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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Centrais de negócios pululam na administração pública

Organizam os concursos, fazem os convites aos fornecedores que entendem, executam os projectos e partilham a decisão nas adjudicações. É assim na generalidade da administração pública central e no poder local. Quem não alinha no esquema não tem trabalho. Mas já tivemos tantos exemplos ( Braga Parques, REN, Freeport...) que o que admira é que isto ainda seja notícia. Os técnicos dizem que são os decisores políticos que com as pressas habituais empurram os serviços para esses procedimentos. Os decisores políticos sabem que se não empurram, os processos caiem na burocracia bafienta. Aparecem os PIN forma escorreita de encaminhar subsídios europeus. No essencial, o relatório faz um ataque cerrado ao funcionamento da Direcção Municipal de Projectos e Obras (DMPO), que centraliza as empreitadas, sugerindo a existência de vícios no seu seio e o favorecimento de fornecedores — bem como a excessiva autonomia daquela estrutura técnica, relativamente aos decisores políticos eleitos. A prática descrita vinha de longe e permitia “todas as possibilidades de desvirtuação”. O “modelo de gestão” em vigor privilegiava “fornecedores instalados” e fazia com que, em média, o custo das obras feitas por ajuste directo ultrapassasse em 35% o custo que teriam se houvesse concurso público."

E, se alguém confrontasse estes esquemas havia sempre o "jornalismo de investigação" que trazia a público, sem contraditório, o que o sistema organizado lhe punha nas mãos.

O combate à pobreza é tão excitante como o sucesso nos negócios

Bill Gates, que tem uma enorme fortuna conseguida à custa de talento e visão desafia os multimilionários chineses a participarem no combate à pobreza. Estes têm um problema acrescido é que, oficialmente, não há milionários na China. Devolver uma parte da fortuna que ganharam à sociedade está na moda com vários multimilionários americanos envolvidos. Por cá temos o caso da Fundação Champalimaud que criou e mantém um centro de excelência em medicina.  Na semana passada, um dos empresários mais ricos da China, o fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, anunciou a criação de um fundo de 3 mil milhões de dólares (2,16 mil milhões de euros), destinado a uma organização humanitária centrada no ambiente e na saúde, mas segundo o jornal China Daily, a filantropia ainda não arrancou" na China.

"Alguns chineses ricos receiam que a concessão de grandes donativos pode atrair uma indesejada atenção às suas fortunas", comentou o jornal, a propósito do artigo de Bill Gates no Diário do Povo. No Marxismo-Leninismo Chinês a meias com a economia de mercado nem tudo o que parece é !

Somos o Tio Patinhas

Temos no Banco de Portugal 383 toneladas de ouro que valem qualquer coisa como 11,6 mil milhões de Euros. Somos um dos países do mundo com maiores reservas de ouro. Claro que quando se fazem contas à divida ninguém leva este valor em conta nem os depósitos e daí, a dizer que não somos capazes de pagar vai um salto. Seria melhor vender o ouro que vender a EDP mas como sempre, há alguma coisa que nos tolhe. Não podemos vender por haver a nivel mundial um acordo quanto à compra e venda de ouro. Forma de manter o preço de ouro mais ou menos estável. Só este ano já ganhamos 800 milhões com a apreciação do preço do ouro no mercado compensando os 28% que perdemos em 2013. Está na altura de vender. O montante a arrecadar é igual  ao montante obtido com todas as privatizações. E a dívida baixa. Ou talvez não, tendo em atenção as actuais baixas taxas de juro da dívida. Faz me lembrar o fidalgo falido a viver a expensas dos amigos mas com os dedos cheios de anéis...

 

 

 

 

O PCP sempre considerou o PS o seu principal adversário

É a democracia que está em risco se o voto de protesto recair no Partido Socialista. É assim que Jerónimo de Sousa classifica a mais que provável vitória do PS nas europeias. João Ferreira, o cabeça de lista da CDU às europeias diz que o "PS não tem credibilidade nenhuma " sempre votou ao lado do PSD e CDS nas políticas europeias. Quem ainda acredita que um partido europeísta como o PS pode coligar-se com um PCP anti-Euro e anti- Europa, pode ir tirando o "cavalinho da chuva". O PCP nunca mudará.

Um momento histórico

 

 

 

 

A manifestação no Largo do Carmo no dia 25 de Abril é um momento histórico para Helena Roseta. Mostra que há energia acumulada na sociedade civil que precisa de ser liderada, que os partidos não representam e, bem pelo contrário, tudo fazem para barrar o acesso à actividade política. Vasco Lourenço disse alto o que muitos pensam. Que a representatividade política não pode continuar a estar circunscrita aos partidos que tomaram como deles o que pertence a todos. Em 1974 o país estava sedento de vida partidária, foi necessário dar aos partidos uma representatividade exclusiva mas, quarenta anos depois, as coisas mudaram muito e os partidos continuam ferozmente a excluir uma grande parte da nação da actividade partidária. Abrir os partidos  e as eleições à sociedade civil é o inicio de um processo que pode inclinar o eixo central da democracia de representativa para participativa.

Ficou no ar que a candidatura de Vasco Lourenço à Presidência da República pode ser o inicio da reforma política há muito necessária, aprofundando a democracia, incutindo a responsabilidade de quem é eleito. Nada contra os partidos mas com os partidos. 

 

Encontre as diferenças

É do Bloco mas do Grego. Pede o perdão de dívida para Portugal e a Grécia igual ao que foi concedido à Alemanha. E quer uma Europa dos povos não uma Europa dos mercados e dos negócios. Até eu votava nele. Alexis Tsipras não se diz contra a Europa, mas apenas contra a“Europa das forças políticas conservadoras e do poder dos mercados financeiros e dos bancos”. “Acreditamos na Europa dos povos e na reconquista dos valores fundacionais da coesão social e da solidariedade”. "E para o líder da coligação Syrisa, essa solidariedade tem que passar por um perdão de dívida nos casos da Grécia e Portugal. “Não há outra alternativa senão tentar renegociar a nossa dívida em conjunto, numa cimeira europeia como a Conferência [de Londres, a de 27 de Fevereiro] de 1953, que perdoou grande parte das dívidas da Alemanha após a II Guerra Mundial. Isso não seria apenas  bom para os países endividados, mas para toda a Europa e é a única saída realista” . Depois de Portugal sair do programa e a economia estar mais sólida é capaz de ser boa ideia apanhar a boleia da Grécia. 

O SNS apenas ocupa 40% da capacidade instalada

Que fazer? O SNS apenas ocupa 40% da capacidade instalada dos blocos operatórios. Dispersar meios técnicos e humanos é a tentação mais óbvia mas é a pior proposta. O que há a fazer é concentrar as cirurgias que requerem mais e melhores meios e desta forma elevar a qualidade. É o que se passa com as cirurgias cardio-torácicas, transplantes, neurocirurgia, pediatria...

É, claro, que transferir estas valências para hospitais de nível mais elevado aumenta a segurança  e a qualidade e não requer, nem de perto nem de longe que as equipas sejam desactivadas. Pelo contrário, vão passar a exercer em ambiente mais favorável e mais frequentemente. Estas são as duas condições que mais contribuem para a qualidade dos serviços prestados aos doentes .

A petição que anda por aí a recolher assinaturas contra a reorganização hospitalar é mais do mesmo. A defesa ideológica do SNS e nada tem a ver nem com a sua sustentabilidade e qualidade nem com o bem dos doentes. É mais uma manifestação do neo-conservadorismo  mais retrógrado.

A estrutura da economia não sofreu uma revolução

Este é o verdadeiro problema , a raiz de todos os males. A economia em 40 anos não sofreu a mesma evolução de todos os outros sectores . Da Educação à Saúde . Da Segurança Social à Demografia. Os poderosos na economia continuam a ser as grandes empresas que operam para o mercado interno à sombra das rendas excessivas e a coberto do estado. E a banca está em todos esses sectores.

Há, talvez, 20 anos, Vitor Constâncio, então secretário de estado do Tesouro foi ao Algarve dar as boas vindas a banqueiros de todo o mundo que ali se reuniram num fim de semana. No seu discurso de boas vindas e ao caracterizar a banca portuguesa disse que a margem operacional da banca cá no país era de treze (13) por cento. Convivas houve que, julgando ser erro de tradução pediram confirmação. Sim, estava correcto, era treze por cento. Dois dias depois os banqueiros ao entrarem nos aviões para regressarem às suas terras ainda se riam. É que a margem deles era três (3) por cento. E pouco mudou desde aí. Andamos todos a trabalhar para uns poucos.

O segredo da abelha

A forma de saída do programa da Troika é um segredo de polichinelo. Não só por razões objectivas - as taxas de juro muito baixas, a economia a crescer, a pouca apetência dos outros países por uma saída apoiada numa linha de crédito - mas também porque nada impede que o governo possa sempre negociar apoios se as coisas correrem mal. Cai assim por terra o único argumento a favor de uma saída apoiada. Sem a troika por cá há mais liberdade de acção embora se espere que não se caia em tentações despesistas e que não se desista do trabalho que ainda há para fazer. A 5 de Maio vamos saber mas é para apostar dobrado contra singelo em como a saída vai ser "limpa".

Não foi a tempo de apanhar o jacto particular

 Um pastor da IURD ( Igreja Universal do Reino de Deus) foi esfaqueado por um esmifrado pouco crente. Ainda fugiu para a Alameda mas o facto de fazer milagres pouco lhe valeu. No hospital de S. José é que fizeram o milagre de o suturar. Pode ser que a partir de agora minta e roube menos. Sei que é um pecado mas nunca perdoei a estes "santos" pastores terem convertido uma bela casa de cinema num local de culto manhoso. Espero que melhore e fique no Brasil a ver o mundial. Lá é que são precisos milagres para terminarem os estádios a tempo.