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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Brilhante todos os dias

A brilhar em Novembro passado: Portugal, advertiu, "terminará 2013 com um défice orçamental, sem medidas extraordinárias, muito próximo dos 6% do PIB. Portugal, este ano, começou o exercício orçamental com um objectivo de 4% do PIB, e chegará ao fim do ano com quase 6%. É um desvio de 50% do objectivo orçamental fixado pelo próprio Governo",

Agora : De acordo com os dados oficiais das contas públicas portuguesas apresentadas esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, o défice público português cifrou-se em 4,9% em 2013, uma redução face aos 6,4% registados em 2012 e um ponto percentual (ou 1650 milhões de euros) abaixo dos 5,9% que a troika, a meio do ano, tinha estabelecido como meta para Portugal (no início do ano, o objectivo era de 4,5%). Brilhante (todos os ) Dias de seu nome. Mais uma abécula galambiana .

Como eles já se estão a "reestruturar"

O manifesto para a reestruturação da dívida, iniciativa da sociedade civil já está a ser abocanhado pelos partidos. E, como habitualmente, já há uma guerra surda sobre a verdadeira natureza da documento. O PS acusa o BE de se ter apropriado do documento levando-o à Assembleia da República. Seguro não dorme por ser obrigado a tomar uma decisão clara. Quer ou não o perdão da dívida?

O PS faz notar que o manifesto afasta o "hair cut" mas reforça a necessidade de maior crescimento da economia e a necessidade de uma solução europeia da dívida. Como se vê em menos de uma semana já chegaram ao ponto. Ninguém nos impede que façamos crescer a economia e que a solução da dívida (dos vários países) seja uma solução global em que todos, os que querem pagar, apostam desde sempre.

Uma montanha a parir um rato como habitualmente acontece com esta gente muito à esquerda, muito solidária e prenhe de soluções.

Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx- 6

 Parte 5

Foi neste pretendido Anuário que Marx publicou o ensaio On The Jewish Question. Foi criado como reação à censura do seu jornal Rheinische Zeitung. Este Anuário foi editado, em número duplo, apenas uma vez, em Fevereiro de 1844, por causa de desavenças de princípios teóricos entre os proprietários, especialmente entre Marx e o burguês radical Arnold Ruge e pelas dificuldades do introduzir clandestinamente na Alemanha.

[34] Bruno Bauer (6 de Setembro de 180913 de Abril de 1882) foi filósofo, teólogo e historiador alemão.

Filho de um pintor de uma fábrica de porcelanas em Eisenberg, Bauer estudou sob a orientação direta de Hegel até a morte deste. Hegel certa vez lhe concedeu um prémio académico por um ensaio filosófico criticando Immanuel Kant. A maioria conhece Bruno Bauer (1809-1882) pela crítica demolidora que Karl Marx lhe dedicou (com a colaboração de Friedrich Engels), a ele e a seus seguidores mais próximos, num livro inteiro (A Sagrada Família) e num capítulo de outro (A Ideologia Alemã), como um filósofo “espiritualista”, “idealista”, pouco ligado à realidade histórica concreta, preso aos vícios de pensamento e de linguagem de Hegel, a um modo de pensar em última análise “teológico”.

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Bruno_Bauer

[35] O texto em inglês diz: The most rigid form of the opposition between the Jew and the Christian is the religious opposition. How is an opposition resolved? By making it impossible. How religious opposition is made impossible? By abolishing religion. As soon as Jew and Christian recognize that their respective religions are no more than different stages in the development of the human mind, different snake skins cast off by history, and that man is the snake who sloughed them, the relation of Jew and Christian is no longer religious but is only a critical, scientific, and human relation. Science, then, constitutes their unity. But, contradictions in science are resolved by science itself.Pode ser todo lido o em formato de papel já citado, ou de forma virtual em: http://www.marxists.org/archive/marx/works/1844/jewish-question/

[36] Ideia retirada da página 10 do pdf do Manifesto Comunista

[37] Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers foi uma das primeiras enciclopédias que alguma vez existiram, tendo sido publicada na França no século XVIII. Os volumes finais foram publicados em 1772.

Esta grande obra, compreendendo 28 volumes, 71 818 artigos, e 2 885 ilustrações, foi editada por Jean le Rond d’Alembert e Denis Diderot. D’Alembert deixou o projeto antes do seu término, sendo os últimos volumes obra de Diderot. Muitas das mais notáveis figuras do Iluminismo francês contribuíram para a obra, incluindo Voltaire, Rousseau, e Montesquieu.

Os escritores da enciclopédia viram-na como a destruição das superstições e o acesso ao conhecimento humano. Foi um sumário quintessência do pensamento e das ideias do Iluminismo. Na França do ancien régime, no entanto, causaria uma tempestade de controvérsia. Isto foi devido em parte pela sua tolerância religiosa. A enciclopédia elogiava pensadores protestantes e desafiava os dogmas da Igreja Católica Romana. A obra foi banida na totalidade, mas porque ela tinha apoiantes em altos cargos, o trabalho continuou e cada volume posterior foi entregue clandestinamente aos subscritores.

Foi também um vasto compêndio das tecnologias do período, descrevendo os instrumentos manuais tradicionais bem como os novos dispositivos da Revolução Industrial no Reino Unido.

Fig.2: “Sistema figurativo do conhecimento humano”, a estrutura pela qual a Enciclopédia estava organizada. Tinha três grandes ramos: memória, razão e imaginação

A Enciclopédia desempenhou um papel importante na atividade intelectual anterior à Revolução Francesa.

A Enciclopédia desempenhou um papel importante na atividade intelectual anterior à Revolução Francesa.
Em 1750, o título completo era Encyclopédie, ou Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers, par une société de gens de lettres, mis en ordre par M. Diderot de l’Académie des Sciences et Belles-Lettres de Prusse, et quant à la partie mathématique, par M. d’Alembert de l’Académie royale des Sciences de Paris, de celle de Prusse et de la Société royale de Londres. A página  titular foi emendada à medida que d’Alembert adquiriu novos textos para a obra.

A Encyclopédie continha uma taxionomia do conhecimento humano (ver fig. 2) que era inspirada no Advancement of Knowledge de Francis Bacon.

Nele, os três ramos principais do conhecimento são “Memória”/História, “Razão/Filosofia“, e “Imaginação”/Poesia. Notável o facto de a Teologia se encontrar dentro (abaixo) da “Filosofia”. Robert Danton afirma que esta categorização da religião como sujeita à razão humana foi um factor significante na controvérsia que envolveu a obra. Note-se também que “Conhecimento de Deus” está a poucos nódulos de distância de ‘Divinação’ e ‘Magia Negra’.

[38] Quesnay, François, 1694 – 1774, economista francês, fundador da Escola Fisiocrata da Economia. Os seus estudos económicos começaram em 1756, ao escrever os textos Fermiers [Rendeiros) e Grainsou Les Moissons, ou Cereais para a Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers. O seu trabalho mais importante foi O Quadro Económico de 1758, que Marx usara  n\as suas análises. Diz a história que o livro foi impresso pelos manos do próprio Rei, Luis XV. Quesnay e os seus seguidores pensavam que O Quadro Económico sintetizavam as leis naturais da economia. Quesnay e outros physiocrats influenciaram profundamente o pensamento de Adam Smith. As obras de Quesnay foram compiladas em um texto que tem por nome Œuvres économiques et philosophiques (com estudos biográficos do autor e uma introdução, em 1888). As obras para a Enciclopédia Francesa ou Dicionário Racional das Ciências, das Artes e dos Ofícios. A sua contribuição foi:(1756/7) 1888 Les Moisons ou Cerais e Métayer ou Rendeiros, em Œuvres de Quesnay, Onken, Paris, obras escritas para A Encyclopédie de Diderot et D’Alembert, Tomo VI, p528-540 e tomo VII, p 812-831Podem ser lidas em linha aqui em:  ou em Gálica: http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k829070

A obra de Quesnay pode também ser lida no motor de pesquisa Les classiques des sciences sociales, em: http://classiques.uqac.ca/classiques/quesnay_francois/quesnay_francois.html

[39] Página 12 do texto em análise.

[40] Mesmo texto, mesma página mesmo sítio web.

[41] Georg Wilhelm Friedrich Hegel (Estugarda, 27 de Agosto de 1770Berlim, 14 de Novembro de 1831) foi um filósofo alemão. Recebeu sua formação no Tübinger Stift (seminário da Igreja Protestante em Württemberg).

Era fascinado pelas obras de Spinoza, Kant e Rousseau, assim como pela Revolução Francesa. Muitos consideram que Hegel representa o ápice do idealismo alemão do século XIX, que teve impacto profundo no materialismo histórico de Karl Marx. Mais nada acrescento por ter baseado a minha prova da redação do Manifesto Comunista em inúmeros textos.

[42] Página 12 do Manifesto em pdf

[43] Páginas 12-13, mesmo texto

 

Esta é a história e a ideologia que baseiam a liberdade do 25 de Abril de 1974: uma cadeia sem fim de ideias e fatos. Esta é a história da economia, religião, manifesto comunista e da família Marx, mais larga que a apenas consanguínea e de longa data.

Raúl Iturra

27 de Março de 2014.

lautaro@netcabo.pt

 

 

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