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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A MENTIRA DA ABSTENÇÃO E DE VOTOS EM BRANCO

 Escrevo enquanto as urnas ainda estão abertas e sobre projeções. A pior base da escrita, porque calcula, conforme o canal e o locutor ou comentador que fala, sobre mentiras sem base. Abster-se de votar é a infelicidade de soberania traída; ou os votos em branco, como o meu. Quem pode acreditar que um PS que aceita dialogar com o PSD e o CDS, pode-me dar confiança de bom governo? Se todo começou com Mário Soares em 1884 e o FMI, Sócrates pensou que era normal e endividou o país ainda mais?

 

Sou socialista, mas não da social-democracia que começa a parecer. Sou socialista materialista histórico e admiro a certeza no agir de Jerónimo de Sousa, do meu amigo falecido Miguel Portas, da certeza de Francisco Louçã que leva sua deputação à rua porque a assembleia não presta. Como os votos em branco.

 

Mentira, porque o governo, assustado como está de perder o poder, tem votado como soldados do melhor regimento do país.

 

Mentira, porque o povo lê números e vê que o governo tem um quase 50% dos votos.

 

Mentira, porque o Executivo treme com no conclave: está submetido sob o poder do povo.

 

Mentira, porque a percentagem final será decisivo e o Executivo pode parecer como o grande ganhador.

 

O povo vê sua soberania ameaçada por partidos que não sabem governar e apenas lutam entre eles.

 

Mais nada digo, trabalho apenas baixo uma um prognóstico da TV da direita portuguesa…

 

Eu sou opositor convicto. A mentira das cifras me entontece. Amanhã com dados, outro galo cantará

 

Raul Iturra

 

Setembro, 29,2003

 

lautaro@netcabo.pt

 

 

 

Na RTP a elite parasitária defende-se

Custa muito dinheiro e é um merda. Em resumo: a "estratégia" é fazer TV comercial, em vez de alternativa. Não faz qualquer sentido num operador do Estado pago pelos contribuintes. Mas o governo insiste em mudar leis e papéis, enquanto deixa a empresa entregue a incompetentes sem o mínimo sentido de serviço e de respeito pelo povo e seus impostos.

O presidente da BBC, Chris Patten, recomendou que se reduzam a metade as chefias da BBC. A RTP faz ao contrário: deixa sair técnicos e jornalistas competentes, mas nas chefias não toca. A elite parasitária defende-se. E finge: para enganar o governo, há chefias que desapareceram no papel, mas as mesmas pessoas exercem as mesmas funções com os mesmos salários.

Manter esta RTP pública num país pobre e desigual como o nosso é um crime. Quer dizer, mais um!

Os funcionários da RTP deviam ter a coragem de ficarem com a empresa e mostrarem em concorrência e no mercado que são tão capazes como os colegas das privadas. Mas não, querem o melhor dos mundos. Grandes salários e nenhuma audiência.

Depois da reflexão a coragem

Estou cada vez melhor. Depois de reflectir duramente, todo o dia de ontem, prolonguei a reflexão até às 15 h. De manhã andei por aqui a afastar os maus espíritos e a seguir ao almoço dormi uma soneca. Saí de casa para votar. A pé e à chuva. Corajosamente. E com certezas na bagagem que é algo que pesa.

Cheguei à escola e lá estava o pessoal do costume. Uma mãe jovem gritava pela filha "iara" que estava à chuva. Como um cavalheiro em dia solene fui deixando entrar umas quantas senhoras amparadas pelas empregadas de companhia. Aguentei estoicamente que o momento não é para desistências. Outra jovem mulher ria-se com o vizinho que lhe tinham oferecido um esquentador. Não me esqueci que nos últimos meses aqui na minha rua, substituíram os candeeiros, podaram as árvores e regaram a relva.

Voltei para casa à chuva mas já sem bagagem. Quem andou uma parte da vida impedido de votar nunca se esquece de votar. É preciso lembrar que à direita e à esquerda há por aí muitos que pensam e dizem que o povo (nós) não estamos preparados para votar. Se desistirmos eles votam por nós. Com os resultados conhecidos!

Com 2 000 euros liquidos de pensão não se aguenta, pá!

Na minha terra somos muito dados ao drama. Então quando há gente e televisões por perto...

A senhora que chora como uma Madalena ganha cerca de 3 000 euros por mês, desconta 1 000 euros e recebe 2 000 euros líquidos. Isto é uma austeridade desumana, a ponto do Tó Zé não aguentar...

Eu fiquei sem perceber se a senhora chora por receber muito mais do que a maioria dos portugueses ou se chora pelos 1 000 euros que o estado lhe retira. Uma coisa é certa, se houver por aí uma petição para ajudar a senhora e, já agora, o Tó Zé, eu sou um dos que contribuo. Afinal sinto-me um felizardo por receber o mesmo que ela.


Fechar boas escolas é uma má ideia

Há que encontrar soluções para ultrapassar desigualdades e encargos. Fechá-las é um desperdício. Não se fecham boas escolas. As escolas caras são as más escolas públicas que, mantendo-se no actual sistema, nunca irão melhorar. As boas escolas devem ser apoiadas embora não de forma a constituírem encargos insuportáveis. Antigos alunos e governo têm que se sentar à mesa e procurar uma solução justa e equilibrada. Não nos podemos dar ao luxo de fechar boas escolas enquanto as más escolas públicas permanecem imutáveis e sem qualquer perspectiva de melhorarem. A má qualidade é que é cara.

 

 

MI GRAN DUDA SOBRE EL SOCIALISMO DE HUGO CHÁVEZ

Si pensara sobre Salvador Allende, no tendría duda ninguna duda sobre sus ideas de repartir la riqueza entre toda la población de Chile. Como lo hizo a correr, porque sabía que tenía poco tiempo para gobernar: la burguesía chilena ya lo había amenazado y tuvo que correr mucho, como digo en otro texto.

Es verdad que Hugo Chávez creó su propio socialismo, por que se preocupó de los pobres, la mayor parte de la población de Venezuela. Pero cambiar el nombre de Venezuela para la República bolivariana de Venezuela y ayudar a los países más pobres, como Bolivia, Uruguay, Paraguay, Ecuador, era su sueño de organizar la Gran Colombia, que Simón Bolívar había soñado organizar en el Siglo XIX, tratando él, en estos años de fundarla, me parece una burla y no un sueño. Que las mismas leyes gobernaran en Venezuela y en los países del Caribe y se extendieran hasta el Sur de América Latina, no me parece un asunto serio. Mucho costó a las Repúblicas independientes, dejar de ser colonias del Imperio Español, crear sus propias leyes e Constitución, para que un soldado las pasara a gobernar. Además, dice en sus textos e discursos que el marxismo es un dogma de fe con el cual era necesario acabar y crear el socialismo de América Latina.

Pero, si crea el socialismo de América Latina, ¿cuáles serían sus bases? ¿Sus ideas? ¿Su ayuda a los desvalidos? ¿Su preocupación por los grupos étnicos que sobreviven en América Latina, especialmente en Venezuela? ¿Por qué firmó convenios con tantos estados de todo el mundo, cristianos, maronitas, islámicos y con los imperialismos de los Estados Unidos, China y Rusia?

Tuve el cuidado de seguir todos estos días de luto, la exposición de su cuerpo para ser visto por el pueblo, y el resultado me parece tibio. Tenía una base para esos convenios: la venta del petróleo del país a los precios que él entendía, porque es el mayor productor del oro negro del mundo. Podía perdonar el pago de la venta de petróleo a los países pobres y cobrar más caro a los Estados ricos.

Es verdad que su obre, que comienza por un golpe de Estado en los años 90 del siglo XX, para ser Presidente votado después por tres períodos, ahí donde él quería más: un Presidente debe ser siempre reelecto para continuar su obra. Por otras palabras, su socialismo era dictatorial, como el de Stalin, lo que condujo a una quiebra en dos del Partido Socialista Venezolano: los que seguían las instrucciones de Marx  y Engels, y el pueblo que lo apoyó porque los alfabetizó, construyó casas para ellos, reformó la tierra para que los nativos recuperaran sus antiguas posesiones y las trabajaran. Su socialismo era chavista. Me cansé de oír a sus protegidos gritar los días todos del velorio, que todos eran Chávez.

Quién quiera saber más, lea los periódicos. Chávez era un niño pobre que vendía papayas  a sus colegas de escuela y liceo, para pagar sus estudios, abandonada como fue su madre, por el marido, dejándola sola con seis hijos.

Lo que más me parece es ser un populista, como Perón y su primera mujer, Eva. Había el lema: Perón legisla, Evita gobierna. Repetía sin cesar: ¿qué harán Uds. el día que yo me muera? Desconfiaba de sus seguidores, como de su propia sombra. En vida, se declaró ateo y que no había divinidad, pero cerca de su muerte se hizo cristiano porque quería resucitar y sabía que la resurrección era sólo para los creyentes.

El socialismo de Chávez fue una grande mentira, me parece a mí, y estoy seguro que el socialismo marxista será restituido cuando la idea de ser el nuevo Simón Bolívar de Venezuela, se apague. Simón Bolívar no era socialista, como Chávez decía: era un liberal, lector de Adam Smith, de ideas avanzadas para su época. Chávez hizo creer al pueblo que ayudó, que Bolívar, el libertador, había sido socialista. Por amor de dios, ¿cómo puede inventar una mentira para quién nunca leyó a un Marx aún no nacido, ni investigador ni escritor? Quien quiera saber más, puede leer el texto de los hermanos José Alberto y Luis Alberto Rasfachieri en  http://www.morochos.org/2008/05/era-simn-bolivar-socialista.html

El valor de Hugo Chávez era el petróleo y sus lecturas de buna historia de Venezuela que él reinventó llamándola bolivariana. Simón Bolívar debe haber saltado en su tumba, especialmente cuando Chávez causó otra patraña: que era mulato. Todos sabemos que era higo de españoles, de tez blanca y transparente. Chávez era mestizo, como se hacía nombrar. Ser mestizo no es delito, el deliro está en reinventar la historia para su conveniencia…. política. Pensó que viviría más.

Lo que me duele es que en las elecciones, puede comenzar una guerra civil, esa será la Venezuela sin Chávez…., para mi pesar. Nicolás Maduro no tendrá la fuerza para imponer una constitución y no cumplirla, como Chávez hacía. ¿Por qué fueron 55 mandatarios el funeral de Estado de Hugo Chávez? Por ser conveniente para obtener petróleo más barato y gratis, como en Bolivia y Ecuador.

El populismo chavista acaba con él, lamentablemente. No construyó un Estado, a pesar de haber expulsado a la oligarquía, de haberles retirados sus bienes. Lo peor sería haber sembrado la esperanza entre los millones de trabajadores abandonados, que se verán despojados de lo que obtuvieron.

Chávez, para mí, fue ¡El Burlador de Sevilla! Infelizmente….porque Maduro aún está verde para ser un chavista….Hasta despreciaba al partido comunista, colocó en segundo plano al socialismo marxista, como si todos fueran oligarquía. Delito que ni a un dictador se le puede perdonar. Quería su partido socialista chavista, comprando hasta los Borbones de España, contra los que, desde Francisco de Miranda, las colonias luchaban. Chávez era su propio Miranda, su Franklin, los maestros de Bolívar.  El pueblo pobre, por quién mucho hizo, su objetivo, lo que hace perdonar a un medio dictador que no pudo cumplir toda su obra, infelizmente para el pueblo abandonado que Chávez recuperó, los mandó a enseñar a leer y escribir con los mares de estudiantes de las universidades públicas fundadas por él, obteniendo así, el pueblo abandonado, casa y trabajo. Es el valor de Hugo Chávez, no solo su petróleo, su lucha por el 60% de pobres y de etnias de Venezuela que, estoy cierto, dejará de ser llamada la República Bolivariana de Venezuela, porque Simón Bolívar no está relacionado a los chavistas. Era un Libertador aristócrata. Chávez, un pobre del pueblo, que lucho por sus iguales y ganó. Merece el panteón, por este hecho y no por su manera de entrometerse en la vida de todos hablando por las redes de media, dos o tres veces por día. Es un ejemplo, en ese aspecto, para los 55 mandatarios que asistieron a sus honras fúnebres. Incluyendo el enemigo, un Borbón…. Las ideologías en el día del Funeral de Estado quedaron paradas: era merecedor del elogio dantesco de los que fueron. Como de esos otros siete días de exposición de la capilla ardiente para que el pueblo lo pueda ver, cuerpo ya preparado para su momificación.

No me fue fácil escribir este texto. Tuve que pensar mucho antes: el populismo conmueve, especialmente si deriva de las actividades de un ciudadano que, desde el suelo él y la República del Libertador, Venezuela, la supo levantar. Raúl Castro y Fidel fueron sus Miranda, sus Bolívar… Salvaste un pueblo y deseo, Comandante, que la oligarquía no se coma tu obra y que Maduro sea capaz de defender el legado chavista, confiado a él, por testamento. Y el pueblo y las etnias sepan hacer guerra a la oligarquía y a los países imperialistas. Como debe ser, como marxista que soy, es lo que espero y deseo en la tarde de mi vida.

Raúl Iturra

22 de Septiembre de 20013

lautaro@netcabo.pt

O Tribunal Constitucional favorece a desigualdade

Há dois grupos de interesses que o Tribunal Constitucional protege. Os médicos, professores, magistrados e outros funcionários públicos e as grandes empresas , EDP, RTP, Bancos, construtoras...

O economista vai mais longe e diz que o Tribunal Constitucional «está a funcionar claramente em termos políticos. Temos um outro parlamento. E curiosamente com uma maioria da oposição».…)

Um segundo resgate, na opinião de César das Neves, até é bem-vindo, «porque é a única maneira de conseguirmos finalmente combater alguns poderes empedernidos que estão à volta do Estado».

Foram esse poderes que, na opinião do economista, levaram ao falhanço do primeiro resgate: «existe um grupinho de elite que está a fazer birra, como se isto fosse uma coisa imposta pelo Europa e não o resultado de um disparate que fizemos durante vinte anos». E identifica-os: «Há dois grupos. Há interesses directos à volta do Estado, como médicos, professores, e outros funcionários. E há outro grupo, mais oculto, e que tem a ver com grandes empresas como bancos, construtoras… e outras, como a EDP».

 

 

O Filme - Liberace - Por detrás do candelabro

Paga-se um alto preço pelo talento. É no excesso que está o prazer. Nos primeiros tempos da SIDA quando artistas famosos eram ceifados pela doença. Um filme que conta a história da vida de um pianista famoso a partir de um livro de um dos seus amantes que ainda hoje vive nos Estados Unidos. Quando Rock Hudson morreu com a doença e assim se deu a conhecer ao mundo a verdadeira natureza de um homem que fez suspirar milhões de mulheres que o julgavam casado com uma mulher. Um dos  segredos mais bem guardados de Hollywood.

O que a esquerda fez na Alemanha e que aqui não quer que se faça

E a Alemanha cresceu, tornou-se competitiva e tem hoje uma situação de pleno emprego, porque teve a coragem de tomar medidas duríssimas, penalizando os próprios cidadãos. Em Portugal que está falido, a esquerda e alguns poderes que gravitam à sua volta acham que só os outros devem sofrer para que alguns portugueses continuem com a sua vidinha de sempre.

A Alemanha do tempo de social democrata Schroder, político de esquerda que governou entre 1998 e 2005, debatia-se com enormes problemas de falta de competitividade, em resultado de custos laborais demasiado elevados. Para resolver o problema o social democrata levou a cabo uma dura flexibilização das leis laborais, do sistema fiscal e da segurança social.

A esquerda agora, especialmente o partido socialista, ficou muito incomodada com a vitória da Srª Merkel. Continua convencida que alguém  na Alemanha deveria pagar as nossas contas.

PS: a partir de um texto de Luis Marques - Expresso)