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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Cavaco paira sobre o ruído partidário

Basta ler as posições dos partidos quanto ao discurso de Cavaco para se perceber quem mantem as rédeas do poder.

PS : O porta-voz do principal partido da oposição frisou que as questões abordadas pelo chefe de Estado português na sua mensagem, tais como, o crescimento económico, a sensibilidade social ou "a humildade na busca do consenso social e político", são posições que os socialistas vêm defendendo há mais de um ano. "Registamos com agrado terem feito parte da mensagem do Presidente da República".

BE : Se o Presidente da República "reconhece dúvidas na constitucionalidade" do Orçamento do Estado para 2013 deveria tê-lo enviado para o Tribunal Constitucional (TC) antes de o promulgar e não suscitar a fiscalização sucessiva do diploma, como hoje anunciou que irá fazer.   Ao promulgar o Orçamento, não se assegura nenhum tipo de estabilidade, agrava-se a crise económica e social e lança-se o país num precipício".

PCP :"2013 começa com o Presidente a faltar à palavra no seu juramento de cumprir e fazer cumprir a Constituição: o Presidente da República acaba de promulgar um Orçamento que constitui um assalto violentíssimo à lei fundamental do país, este Orçamento é inconstitucional e devia ter sido vetado".

CDS :O que o senhor Presidente da República disse é que perante novas circunstâncias, designadamente esse impacto negativo da recessão em países como Espanha, a base para uma negociação poderá ser pedida aos credores e, portanto, há uma circunstância nova que pode justificar essa renegociação, coisa completamente diferente de um perdão de dívida que Portugal não deve pedir, e devo dizer que concordei", afirmou Nuno Melo. 

PSD :Este orçamento, aprovado pela maioria, é adequado às necessidades do país, sendo, ao mesmo tempo, um Orçamento justo, que garante a equidade na repartição dos sacrifícios, tanto dos trabalhadores do sector público, como do sector privado (...) um Orçamento equilibrado, que apela aos rendimentos do trabalho, mas também do capital, através de instrumentos adequados".

"PCP e BE que perfazem 20% dos votos querem que o país nesta situação não tenha orçamento. Querem uma calamidade! A política de sempre: "quanto pior, melhor!"

 

 

Há quem queira voltar aos negócios, ao despesismo e ao fartar vilanagem

A maioria dos que escrevem indignados nos jornais não estão nada preocupados com quem está no desemprego nem com quem vive mal. Apesar dos milhões e milhões que choveram no país, como subsídios ou como empréstimos, os deserdados da vida nunca foram prioridade. O país sempre teve dois milhões de pobres e o estado social nunca lá chegou. Agora com os desempregados temos três milhões de pessoas a viverem abaixo dos padrões de pobreza. Nunca foram prioridade dos políticos nem dos que constituem o "inner circle" do poder.

A serem prioridade, os investimentos teriam sido canalisados para a agricultura, indústria , extração de minérios e mar. São estas actividades que asseguram postos de trabalho aos mais frágeis durante mais tempo. E são, paralelamente, as actividades que criam riquesa transaccionável , que se exporta e que substitui importações.

Mas enquanto o dinheiro que falta aos pobres e os empregos que faltam aos desempregados eram devorados pelos negócios entre o estado e as empresas do regime, a indignação não se fazia ouvir. Quando o dinheiro era empregue em obras desnecessárias e supérfluas que não criam riqueza nem postos de trabalho duradouros, os indignados de agora eram os entusiastas de então.

Dão-se mal com a austeridade, com a disciplina e com o rigor. Foram os primeiros a atacar a ideia das "regras de ouro" que limitem a voragem, quer quanto ao défice quer quanto à dívida. Querem dinheiro a circular ! No gráfico a seguir está bem esquematizada a ideia que fazem das "regras de ouro" que perfilham!

 

 


Cavaco recusa ser avalista do Bloco de Esquerda e do PC

O líder do BE acha que sempre que Cavaco Silva não decide conforme as suas ( dele BE) convicções está a ter falta de coragem. O BE não percebe que tem à volta de 6% dos votos e que pensar como ele (BE) é pensar minoritariamente? E não percebe que Cavaco Silva foi eleito por uma larga maioria dos Portugueses e é com essa maioria que tem que estar sintonizado?

Lá nos sistemas políticos a que o BE devota as suas convicções é capaz de haver umas elites esclarecidas que comandam (?) os povos mas, em democracia, não há disso.

Promulgar um orçamento difícil é capaz de não ser tarefa que se execute com prazer e de ânimo leve, mas acima das emoções está o interesse nacional que exige que o ano que se inicia hoje , tenha orçamento em vigor. Tudo o mais que a Constituição exige e permite pode ser feito a seguir.

É só seguir as regras e a Lei!

 

 

 

 

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