Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A Itália alcançou os consensos que nos faltam a nós

A Itália conseguiu juntar num governo todos os partidos. Da direita à esquerda. Razão? O interesse nacional. A Itália é muito mais rica do que Portugal, tem capacidade para ultrapassar a crise muito mais facilmente do que nós. Nem sequer precisou de resgate. Mas os políticos italianos juntam-se no que é verdadeiramente importante. Demoraram mais de dois meses mas chegaram a um acordo.

Nós aqui, com um governo de maioria temos todos os dias a oposição a pedir eleições e a extrema esquerda a querer rasgar o memorando da Troika. Só funciona assim quem não tem nada para ajudar à solução.

O Euro é do interesse da Alemanha

Diz o ministro das Finanças Alemão face ao novo partido que tem como bandeira "o não ao euro". Por enquanto só 3% dos alemães apoiam este partido mas é preciso não esquecer que basta chegar aos 5% para ter representação parlamentar.

Apesar de ainda não surgir nas sondagens com 5 por cento dos votos, limite mínimo para a representação parlamentar, alguns observadores políticos consideram que o partido pode tirar à coligação de centro-direita liderada pela chanceler Angela Merkel votos cruciais para um terceiro mandato.

Se calhar era bom que o centro esquerda ganhasse as eleições a Merkel. Bom para nós, Portugueses. Possivelmente teríamos uma maior atenção ao crescimento da economia.

 

 

Há alianças com todos e bacalhau com todos

O Sérgio Sousa Pinto bem leu o menu mas parece que sem resultado. Diz que é preciso separar águas, afastar os timoratos, não deixar o partido perder-se nos pequenos interesses.

Recebeu como resposta que o PS quer tudo mesmo o que desafia a lógica. Quer a maioria e quer aliar-se com todos , o que é, convenhamos, um exercício supremo de fantasia e ilusionismo. Seguro ainda não percebeu que dificilmente será primeiro ministro e serão os seus pares que o vão impedir.

Para já não faz alianças com os socratistas que ficaram de fora da lista. Parece que não mas tirar a cebola do "bacalhau com todos" deixa de ser "com todos".

Para quê a maioria absoluta se quer aliar-se com todos?

O PS pede uma maioria absoluta para daqui a dois anos como sempre pediu num exercício de demagogia dificil de entender. Numa fase tão difícil da vida do país, é democraticamente louvável que todos estejam dispostos a partilhar responsabilidades e capacidades. O PS com a arrogância habitual afasta de uma penada BE e PC da solução do problema. Estes dois, diga-se em abono da verdade, também não contribuem em nada para a solução, colocando-se numa posição autista e irrealista que o povo não quer.

Ninguém aprendeu nada. Volta-se a dar as cartas que nos levaram à situação em que estamos hoje. E a colocar o CDS na posição partido charneira. Sem maiorias absolutas - é assim nas democracias maduras com excepção do UK - é preciso enriquecer a vida política com a negociação que é o fermento da democracia.

Para quê a maioria absoluta se quer aliar-se com todos?

A corda para Seguro se enforcar

Lista única, nenhuma crítica, nenhuma proposta. É como dizer, António José tens as condições todas. Para já nas autárquicas, no mínimo, uma banhada nunca vista. Os abraços escondem tacticismo, nesta altura há que fazer crítica e oposição ao governo mas não muita, não vá a austeridade e os cortes caírem-nos no regaço.

Para que serve este congresso? Dar prova de vida uns dias depois do Presidente da República reafirmar que o mandato do governo é para chegar ao fim. Se mais fosse preciso quer o PC quer o BE andam armados em "vozes de sereia", coligação à esquerda mas nos termos que não são os do PS. Rasgar o memorando da Troika, e o sol brilhará.

António José Seguro vai ter que esperar muito tempo, demasiado tempo e estes abraços vão ser muito mais apertados à medida que o cheiro do poder se torne mais forte. O PC chama-lhe "abraços de urso".

Em política não há gratidão nem memória

Na Islândia os dois partidos que em 2008 deixaram o país na bancarrota vão regressar ao poder com as próximas eleições. Os partidos de centro-esquerda que desde essa data têm exercido a governação num ambiente de austeridade e rigor, vão perder. Apesar de a economia estar a crescer bem e o desemprego ser de apenas 5%.

Como dizia e bem António José Seguro : Qual é a pressa?

Apesar de uma taxa de crescimento prevista de 1,9% e de uma taxa de desemprego abaixo dos 5%, as medidas de austeridade aplicadas pelo Governo de centro-esquerda para equilibrar as contas e pagar a dívida ao Fundo Monetário Internacional tem deixado espaço de manobra aos dois partidos que foram responsabilizados pelo desastre económico e social do país há apenas quatro anos.

Lá como cá, em política, não há gratidão nem memória.


Luta contra o cancro. Lucros necessários/ganhos indevidos?

Há medicamentos contra o cancro que são demasiado caros para a maioria dos doentes. E se for o Serviço Nacional de Saúde a pagar, a prazo ,também é insustentável. Deverá a Indústria farmacêutica reduzir os seus lucros? Mas a investigação é muito cara. É cada vez mais visível que a solução tem que ser encontrada em todos os três pilares. O doente pagar conforme as suas posses, o Estado pagar a diferença e os lucros da indústria serem reduzidos . De outra forma ou não aparecem medicamentos novos mais eficazes ou, quando aparecem,  não são usados por serem mais caros.

A sua utilização correcta é outro processo fundamental para controlar os custos. Muitas vezes estes medicamentos são utilizados por serem mais recentes e, não, por serem mais eficazes perante o caso concreto em tratamento.

Muitos dos autores deste artigo têm laços com a indústria, mas afirmam os preços estão muito mais altos do que é preciso para sustentar a investigação científica que está na base da indústria farmacêutica. “Se se está a ter lucros de 3000 milhões de dólares por ano com o Gleevec, será que não se podia passar bem com 2000 milhões?”, comentou ao New York Times o médico Brian Druker. “Onde é que se cruza a fronteira entre lucros necessários e ganhos indevidos?”.

O João Semedo está pronto para ir para o governo

Mas não é preciso o BE ganhar eleições ou fazer parte de um todo que as ganhe? E qual seria o programa de governo? "Um governo de esquerda que rejeite a austeridade, que ponha termo ao memorando da troika e imponha aos credores uma renegociação da dívida - este é o nosso Governo de esquerda», garantiu, durante um comício que decorreu nesta quinta-feira, 25 de abril.

O PC também pensa assim mas juntos (garante a última sondagem) chegam aos 20%. Então como é que chegam ao governo? Golpe de estado?

Quem assina ? Jorge Sampaio

Do Blasfémias :

Sei bem que muitos portugueses e seus representantes políticos propunham que tomasse outra decisão. Considerei e considero inteiramente compreensíveis e legítimas as suas posições. Estou certo de que, mau grado a minha diferente opção, entenderão os argumentos que me levaram a escolher o caminho da indigitação de um novo Primeiro-Ministro.

Não tomei esta decisão de ânimo leve. Ponderei profundamente as consequências de ambas as decisões. Procurei ser fiel ao meu passado, às minhas convicções políticas e ao programa com que duas vezes me apresentei ao eleitorado. Decidi apoiado numa longa experiência política e no profundo conhecimento do país que hoje tenho. Pesei, com rigor, os caminhos que melhor servem Portugal, nas circunstâncias concretas em que ele se encontra.

Não posso ignorar que as exigências da nossa situação económica e financeira, com uma retoma ainda incipiente, uma consolidação orçamental longe de estar garantida e uma situação social particularmente gravosa, me aconselham também este caminho.

E, assim, por convicção e coerência, decidi.

PS : podia ser Cavaco Silva

Cavaco Silva suspendeu a Democracia ao não antecipar eleições?

Antecipar eleições decorre da leitura política de um dado momento. Leitura atribuida ao Presidente da República ou à Assembleia da República. Se nem o Presidente nem o Parlamento fazem essa leitura, a de antecipar eleições, como e porquê a democracia fica suspensa?

Porque quem é minoritário no Parlamento faz leitura diversa? Porque há comentadores que gostariam de lançar o país numa aventura de que não se conhece o final? Porque há gente que precisa de voltar para as empresas públicas ou para o governo?

 O exercício da democracia tem regras . Antecipar eleições é uma decisão que resulta das condições explicitas na Constituição. Nada há de mais democrático do que o Presidente decidir de acordo com o mandato que o povo Português lhe outorgou em eleições livres  e de acordo com a Constituição.