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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os "mortos" de Seguro e os "mortos-vivos" de Costa

António Costa assegura que não convive bem com "mortos" a votar. Seguro, ou alguém por ele riposta, assegurando que do lado de Costa há "mortos-vivos". O que fez avançar Costa foi a incapacidade de Seguro levar o PS à vitória. Agora Seguro ou alguém por ele diz, que Costa está a bater de frente com a realidade. Costa só olha para Braga mas não enxerga nada em Lisboa. Costa, segundo Seguro, não se conforma com "golpadas antidemocráticas" mas conforma-se com pagamentos em massa de militantes a viverem na mesma morada e que nunca participaram na vida do partido.

Entretanto, os barões do partido alinham com Costa embora ninguém saiba se isso é bom ou mau junto dos eleitores. No PSD há quem diga que Costa é o preferido, porque é o campeão dos consensos. Com Seguro não há consensos que tanta falta fazem ao país. Também não se sabe se esta notícia é boa ou má junto dos eleitores. Cá ficamos à espera que os candidatos cheguem vivos às eleições . Pelo andar da carruagem tudo indica que já estão moribundos. 

A jornalista - modelo 2

O Ministério Público pede prisão efectiva para um dos detidos no " meet" do Vasco da Gama e que tanta celeuma levantou. Mais uma vez teria sido puro racismo o que levou a PSP a actuar, impedindo o vandalismo. Mas como se está a provar em tribunal estes dois jovens acusados foram violentos, agrediram a própria polícia. Um deles parece que não terá a mesma responsabilidade pelo que o Ministério Público pede pena de prisão suspensa. É, claro, para quem está de boa fé, que os jovens estiveram mesmo envolvidos em cenas de violência porque, a não ser assim, não estariam sujeitos a este nível de pena.

O que grande parte dos "bem pensantes" cá do burgo tentaram fazer passar é que a prisão dos dois manifestantes se devia à cor da pele. Os brancos entraram sem qualquer problema no centro comercial os negros ficaram à porta. Eu que vou ao Vasco da Gama quase todos os dias ( de passagem para ir ver o Tejo) nunca vi negros à porta. Vejo-os a passearam entre a multidão a gozarem a paz que o país em geral oferece. Não foi isto que a "Jornalista-modelo" viu, como é da praxe. E tem ela um jornal dito de referência à disposição para cuspir o ódio que tem a tudo que lhe cheire a disciplina e ordem.

 

 

 

 

BdP contrata entidades acusadas de facilitarem o terrorismo internacional

Da entrevista de Miguel Reis, advogado dos pequenos accionistas do BES, ao Jornal i, que se pode ler aqui, destaco :Os crimes e as contra-ordenações devem ser instruídos e investigados pelas autoridades policiais, não podendo aceitar-se que tais investigações sejam encomendadas a entidades privadas, algumas das quais com cadastro internacional do ponto de vista criminal.
Está a falar de que entidades privadas?
Dos auditores. Ainda na semana passada foi divulgado em Nova Iorque a condenação de uma dessas entidades envolvida neste processo, a PwC, numa multa de 25 milhões de dólares por ter facilitado o branqueamento de capitais de nove mil milhões de dólares em benefício de Estados terroristas. Curiosamente, isso aconteceu na mesma semana em que foi também anunciado que o BdP tinha escolhido o BNP Paribas para ajudar no negócio da venda do Novo Banco quando é certo que este banco francês também aparece nas notícias internacionais ligado ao escândalo do financiamento do terrorismo.
Acha que não houve cuidado da parte do regulador ao escolher o BNP Pariba e a Price?
Há coisas que têm a ver com a boa imagem que Portugal deve dar de si. Não se pode permitir que um regulador seja tão imprudente ao ponto de escolher como parceiros ou como pessoas a colocar em posições de relevo, num processo tão complexo como este, entidades sob suspeitas pelas autoridade de países tão credíveis como os Estados Unidos. Um dia destes, Portugal poderá aparecer referenciado como um Estado que se apoia em organizações que facilitam o terrorismo internacional, o que não é bom para a imagem do país.

A RELIGIÃO É A LÓGICA DA CULTURA - Prof Raul Iturra

Unidade 1-Aula 3. A história do discurso religioso. 12,10 04.30-8-14

Adam Smith1 foi o exemplo de como na teoria económica há princípios religiosos inseridos nos textos de economia. Procura mostrar no seu C.I, livro V, vol. II, do libro citado em nota de rodapé, que as pessoas são disciplinadas e reconhecem a hierarquia das capacidades do mais habilitados por sobre os menos habilitados para lutar. Lutar na guerra ou lutar na construção das suas vidas. Debate que esse menos habilitado é capaz de ficar igual ao mais sabido, pelo esforço que empreende no meio do seu querer saber. É o investimento que um indivíduo faz na sua necessidade de ser semelhante aos outros. Sente a sua obrigação de ser igual que o resto de população. Parece-lhe uma obrigação que nasce da disciplina social de trabalhar, logicamente imposta em nós pela denominada Lei Natural derivada da natureza religiosa do ser humano, implantada em nós pela divindade que governa as nossas vidas.

Porém, dam Smith que diz que o ser humano tem una inclinação para o trabalho, uma habilidade que deve usar. Um princípio retirado dos ideais cristãos defendidos desde o Século 4º da nossa era por Agostinho de Hipona2 e retirado por Hipona da filosofia de Platão3.

Este princípio define que todo ser humano tem um sentimento de aceitar que a sua criação deriva da existência de uma entidade suprema que a razão não consegue demonstrar. Esta ideia tem sido debatida ao longo de séculos, especialmente, cinco séculos mais tarde por Tomás de Aquino4.

Tomás de Aquino do Século XIII, Universidade de La Sorbonne em Paria, havia retomado as ideias de Aristóteles, ensinadas entre 384-322 antes da nossa era, nos liceus de Estagira, a sua cidade natal e de Atenas (história em https://www.google.pt/search?hl=pt-PT&source=hp&q=Arit%C3%B3teles&gbv=2&oq=Arit%C3%B3teles&gs_l=heirloom-hp.3..0j0i10i30j0i5i10i30l7j0i10i30.3109.12968.0.17828.10.10.0.0.0.0.172.1390.0j10.10.0....0...1ac.1.34.heirloom-hp..0.10.1390.Eudbud4TbaQ , Aquino, dizia eu, afirma-se no estagirita para dizer que todo ser humano é um princípio de racionalidade e que a fé, que Agostinho debateu a seguir Aristóteles, defendia que toda inclinação ao trabalho é instilada no ser humano pela divindade que o tinha criado, o que Aristóteles não debate. Hipona defende que há uma forma e maneira lógica de entender a realidade pela razão, em que ciência e fé, dogma e razão, não parecem ser conceitos antagónicos, são conceitos complementares necessários para não perturbar a interacção social.

Aquino retoma as ideias de Aristóteles, não ouvindo os argumentos de Hipona, que escrevia por fé e arrependimento e não por lógica. Na sua Summa Theologica, Tomás de Aquino5 argumenta que a lei natural é essa parte do ser humano aplicada ao entendimento do mundo, porque a criação passa a ser um facto da racionalidade da pessoa, evidenciada na sua própria existência. A teoria da Lei Natural tem um primeiro princípio na Questão 94 N. 2 ao dizer que fazer o bem é devido bem como evitar fazer o mal. Acrescenta Tomás de Aquino na sua Questão 94 a premissa de se a lei natural será um hábito ou resultado dum raciocino, para se responder a si próprio de que a lei natural é derivada de preceitos racionais análogos as demonstrações da qual deriva o saber teórico da prática da vida: a razão humana é única e igual em todos e a lei é parte da razão.

Não é bem Tomás de Aquino o mentor intelectual – textual de nosso tempo, e de Adam Smith. Era Aristóteles, um intelectual distante no tempo histórico, mas não nas ideias. É a proposta que faço e que me interessa analisar em este texto. É a racionalidade humana e a origem de esta ideia, o que me interessou para poder procurar a fonte da denominada Questões Disputadas na Summa Theologica já citada, cuja origem é bem mais longínquo que o da existência de Tomás de Aquino e de Aristóteles. Ideias que formam parte do Catecismo de João Paulo II, assinado em 19926.

Porquê racionalidade e não propriedade ou cobiça, ou ainda, avareza ou outros conceitos? Parece elementar falar de dinheiro quando se pensa na Economia. No entanto, e no meu deambular entre os seres humanos de diversos sítios e continentes, fui capaz de apreciar não apenas a hierarquia da qual Adam Smith fala, bem como da racionalidade aplicada pelas pessoas no seu interagir. A interacção social, esse reli-gare como tenho definido, é a escolha de outras pessoas para a continuidade da produção de seres humanos e de ideias que permitam gerir pessoas e bens ao longo da História. Interacção social, pedra fulcral da sociedade. Razão, base do agir dos indivíduos entre si para trabalhar. Razão que parece desaparecer quando o não se entende no agir dum outro indivíduo e o seu contexto; ou, da capacidade de outro indivíduo e do seu contexto no momento que lhe calha viver. “Como, em castigo do pecado, se tinha dado a passagem do paraíso da liberdade para a escravidão deste mundo, por esse motivo, a primeira frase do Decálogo – primeira palavra dos mandamentos de Deus – incide sobre a liberdade: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair da terra do Egipto, de uma casa de escravidão (Êxodo 20,2; Deuteronómio 5,6)”7.

Por outras palavras, o que interessa dizer é que o religar ou tornar a unir, é juntar as pessoas habilitadas pelo uso da razão e não escurecidas pelo pecado. O pecado aparece como um conceito central no entendimento dos princípios económicos na Teoria da Religião. Pecar, é desconhecer a capacidade do outro e sentir-se por cima de um outro, menosprezar as capacidades ou saberes, mesmo o tempo e afazeres de uma outra pessoa. A racionalidade está no centro das ideias do Decálogo, é a base das ideias económicas para uma pessoa poder trabalhar. Para trabalhar, deve entender e para entender, aprender, imitar, raciocinar.

A racionalidade é a metáfora da Divindade que deve ser amada por sobre todas as coisas por causa de ter retirado ao ser humano da escravidão de ter que servir a um outro sem nenhuma recompensa pela feitura de um bem. O ser humano age dentro de princípios lógicos denominados na teoria religiosa cristã, bem como os estímulos práticos para a acção, como denomina Weber8 o princípio ético que leva a trabalhar nas religiões de Confúcio, Hindu, Budista, e Islâmica. Estímulos práticos baseados na negação do ego como superior ao dos outros, de forma e maneira que é preciso concorrer para ganhar e ser igual aos demais. Princípios práticos existentes na teoria cristã, cujo objetivo é amarem os outros como a si próprio.

Principio prático que fala de que a terra é da propriedade de todos, passível da adquirir individualmente se é comprada, herdada, doada, mas nunca retirada do denominado bem comum, que raramente se pratica: todos querem ser ricos. A teoria cristã fala do bem comum como uma maneira de criar lucro ao serviço dos outros, sem colher todo o que existe ou o resultado do trabalho, para enriquecer individualmente. Diz o Catecismo citado, no seu artigo 2403: “O direito á propriedade privada adquirida pelo trabalho ou recebido de outrém por herança ou dádiva, não vem abolir a doação original da Terra ao conjunto da Humanidade. O destino universal dos bens continua a ser primordial, embora a promoção do bem comum exija o respeito da propriedade privada, do seu direito e do respectivo exercício”9. A teoria religiosa define o direito de cada um a possuir recursos para poder trabalhar. Porém, o princípio básico que estimula o comportamento humano parece ser a posse de bens que permitam a subsistência e em boas condições. Retirando do outro a possibilidade de subtrair o que, por meio do contrato, é feito entre pessoas com capacidade suficiente para entender as formas de organizar os recursos e produzir. Por outras palavras, como diz o Catecismo de João Paulo II, “ Não roubarás (Êxodo 20, 15; Deuteronómio 5,19)” ou “Não furtarás (Mateus 19, 18)”10. Dois conceitos para um mesmo facto, não retirar injustamente o bem do próximo, o qual, e por causa de ser a terra de todos, teve acesso como fruto do seu pessoal trabalho. Se assim não acontecer, haveria um flagrante delito de usurpação. O dominicano Aquino tem resposta para o caso acontecer.

Aquino elabora uma teoria sobre a justiça e diz que a justiça é achada no respeito à propriedade privada, na troca de bens por justo preço, o lucro e a proibição da usura, ou, por outras palavras, todo indivíduo é capaz de raciocinar e trabalhar para si e a sua família, base da sociedade, sem reter para si parte nenhuma do bem de capital, como acontece com a usura e a avareza. É nesta teoria que é inspirado o citado Catecismo, doutrina oficial da Igreja Católica Ocidental, desde que o Papa Leão XIII em 1879, declara o pensamento de Tomás de Aquino, a teoria oficial da sua Igreja. O que analisaremos no seu minuto.

Interessa apenas dizer que os princípios económicos da Teoria Religiosa estão baseados no trabalho. Desde os textos do Géneses até os das outras teorias citadas por Max Weber, o trabalho ou a conversão da matéria em bens de troca como Adam Smith refere, é a pedra filosofal da interacção. Todo grupo social hierarquiza os seus membros na base da sua disposição, disponibilidade, habilidade e habilitações para produzir, bem como na quantidade de bens que é obtida dentro do lucro permitido pelo contexto da conjuntura que vive o ser humano. Seja classe social, como Marx tem definido na base das suas análises económicas das ideias debatidas por Hegel no seu Princípios da Filosofia do Direito de 1827·, no texto Crítica da Filosofia do Direito de Hegel de 184411, seja estrato social à maneira de Talcott Parsons (1937)12 e Robert King Merton (1957)13, bem como do grupo social à Malinowski (1922)14, as pessoas estão individualmente classificadas na base dos princípios económicos derivados da religião.

Raul Iturra

Reescrito a 30-8-14

lautaro@netcabo.pt



























1 Smith, Adam, (1776) 1983: A riqueza das nações, Vol. II, Calouste Gulbenkian, Lisboa. Sitio do texto e debate, em http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Adam+Smith+An+enquiry+into+the+reasons+and+causes+of+the+wealth+of+nations&btnG=Pesquisa+Google&meta=

2 Agostinho de Hipona (412-426) 1998: A Cidade de Deus, Calouste Gulbenkian, Lisboa. Sitio do texto e debate, em http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Agostinho+de+Hipona+A+cidade+de+deus&btnG=Pesquisar&meta=

3 Platão (c. 400) 1990: A República, Calouste Gulbenkian, Lisboa. Sitio do texto e debate, em http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Plat%C3%A3o+A+Rep%C3%BAblica&btnG=Pesquisar&meta=

4 Tomas de Aquino (1267-73) 1969: Summa Theologica, University of Nôtre Dame, Indianapolis. Sitio del texto e debate, em http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Thomas+Aquinas+Summa+Theologica&btnG=Pesquisar&meta=.

6 Catecismo da Igreja Católica, 1992, João Paulo II, publicado em Português em 1993, Gráfica de Coimbra. Sítio do texto e debate, em http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Catecismo+Igreja+Catolica&btnG=Pesquisar&meta=

7 Catecismo da Igreja Católica, op.cit., pg. 451. Ver nota anterior para site. Bíblia e livros referidos, site http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=B%C3%ADblia+%C3%89xodo+Deuteronomio&btnG=Pesquisar&meta=

8 . Weber, Max, (1915-1919) 1998: La ética de las religiones universales, Taurus, Madrid. Sítio de debate http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Max+Weber+%C3%89tica+Religi%C3%B5es+Universais&spell=1 Texto, na pagina web Les Classiques en Sciences Sociales .

9 Catecismo da Igreja Católica, ob. cit. pg. 508. Sitio nota 7

10 Catecismo da Igreja Católica, pg. 507. Sítio de debate nota 9

11Marx, Karl, (1844) 1977: Towards a Critique of Hegel’s Philosophy of Right, Macmillan, and London. Sitio de debate e texto, em http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Karl+Marx+Towards+a+Critique+of+Hegel%27s+Philosophy+of+Right&spell=1

12Parsons, Talcott, 1951: The social system, The Free Press, New York. Sitio de debate e troços do texto em http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Talcott+Parsons+The+social+system&btnG=Pesquisar&meta=

13Merton, Robert K., 1957: Social theory and social structure, The Free Press, Glencoe. Sitio de debate e extratos texto http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Robert++Merton+1957+Social+theory+and+social+structure&btnG=Pesquisar&meta=

14Malinowski, Bronislaw, 1922: Argonauts of the Western Pacific, Dutton, New York. Sitio de debate e troços texto http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Bronislaw+Malinowski+1922+Argonauts+of+the+Western+Pacific&btnG=Pesquisar&meta=. Possível texto no sitio Les Classiques en Sciences Sociales

Vales sociais na Educação

No âmbito da reforma do IRS o governo pondera o alargamento do pagamento de vales sociais da Educação até aos 18 anos. Para já com um tecto de 1 500,00 euros por aluno/ano. As empresas passam a pagar aos trabalhadores uma parte dos salários isenta de IRS  e que podem ser usados para pagar serviços e materiais escolares para filhos até aos 16 anos a idade." Isto quer dizer que quem tem um filho numa escola privada a pagar cerca de 500,00 euros/mês terá uma poupança que poderá fixar-se nos 100,00/150,00 euros/mês . Não é tudo mas é um avanço meritório. Mais crianças passarão a ter acesso a boas escolas escolhidas pelos pais.

O Zé quanto mais fala mais se afunda

Afinal os brasões da Praça do Império já não existem vai para vinte anos. Os jardineiros um dia chegaram ao jardim e decidiram : É, pá, isto já não existe e a história foi o que foi, nada a fazer. A história é o drama da humanidade. Só nos traz lembranças coloniais. E, logo ali, decidiram.  O Presidente da Câmara não sabe de nada e o vereador também não o que confirma o que eu já desconfiava há muito. Nenhum faz falta. Os jardineiros sim, fazem falta porque podem deixar morrer a memória colonial.

A praça mais visitada do país, de uma beleza excepcional, está entregue aos jardineiros. O que é mais necessário para de uma vez percebermos que esta gente nunca se compromete com nada, está sempre com um pé e com o olho no tabuleiro seguinte a tratar da sua carreirinha? De que se esquecerão mais, numa câmara que envolve tanta gente e tantos milhões? Não será melhor descentralizar competências e deixar que as Juntas de Freguesia tratem destes assuntos ? É que a Câmara não sabe, não conhece.  Depois disto alguém entregava o seu quintal à câmara de Lisboa?

 

 

 

Austeridade não é o mesmo que ajustamento estrutural

Cuidado .Actualmente coloca-se em dúvida os efeitos da austeridade. Mas cuidado, austeridade não é o mesmo que ajustamento estrutural. Defender o fim da austeridade não pode significar, a volta irresponsável do investimento não produtivo, à custa da dívida e do orçamento desequilibrado que alguém um dia vai ter de pagar.
Vamos ao caso português. Em bom rigor Portugal até teve um ajustamento bem sucedido. A balança de pagamentos, embora forçada, está no bom caminho e o equilíbrio orçamental primário é atingido este ano (não considerando despesas com juros). Estas são as premissas que levam os credores a comprar dívida, ainda necessária para manter a nossa economia a funcionar. Como tudo na vida, chegou a factura quer no país quer na Europa que é o desemprego. Este flagelo vai mais além da austeridade que contrariamente ao que muitos querem fazer crer, mas que não querem ver, centra-se no excesso do emprego público que há na Europa.  Há que tirar a iniciativa privada e o emprego privado da gaveta

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