Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A UGT é muito mais importante para os trabalhadores que a CGTP

O papel que a UGT tem desempenhado ao longo dos anos no Portugal democrático, negociando, fazendo parte da solução que passa pela concertação social, é muito mais importante que a guerrilha partidária que a CGTP move ao estado democrático. É, pois incompreensível, que o novo secretário geral da UGT não perceba isto. Não perceba que "a mão estendida" da UGT vai levar o "não" que "todas as mãos estendidas" à CGTP, fossem quais fossem sempre levaram como resposta. A não ser, claro, que a UGT se transforme numa CGTP de segunda. Ora, o original é sempre melhor que a cópia. Não obrigado!

A UGT existe porque houve uma luta, das mais duras, nos anos de brasa da revolução Portuguesa. Nessa altura o PCP e a CGTP quiseram matar no ninho a UGT. O PS liderou essa luta, com Salgado Zenha e Mário Soares na primeira linha, contra a unicidade com que o PCP queria manipular o movimento sindical a seu belo prazer.

O PCP e a CGTP têm uma enorme virtude. Não enganam ninguém. Conversam se forem eles a impor as condições e, na segunda fase, abafam o interlocutor. Perguntem aos "Verdes" e ao BE. Os primeiros foram "abafados" o segundo, nunca quis conversa com o PCP.

Há sempre mais gente que no ano anterior

Arménio Carlos é de uma previsibilidade atroz. Ouvi-lo uma única vez é ouvi-lo para sempre. É ouvir os comunistas de há quarenta anos, sem desvios, sem correcções, sem crítica. A grande ambição é mudar o pensamento do povo, ele não muda uma vírgula. E, no que diz respeito à multidão que enche a Alameda, ano após ano, todos os anos é maior. Não se sabe onde cabe tanta gente mas é sempre maior. Eu estive lá, há quarenta anos que estou lá, mas não sei dizer se é maior ou menor. Mas ele sabe.

As palavras de ordem são as mesmas ( com excepção do período em que o camarada "muralha de aço" governou o país) e, os carros alegóricos e tarjetas repetem os slogans de sempre.

Mas quem não foi não perdeu nada, já está marcada nova manifestação ( desta vez grandiosa) para 25 de Maio.

Pagar menos na electricidade, nas telecomunicações, no gás, na água...

A DECO fechou a adesão ao leilão de electricidade com 587 mil subscritores e vai avançar para outros sectores. Como as telecomunicações, o gás natural e a água ( se e quando for liberalizada) , só como exemplo. Como se faz nos países onde o estado não concede rendas excessivas aos monopolistas, sejam públicos ou privados. O custo vai baixar muito e será uma agradável surpresa.

Leilões semelhantes foram já realizados na Alemanha, Inglaterra, Bélgica e Holanda, país de onde vem a PrizeWize, empresa contratada pela Deco para a apoiar na infra-estrutura tecnológica e know-how e com experiência neste tipo de iniciativas em outros países.

Com leilão aberto para a tarifa simples e para a bi-horária, a Deco diz ter fortes indícios de que a proposta vencedora abrangerá as duas tarifas. Aos consumidores dá a certeza de que quem assinar os novos contratos "não terá cláusulas lesivas dos seus interesses" e que "a grande surpresa será o preço".

Todos os anos após o 25 de Abril vimos o estado endividar-se

Não é o mesmo de o estado se endividar por estarmos em democracia. Passos acrescentou também que, desde que Portugal vive em democracia, "nunca" se registou um excedente orçamental. "Todos os dias, os portugueses viam o Estado a endividar-se. Não houve um único ano em que aquilo que ganhámos tivesse dado para a despesa. Manter o Estado com esta natureza é uma irresponsabilidade", disse o primeiro-ministro durante as comemorações dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD) no dia 1 de Maio.

“Nós pagámos em 2012 qualquer coisa como 7,5 mil milhões em juros de dívida pública, foi o maior programa orçamental, mais do que a saúde, a educação e a segurança social, mas nunca as taxas de juro foram tão baixas em Portugal. Não é preciso, portanto, dominar grande aritmética para perceber que o problema não está na taxa de juro, mas na dívida, que é grande”, sustentou.

A regra de ouro não é de esquerda nem de direita

Passos Coelho fez um exercício pedagógico dirigido ao país que é raro nele .E quando o faz é mau. Desta vez deixou explicações e avisos claros.

A regra de ouro [que estabelece o princípio de que os défices estruturais não devem exceder 0,5% do PIB] não é uma regra de direita, nem de esquerda: é uma regra que visa condições para que a esquerda, a direita e o centro possam ter projectos políticos diferentes" sem provocar o "desmoronamento do espaço público". Porque "todos os projectos precisam que as contas públicas batam certo no médio prazo".

Serão necessários vinte e cinco anos para pagar o que se esbanjou em seis...

Em seis anos passou-se de sessenta e tal por cento para os noventa e tal por cento do PIB. E aos noventa e tal por cento do PIB há que juntar os setenta e dois mil milhões da Troika sem os quais não se pagavam salários. Agora para voltar para sessenta por cento do PIB são necessários vinte e cinco anos.

E, temo, que não estão aqui os muitos milhões que faltam nas empresas públicas, nas PPP e nos SWAPS.

O que isto representa, o desvario de Sócrates, não deixa de surpreender. Todos o avisaram,  incluindo o seu ministro das finanças, mas "entrava-lhe por um ouvido e saía-lhe pelo outro" como disse Mário Soares. Felizmente que o dinheiro acabou porque se mais houvesse mais teria esbanjado.

Pág. 24/24