponta para um exercício contabilístico e não para um exercício económico. Quanto é preciso crescer para acomodar toda a despesa ? 2,6 %? Então que seja. Uma questão de fé.

Por outra lado que o PS acredite num crescimento tão robusto é uma bela homenagem ao trabalho do governo. Afinal sempre foi possível a austeridade e, ao mesmo tempo, crescer.

É que este crescimento de 2,6% permite a arrecadação de mais impostos (+- 6 000 milhões ? ) e a redução do desemprego para baixo do limite de 10% (7,4%). Tudo com o tal passe de mágica. Prever o crescimento da economia em 2,6% valor que nenhuma outra instituição se atreve a prever. 

Há até muito boa gente, conhecedora, que diz que um dos grandes problemas da Europa é conseguir crescer acima dos 2% tendo em conta a demografia ( milhões de idosos ) e a baixa natalidade bem como o nível a que as suas economias já chegaram.

Mas como se vê nada é impossível quando a fé é muita .

Henrique Neto elogia e critica programa do PS

Devolver mais depressa os salários e pensões, aumentando o consumo, aumenta as importações desequilibrando a balança comercial. É preciso primeiro substituir as importações pela produção de produtos nacionais o que leva tempo. E a melhoria das contas nacionais externas, com o saldo dos saldos a tornar-se positivo, foi uma das maiores conquistas dos últimos quatro anos.

Se, por um lado, Henrique Neto elogia o facto de António Costa ter apontado a inovação do setor empresarial como prioridade, por outro, levantou dúvidas sobre se “isso pode ser conseguido pelo Estado”. E se for, “será sempre a médio prazo”.

“De facto o país precisa de se diferenciar dos outros países e mercados com serviços inovadores, a minha dúvida é de que isso possa ser conseguido pelo Estado”, afirmou o candidato a Belém, acrescentando que, “normalmente, em Portugal como no estrangeiro, o Estado não sabe inovar, nem tem capacidade de o fazer. Isso costuma caber às empresas”.

 “Obviamente não tenho nada contra o aumento das medidas a favor do consumo, mas antes disso é preciso medidas de substituição em certos setores para não corrermos o risco de desequilibrar a balança comercial”, disse. Isto é, de descurar no poder exportador das empresas e de regressar a um modelo mais assente nas importações.

E esse modelo já vimos no que deu.