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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Austeridade ou saída do Euro?

É, possível, a economia que não cresce há pelo menos dez anos possa crescer cerca de 40% para podermos sair da crise? Esta proposta é séria?
Se as medidas de austeridade não cortassem de forma permanente os cerca de dez mil milhões seriam necessárias taxas de crescimento da ordem dos 40% para termos um défice de 2,5% daqui a três anos
É, certo, que há medidas amigas do crescimento económico que podem ser já tomadas mas é totalmente demagógico dizer que o equilíbrio das contas se possa fazer sem o corte das despesa pública. Para mais estes cortes libertam meios que financiam agora o actual défice e que podem ser canalizados para as PMEs .
Quem se quiser manter no Euro tem que perceber isto sem demagogias. A não ser que os que advogam o fim da austeridade queiram sair do Euro mas, a ser assim, é preciso que o digam sem subterfúgios. Devem a verdade aos Portugueses. Não se trata de austeridade versus crescimento do PIB. Trata-se de austeridade versus saída do Euro. Isto exige que o país seja consultado!
Não chega dizer que os cidadãos estão mergulhados numa enorme crise e que a sua vida está fortemente afectada. Os que agora dizem isso são os mesmos que sempre defenderam  a dívida pública como forma de investir em obras públicas. Política que nos trouxe até esta situação
Não estamos perante a opção austeridade versus crescimento económico mas, sim, austeridade versus saída do euro ! É isso o que o país quer?
É que se sim, então é preciso dizer que a saída do Euro arrasta mais sacrifícios que a austeridade!

Os momentos que fizeram a actual crise

Há momentos que contribuíram de maneira decisiva para a presente crise. O primeiro momento tem a ver com a troca da nossa agricultura, pescas e indústria pelos subsídios da UE. Íamos ser um país de serviços, de sol, mar e praia e no inverno trazíamos os idosos do centro e norte da Europa para fugirem ao inverno rigoroso.Cavaco Silva era Primeiro Ministro.
O segundo momento foi o das obras públicas executadas com dinheiro emprestado. O investimento privado foi negligenciado, as 600 mil pequenas e médias empresas que representam 40% do emprego foram deixadas ao abandono, sem ajudas e sem crédito bancário. Foram morrendo sem serem substituídas .
O terceiro momento foi o acumular da dívida. De 60% do PIB passou em menos de dez anos para o dobro sem ser acompanhada por crescimento na economia. Com o aumento das taxas de juro nos mercados tornou-se insuportável, abafando qualquer oportunidade de crescimento. Eram Primeiros Ministros Guterres e Sócrates.
Agora batemos na parede. É preciso pagar a dívida, fazer crescer a economia e refundar o estado.
O estado, cá, é composto por : serviços de soberania que só o estado pode prestar ; estado social ( saúde, educação e segurança social) que o estado deve manter mas não prestar em monopólio devendo aceitar uma sã concorrência com os privados ; serviços que foram transformados em públicos  com prejuízos permanentes e que servem para manter um exército de subsidiados; e as empresas públicas, monopolistas e prenhes de prejuízos. Sem diminuir e racionalizar este monstro não é possível o país pagar a dívida. Os meios financeiros e humanos assim libertados podem ser canalizados para o sector privado produtivo e criar riqueza. Assim, poderemos voltar à agricultura, ao mar e à industrialização do país.
Uma boa surpresa que pode ser central no relançamento da economia, é o sector mineiro, com vários minérios, incluindo ouro, petróleo e gás, a serem activamente procurados e com enorme potencial.
Longe disto não há saída!

Os momentos que fizeram a actual crise

Há momentos que contribuíram de maneira decisiva para a presente crise. O primeiro momento tem a ver com a troca da nossa agricultura, pescas e indústria pelos subsídios da UE. Íamos ser um país de serviços, de sol, mar e praia e no inverno trazíamos os idosos do centro e norte da Europa para fugirem ao inverno rigoroso.Cavaco Silva era Primeiro Ministro.
O segundo momento foi o das obras públicas executadas com dinheiro emprestado. O investimento privado foi negligenciado, as 600 mil pequenas e médias empresas que representam 40% do emprego foram deixadas ao abandono, sem ajudas e sem crédito bancário. Foram morrendo sem serem substituídas .
O terceiro momento foi o acumular da dívida. De 60% do PIB passou em menos de dez anos para o dobro sem ser acompanhada por crescimento na economia. Com o aumento das taxas de juro nos mercados tornou-se insuportável, abafando qualquer oportunidade de crescimento. Eram Primeiros Ministros Guterres e Sócrates.
Agora batemos na parede. É preciso pagar a dívida, fazer crescer a economia e refundar o estado.
O estado, cá, é composto por : serviços de soberania que só o estado pode prestar ; estado social ( saúde, educação e segurança social) que o estado deve manter mas não prestar em monopólio devendo aceitar uma sã concorrência com os privados ; serviços que foram transformados em públicos  com prejuízos permanentes e que servem para manter um exército de subsidiados; e as empresas públicas, monopolistas e prenhes de prejuízos. Sem diminuir e racionalizar este monstro não é possível o país pagar a dívida. Os meios financeiros e humanos assim libertados podem ser canalizados para o sector privado produtivo e criar riqueza. Assim, poderemos voltar à agricultura, ao mar e à industrialização do país.
Uma boa surpresa que pode ser central no relançamento da economia, é o sector mineiro, com vários minérios, incluindo ouro, petróleo e gás, a serem activamente procurados e com enorme potencial.
Longe disto não há saída!

Tenham medo, governantes! Tenham muito medo!



                                                                          


Em 1640 tratou-se de  restaurar. Agora trata-se de refundar. Não sei se é a mesma coisa. Mas o povo é o mesmo. Em novecentos anos rebelou-se duas ou três vezes e não foi bonito de ver-se. Na última vez os intervenientes conhecedores do que o povo manso é capaz "não deixaram o poder cair na rua" como disse o Prof Marcelo Caetano ao entregar o poder ao General Spínola no Quartel do Carmo.
Estamos em tempo de dificuldades. Um sistema fechado à volta de um estado abocanhado pelos partidos e corporações de interesses trouxe-nos até aqui.É preciso sair disto, mas para isso é preciso mudar o sistema. Temos que reforçar a sociedade civil e retirar aos partidos o monopólio da representação política. E retirar o estado da economia. E reforçar o estado social que num país pobre e desigual é muito necessário para aplanar desigualdades. E reduzir o estado centralizador e sindicalizado das empresas públicas..
E, não,  este não é o último 1º de dezembro!


Tenham medo, governantes! Tenham muito medo!



                                                                          


Em 1640 tratou-se de  restaurar. Agora trata-se de refundar. Não sei se é a mesma coisa. Mas o povo é o mesmo. Em novecentos anos rebelou-se duas ou três vezes e não foi bonito de ver-se. Na última vez os intervenientes conhecedores do que o povo manso é capaz "não deixaram o poder cair na rua" como disse o Prof Marcelo Caetano ao entregar o poder ao General Spínola no Quartel do Carmo.
Estamos em tempo de dificuldades. Um sistema fechado à volta de um estado abocanhado pelos partidos e corporações de interesses trouxe-nos até aqui.É preciso sair disto, mas para isso é preciso mudar o sistema. Temos que reforçar a sociedade civil e retirar aos partidos o monopólio da representação política. E retirar o estado da economia. E reforçar o estado social que num país pobre e desigual é muito necessário para aplanar desigualdades. E reduzir o estado centralizador e sindicalizado das empresas públicas..
E, não,  este não é o último 1º de dezembro!


“A tromba”



Nem bom dia. Nem um bom dia ouvi articular-se a partir da boca daquele semblante carregado de má-disposição. Era uma colecção de clichés do não-se-deve fazer. Como poderia ser possível?! Ainda insisti em segurar a porta, considerando uma obrigação fazê-lo. Mas, como seria de supor, não estava virado para a boa-educação. Essa sim, em falta, mas também o sorriso. Uma tromba que devia estar exposta num museu. Ou numa exposição de arte contemporânea, pois é hoje, aqui e agora que se passa.
Chamo-me João Girão. Nasci em Lisboa em 1977, e reparti a minha vida por Castelo Branco e Torre de Moncorvo. Torre de Moncorvo, no nordeste transmontano. Terra onde vivo e tento sobreviver. Para além de vos estar aqui a prender um precioso momento, também costumo criar (porque sim, e porque gosto deste verbo) umas músicas. O convite partiu de um amigo de família de longa data. E só poderia aceitar. Porque sim, respondi a mim mesmo. Nunca gostei muito de me justificar a ninguém. Nem a mim mesmo. Desde miúdo que, sem razão aparente, considerei que seria mais difícil assim, mas concerteza muito mais interessante. Mas nunca me conformo com uma resposta dessas: “Porque sim! Porque não!”. E se as razões se perdem, quando não andamos a justificar demasiado as razões, somos muito mais responsáveis. Até porque não temos que partilhar os fracassos.
E resolvi então deixar que a porta se fechasse sobre aquela “tromba”. Opto por este substantivo, que podia ser adjectivo de muitos desses que não conseguem articular um bom dia! Ou um obrigado. Ou um sorriso de assentimento. Cedi a passagem a um desfilar de gente. Nem sequer um deles olhou para mim. Fi-lo porque quis, mas também porque as razões são mais fortes que a própria razão. E nem a minha pressa poderia justificá-lo. Neste mundo de forte concorrência ainda o faço. Mas se não o fizesse, não teria que estar preocupado com ninguém, nem com nada. Mas comigo ficaria.
Percebo, mais uma vez, qual o tipo de crise com que nos deparamos. É uma crise não-social-não-económica-não-política. É uma crise de falta. Falta de princípios, de valores, de ética. E de quem aponte o dedo! -“Oh amigo! Está a ouvir?! Esqueceu-se da sua cadeira de rodas”- berrei quando o animal estacionou com a família no lugar de deficientes à porta do hipermercado e saíram todos a pulular por ali a saber do carrinho para as suas compras despreocupadas… Não é por ser véspera do próximo feriado esquecido. Até porque para mim isso não existe. Feriados, férias e fins-de-semana são para quem pode. E eu não posso, e tenho-os demasiado dependentes de mim. Que mais não seja eu.
Eis senão, quando largo a porta no apêndice nasal do filho da mãe! Não sou porteiro. Mas também porque não quero. E não admito que os meus filhos gémeos de 4 anos o pensem: -“Não consigo”. Não pode existir essa palavra. Não deixo que me absorva esse sentimento. Eu sou capaz. Nem que seja um dia. Eu sou capaz! Repitam comigo em pensamento: -“EU SOU CAPAZ!”. E vou ser capaz, da próxima que alguém segure a porta para eu passar, me ceda a passagem, se amarre para me ajudar a apanhar o saco que deixei cair, que me ajude a estacionar, que sorria para mim. Vou ser capaz de agradecer. De sorrir. De retribuir. Ou tudo de uma vez…

(este e todos os textos deste autor são, com muito prazer, redigidos pelas regras pré(vergonhoso)-novo-acordo ortográfico)

“A tromba”



Nem bom dia. Nem um bom dia ouvi articular-se a partir da boca daquele semblante carregado de má-disposição. Era uma colecção de clichés do não-se-deve fazer. Como poderia ser possível?! Ainda insisti em segurar a porta, considerando uma obrigação fazê-lo. Mas, como seria de supor, não estava virado para a boa-educação. Essa sim, em falta, mas também o sorriso. Uma tromba que devia estar exposta num museu. Ou numa exposição de arte contemporânea, pois é hoje, aqui e agora que se passa.
Chamo-me João Girão. Nasci em Lisboa em 1977, e reparti a minha vida por Castelo Branco e Torre de Moncorvo. Torre de Moncorvo, no nordeste transmontano. Terra onde vivo e tento sobreviver. Para além de vos estar aqui a prender um precioso momento, também costumo criar (porque sim, e porque gosto deste verbo) umas músicas. O convite partiu de um amigo de família de longa data. E só poderia aceitar. Porque sim, respondi a mim mesmo. Nunca gostei muito de me justificar a ninguém. Nem a mim mesmo. Desde miúdo que, sem razão aparente, considerei que seria mais difícil assim, mas concerteza muito mais interessante. Mas nunca me conformo com uma resposta dessas: “Porque sim! Porque não!”. E se as razões se perdem, quando não andamos a justificar demasiado as razões, somos muito mais responsáveis. Até porque não temos que partilhar os fracassos.
E resolvi então deixar que a porta se fechasse sobre aquela “tromba”. Opto por este substantivo, que podia ser adjectivo de muitos desses que não conseguem articular um bom dia! Ou um obrigado. Ou um sorriso de assentimento. Cedi a passagem a um desfilar de gente. Nem sequer um deles olhou para mim. Fi-lo porque quis, mas também porque as razões são mais fortes que a própria razão. E nem a minha pressa poderia justificá-lo. Neste mundo de forte concorrência ainda o faço. Mas se não o fizesse, não teria que estar preocupado com ninguém, nem com nada. Mas comigo ficaria.
Percebo, mais uma vez, qual o tipo de crise com que nos deparamos. É uma crise não-social-não-económica-não-política. É uma crise de falta. Falta de princípios, de valores, de ética. E de quem aponte o dedo! -“Oh amigo! Está a ouvir?! Esqueceu-se da sua cadeira de rodas”- berrei quando o animal estacionou com a família no lugar de deficientes à porta do hipermercado e saíram todos a pulular por ali a saber do carrinho para as suas compras despreocupadas… Não é por ser véspera do próximo feriado esquecido. Até porque para mim isso não existe. Feriados, férias e fins-de-semana são para quem pode. E eu não posso, e tenho-os demasiado dependentes de mim. Que mais não seja eu.
Eis senão, quando largo a porta no apêndice nasal do filho da mãe! Não sou porteiro. Mas também porque não quero. E não admito que os meus filhos gémeos de 4 anos o pensem: -“Não consigo”. Não pode existir essa palavra. Não deixo que me absorva esse sentimento. Eu sou capaz. Nem que seja um dia. Eu sou capaz! Repitam comigo em pensamento: -“EU SOU CAPAZ!”. E vou ser capaz, da próxima que alguém segure a porta para eu passar, me ceda a passagem, se amarre para me ajudar a apanhar o saco que deixei cair, que me ajude a estacionar, que sorria para mim. Vou ser capaz de agradecer. De sorrir. De retribuir. Ou tudo de uma vez…

(este e todos os textos deste autor são, com muito prazer, redigidos pelas regras pré(vergonhoso)-novo-acordo ortográfico)

O último 1º de Dezembro é o nosso primeiro

Não se apagam as referências nacionais assim sem mais. Guardamos, por isso, o primeiro dia do "banda Larga" para hoje. Nunca mais nenhum de nós se esquecerá desta data. E, também, porque  tal como então, estamos em crise. Precisamos de gente lúcida e patriótica para liderar a  saída da actual crise porque a "arraia miúda", essa, diz sempre presente. Sabemos que é difícil. Queremos juntar aqui vozes distintas, pessoas que pensam pela sua cabeça, sem cartilhas partidárias , mas com a ideologia toda. Sem tabus. É que tal como no 1º de Dezembro de 1640 acreditamos todos em alguns princípios fundamentais. Ter opiniões diferentes, respeitar a diferença, discutir...
Juntamos gente capaz , que vai da direita à esquerda. Professores universitários, gestores, investigadores e uma jurista que vive na Holanda. Por isso lhe chamamos "BANDA LARGA" cabem cá (quase) todos . 
Vamos manter um ritmo próprio mas sem fazer disso uma obrigação. Escrevemos quando houver que escrever, se possível diariamente. Todos nós temos vida para além do "Banda Larga".
E, você, se tem alguma coisa para partilhar faça-o aqui. Basta enviar o texto pelo nosso endereço que nós publicamos.




O último 1º de Dezembro é o nosso primeiro

Não se apagam as referências nacionais assim sem mais. Guardamos, por isso, o primeiro dia do "banda Larga" para hoje. Nunca mais nenhum de nós se esquecerá desta data. E, também, porque  tal como então, estamos em crise. Precisamos de gente lúcida e patriótica para liderar a  saída da actual crise porque a "arraia miúda", essa, diz sempre presente. Sabemos que é difícil. Queremos juntar aqui vozes distintas, pessoas que pensam pela sua cabeça, sem cartilhas partidárias , mas com a ideologia toda. Sem tabus. É que tal como no 1º de Dezembro de 1640 acreditamos todos em alguns princípios fundamentais. Ter opiniões diferentes, respeitar a diferença, discutir...
Juntamos gente capaz , que vai da direita à esquerda. Professores universitários, gestores, investigadores e uma jurista que vive na Holanda. Por isso lhe chamamos "BANDA LARGA" cabem cá (quase) todos . 
Vamos manter um ritmo próprio mas sem fazer disso uma obrigação. Escrevemos quando houver que escrever, se possível diariamente. Todos nós temos vida para além do "Banda Larga".
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