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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A reforma do estado tem que ser feita

Andamos neste sobe e desce há muitos anos. Sempre a entrar e a sair de situações difíceis. Logo que alivia alguma coisa as reformas não se fazem. O poder das corporações que se alimentam do estado é muito forte. Sem reformar não temos uma economia a crescer e que assegure desenvolvimento e emprego. "Portugal tem que se manter longe de folguedos e facilitismos, precisa de mão férrea na despesa pública, de realizar a reforma estrutural do Estado e de crescer".

A nova fase da governação, mais virada para o crescimento da economia, não pode abrir mão do controlo da despesa, das reformas inadiáveis. A dificuldade em enfrentar os interesses instalados levou a que não se inicia-se a reforma estrutural do estado nos primeiros meses da governação. É sempre mais fácil cortar nos salários e nas pensões bem como aumentar impostos.

A factura vem a curto prazo como se vê.


Com a saída de Gaspar Portugal pode ser a nova Grécia

A comunicação internacional faz eco da demissão de Vitor Gaspar. A BBC inglesa, por seu lado, destaca que Vítor Gaspar "era muito considerado pelos credores internacionais" por "manter rédea curta nas finanças portuguesas", enquanto a edição inglesa do jornal Deutsche Welle refere que o ministro "era amplamente criticado em Portugal" pela "dureza da política de austeridade".

Não necessariamente e oxalá que não mas o país sai fragilizado com tudo isto. Ontem as taxas de juro já estavam a subir para nós o que não acontecia para os outros países periféricos.

Os swaps são uma confusão propositada

CONTRATOS SWAPS
PORQUE QUEREM FAZER DOS PORTUGUESES PARVOS?...
Então é assim... Os governos anteriores fizeram vários contratos SWAPS, que entretanto, a quase totalidade, se vieram a revelar ruinosos e não passam de lixo tóxico.
Os custos desses contratos celebrados por empresas públicas estão avaliados em mais de 3 mil milhões de euros, que têm de ser pagos pelos impostos dos contribuintes portugueses.
A esmagadora maioria desses contratos foram feitos pelo governo anterior.
Governo anterior que os autorizou e nada fez para os renegociar.
Na passagem do testemunho, o Ministro Teixeira dos Santos referiu a existência desses contratos ao seu sucessor, Vitor Gaspar, mas nada lhe disse sobre o que estava em causa, até porque ele próprio desconhecia a gravidade da situação.
Entretanto, o Ministro Vitor Gaspar e a Secretária de Estado, Maria Luis Albuquerque, metem as mãos nesses "negócios" e, perante os avultados danos para o Estado, iniciam negociações com as instituições de crédito para rever as condições desses contratos e reduzir os prejuízos.
Teixeira dos Santos vem agora afirmar que tinha dado conta desses contratos ao seu sucessor e ontem José Sócrates, no seu comentário da RTP, invocando as declarações do seu Ministro das Finanças, teve o desplante de apontar o dedo a Vitor Gaspar por ter estado "parado" dois anos...
A partir daí assistimos a um coro de acusações ao actual governo por causa dos SWAPS, enquanto Teixeira dos Santos e José Sócrates são levados num andor como dois anjos...
Até parece que foi o actual governo que fez os ruinosos contratos SWAPS e não os governos anteriores!...
Até parece que Teixeira dos Santos quando falou no assunto a Vitor Gaspar lhe entregou, por ventura, algum documento com o ponto da situação e com medidas para atacar o descalabro que ele próprio, Teixeira dos Santos, havia cometido!...
O que é espantoso, é que a generalidade dos nossos mui ilustres comentadores políticos, geralmente entretêm-se com a "informação" dada por Teixeira dos Santos e não com a questão de fundo - "como foi possível, os governos anteriores autorizarem contratos SWAPS tão ruinosos para o Estado Português"?...
Sim, porque a razão por que os contribuintes portugueses teriam de pagar mais de 3 mil milhões de euros de prejuizo dos SWAPS, é a sua existência, é a sua contratação celebrada pelos governos anteriores.
Por isso me interrogo - será que os nossos fazedores de opinião, deliberadamente, querem fazer dos Portugueses parvos?
É que os dirigentes partidários tentarem mistificar a situação, é censurável mas ainda se percebe!...
Agora os comentadores políticos, ditos de esquerda ou de direita, participarem no embuste!...

Os amigos da onça!

Não é surpresa total as revelações de Snowden e as notícias nos últimos dias com revelações sobre o sistema PRISM e as escutas dos EUA à União Europeia, Nações Unidas, embaixadas e sobre milhões de chamadas telefónicas, mensagens de texto e de correio eletrónico em vários países europeus. Há alguns anos atrás a revelação do sistema Echelon que tinha por objetivo analisar as comunicações a nível mundial, com o objetivo de procurar mensagens que representassem ameaças à segurança mundial, levantou a suspeita, inclusive, de incluir espionagem industrial.

As justificações que o sistema PRISM visa somente a vigilância contra o terrorismo tornam-se frívolas face aos alvos da espionagem. Desta forma é natural que cada vez mais os aliados de longa data nas guerras mundiais e na NATO questionem as intensões e a lealdade do aliado Americano.

Os europeus sempre apreciaram o espírito empreendedor e criativo da economia americana mas também sempre olharam com alguma desconfiança a mentalidade de cowboy dos americanos. O histórico espírito bélico que se traduziu numa economia de guerra permanente desde a guerra hispano-americana, traduz também um país dirigido por fortes interesses comerciais cujos esquemas de financiamento aos partidos e candidatos às eleições tornam estes dependentes e subjugados aos primeiros.

Nesta época de pós guerra fria os EUA viram-se de repente como única potência mundial e parecem hesitar em manter as mesmas estratégias e “armas” usadas contra o então bloco de leste, a relacionar-se de forma verdadeiramente livre e leal com o restante mundo democrático.

Este se morder na própria mão morre envenenado

O provedor  é por definição um homem independente da luta partidária. Desde que no horizonte próximo, a sua substituição se mostrou inexorável,  ressabiado, passa a vida a lançar ataques ao governo e ao Presidente da República. Pode ter a razão toda, mas o seu comportamento é muito feio. 

Há dias deixou escapar que não está disponível "eternamente" à espera da substituição. Hoje aí está ele a meter "foice em seara alheia".  Com o pacto da troika, quem efectivamente funcionou como primeiro-ministro nestes dois anos foi o ministro das Finanças”, observa o provedor, cuja recondução no cargo foi recentemente inviabilizada pelo PSD. É muito feio. Há um mínimo de dignidade que estes cargos exigem. A alta administração está cheia desta gente sempre pronta a mudar conforme o interesse pessoal. 

E o Tribunal Constitucional pode substituir Vitor Gaspar ?

Todo o país de uma forma ou outra, muito ou pouco, voluntária ou involuntariamente mudou. Só o tribunal Constitucional é que acha que não tem que levar em conta a situação do país. Basicamente, o governo não pode cortar nos direitos adquiridos dos funcionários públicos que os senhores juízes também são. Aumentar os impostos sim, cortar na despesa é que não. Esta postura (palavra horrível) dos juízes pode arrastar o país para um beco sem saída. Seja qual for o governo.

A Assembleia da República devia reflectir sobre esta questão. O país não pode viver com um cutelo sobre o pescoço que impede o governo de governar .Basta ler a carta de demissão do ex-ministro para perceber a gravidade da situação. Para além das decisões já tomadas e da gravidade e dificuldade do orçamento, pesa sobre o país a possibilidade de o TC considerar "inconstitucional" várias medidas, sem as quais não é possível sair desta situação. Os credores não admitiriam essa recusa e os mercados que nos emprestam dinheiro também não.

Inconstitucional é agravar as dificuldades!

Após Gaspar o governo pode durar ?

Gaspar sai porque quer ir mais longe na reforma do estado do que a maioria dos seus parceiros no governo? Ou sai porque nesta fase de mudança para o crescimento não é a pessoa indicada?

A recente declaração conjunta dos presidentes das associações patronais abriu a porta para a saída do ministro das Finanças. No Expresso de Sábado, Ricardo Costa já constatava que o governo, após aquela declaração, teria que se renovar. Espero que a restante equipa permaneça.

Fala-se em Paulo Macedo para o substituir o que abre uma vaga importante numa pasta difícil. Mas todos os governos fazem remodelações, faz parte da democracia!

PS : Maria Luis Albuquerque avança para o ministério das finanças

Injecção de liquidez na economia faz sair Gaspar?