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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não querem que se saiba

Agora o PS não quer sentar-se a discutir os investimentos. Faltam os estudos, os tais que nunca se fizeram, basta olhar para as PPPs. O PCP e o BE não quiseram negociar com a Troika o memorando para depois andarem a acusar tudo e todos. Deviam começar por eles próprios. Pois se se afastam do processo de decisão como podem eles influenciar ?

No fundo estão todos de acordo, não querem é que se saiba. Fazer obra pública deve ser a única matéria em que estão todos interessados.

Sr. ministro os seus sapatos são portugueses ?

Toma e embrulha. Estás para aí a dizer que os sapatos portugueses são os melhores do mundo mas os teus não são nacionais. Isto, sim, é jornalismo "cool". Apanhei o gajo.

- Senhor ministro, calça Portugal?

- Às vezes calço Portugal - depende, tem dias!

- Isso quer dizer que nem sempre calça sapatos portugueses, certo?

- Todos nós temos a oportunidade de comprar mais português, como é evidente.

- Mas neste momento calça sapatos portugueses? Teve esse cuidado?

- Neste momento? Não.

Isto na feira de Milão do calçado a maior exposição mundial . Somos impagáveis! "Onde quer que vandes mostrandes logo o que sandes" como se dizia na Beira Baixa no meu tempo.

A AVÓ PROFESSORA ENTROU NA ETERNIDADE - por Prof Raul Iturra

 

 

Faz poucos dias antes de esta feira de carnaval, escrevia como a D. Maria da Conceição Videira criou os seus filhos, ensinou seus netos Anabela e Luís, porque os tempos eram maus e era necessário emigrar para juntar dinheiro e montar uma empresa.

 

A agricultura não rendia, não vendia produtos que eram precisos para os citadinos e os filhos da D. Maria da Conceição Videira tiveram que emigrar a países em que o dinheiro ganho no trabalho nas indústrias, for útil para investir em empresas em Portugal.

 

A língua era difícil, mas a Alemanha parecia ser o país da salvação. A filha Fernanda Videira casou com o agricultor António Lopes e juntos se empregaram numa indústria de artefactos elétricos que pagava bem. Dez anos passaram como digo no texto A Avó Professora D. Maria da Conceição Videira, que pode ser lido em http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/search/?q=Raul%20Iturra&p=3 , texto 27, bem como outro na Página da Educação.

 

A ideia era publicar o texto na Página da Educação de Verão, para ser exibido a ela no dia do seu aniversário em Dezembro, dia em que prefacia 92 anos. Infelizmente foi adiado para o número de Inverno, que apareceu em Janeiro e ela o leu. E fico feliz. A sua filha falou comigo para me agradecer esta simpatia de relatar a vida da sua mãe, eu quis falar com a D. Conceição, que aparece na imagem com a bisneta Maria, filha da sua neta Anabela Lopes de Abrantes e o seu marido Miguel.

 

Tomou conta dos seus netos durante doze anos e ensinou-lhes o que aparece no texto prévio que cito antes.

 

Ela, como sabemos, era de Girabolhos, do concelho de Seia, na Região da Beira Alta. Por amor casou e transferiu-se com o seu marido para Vila Ruiva, onde criou a sua família, o seu filho Arnaldo que cedo nos deixara, e a sua filha Fernanda que também emigrara para Alemanha com o seu marido, o meu compadre amigo o Senhor António Lopes, tornaram a Vila Ruiva e instalaram um café alegre, elegante, simpático, com um supermercado que vendia bem.

 

Mas os anos já eram muitos, a filha tomava conta dela na casa por cima do café, café atendido pela neta Anabela, o Luís e ela própria. A luminosidade de D. Conceição, que me explicara as festas de Vila Ruiva, que nos ensinava cantos para levar às crianças a passear no mato no calor do verão de Vila Ruiva, abastecia-nos de bebidas e guloseimas para os 40 rapazes e raparigas que iam connosco. Aprendi porque a filmei e ela cantou sem medo para as máquinas de filmar que usava, todo pago pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia, como antes pela Junta de Investigação Nacional em Ciência.

 

D. Maria da Conceição era a estrela destas instituições e colaborou comigo e a minha amiga Claire Summer-Smith em ensinar crianças durante Junho e Julho. Porém, foi professora não apenas dos seus netos a a bisneta Maria e o do Luis, e os netos do seu filho Arnaldo e Alice.

 

Tanto trabalho foi minando a sua saúde e, como uma Margarita Gautier, essa dama imortalizada por Alexandre Dumas Filho e Greta Garbo no filme, a Avó Professora Conceição Videira nos deixara em começo de Carnaval. Adormeceu a seguir o seu lanche no Sábado 1 de Março. Sem saber, entrou na eternidade.

 

Cá ficamos nós com esse sabor triste de quem habitua-se a santidade de um ser humano que faz filhos dela a toda rapaziada. Como eu, a minha D. Maria da Conceição, quem nos ensinara Vila Ruiva

 

Esta Terça de Carnaval não se comemora. A choramos. Foram muitos anos juntos, 92!

 

Raul Iturra aparentado com os Videira Lopes pelos amores partilhados.

 

4 de Março, Terça, Dia de Carnaval que não se comemora, ainda que a lei o permitira.

 

lautaro@netcabo.pt

 

 

 

 

 

O cavalo do poder só passa uma vez à nossa porta, Tó Zé

Otelo dizia esta frase nos idos de 74/75. Não montou o cavalo porque não viu ou porque não teve coragem? Nem Otelo sabe. António José Seguro viu-o passar em junho de 2013. Cavaco Silva passeou-o na praça pública sem cavaleiro. Seguro respondeu à chamada com sentido de responsabilidade mas passados dois dias Soares aterrorizou-o acenando com a cisão do PS.

Consistia, basicamente, em o PS pôr-se de acordo com o PSD e CDS num plano para o país para dez anos. Nessa altura as más noticias eram diárias teria sido compreendido por todos. Em troca teria as tão ambicionadas eleições antecipadas.

Agora é tarde e Seguro está numa posição muito difícil. As boas notícias para o país não podem ser más notícias para o PS. É por isso que o discurso de Seguro é erróneo, vai colocando metas ao governo que são sucessivamente engolidas. "Saída à Irlandesa" que passou agora a "saída à irlandesa" mas com os mesmo nível de juros. E promete o que sabe não poder cumprir. Mutualização da dívida superior a 60% do PIB mas logo veio dizer que "é contra qualquer haircut" e que não está a passar a responsabilidade para os outros países "está a falar de solidariedade".

A economia teima em crescer com actualizações em alta. O desemprego está a baixar. O investimento aumentou e vai aumentar muito mais com os dinheiros do QREN. Passou a oportunidade. Os que não o deixaram montar o cavalo do poder vão agora acusá-lo de não ter sido capaz de derrubar o governo antes de junho de 2014.

( a partir de João Miguel Tavares - Público)

Juros da dívida recuam em todos os prazos

A dez anos A “yield” das obrigações portuguesas a 10 anos recua 3 pontos base para 4,85%, perto do mínimos de 2010, sendo que nos restantes prazos a tendência também é de queda ligeira. A “yield” dos títulos a 2 anos desce 3 pontos base para 1,76% e nas obrigações com maturidade a cinco anos a queda é de 4 pontos base para 3,69%.  Em Espanha a “yield” da dívida a 10 anos desce 1 ponto base para 3,49% e em Itália, nos títulos com a mesma maturidade, a queda é idêntica para 3,45%. É a estas taxas que precisamos de chegar.

O Senhor José Boaventura Veiga Belinha - Uma homenagem querida

 Apareci em Portugal em Dezembro de 1980, por convite do Engenheiro Armando Trigo de Abreu e do Advogado Sociólogo Afonso de Barros, mais tarde o meu estudante de doutoramento. Dois membros da Fundação Gulbenkian de Ciência. Do Instituto da Ciência e Tecnologia, sedeado em Oeiras. Apareci desde a minha Universidade de Cambridge da Grã-Bretanha, por apenas duas semanas, para proferir uma conferência sobre os costumes e formas de vida do mundo rural na Galiza, na América Latina e na Europa. Mal sabia eu português europeu, apenas luso galaico. Foi preciso falar em inglês, a quase minha língua nativa. O Instituto de Ciências do trabalho de da Empresa de Lisboa, soube que me encontrava de visita para proferir conferências, e , nem curtos nem preguiçosos, me convidaram também para falar no denominado ISCTE. Foi o ano e a data em que o conheci. O contínuo Belinha. Estava na porta de entrada do único edifício do ISCTE nesses tempos e me orientou pelos corredores do prédio quadrado de quatro corredores e duas licenciaturas. Afonso de Barros, os Engenheiros Joaquim Laginha e Eduardo Gomes Cardoso e o Senhor Belinha, foram s meus introdutores, entre outros que mais tarde seriam os meus amigos, discípulos, colegas. Quinze dias apenas para proferir duas conferências para os cientistas da Gulbenkian e outra para os investigadores docentes do ISCTE.

 

O contínuo Belinha, uma joia de pessoa. Porque continuo? Por causa do seu trabalho:Contínuo, estafeta ou moço-de-recados em Portugal ou ainda office-boy (em tradução literal do inglês, "menino de escritório"). É o nome dado ao profissional que trabalha em escritórios exercendo variadas tarefas, como o transporte de correspondências, documentos, objetos e valores, dentro e fora das instituições, para além de efetuar serviços bancários e de correio, depositando ou apanhando o material e entregando-o aos destinatários; auxilia na secretaria e opera equipamentos de escritório (fotocopiadora, telefax, etc.); transmite mensagens orais e escritas além de recepcionar visitantes. Eu era um visitante, ele tinha que me receber e levar para os cientistas- docentes. Como de facto foi. Os anos passaram, gostei do tratamento das pessoas e pensei: em Cambridge já está todo feito faz mil e trezentos anos, e Portugal todo está para ser feito. Parece-me que o meu sítio é o país luso e não o britânico. Um ano mais tarde, transferi-me desde o Reino Unido para a República Portuguesa, apesar das mágoas e zangas de Cambridge. Apareci, finalmente, a 2 de Maio de 1981 por dois meses no então denominado ISCTE. E fiquei até o dia de hoje. Amigos, o povo luso era uma simples maravilha, era uma família, começada no caso ISCTE numa pequena casa da rotunda da Universidade Clássica de Lisboa, transferida mais tarde, em 1970, para o hoje denominado prédio antigo, porque conseguimos organizar cinco imensos edifícios para o hoje denominado ISCTE-IUL ou Instituto Universitário de Lisboa.

 

Foi em essa casa da rotunda em que começou a trabalhar José Boaventura Veiga Belinha. Como eu desde a Grã-Bretanha, ele deslocou-se desde a freguesia de Santa Maria de Lamas, Concelho de santa Maria da Feira, ao norte da cidade do Porto, porque a terra dos seus pais Boaventura Veiga Belinha e Geraldina Ferreira Veiga, não permitia alimentar todos. Tinha nascido a 12 de Maio de 1930, época da formação da República de Portugal e a sua passagem para ditadura. A pobreza transferia pessoas do norte para o sul ou para fora de Portugal. O Senhor Belinha teve essa sorte de encontrar trabalho quando começava a formar-se um pequeno grupo que ensinava ciências sociais na pequena casa, uma ciência proibida pela ditadura mas que, em 1968, Adérito Sedas Nunes convocou e juntou as melhores cabeças, quer para ensinar, quer para manter a casa limpa e um telefone que souber funcionar, com a D. Crisalda Silva, amiga do José Belinha e outros, como a D. Carmelita Cunha. A partir de 1981, as ideias avançaram, a ditadura acabou por cair e o Senhor Belinha passou a ter uma imensa casa para gerir com os seus colegas o Senhor Vítor e a sua mulher D. Zulmira e outros: os corredores limpos, os quadros das salas lavados de giz da aula anterior, as casas de banho impecáveis, uma colaboradora para a D. Crisalda, D, Isaura Raimundo, gerido entre vários pais e mães fundadores do novo prédio.

 

Prédio que começou a crescer com novas licenciaturas, mais estudantes e um corpo docente em crescimento. Imenso trabalho para José Belinha e equipa. Foi preciso trazer mais pessoal, comandado pelo homem da Boaventura, esse contínuo inesquecível que trabalhava de dia e raramente à noite.

 

Confiava em mim, como eu em ele. Disse-me um dia: Senhor Professor. O S’outor Pina Prata do Conselho científico quer que cumprimentemos as pessoas conforme o seu cargo e condição. Mas se a gente não sabe o que eles, como vamos fazer? Que os licenciados que ensinam são apenas doutores e que os poucos doutorados que há, são Professores. Que devemos por o título antes do nome. O! Senhor Professor, nem dá tempo para cumprimentar! Era um homem de agalhas, sabia da tecnologia dos altifalantes e como eles trabalhavam, das luzes dos auditórios, dos arranjos florais das mesas de júris, sempre ele e a escolher as melhores flores, com a cumplicidade do Dr. Laginha e a minha, quando era preciso.

 

Tinha por hábito levar um molho de chaves nas mãos: as salas deviam estar fechadas se não havia aulas, abertas em tempo de aula, tomar conta dos latrocínios que em época de ditadura havia muito ou assim pensava ele e me fez acreditar. Confiado em ele, fechava o meu velho gabinete se tinha que ma ausentar por tempo cumprido. Ele já sabia do meu descuido e andava sempre com uma chave do meu cubículo, para o manter fechado.

 

Foi assim que a gente de dava. Sempre almoçava no seu gabinete de contínuo chefe: o seu mal de barriga não lhe permitia comer outro alimento que o que preparava-lhe D. Conceição, a sua mulher e que transferia numa marmita especial, bem embrulhado para não arrefecer, ou a D. Conceição levava o almoço justo a meio-dia para ele comer do fruto fresco e quente, como a sua mulher gostava de fazer. Muito bem a conheci e respeitava a sua privacidade para o almoço e mandei que fecha-se o seu sítio à chave para que os Pina Prata que tínhamos, não se intrometeram na sua vida privada.

 

Ah!, Senhor Belinha, que comecei, na minha ignorância, a denominar Balinha, até ele, de forma soave e amiga, me escreveu o seu nome num papel, ainda comigo, para me dizer: Senhor Professor: este é o meu nome…. E aprendi.

 

Tínhamos um segredo. O seu desespero era a ideia de Pina Prata. O levei a um canto, e dizem: Senhor Belinha, não oiça, são doidices dos psicólogos. Diga apenas: bom dia, boa tarde e continue a andar, sempre a mirar para em frente, sem esperar respostas. Os docentes têm os seus amigos para desabafar, o Senhor tem apenas a sua família que toma conta de si, porque os seus estão muito longe, além da cidade do Porto. Cuide-se para ela, porque não tem outra….

 

Há tanto para dizer, mas em tributo nem todo se pode contar. Reformou-se no ano 2000, eu no 2012. Esta, Amigo, é a nossa derradeira conversa: a seguir será na eternidade para onde foi esta Sesta 28 de Fevereiro, enquanto dormia. Uma morte santa aos seus 83 anos, para um homem santo, ou assim o estimo eu. Desde a Eternidade, acredite em ela ou não, nos vê e toma conta de nós. Com o seu molho de chaves, o nosso São Pedro do ISCTE— IUL.

 

As minhas palavras são a testemunha da sua bondade e da sua neura calma. Cumprimentava se queria, se não, passava sempre, continuava pelos corredores vista em frente. O seu trabalho de contínuo era levado a sério e por isso era estimado. Não o fui a enterrar porque quase não consigo andar. Mas estas palavras são o meu acompanhamento. A continuidade da nossa amizade.

 

O, Senhor Belinha, recebeu-me no ISCTE em 1980. Não sabíamos que ia ficar até o dia de hoje.

 

Um abraço do seu Professor Doutor, como costumava denominar-me,

 

Raúl Iturra

 

Catedrático de Etnopsicologia da Infância,

 

ISCTE-IUL

 

Collége de France, Paris e outras ervas.

 

Avô, antes de nada

 

Seu amigo, a seguir. Se falece um docente, a bandeira Ictesiana a meia haste. Se é um contínuo, o luto vai com o vice-reitor e com os que têm dado todo pelo ISCTE-IUL…Paquete de Oliveira, Carmelita Cunha, Crisalda Silva, outros

 

Raul Iturra

 

5 de Março de 2014.

 

lautaro@netcabo.pt

 

 

 

 

 

Pois se não há outra solução...

As sondagens há muito que dizem que nas próximas eleições não haverá maioria absoluta para ninguém. Depois do governo minoritário de Sócrates e do medonho resultado para o país que essa solução trouxe, o que Assis diz é mero bom senso. Na verdade, tanto o PSD como o PS estão obrigados a entenderem-se. Por razões tácticas o PSD quer que seja o mais depressa possível o PS, quer que seja depois das eleições. Não pode ser de outra maneira e ninguém compreenderia que num momento tão difícil para o país os dois principais partidos não se aproximassem entre si.

Na política dizer o que Assis diz, neste momento, requer uma enorme coragem e um apurado sentido patriótico.

Perfil de líder

Desde Guterres que é este o perfil de político que chega a Primeiro Ministro. E é cada vez pior. Nunca trabalharam, nunca prestaram provas, só por milagre o país poderia estar numa situação melhor. O perfil de António José Seguro é disso um exemplo. O fruto das Jotas e dos circuitos aparelhísticos da carne assada. De promessas de prebendas e de lugares bem remuneradas a outros tão mal preparados quanto ele. Pobre país!

Na praia do Meco não faltaram o álcool e as drogas

Com o decorrer do tempo o que se passou na praia do Meco vai tomando forma. A autópsia do cadáver que estava em condições de ser autopsiado revelou a presença de álcool e de drogas. É difícil perceber que um grupo de sete jovens às duas da manhã se deixe apanhar, ao mesmo tempo, por uma onda se a sua percepção da distância e do perigo não estiverem alterados .É esse o resultado mais comum do excesso de álcool e drogas. O cansaço e a falta de luz fizeram o resto.

As praxes e o seu cortejo de imbecilidades e humilhações não se explicam só por razões de necessidade de afirmação e de autoridade. A violência tem razões bem definidas e o caso das praxes não foge à regra. Como fazer rituais num cemitério de madrugada outra das informações que vieram agora a lume. E também com alunos da Lusófona.

O mistério e a tentativa de apagar o caso, mesmo em relação a coisas tão óbvias, mostram bem que naquela universidade ( outras haverá) a praxe passou muito além de uma brincadeira e de uma tradição para se tornar algo de secreto e de perigoso. O que faz do caso um assunto de  polícia.