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BandaLarga

as autoestradas da informação

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as autoestradas da informação

É preciso que os professores efectivos possam dar aulas

Não há medo que as medidas a tomar para que os professores possam dar aulas leve o PSD a perder votos. "Há deliberadamente quem queira instigar uma guerra contra os professores como se nós, agora, quiséssemos despedir os professores todos e as escolas funcionassem sem professores. Também há quem queira instigar contra os pensionistas e reformados”.

O primeiro-ministro não tem medo que falar dos professores leve o PSD a perder votos e afirmou que o Governo não tem nada contra esta classe profissional.

“Precisamos de professores nas nossas escolas mas, alguém de bom senso, inventa que fazer se não existir alunos para que os professores dêem as aulas ?. Faz sentido o Estado contratar todos os anos professores quando tem outros que não têm que fazer ?”, salientou.

Passos Coelho garantiu ainda que o executivo não pensa colocar nenhum professor efetivo na mobilidade.

“Não é preciso, mas é preciso que os professores efectivos possam dar aulas. Não vamos pagar a um professor efectivo para não dar aulas numa escola, e contratar um outro professor para outra escola em que há falta de professores”, frisou.

E isto não é, garantiu, um discurso contra os professores.

As portagens nas autoestradas

Cerca de 50% do tráfego automóvel fugiu das autoestradas logo após a implementação das portagens. Os carros voltaram para as antigas estradas onde não há portagens. Ora, isto é limpinho. Os automobilistas entre andarem na autoestrada a pagar e andarem nas estradas sem pagar preferem não pagar. Há que resolver esta equação. Há que encontrar, em cada autoestrada, o pagamento que o automobilista aceite pagar. 

  É, assim, com todos os produtos e serviços. Como está é que não resolve problema nenhum.

Claro que, o estado, vai sempre  ter que pagar uma parte a que corresponde o custo do serviço que o automobilista não quer pagar. Por exemplo, o custo da portagem é mais alto porque o investimento e o custo da manutenção são maiores porque existem quatro fachas de rodagem .Ora, a esse custo, não corresponde nenhum serviço ou vantagem que o automobilista queira pagar.

Dito de  outra forma: os erros de investimento têm que ser suportados por quem os cometeu. O estado!

É melhor resolverem rapidamente a questão não vá os automobilistas habituarem-se e, depois, nem a portagem barata os convence.

O país "pacóvio" das autoestradas

Temos uma rede densa de autoestradas como mais ninguém. Leiam a OCDE : Estradas: densas e caras

A rede de auto-estrada é agora mais de seis vezes mais extensa do que era em 1990. Indicadores de cobertura são elevadas para os padrões da UE, tanto em termos per capita como por quilómetro quadrado. De acordo com dados do Eurostat, em 2010, Portugal tinha 0,26 km de auto-estrada por 1000 habitantes, contra 0,03 em 1990 e uma média de 0,12 km na União Europeia. Os gastos com a manutenção da infra-estrutura rodoviária em percentagem do PIB é em Portugal 25% acima da média da OCDE. No quadro da renegociação das concessões  das auto-estradas, a OCDE chama a atenção para as responsabilidades acrescidas que foram transferidas para a Estradas de Portugal, referindo que é "necessário um modelo sustentável que permita um financiamento suficiente desta empresa estatal para evitar problemas futuros de qualidade do serviço".

Os que viam as autoestradas cheias de carros nunca se perguntaram quem é que pagava. Face às autoestradas desertas, perceberam agora.

A política do "já agora" levou-nos à bancarrota

Onde estão os 156 mil milhões, pergunta o MST a que a Fundação Soares dos Santos dá resposta. 46% é dinheiro nacional e os restantes 54% são europeus. A política do "já agora" dá a explicação. Nas instalações e equipamentos da saúde eram, se bem me lembro, 75% de participação europeia e os restantes 25% nacionais. A palavra de ordem era "não se podem perder os 75% europeus".   Se não havia que fazer arranjava-se. Mais uma TAC, mais uma ressonância magnética, mais uma angiografia digital. E o hospital novo que era de inicio de 300 camas passava a 600.

Se a autoestrada, necessária, que corria para o Porto, passava a 30 Kms de uma qualquer cidade então, "já agora", faz-se uma variante. Com quatro fachas não se vá perder o subsídio.

E fecharam-se as minas de ouro, ferro e cobre; e abateu-se parte da frota pesqueira; arrancaram-se vinhas e pomares; oliveiras e sobreiros, tudo substituído por eucaliptos. E, o "já agora" vem desde Cavaco Silva. Como não podia deixar de ser batemos de frente contra um muro. O da bancarrota. Quem junta os "cacos", "já agora", é o culpado!

O conclave das esquerdas confirmou : não tem alternativa

Do conclave de Soares não saiu uma ideia, uma proposta, um caminho. "Perante este quadro o que se precisa é de estratégias alternativas, confiáveis para a maioria das pessoas. E neste campo as coisas não mudam. O encontro das esquerdas, dinamizado por Mário Soares, constituiu-se como uma cerimónia que não permite antecipar nada de positivo ou de substancialmente diferente. Estamos ainda e sempre no domínio da crítica, das palavras. Ora, esse caminho está feito, não precisa de mais contributos. O que falta saber - até a Cavaco Silva - é: qual a alternativa? E sendo que o PS é a chave deste rotativismo que temos, a restante esquerda só tem de dizer que pontes está disposta a lançar para sair dos confortáveis terrenos da contestação pela contestação em que desde sempre se refugiou. Ora, nada disto foi dito. Pelo contrário, o radicalismo do que se ouviu só atrapalha o PS (obviamente Seguro passou ao lado do incómodo conclave) e a ação do Presidente da República. Mesmo o Governo só pode agradecer. É que, assim, esta aliança entre a esquerda do passado e um ou outro ressabiado do presente mete medo. Mete mesmo."

Não gosto do governo logo tem que ser derrubado

Para quem, a meio de um mandato, meteu o socialismo na gaveta, tem aqui uma resposta adequada :

É para mim triste que estes pensamentos básicos (não gosto do Governo, não gosto do Presidente, logo isto é tudo ilegítimo e tem de ser derrubado) sejam expendidos por quem, no passado, foi como primeiro-ministro detestado. E que detestava o Presidente da República de então.

Há muita gente de cabeça perdida, muita gente com razões para isso face ao desespero que os sacrifícios lhes têm provocado. Mas detesto ver quem conhece as regras, quem sabe quais são os problemas, aproveitar-se desse desespero para iludir e enganar.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/este-governo-nao-tem-legitimidade=f811169#ixzz2UxgaHS00

A austeridade é só para os outros

A srª Merkel está atrapalhada com as eleições de 22 de Setembro e, por isso, compra votos. Nada que os outros todos não façam, se tiverem dinheiro, que é coisa que não falta nos cofres do estado alemão. Aumentos dos apoios às famílias e aumentos de salários, coisa pouca. Vinte e sete mil milhões de Euros todos os anos a partir de agora. Isto é bom para as economias periféricas.

Quem não está com meias palavras é o SPD principal adversário que acusa a CDU de não querer internamente o que impõe aos países do sul.

Isto está a melhorar.

Um texto a não perder - o colapso civilizacional é inevitável?

O colapso civilizacional é inexorável? (...) Será possível continuar a aplicar este modelo de civilização ocidental a todos os países do mundo até se atingirem os níveis de consumo e bem-estar médios dos actuais países da OCDE?

(...) Penso que estão a nascer novas gerações, cerca de 353 mil pessoas por dia, com a capacidade de adaptação, a consciência, a vontade e a inteligência que têm caracterizado o Homo sapiens.

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