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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Como se não fosse nos hospitais onde morre mais gente

No tempo em que era ministro Correia de Campos nasciam todos os dias crianças em ambulâncias. Logo que o ministro foi substituído   nunca mais nasceram crianças em ambulâncias. E, no entanto, poucos terão feito tanto e tão bem pela sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde como Correia de campos. Agora dia sim dia não morrem pessoas por falta de vagas nos cuidados intensivos. E por falta de medicamentos inovadores.

Para além do "sistema" que vai fazendo o "trabalhinho" junto da comunicação social, tudo isto resulta da insustentabilidade do actual SNS.

Apostou-se num esforço muito grande em adequar os recursos às necessidades efectivas, o que significou mudanças na distribuição das cargas horárias, na racionalização da utilização do tempo dos profissionais, no combate ao desperdício em horas extraordinárias que começou no São João muito antes de se falar em termos públicos. Além da definição de políticas de consumo que permitem adquirir produtos equivalente por menor custo, quer na área do medicamento quer na área dos dispositivos médicos e material de consumo clínico.

Tudo isto, sem o que o SNS é insustentável, é apresentado como a causa de casos menos felizes. Como se não fosse nos hospitais onde morre mais gente.

O cheque dentista

Chega cada vez a mais gente a um preço incomensuravelmente mais baixo do que se a prestação do serviço fosse feita numa qualquer unidade do Serviço Nacional de Saúde. E o pai da iniciativa foi um homem dos que mais sabe de saúde pública. Socialista. António Correia de Campos.

Os 240 médicos dentistas que vão participar no programa de rastreio do cancro oral já foram seleccionados, de entre mais de 1100 candidatos, e que a rede está pronta para arrancar assim que houver a luz-verde oficial.

A que título, é que tanta gente capacitada poderia ficar de fora de uma iniciativa tão importante? Por ser privada? Agora pense-se que a mesma lógica pode ser estendida a grande parte das actividades do estado como a Educação. Tanto dinheiro poupado, tantos serviços prestados, tantos cidadãos a utilizar o que o país de melhor tem. E com lucro para todos!

Quem tem força e poder usa-os

Estados Unidos e Rússia usam o seu poderio militar sempre que os seus interesses estratégicos estejam em perigo. E a China faz o mesmo e assim por diante. Dizer que o uso da força por parte dos US é imperialismo e que o uso da força pela Rússia é defender a justiça e o direito é boçal. E o contrário também é verdadeiro. Dizer que se a Rússia tivesse chegado primeiro à bomba atómica e que,  não a teria usado, como fizeram os US em Hiroshima e Nagasáqui, é outra boçalidade. Se não é para usar a força porque a desenvolvem?

O método é conhecido. É  a multiplicação das provocações, desde a rejeição do regime de transição até à organização das manifestações separatistas na Crimeia, passando pela mobilização das forças armadas russas e a realização de exercícios militares nas fronteiras da Ucrânia. O método é conhecido: os discípulos do KGB desistiram da luta de classes e passaram a manipular divisões étnicas e linguísticas, criando conflitos permanentes, incluindo Estados-fantasma, como a Abkházia ou a Ossétia do Sul, no "estrangeiro próximo". O método é conhecido noutras paragens ali para a América central e do Sul "estrangeiro próximo".

 

 

 

Assis e Rangel são dois europeístas convictos

Estamos bem servidos com um e com outro. Pacheco Pereira, lamenta-se que com estes chefes de fila não se discuta a União Europeia.  Com candidatos como Rangel e Assis, que é bastante próximo de muitas posições de Rangel, o debate europeu ficará prejudicado por se fazer apenas dentro de uma ortodoxia europeísta que, no meu ponto de vista, de há muito perdeu o contacto com a realidade das nações europeias, com aquilo que é hoje a União Europeia, e com a vontade dos povos e nações da Europa. Estamos dentro de um voluntarismo iluminado, que responde aos problemas acentuando a mesma receita e que só pode continuar a existir e a moldar a União se não for a votos, a começar pelo voto referendário que é o que melhor exprime um “sim” ou “não” a questões que são simples, mas que ninguém quer colocar com clareza. Por tudo isto, para a reflexão sobre a Europa as eleições para o Parlamento Europeu serão inúteis. Já não acontecerá o mesmo sobre a política portuguesa.

Durante 900 anos vivemos (mal) fora do Euro

Não percebo a originalidade. Sair do euro ou desvalorizar os salários. Ora a verdade é que a única razão para sairmos do Euro é, justamente, poder desvalorizar a moeda e, assim, desvalorizar tudo. Os salários, as pensões e tudo o resto que andamos a fazer durante 900 anos fora do Euro e que serviu para pouco. Sempre fomos os mais pobres e os mais desiguais. Então para quê sair do Euro e voltar a uma situação que sempre nos manteve na miséria? Desvalorizar a moeda não é uma forma como qualquer outra de empobrecer?

O que se joga são razões políticas e ideológicas. Os comunistas não querem o país no Euro porque sabem que há milhões de pessoas que vivem bem e que não trocam o que têm por aventuras." "É um defensor claro e frontal da saída de Portugal do euro e admite que os partidos de esquerda não são claros e frontais porque temem dizer aos trabalhadores que os salários reais serão reduzidos durante uns tempos. Mas acredita que não existe alternativa na configuração europeia: a chamada competitividade externa ou se faz baixando salários ou desvalorizando moeda. “Não há milagres.”

Ora baixar os salários não é o que este governo anda a fazer ? Para quê então sair do Euro?

 

 

 

 

 

Somos danados para a brincadeira

Nos últimos meses de 2013 o turismo interno já deu mostras que o pessoal está farto de troika e de chuva. Implosão social? Qual quê? Hotéis cheios na Serra da Estrela, Madeira e Algarve. E há muito que um ano não começava de maneira tão promissora como este 2014. Os sinais de retoma chegaram ao turismo. Razões psicológicas dizem os responsáveis. A classe média alta e alguma classse média baixa reduziram muito o consumo nos últimos três anos, não por razões financeiras, mas por precaução. Andavam fastasmas no ar. Agora retomaram o consumo nomeadamente as férias fora de casa. Está a passar a ideia que o pior já lá vai, as pessoas estão fartas de narrativas miserabilistas.

E as termas, os solares e casas de turismo de habitação está tudo cheio ou para lá caminha. "Há um crescimento do número de reservas de portugueses para este carnaval e as perspectivas para a Páscoa são também animadoras." Cuida-te, Seguro!

Os submarinos encontraram o BES na Suiça

Foi num governo PS que se iniciou a compra dos submarinos. Eram três mas Portas reduziu a compra a dois. Sempre que há eleições os submarinos sobem à tona de água para submergirem logo a seguir. Mas o que é interessante é que desde muito cedo se soube que uma das empresas do universo do BES, tinha facturado trinta milhões de euros por serviços de consultadoria. Plano e montagem do negócio por trinta milhões. Todos perceberam que as comissões estavam encontradas era só preciso coragem para fazer uma investigação séria. E na Alemanha até há pessoas consideradas culpadas. Não era muito dificil. Agora encontraram-se contas secretas na Suiça com as comissões já devidamente distribuídas.

Não há nenhuma instituição que seja imune à corrupção

Quem o diz sabe do assunto. "se não existisse corrupção e fenómenos conexos, como a fraude e a evasão fiscal, não estaríamos em crise", mas admitiu que "não é fácil julgar" este tipo de crimes. Tal é a dimensão da coisa. E se o estado não estivesse envolvido em todas as actividades, se tudo não dependesse do estado.  "Mais de mil entidades públicas já têm plano de prevenção e quando forem aplicados por todos é uma grande reforma do sector público", afirmou, defendendo que estes não devem ser vistos "como mais um documento burocrático". Sempre o sector público.

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