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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Que lata!

Há já algum tempo que reparo num aspecto que tem presença assídua nas escolas de hoje em dia... E tem a ver com professores e alunos, claro! É assim um aspecto que me incomoda um pouco como aluna...

Ora, os professores usam powerpoints feitos por outras pessoas para dar a aula e, como há a possibilidade nunca terem visto tal apresentação antes, acabam por se baralhar a dar a aula; mas se forem os alunos a usar powerpoints "sacados" da net, levam um zero imediato. É verdade que os professores têm métodos de ensino diferentes entre si, mas a maioria usa materiais audovisuais de outra autoria e fazem usufruto dos textos que lá aparecem; mas se os alunos ousarem fazer o método "copy-paste" num trabalho, é zero imediato!

Outra coisa é o facto dos professores darem a aula onde praticamente lêem o powerpoint e/ou manual, sem interagiram com os alunos; mas se os alunos apresentarem um trabalho onde, dentro da sua timidez/nervosismo, passem o tempo a ler o powerpoint e a olhar para os apontamentos que trazem, são descontados na nota. É isso e quando os professores dão a matéria  e usam expressões que nem sequer existem ou são brasileiras; mas se os alunos usam uma ou duas expressões brasileiras num trabalho escrito, que esqueceram de corrigir por lapso, são descontados na nota.

 

No meio disto tudo, somos todos seres humanos, que têm o direito de errar e ter lapsos! Percebo perfeitamente que os alunos estão num "papel" diferente e estão a ser avaliados mas, sendo o professor aquele que ensina, é ele que tem de começar por dar o exemplo e fazer o contrário do que eu mencionei acima! 

Era este que nos ia salvar

Também tive muita esperança que com a sua eleição as duras medidas da Troika suavizassem. Deu nisto! A verdade é que o caminho é chato e duro . Ai, de quem precisa! Bem gostaria que alguem se chegasse à frente e apresentasse uma alternativa consistente e que não passasse pela boa vontade dos credores. Porque esses, já disseram ao que vinham. E, quem gastou até ao último tostão devia, ao menos, pedir desculpa em vez de andar a provocar.

 

 


A CONHECI E NADA PEDI. UM POEMA

 

Entrei na sala de aulas. Era o meu dia de proferir uma lição. A lição da semana. Não olhei para sítio nenhum, conforme meu hábito, nem falei. Distraia-me. Distrair-se no começo da elocução, era um pecado. Um grave pecado. O meu dever era ensinar. Para ensinar, deve-se estar concentrado.


Todos o sabiam e por isso não me falavam. Era sabido por todos que no meio da conferência, ia parar, calar e dizer, caramba, estava tão dentro dos meus pensamentos, que me esqueci de cumprimentar. Todos riam. Mas ninguém falava. Conhecido era que qualquer frase ia danar-me, perdia o fio da memória, esquecia a frase seguinte. A prova era dura. Era meu costume enviar as habituais seis páginas da temática que ia proferir, vários dias antes.


Todos liam e sabiam do que eu ia tratar. Carregado de textos, enquanto falava, procurava citações em livros sinalizados por mim com pequenos colantes amarelos escritos com a ideia central para desenvolver ao longo de 45 minutos. Nenhum minuto mais, nenhum minuto menos. O título da aula era a minha hipótese, e os pequenos colantes que marcavam diversos sítios dos vários textos, as ideias substantivas para provar a central. Esses 45 minutos voavam como borboletas, com os meus olhos fixados em cada flor que ai estava. Olhava-as, mas não as vias. Bem sabiam as minhas borboletas que um pequeno sussurro delas, encurtava o meu pensamento e não ia saber como continuar. Cada dez minutos, contava uma anedota para aligeirar a lição e aliviar a forçada concentração a que as obrigava. Borboletas femininas, borboletas masculinas, de curta idade, à tarde e à noite, adultos que trabalhavam durante o dia e apareciam às 18.15 – a minha lição devia começar às 18, mas eu dava quinze minutos de tolerância, porque, em hora de ponta, as deslocações eram cumpridas e pesadas, porque um café para estarem acordados, porque um queque para entreter a fome. Porque a conversa de corredor era obrigatória. Porque milhares de motivos entretinham as minhas borboletas.


Aprenderam dois factos: que a hora era a hora; e as temáticas: era a aula escrita antes, era o seminário que se seguia, era a tutória no gabinete com leitura prévia, o texto escrito era entregue previamente, debate entre quatro, e o seminário final do segundo tempo de aula no decorrer da semana. Eram cento e quinze minutos comigo em silêncio e dois ou quatro falavam ou liam os seus trabalhos. Cansados já do trabalho do dia, mandava desmobilar a sala para confrontar as borboletas e nesse olhar profundo e palavras ao ouvido do outro, e exposição decorria em trinta minutos, sempre interrompidos por mim para acordar os dormentes e cansados trabalhadores estudantes.


E um dia, eu fiquei distraído. Levantei os olhos e vi-a. No fundo da sala, toda penteada e séria, sem se distrair do que se falava, sem falar com a companheira de bancada, ouvia fixamente. Dentro do recinto de aula. Lá, fora, no corredor, não era comigo, não ficava para conversas, também devia eu falar o dia todo. Era um docente trabalhador, por causa das infindáveis reuniões, de inacabáveis reuniões do Conselho Científico, do Departamento, do Pedagógico, tantas, que eu ficava farto.


Mas nesse dia, levantei os olhos, e vi-a, era semelhante à mulher dos meus sonhos: elegante, esguia, bem vestida, séria dentro do recinto de aula, sempre a rir no corredor e a contar anedotas. Esqueci-me da frase seguinte e tive que improvisar. Os olhos da cor do mar, o corpo esguio, o bem penteado cabelo, a simpatia do olhar, o silêncio persistente no dia de aula, cativaram-me. Mas, o meu lema: há discentes e docentes e o único laço que os une é o do saber. Ou não se cumpre com o dever. Era uma alegria vê-la ai todas as terças e quintas. O ano findou, o tempo passou, ia eu morrendo e os meus antigos orientados fizeram a festa dos livros de Raúl Iturra. Ela estava só, mas presente. Comprou um livro meu, reconheci-a, agradeci a mensagem semanal que aparecia no meu computador e convidei-a para casa sob o pretexto de consultar ideias minhas para o meu novo livro. Desde esse dia, nunca mais faltou, reescreveu o meu mau português gramatical, continuou com outros textos meus e aprendi a escrever.

Tão linda e sedutora, que me foi impossível não colar a foto neste texto, que, de certeza vai fixar.

Temperamento? Às vezes feliz, outras em sofrimento. Mas esse mês de Junho de 2009, em que fui escrever para sua casa, ficaram, para sempre na minha alma.


Nada eu pedi, tudo me foi dado. Era e é um poema de mulher, a mulher dos meus sonhos… A imagem fala por mim. Há que dar tempo ao tempo para estarmos em Junho outra vez e na sua casa… com esse sonho de mulher, cruzando o rio e a ser esperado… com um riso permanente…que alegra a minha vida.

Talvez nem fixe o texto, é para ela. É melhor a surpresa do luso português iturriano como é denominado, e a surpresa de se ver na net, em breve… esse sonho de mulher…

No dia Internacional da mulher, dia que, para respeitar os mandos, fez-me escrever um texto no dia prévio e a noite…com essa imagem sempre comigo.

 

 

Raul Iturra

29 de Outubro de 2003

lautaro@netcabo.pt

 

A política nacional do PC não se aplica a Loures?

Basta chegar ao poder e logo a dura realidade os aproxima. O PC na Câmara de Loures junta-se ao PSD para um melhor equilíbrio mas, claro, sem pôr em causa os seus objectivos partidários. Isto é, oferece uma coligação ao PSD sem dar nada em troca.

"Nunca umas eleições autárquicas estiveram tão ligadas às questões gerais do país. Nunca como hoje se afirma como inadiável a derrota do atual Governo do PSD/CDS-PP, da política de direita e da rejeição de um Pacto de Agressão que semeia a ruína e o retrocesso", afirmou o líder comunista, durante a apresentação dos candidatos da CDU à câmara e assembleia municipal do Porto.

Ou esta narrativa era só para o Porto? A verdade a que temos direito!

O caso Machete explica-se bem

"Cherchez la femme " é a explicação para muitos casos conturbados entre casais . Nas relações entre países é mais o crude. Portugal está bastante dependente da compra do crude angolano que alimenta a nossa capacidade de refinação. Angola pela primeira vez na história tem um saldo comercial positivo com Portugal. Não se procure mais, se não fosse a "boutade" de Machete a servir como pretexto seria outra coisa qualquer. E, é verdade, que o segredo de justiça não é quebrado inocentemente. É um crime que o Magistério Público comete e que os jornalistas aproveitam. E, como, neste crime não há defesa possível, cada um utiliza as armas que tem à mão.

Dizem os jornalistas que também publicam casos em segredo de justiça de cidadãos portugueses. Mas a questão é que estes não têm crude para vender nem milhares de postos de trabalho para preencher.

Um estado caloteiro

Se o estado pagasse às empresas o que deve a economia podia crescer 3% e criar 120 000 postos de trabalho. Os empresários estão preocupados com a dívida do Estado às empresas que já regista, segundo os últimos dados, 3 mil milhões de euros. Se o Estado pagasse o que deve e começasse a pagar a tempo e horas, as empresas sairiam do sufoco em que se encontram.

A má prática estende-se a toda a economia com as empresas a estenderem os prazos de pagamento o mais que podem. Ninguém paga a ninguem, e como uma boa parte destas empresas dependem do que facturam ao estado...

Esta é mais uma razão para que o estado abandone a economia e boa parte dos serviços que podem ser prestados  pelas empresas privadas.

HANNAH ARENDT

O estado totalitário proíbe, prende e mata. Todavia, não há exemplo de ideia, pensamento ou facto que, violentado pela censura ou pela polícia, não tenha, mais tarde, adquirido direito a difusão. Normalmente, ampliada e prolongada, precisamente em consequência da anterior proibição e em medida directamente proporcional à intensidade desta.

 

As democracias são mais eficazes.

Toda a gente pode escrever o que quer, mas só poucos, muito poucos, têm acesso aos meios de comunicação. A proibição é desnecessária.

Sendo impossível fazer aquilo que uma ditadura se veria obrigada a proibir, ficam naturalmente dispensados, por inúteis, quaisquer meios sujos e feios de ofensa à liberdade individual ou à vida. Ainda com uma vantagem acrescida - a história tenderá a votar os inconvenientes ao esquecimento.

Garantida está, pois, a sociedade supostamente avançada e tolerante, em que todos podem, em liberdade e sem constrangimentos, dizer e escrever o que pensam.

 

Supostamente.

 

Para as democracias, a situação só pode ser problemática quando aquele que resolve difundir ideia contrária à corrente dominante tem já adquirido esse raro poder de dispor de uma tribuna relevante ou das colunas de um jornal influente.

É então que a sociedade avançada mostra porque e em que sentido o é.

 

O filme está em exibição nas nossas salas de cinema e merece ser visto, talvez revisto, e meditado em todos os seus muitos pormenores. O engenho do realizador permite que um documental biográfico eivado de profundidade filosófica seja absorvido com impressionante leveza, contrastante com o dramático e sério do tema.

 

De nada valeram a Hannah Arendt a origem judia, a perseguição nazi, o campo de concentração, a fuga e o exílio. De nada lhe valeu também, a docência numa Universidade dos Estados Unidos, à qual ascendeu por via do seu reconhecido mérito.

 

A sociedade avançada e tolerante não lhe perdoou o ter tido uma opinião própria, dir-se-ia hoje “politicamente incorrecta”, acerca do juízo de censura adequado a Adolf Eichmann e do veredicto do Tribunal de Jerusalém que o julgou e condenou.

 

O estigma de nazi e a suspeita de colaboracionismo, difundidos por diversos e poderosos canais, condenaram-na, sem direito a defesa ou recurso, por delito de opinião.

 

A trovoada de aplausos que recebe no final da palestra proferida a convite de seus alunos só foi ouvida na sala. Porque os que pensam e deixam pensar não vencem os poucos instalados.

 

Que, como ela, pensemos e, se não o soubermos fazer, procuremos quem no-lo ensine.

Acordão do tribunal Constitucional em 1983

O que terá mudado desde então? (...) Na sequência de um pedido de ajuda financeira, na altura apenas ao FMI, foi acordado um duríssimo programa de austeridade que incluía, entre outras medidas, um imposto extraordinário que incidia apenas sobre rendimentos produzidos antes da entrada em vigor do diploma em causa – isto é, apenas com efeitos retroactivos. Contudo, no Acórdão nº 11/83 do TC, o veredicto dos Juízes foi favorável, apesar de ser “indiscutível que o imposto em questão vem afectar a expectativa que os contribuintes podiam ter criado de que os seus rendimentos por ele atingidos ou não seriam pura e simplesmente tributados, ou não viriam a sofrer uma nova tributação”. Porquê? Porque, se tratava “de um imposto que visa atalhar uma situação excepcional de défice, ocorrendo numa conjuntura económico-financeira de crise e reclamando medidas urgentes e imediatas para a sua contenção. Ora, este condicionalismo específico em que o imposto em causa é criado, e a natureza que em vista disso o mesmo imposto assume, não podem ser ignorados por este Tribunal, na emissão do juízo que lhe é solicitado”, tendo o TC entendido que “no presente caso ocorrem circunstâncias que se sobrepõem à que acaba de se salientar [a retroactividade do imposto], circunstâncias que logo se manifestam no carácter extraordinário e transitório do imposto. (...) Ponderadas atentamente todas as circunstâncias (...)  a retroactividade pode ser de todo reclamada e tornada necessária para a consumação dos objectivos da Constituição e para a realização do tipo de sociedade que ela visa”. Não poderiam estas passagens do Acórdão nº 11/83 do TC reportar-se perfeitamente à época actual, caro leitor?...

É desta que a Caixa Geral de Depósitos é privatizada

O governo assinou hoje um acordo com o banco alemão KfW para a constituição e implementação de um banco estatal de fomento para apoiar as Pequenas e Médias Empresas. Objectivo que devia ser da CGD mas não é.

O Banco de Fomento português, que se designará por Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), contará com o apoio do banco estatal alemão, KfW. Esse apoio passa pelo "aconselhamento ao desenvolvimento da instituição" e também poderá incluir o financiamento de PME portuguesas.

"O KfW está ainda disposto, junto do Governo alemão, a abordar as possibilidades de financiar as PME portuguesas através desta instituição financeira especializada", refere o comunicado das Finanças.

A CGD, ou quem por lá anda a fazer de administrador, tudo tem feito para dar razão aos que a querem privatizar. Tem sido utilizada em negócios "finos", no controlo da maioria accionista em grandes empresas, assim abandonando o seu "core" que devia ser o financiamento da economia e, muito especialmente, as PMEs.

Parece que conseguiram convencer a maioria.