Elementos do PS e do PSD andaram à chapada. Um ferrou no outro e este deu-lhe uma coça ( também palavra da região). Com umas companheiras pelo meio (cherchez la femme!).
Na Venezuela os deputados também andaram ao "molho" (outra palavra lá de cima) pelo que está mais que visto que o cenário é global. Não temos culpa nenhuma vem tudo lá de fora e nós aderimos.
O papel que a UGT tem desempenhado ao longo dos anos no Portugal democrático, negociando, fazendo parte da solução que passa pela concertação social, é muito mais importante que a guerrilha partidária que a CGTP move ao estado democrático. É, pois incompreensível, que o novo secretário geral da UGT não perceba isto. Não perceba que "a mão estendida" da UGT vai levar o "não" que "todas as mãos estendidas" à CGTP, fossem quais fossem sempre levaram como resposta. A não ser, claro, que a UGT se transforme numa CGTP de segunda. Ora, o original é sempre melhor que a cópia. Não obrigado!
A UGT existe porque houve uma luta, das mais duras, nos anos de brasa da revolução Portuguesa. Nessa altura o PCP e a CGTP quiseram matar no ninho a UGT. O PS liderou essa luta, com Salgado Zenha e Mário Soares na primeira linha, contra a unicidade com que o PCP queria manipular o movimento sindical a seu belo prazer.
O PCP e a CGTP têm uma enorme virtude. Não enganam ninguém. Conversam se forem eles a impor as condições e, na segunda fase, abafam o interlocutor. Perguntem aos "Verdes" e ao BE. Os primeiros foram "abafados" o segundo, nunca quis conversa com o PCP.
Arménio Carlos é de uma previsibilidade atroz. Ouvi-lo uma única vez é ouvi-lo para sempre. É ouvir os comunistas de há quarenta anos, sem desvios, sem correcções, sem crítica. A grande ambição é mudar o pensamento do povo, ele não muda uma vírgula. E, no que diz respeito à multidão que enche a Alameda, ano após ano, todos os anos é maior. Não se sabe onde cabe tanta gente mas é sempre maior. Eu estive lá, há quarenta anos que estou lá, mas não sei dizer se é maior ou menor. Mas ele sabe.
As palavras de ordem são as mesmas ( com excepção do período em que o camarada "muralha de aço" governou o país) e, os carros alegóricos e tarjetas repetem os slogans de sempre.
Mas quem não foi não perdeu nada, já está marcada nova manifestação ( desta vez grandiosa) para 25 de Maio.
A DECO fechou a adesão ao leilão de electricidade com 587 mil subscritores e vai avançar para outros sectores. Como as telecomunicações, o gás natural e a água ( se e quando for liberalizada) , só como exemplo. Como se faz nos países onde o estado não concede rendas excessivas aos monopolistas, sejam públicos ou privados. O custo vai baixar muito e será uma agradável surpresa.
Leilões semelhantes foram já realizados na Alemanha, Inglaterra, Bélgica e Holanda, país de onde vem a PrizeWize, empresa contratada pela Deco para a apoiar na infra-estrutura tecnológica e know-how e com experiência neste tipo de iniciativas em outros países.
Com leilão aberto para a tarifa simples e para a bi-horária, a Deco diz ter fortes indícios de que a proposta vencedora abrangerá as duas tarifas. Aos consumidores dá a certeza de que quem assinar os novos contratos "não terá cláusulas lesivas dos seus interesses" e que "a grande surpresa será o preço".
Não é o mesmo de o estado se endividar por estarmos em democracia. Passos acrescentou também que, desde que Portugal vive em democracia, "nunca" se registou um excedente orçamental. "Todos os dias, os portugueses viam o Estado a endividar-se. Não houve um único ano em que aquilo que ganhámos tivesse dado para a despesa. Manter o Estado com esta natureza é uma irresponsabilidade", disse o primeiro-ministro durante as comemorações dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD) no dia 1 de Maio.
“Nós pagámos em 2012 qualquer coisa como 7,5 mil milhões em juros de dívida pública, foi o maior programa orçamental, mais do que a saúde, a educação e a segurança social, mas nunca as taxas de juro foram tão baixas em Portugal. Não é preciso, portanto, dominar grande aritmética para perceber que o problema não está na taxa de juro, mas na dívida, que é grande”, sustentou.
Em 2015, isto ja está melhor, alivia a austeridade para voltar a pressionar nos anos seguintes. É o calendário de todos os governos, preparar o programa para ganhar as eleições.
Passos Coelho fez um exercício pedagógico dirigido ao país que é raro nele .E quando o faz é mau. Desta vez deixou explicações e avisos claros.
A regra de ouro [que estabelece o princípio de que os défices estruturais não devem exceder 0,5% do PIB] não é uma regra de direita, nem de esquerda: é uma regra que visa condições para que a esquerda, a direita e o centro possam ter projectos políticos diferentes" sem provocar o "desmoronamento do espaço público". Porque "todos os projectos precisam que as contas públicas batam certo no médio prazo".
Em seis anos passou-se de sessenta e tal por cento para os noventa e tal por cento do PIB. E aos noventa e tal por cento do PIB há que juntar os setenta e dois mil milhões da Troika sem os quais não se pagavam salários. Agora para voltar para sessenta por cento do PIB são necessários vinte e cinco anos.
E, temo, que não estão aqui os muitos milhões que faltam nas empresas públicas, nas PPP e nos SWAPS.
O que isto representa, o desvario de Sócrates, não deixa de surpreender. Todos o avisaram, incluindo o seu ministro das finanças, mas "entrava-lhe por um ouvido e saía-lhe pelo outro" como disse Mário Soares. Felizmente que o dinheiro acabou porque se mais houvesse mais teriaesbanjado.