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BandaLarga

as autoestradas da informação

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JAVIER, MY WEÑE - por Prof Raul Iturra

 

Mozart, babyish musichttp://www.youtube.com/watch?v=5GK1xl4Etp8

http://youtu.be/5GK1xl4Etp8

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I shall not say too much or write far too many words. There are more important feelings and ideas than words.

Your photograph speaks by itself. The way you look: your sweet, very serene and lovely face, your similitude to both of your parents. The way you look after the far too long fight to have a life of your own, away from Mum’s tummy, speak up by them. Is not only the relieve of having left Mum and Pa at ease as you arrived well and healthy into this cold world, cold as we have a crisis, cold, because is a cold summer, cold, because so many babies are being born these days and you become one of far too many others. The peaceful face made your mother to write on the upper part of the photo that you had been born at 10.45, 7 pounds and of a good nature and so serene, that one could not less that love you. Or so it seems to me were the words oh exhausted parents.

You have no idea, little nameless baby Iturra-González (your middle name) Ilsley-four family name, how happy those young parents have become. The fact of having been born has meant a push up the ladder of life one-step forward to all of us. Nameless little Ilsley, the lovely couple who made you, have become parents, a very important part of life in the world we live. The fact of the endless discussion on your name between your parents, is the living proof of the equality of human beings, the freedom of the woman facing his man, the not necessary agreement of the man for you to have a name, as it used to be when your parents were born. The name was either a tradition or the begging of the woman in front of his companions-does not really matters that they fulfil rituals, as they have done, to be companions. Companions as they have decided to have a descendent, some one who will carry on their names all through life, until your name changes into your companion family name, except if you do as Mum dis: she decided to keep her maiden name alongside with your Father’s family name.

One-step forward for all of us. The long genealogy I provided you yesterday before your birth, has changed into Grannies, Grand-Pas, unties, uncles, a wreck of the way life used to be.

Be careful. Being the youngest member of an extensive family, may lead to many to try to command on you. That was the path of Mum, when she was a little girl: she never accepted to be under the law of anybody else: she created her own way of being and has become used to be, as an adult, the same way she used to be when little.

Your Father is similar to her-free people come together with another free human being and create free people who come to know the way they shall follow alongside life.

You have a sister, May Malen, similar to you, whi takes care of you, being nearly two years your elder.

Nameless grand-son, this is all I can say after so many hours of worrying for the pains your way to liberty, caused in Mum’s body and soul, and in the spirit of your Pa. It was the same for us all at the beginning of the year. They were four to five endless days of emotional and material suffering.

Beginning of a year, which, because of your birth, shall be not only outstanding: it is a new beginning in our way of living. An step up on the ladder of life, and, most of all, a change in our behaviour towards you. I beg you only that these changes make of us a large unit of kindred, with mutual respect for the ways of being for each home upon which the family rests as such. In a vice –versa way... Granny Gloria commented with me today: you have become a nuclear family on your own right. We shall respect your way as you shall respect ours.

Welcome to life, nameless grand-son...A sweet kiss in your forehead fro Grand Pa, Abuelo, Oppa Daddy, Cheche, whichever the way you shall call me.....

I shall not say nameless anymore. Your parents have made their mind and have give you the name of Javier. They need a middle name. My Idea is Weñe – beautiful and clever boy, taken as they did with May, middle name Malen, retired from the language mapundungun, of our ancestor, the Mapuche Nation who live in Chile and Argentina.

You may realize how much I have taken from the letter I wrote to May Malen, when she was born After all, you are brother and sister.

 

 

Cheche Raúl

 

 

A dimensão social da hospitalização privada

O número de  doentes que acorre aos hospitais privados não cessa de crescer. Mais de três milhões de Portugueses. Que seria dos hospitais públicos se todos os doentes aderentes aos seguros de saúde e aos subsistemas de saúde desaguassem nas unidades públicas? Então, sim, teríamos filas de espera infinitas e muitos doentes condenados.

Os hospitais privados fazem milhões de consultas, centenas de milhar de operações, milhares de internamentos a custos médios bem menores que os praticados pelos hospitais públicos. Dotados de excelentes meios técnicos e humanos, onde se pratica a mais moderna medicina, numa perspectiva de liberdade de escolha e concorrência.

Os seus investimentos não emanam de dinheiro público mas sim da aposta de accionistas privados que exigem uma gestão rigorosa que o estado nunca teve nem nunca terá. Patrão longe, festa na loja. De tudo isto resultam custos muito mais contidos na hospitalização privada. Não é por acaso que os hospitais privados estão a ter êxito. A sua procura não tem deixado de crescer.

PS : a partir de Artur Osório Araújo - Público

Quase impossível encontrar mão-de-obra em algumas posições

Hoje em conversa com várias pessoas, incluindo empresários, a ideia comum é que há uma larga percentagem de jovens qualificados que têm como prioridade uma experiência fora do país. Mesmo que encontrem trabalho em Portugal querem emigrar. A maioria com o intuito de voltar mais valorizados profissionalmente. Outros há que aceitam emprego em empresas nacionais de grande dimensão com actividades fora do país . Isto nas profissões mais procuradas.  É quase uma missão impossível, nomeadamente "contact centers", perfis que combinem conhecimentos de línguas estrangeiras e os já habituais perfis altamente técnicos, por exemplo, para a indústria de moldes"
Embora "na maioria das áreas de formação essas dificuldades não se verifiquem, Carlos Maia, director da Hays, admite também que "por vezes é difícil identificar jovens em certas áreas de formação, sobretudo nos sectores de Engenharia", nas especialidades de Informática, Electrotécnica e de Computadores, Mecânica e Gestão Industrial. Também na área financeira há alguns perfis que, pela sua tecnicidade, e apesar de serem designados "juniores", são difíceis de encontrar num jovem que está a iniciar a sua carreira.
"Na área da banca, por exemplo, perfis técnicos relacionados com áreas de risco ou mercados financeiros não são fáceis de identificar, pois requerem conhecimentos adicionais aos adquiridos durante a faculdade"

Há dificuldades de emprego por causa da crise e também porque a formação não está direccionada para as necessidades das empresas. É cada vez mais necessário as escolas terem autonomia para detectarem essas necessidades e dar-lhes resposta concreta.

Não é facil ser burro hoje em dia

O Burro Mirandês vive à conta de subsídios europeus. Tal como muitos dos seus irmãos humanos não percebe que só vive de subsídios porque está a morrer. Não alcança que quem vive de subsídios mais tarde ou mais cedo passa a sem abrigo.

Recordando que esta espécie sofreu décadas de negligência, a reportagem sublinha que o destino destes burros “acabou por se assemelhar ao dos seus congéneres humanos nas desfavorecidas regiões europeias do interior: ameaçados de extinção e dependentes, para sobreviverem de, sim, de subsídios da União Europeia”.

São esses mesmos subsídios – que estão agora em debate, em plena época de austeridade, no âmbito dos apoios europeus às regiões agrícolas – que têm ajudado à sobrevivência do burro mirandês, que desde 2003 que é considerado uma espécie ameaçada, escreve o jornalista Raphael Minder, que esteve na freguesia de Paradela – concelho de Miranda do Douro – a observar estes “animais dóceis”.

 

CALUDA! Fuga, silêncio e fantasia - Prof Raul Iturra

 

Tenho falado da solidão dos pais. Mas, o que fazem os pais para os filhos os deixem órfãos deles?

É o que se grita às crianças. É o que os adultos gritam às crianças, quando os adultos calculam. Quando os adultos querem pensar e pensar sem a pequenada em frente. Ou, com a pequenada em frente. Que, ao não saber o que os adultos falam, falam elas. Porque desejam ser ouvidas. E nem sempre ouvidas são. Porque o adulto tem que pensar, decidir, optar. E a pequenada fica confundida, confusa, contrariada. Ainda que não saiba que é assim que fica. E foge. E não ouve. E refugia-se na fantasia. Foge para a rua, não ouve e continua a falar, tece ideias dos contos de fadas.

 

1. Foge. Foge para a rua, para os amigos da rua. Eles sabem e dão acolhimento, dão camaradagem, dão ternura. Essa ternura que os adultos parecem não ter para eles, por mandarem calar. Os amigos da rua constituem um grupo unido que transfere afectividade, mesmo que dentro das disputas. Mas afectividade, essa que pode existir porque não há laços de hierarquia consanguínea, familiar, paternal, maternal. São, esses amigos da rua, todos iguais. Com a diferença de quem sabe jogar melhor ao berlinde, quem sabe atirar o pião de forma mais acertada, quem emboneca a boneca com fitas mais brilhantes. A hierarquia entre eles, define-se pelas habilidades. A hierarquia dentro de casa, é de idade. E de origem. Os filhos do papá, os filhos da mamã, os filhos do papá e da mamã, esses meios-irmãos que até avós e tios diferentes têm entre eles. Donde, a concorrência de qual é o papá mais valente, vive-se no seio do lar; e de qual é a mamã mais diligente, vive-se dentro da casa. Na rua, os adultos desaparecem para ficar o domínio da conversa apenas a aferir as habilidades para a brincadeira e o jogo. Os adultos que calculam, precisam de gritar e dizer caluda aos pequenos, enquanto combinam como vão fazer para repartir a autoridade entre esses papás que são e vivem fora, esses papás que o não são e vivem dentro. A escola, os deveres, o convívio, são secundários. A distribuição entre os ancestrais consanguíneos, é que a conversa rival primária: o teu papá não aparece, a tua mamã anda apaixonada pela outra família e o novo bebé…Na rua, de forma natural, a pequenada é pequenada que de adultos não falam, embelezados pela habilidade de atirar o pião, de subir a correr as escadas do bairro, de brincar na bicicleta. Esse direito à igualdade da Revolução francesa, é praticado pelas crianças que fogem de casa e hierarquizam as suas relações apenas com base nas habilidades. Com as emoções usadas para apoiar o melhor jogador, ou o melhor contador de histórias. Ou o melhor que saiba evidenciar a sua capacidade para o desafio que parte vidros, que tira uma fruta do vendedor, que empurra um adulto não identificado, que atira um bolso, que fuma um charuto. Esse não ouvir dos pais e nos pais da casa, faz fugir para o sítio da igualdade. Nos lares onde isto acontece. Porque há os lares que acolhem e criam todos por igual, embora haja um sempre que fica de fora, ao pé da nova família da mamã. Normalmente, da mamã. Enquanto os papás, esses que sempre perdem os seus filhos, pressionam para fazerem outro que seja o elo de união, ou fantasiam de ser o papá de todos, dos deles e dos dela.

 

2. Não ouve. A criança desobedece. Quer as escolas, quer os analistas, quer os pedo-psicólogos, andam cheios de pequenada com tiques, que falam para serem ouvidos pelo ancestral que os colocou nessa situação. E não ouve o outro nem a toda a situação que se lhe apresenta na realidade agora mudada. Se a pequenada não entendia os cálculos que os adultos falavam e mandavam calar, ainda menos entende a disciplina que o novo adulto traz para casa. Uma disciplina que precisa de ser partilhada para manter a comunicação e a conversa. A criança acaba por não saber distinguir que a vida moderna não ouve os seus sentimentos. Que a vida moderna distingue entre amor e paixão. Na memória social, existe o facto do cultivo da passagem da paixão ao carinho. Toda a relação tem um ciclo biológico de desejo, que diminui com o desejo satisfeito e não desenvolvido. Um desejo modelado pela cultura, pela sociedade, pela conveniência do que é bom fazer para continuar a História. Que entre os melhores abastados da sociedade, acaba por ser cultivado e convertido em carinho que liberta a individualidade do outro. Que cultivam a intimidade que nem sempre passa pela cama. Pela penetração. Que pode passar pela penetração de outros corpos, até outros corpos do mesmo sexo, saiba o outro ou não. A pequenada não ouve porque não tem os conceitos para sentir com o seu corpo o que os adultos sentem e explicam a si próprios. Tudo se passa pelo curto ciclo de vida da infância, como um meteoro de poucas horas de duração nos curtos anos de vida de infância. Dentro de famílias patriarcais, fatimizadas pela crença de Portugal. E que acaba num comportamento de dedicação aos livros ou hobbies, ou a sonhar acordado de que nada do que acontece, é assim. Dois papás, duas mamãs, oito avós, tios ad infinitum, primos de todos os cantos. Era melhor a rua. E é melhor não ouvir. Para desespero de quem, adulto, não pode agir como foi ensinado: a mandar na infância que mora sob o mesmo tecto. Como acontecia poucos anos antes, quando esse adulto era criança e havia uma mãe em casa o dia todo, e um pai na rua, o dia todo. Com papás e mamãs de todos os cantos na rua o dia todo, a criança não ouve, porque não há ninguém com quem falar. E a criança não ouve, porque não tem palavras como conceitos para entender. E acaba com a queixa dos seus docentes a um dos pais e mães, que ralha com eles. Porque esses docentes, também pais e mães, não sabem o que dizer que não tenha a ver com o Estatuto da Carreira Docente. A criança não ouve, porque não sabe o que está a ouvir. Não sabe pensar no assunto. Não tem epistemologia. Tem sentimentos. E foge outra vez, desta, para a fantasia.

 

3 A fantasia. O derradeiro refúgio da criança. Reflectida nos desenhos. Como esses que pedi às crianças de Pencahue, dos Picunche do Chile. Como esses de Vilatuxe de hoje, na Galiza. Como esses anuais de Vila Ruiva em Portugal, como esses do Vale de Trás-os-Montes, como esses de Cotas de Vila Real, como os de Livingstone na Escócia, como esses de Cambridge. Que reflectem a procura, sempre, do papá. Ainda nos desenhos dos bairros de Santa Inés, Viña del Mar, Chile, Rocuant, Valparaíso, Chile, outros que guardo e nem me lembro. Desenhos acumulados em trinta anos de pesquisa que fala da criança. Pequenada que se refugia na fantasia que foge e não ouve. Fantasia, hoje, que serve para comprar a afectividade do pai não pai, da mãe não mãe, do pai que vive com o pai, da mãe que vive com a mãe. Pares heterogéneos que a criança nem coloca em questão. Se for modelar a relação, até entende pelo menos o modelo que pode comparar com os outros de arranjos de pares que moram juntos como melhor acham. A fantasia que coloca a miudagem a imaginar que o mundo é assim e desenvolve a sua autonomia que paga no futuro, quando adulta, por não ter modelo de compromisso da intimidade, com adultério ou sem ele por parte dos seus adultos. Um imaginário que faz extorsão do adulto mais emotivo. Uma fantasia sem objecto comum de vida, como acontece quando há interesses de trabalho em conjunto. Fantasia que o pai ou a mãe, não pai ou não mãe, sob ou fora do mesmo tecto, acaba por comprar com um telemóvel, com um carro, com dinheiro que leva à aquisição de calmantes ou, mal é possível, à vida fora de casa e a partilhar a vida com outros, com intimidade temprana, que pode fabricar filhos cuidados pela parte adulta responsável, que ainda fique no grupo do dito lar.

Eis que é mais fácil dizer caluda à criança. Até porque, se a criança de forma normal não tem resposta, o adulto que vive uma situação nova na nova Europa que é Portugal, também não tem resposta. E é caluda para o adulto como para a criança. Enquanto o tempo passa para os dois. E, felizmente, o tempo passa e acaba por ser entendido, ainda que ressentido, por ambas as partes. Caluda, pelo menos, no Natal, essa ritual festa familiar que junta, ou não, a família original que, no meio da paixão, fez filhos que o vento do compromisso não cultivado, acabou por tudo levar.

Porém os filhos deixam-nos órfãos de paternidade/maternidade.

Nota: Escrevo este artigo à luz do aprendido no meu já cumprido trabalho de campo de quarenta anos, do texto de Anália Torres Divórcio em Portugal. Ditos e entre ditos, Celta, Lisboa, 1996; de José Gameiro e do seu livro Os Meus, os Teus e os nossos, Terramar, Lisboa, 1997; e os de Daniel Sampaio e os meus, em amável colaboração à distância esbatida pelas conferências em conjunto. E, naturalmente, enquanto oiço Lagrime di San Pietro de Orlando di Lassus, Munich, 1595.

Raul Iturra

26 de Fevereiro de 2004.

lautaro@netcabo.pt

 

 

 

Finalmente a convergir com a UE

Tudo aponta que pela primeira vez Portugal possa convergir com a UE em vez de divergir. Há quinze anos que divergimos, a UE cresceu mais do que nós.  Portugal deverá crescer entre 1% e 1,3% ao longo deste ano, podendo superar o ritmo de crescimento de 1,2% previsto para a Zona Euro. A única forma de resolver o desemprego, os baixos salários, pagar a dívida é fazer crescer a economia. Falta o consenso entre o governo e o PS, reformar o estado e o Tribunal Constitucional estar à altura do superior interesse do país.

O papel da escola não é empregar professores

É formar alunos. Uma escola a reboque de ideologias e de sindicatos. Que têm co-governado a educação há décadas com os resultados que se conhecem. Passam os governos mas ficam o alucinado Nogueira e a sua trupe de gigantones. Nada pode mudar. São contra tudo e todos. Desde logo contra o direito de escolha da escola pelas famílias. E são pela má escola pública e contra a boa escola privada. Não interessa que as escolas sejam boas, interessa que sejam públicas, mesmo que más. E, claro são contra a autonomia das escolas. Lá se iam os sindicatos. A escola autónoma e as autarquias conhecem o ambiente local em que se insere a escola. O que sindicalistas e burocratas do ministério nunca saberão.

Não ficam à porta do hospital ficam na sala de espera seis horas...

Universal, gratuito, sem limites orçamentais, sem responsabilidade, sem avaliação, com equipamentos subaproveitados, médicos só de manhã, blocos operatórios a 40%, eis na sua grandeza o Serviço Nacional de Saúde do Partido socialista ! Se um dos milhões de portugueses titulares de apólice de seguro de saúde for a um hospital privado, paga a companhia de seguros, se for a um hospital público  paga  o estado. Ganha a Companhia de Seguros.É essa a ideia?