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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na Venezuela o petróleo e as aparições de Chavez não salvam a economia

Na Venezuela, repetem-se os fenómenos de pobreza que já se verificaram em todas as sociedades "a caminho do socialismo". A pobreza atinge cada vez mais gente, os preços sobem 63%, a recessão afunda para 4,7% do PIB. Isto apesar do enorme oceano de petróleo propriedade do Estado.

A razão, como sempre, deve-se à campanha internacional movida contra a Venezuela como bem se vê pela queda do preço do petróleo que agora está em 47 dólares. Mas já esteve perto dos 200 dólares e nem por isso  se reduziu a pobreza.

A razão, comum em todos os casos, é que a economia estatizada não responde às necessidade de produção de riqueza. Não se pode distribuir antes de produzir. Abafar a iniciativa privada é abafar a economia, a produção de riqueza e a criação de emprego.

"O governante pediu a toda a "pátria" para entrarem em 2015 "com vontade de trabalhar, com esperança, com infinita força" e, apesar de reconhecer que será "um ano de luta", apelou para que se acredite que será um período de "grande mudança do modelo económico", do qual sairá um novo esquema "assente no trabalho".

Tal como nós andamos a fazer há três anos mas sem petróleo.

Eleições antecipadas em Maio

No Reino Unido as eleições legislativas vão ser em Maio, cinco meses antes de ocorrerem em Portugal. Para o nosso caso as eleições no Reino Unido são umas verdadeiras eleições antecipadas. Um partido que está no governo e que passou os últimos anos numa batalha dificil com a crise. Que teve que tomar decisões desagradáveis para poder recuperar a economia. Que se viu perante problemas complexos com os seus bancos.

Do outro lado da trincheira está o Partido Trabalhista que quando saiu do governo deixou o país numa situação difícil e que, para recuperar a governação vai prometer mundos e fundos. Tal qual o que aconteceu e acontecerá entre nós . Os argumentos vão ser os mesmos. Reforçar a presença do país na UE e, no caso do UK, aproximar-se mais da Zona Euro ou afastar- se mais como pretendem os trabalhistas? Ou aliviar o cumprimento do Tratado Orçamental como pretende o PS aqui em Portugal ?

Lembrando as difíceis decisões tomadas pelo governo desde 2010, para retirar o Reino Unido de uma profunda recessão, Cameron destacou que perante uma economia global "ainda incerta", o país tem de escolher "entre a competência" dos últimos anos e "o caos" de retroceder e assumir grandes riscos.

Passos e Costa farão bem em seguir com muita atenção os argumentos "ingleses". É que não serão muito diferentes dos que eles próprios vão usar em campanha eleitoral.

 

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