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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Falar "com sentido de estado" é, antes de tudo, falar verdade

É difícil a posição de António Costa. Não pode manter-se por mais tempo na sua zona de conforto ( que é não dizer nada) e não pode continuar a fazer de conta que não vê que a situação do país está bem melhor do que em 2011. E também já sabe que 2015 vai criar emprego, fazer crescer a economia e sair da zona dos deficits excessivos.

A frase de António Costa é uma traição ao seu próprio discurso. Foi apanhado a dizer que o país está melhor. Embora, por uma vez, esteja a falar verdade. Fugiu-lhe a boca para a verdade e agora não se percebe como vai admitir que estava a mentir aos investidores chineses,  chamando-lhes amigos para as ocasiões, que acreditaram na recuperação do país e que se chegaram à frente com muito dinheiro, porque o país está muito diferente, para melhor .

Durante quatro anos os chineses andaram a investir e a acreditar na recuperação do país enquanto, nos mesmos quatro anos, o PS vaticinou o 2º resgate, a espiral recessiva e o falhanço do programa que o próprio PS assinou.

Brilharete nas contas públicas diz o PS

Um brilharete à custa dos portugueses. Então haveria de ser à custa de quem? Dos alemães ? Já foi o 3º resgate, depois a espiral recessiva, agora o "brilharete" é à custa na despesa. 2/3 na despesa e 1/3 na receita. Mas não era para ser assim? A nova narrativa do PS é que é possível equilibrar as contas públicas sem sacrifícios. Não está mal ainda agora a Grécia conseguiu isso .

Números da execução orçamental de 2014, revelados hoje pelo Ministério das Finanças. O ano passado foi fechado com um défice 655 milhões de euros abaixo da meta fixada.

A execução orçamental foi alcançada em "dois terços pela redução de despesa e em um terço através do aumento de receitas. O défice caiu 2.700 milhões, e 700 milhões recorrem de mais receita".

"Os portugueses pagaram mais impostos porque há mais emprego, mais contribuintes, mais actividade económica. O Governo fez a sua parte, conteve a despesa pública. São resultados bons para os portugueses".

 

 

Descentralizar na Educação, Saúde, Cultura e Segurança Social

Os municípios vão ter uma maior participação nas políticas. A proximidade é uma vantagem inegável. Somos um dos países mais centralizados.

Além da Educação, o Governo quer transferir para as autarquias, até ao arranque da campanha eleitoral, competências nas áreas da Saúde, da Segurança Social e da Cultura. Na Saúde - o processo mais atrasado - prevê-se que os municípios passem a gerir os técnicos superiores, os técnicos de diagnóstico e terapêutica, os assistentes técnicos e os assistentes operacionais. Além disso, vão passar a ter liberdade para alargar os horários dos centros de saúde, fazer a manutenção dos edifícios dos centros de saúde e assumir os transportes e serviço de apoio domiciliário dos doentes.

Na Cultura as câmaras vão gerir museus, bibliotecas, teatros, salas de espectáculo, galerias e edifícios, desde que não tenham a classificação nacional. Na Segurança Social as autarquias vão poder estabelecer Contratos Locais de Desenvolvimento Social com entidades da área do emprego e formação profissional, educação e habitação, para combater a pobreza e a exclusão social.

 

A Dona Constança está em constante mudança

Depois da Grécia ter cedido muito como é que o sucesso do governo Grego pode ser fatal para o governo português? Se o governo grego vai ter que executar um programa praticamente igual ao executado pelo governo português ?

É que o Syriza em apenas três semanas mostrou que realmente não há alternativa e o pouco que muda nesta fase resulta de terem passado três anos em que muitos e bons resultados foram conseguidos.

«Este recuo significativo deve dificultar a vida de Tsipras na Grécia (…) Tsipras vai ter alguma dificuldade em unir o partido e não sei muito bem como vai explicar aos eleitores esta cedência».
A comentadora sublinha, no entanto, que ainda há «alguma desconfiança» do BCE e do FMI em relação às medidas propostas.

«Não é um bom acordo e, se as coisas correrem mal, não sei qual será a alternativa. O Syriza era a última carta (…) Com isto, ficou obviamente claro que quem manda na Europa é a Alemanha e o Governo português contribuiu muito para isso».

 

 

 

Estratégia sem soluções de Costa é um cheque em branco

António Costa diz que não apresenta soluções fechadas porque as pessoas não aguentam mais promessas não cumpridas.

""Numa União a 28 não é possível prometer um resultado que depende de negociações com várias instituições, múltiplos governos, de orientações diversas", afirmou o secretário-geral do PS, na conferência organizada pela Economist, que decorre em Cascais."

Costa espera que os eleitores portugueses lhe passem um cheque em branco.

Poiares Maduro não é da mesma opinião e avisa Costa que não se deve refugiar na União Europeia. Porque pior que o aparecimento de partidos populistas é o "populismo migrar para os partidos tradicionais". As indirectas de Poiares Maduro à estratégia do PS não se ficaram por aí. O governante disse ainda que tomar decisões "é a exigência" que recai "sobre qualquer político" e avisou que a "manipulação do discurso político" é um dos riscos que vive a União Europeia.

 

As reservas de liquidez justificam a subida da dívida

Aproveitar as janelas de oportunidade do mercado, com taxas mais favoráveis, preparando assim o pagamento antecipado ao FMI, levaram a que 2014 tenha fechado com um montante de dívida ligeiramente acima do previsto. Facto imediatamente aproveitado para os tais do 2º resgate e da espiral recessiva virem a terreiro gritar que estava tudo a falhar . Não está. Esta almofada de liquidez vai tornar possível poupar cerca de 500 milhões em juros anualmente.

Maria Luís Albuquerque argumentou ainda que “as reservas de liquidez, os depósitos, acabaram por crescer um pouco mais do que estava previsto, até pela grande adesão que tiveram os produtos de retalho e o maior número de subscrições do que aquele que estava previsto”.

É claro que a dívida desce com a correspondente descida do défice primário o que quer dizer menos despesa e mais receita. Mas os que criticam estão contra. Vá lá ser-se cura numa paróquia destas.

O comboio do porto de Sines apitou três vezes

Já está disponível a comparticipação financeira da União Europeia para a linha ferroviária que ligará Sines a Elvas para transporte de mercadorias

Com estes dois grandes projetos agora aprovados pela Comissão Europeia e outros projetos de menor escala no âmbito do percurso Sines-Évora que foram financiados pelo Fundo de Coesão através do POVT, fica totalmente modernizada a ligação ferroviária Sines - Évora.

Está prevista a realização do investimento respeitante à construção da nova ligação Évora - Elvas no período de Programação 2014-2020 de modo a concretizar a totalidade da ligação ferroviária do porto de Sines à fronteira com Espanha.


sines-elvas.png

 

Há sessenta anos que não havia saldos externos positivos

É verdade. Desde os anos 40 que não havia saldos externos positivos. Agora vejam como este indicador de uma importância primeira na recuperação da economia é tratado na comunicação social.

Até no Observador : " saldo externo é positivo mas está a cair". No Público : "Turismo salva balança comercial do défice" como se o Turismo fosse uma actividade que caiu por cá de paraquedas.

Blasfémias explica bem : Foi portanto o 1º ano desde pelo menos o 25 de Abril de 1974 em que a economia portuguesa cresceu sem se endividar. 2014 foi o 3º ano consecutivo em que a balança comercial (bens + serviços) foi positiva. Os anos de 2012, 2013 e 2014 foram os únicos de balança comercial positiva desde os anos 40. A 1ª notícia do Observador diz-nos que há défice comercial. A 2ª diz-nos que afinal há superavit, mas que isso não interessa, o que interessa é que o superavit está a descer. E o Observador é possivelmente o jornal mais à direita em Portugal.

 

 

 

 

O governo português defendeu o interesse dos portugueses

Se tivesse apoiado o interesse dos gregos teria apoiado o interesse dos portugueses? Não, não teria. Quem, como Portugal, Espanha e Irlanda optou por uma estratégia de cooperação com os restantes países da UE está bem melhor do que a Grécia que optou, desde sempre, por uma estratégia de confronto.

Os resultados estão aí só não vê quem confunde o interesse dos portugueses com o ódio que tem ao governo.

Taxa de abandono precoce escolar melhora 5,7%

Em relação a 2011, e no caminho de atingir o objectivo de 10% em 2020.

Para tal contribuíram medidas como o incentivo à frequência dos cursos profissionais, a criação de cursos vocacionais de ensino secundário e o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos.

Este ano, cerca de 22660 alunos do Básico e 1910 do Secundário optaram pelo ensino vocacional, segundo dados do MEC.

Oferecer às escolas horas de crédito extra para que os professores possam dar mais aulas e ajudar os alunos e premiar os estabelecimentos de ensino que conseguiram reduzir o abandono ou risco de abandono para menos de metade foram outras das medidas agora sublinhadas pela tutela.

Contra os mesmos de sempre os resultados aparecem basta aprender com os países que já percorreram estes caminhos