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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A força centrípta da União Europeia

A força de atracção da União Europeia não deixa ninguém indiferente. Hoje foi a Letónia que aderiu ao Euro. Desde a queda do comunismo que três milhões de Búlgaros e um milhão de Romenos emigraram para a União Europeia, principalmente para Itália e Espanha. E os milhões de muçulmanos e africanos que arriscam a vida para entrarem na União Europeia.

Enquanto isso, há por cá uns pândegos que querem sair do Euro e da União Europeia. Os radicais de 75 continuam entre nós a tentar levar-nos para utopias perigosas. Se antes viam na Albânia, na Roménia, na União Soviética ou na China exemplos a seguir, hoje vêem na recusa infundada do Memorando ou na saída do euro e consequente brutal desvalorização cambial a solução para todos os males. Aproximarmo-nos da Grécia é bom; lutar para atingir o nível de vida da Alemanha é mau - este é, em suma, o pensamento extremista.

As mentiras que transitam para 2014

Que não vivemos acima das nossas possibilidades. Mas então a que se devem a dívida pública e privada ?  A dívida não é a prova que andamos a gastar o dinheiro que não tínhamos e que, por isso, andamos de mão estendida a pedir empréstimos até os credores dizerem que não havia mais?

Que não houve obra pública a mais. Mas então o facto de os automobilistas terem voltado para as antigas estradas principais não é prova que não podem pagar as portagens das autoestradas e, que, por isso são inúteis e estão vazias ? E os estádios que estão às moscas e que o Estado e as Câmaras querem implodir ? E as rançosas rotundas que na sua maioria só atrapalham?

Que o trabalho é mais precário. Mas há mais precariedade do que nas obras públicas que duram dois ou três anos e, que, ao fim desse período vai tudo para o desemprego a não ser que se vá construindo sempre mais, como se fez por cá? Com as consequências no desemprego e no crescimento da economia profundamente negativas.

Que o Estado não é um monstro gordo e gastador. O Estado ter ido à bancarrota por três vezes em quarenta anos, único caso no mundo, não é prova bastante? Gastar 50% de toda a riqueza produzida bem acima do que gastam os países mais ricos e mais justos não é suficiente?

Que nunca o país esteve tão mal. Mas quem conheceu as condições em que viviam os cidadãos deste país há 20,30,50 anos é capaz de defender essa falácia sem vergonha? Que Portugal com a entrada na UE e no Euro deu um salto extraordinário na qualidade de vida dos seus cidadãos? Que o Portugal democrático, apesar dos erros repetidamente cometidos, é um caso extraordinário de sucesso?

Que nunca houve tamanha emigração. Mas então Portugal não foi sempre um país de emigrantes? Que nos anos sessenta a emigração era a emigração da pobreza e da fome e agora é o país da emigração de gente culta e bem preparada?

Mentiras que são diariamente repetidas com a esperança de, tão repetidas, se tornem verdade aos olhos dos Portugueses. Quanto a mentiras ficamos entendidos.

O Arménio e a CGTP não entram no BCP

É claro que acordou porque numa empresa privada não entram o Arménio, a CGTP e o PC. Numa empresa pública não faltariam greves. É que a CGTP não faz sindicalismo faz a política do PCP. No BCP foi possível salvaguardar cerca de 400 postos de trabalho com o corte salarial a todos os trabalhadores de 3%. Isto sim é que é solidariedade, coisa que o Arménio , como estalinista que é, nunca saberá o que representa. 

Em Setembro, Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia deu luz verde ao plano de reestruturação do BCP, que constitui uma contrapartida pelos 3000 milhões de euros de financiamento com dinheiro público. Neste quadro, a instituição tem que reduzir 25% dos custos com pessoal até 2015. Em 2012, um outro programa de corte de postos de trabalho tinha levado à saída de mil trabalhadores do banco, a maioria através de rescisões por mútuo acordo.

É assim que se defendem as empresas sem as quais não há postos de trabalho. E não esquecer que este foi o banco que foi tomado de assalto pelos amigos de Sócrates que o deixaram nesta situação miserável. Um dia se saberá o que aconteceu e como foram usados os dinheiros públicos da CGD.

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