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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A reforma da Zona Euro está a ganhar corpo diz Centeno

A crise ficou para trás mas deixou lições que estão agora a ser implementadas na reforma da Zona Euro

Para Mário Centeno não poderia ser de outra forma uma vez que em Junho há a cimeira do euro onde "é preciso tomar decisões". Esta quinta-feira o Eurogrupo vai continuar a discutir a reforma da Zona Euro, focando-se nas alterações necessárias para tornar o Mecanismo Europeu de Estabilidade "mais eficaz na gestão de crises". Vários responsáveis europeus têm dito que é preciso aproveitar a actual expansão económica para reformar a Zona Euro, preparando-a para novas crises

O melhor dos mundos

O artigo de hoje: Há seis meses Pierre Moscovici era todo elogios para Portugal, particularmente na frente orçamental. Ontem mudou o discurso: alerta para risco significativo de desvio da meta orçamental de 2018 e 2019, recomendação para manter a despesa primária (sem juros) a crescer no máximo 0,7% e sugestão de novos cortes na despesa. Onde? na Saúde, por exemplo.
É uma alteração importante na forma como o Comissário Moscovici olha para Portugal. Porquê? Porque os serviços técnicos da Comissão devem estar a pressioná-lo, alertando-o para os riscos da economia portuguesa: uma desaceleração da economia europeia terá um impacte significativo no crescimento do PIB em Portugal e, com ele, um deslize orçamental grave.
Cá no burgo, António Costa e Mário Centeno ainda não se pronunciaram sobre o assunto. Já o Presidente, instado a pronunciar-se, disse não ter lido o documento. Mas sempre foi avançando que está de acordo com o governo.
Costa e Centeno vão começar a engolir, se a economia desacelerar, a teoria de que vivemos no melhor dos mundos. Moscovici já percebeu isso (coisa que se sauda). Já Marcelo parece continuar a domir

Perder a Taça tal como perdeu o campeonato

O Sporting tem dois avançados e um meio avançado. Um deles (Dost) marca golos , outro (Gelson) desequilibra mas não marca golos e raramente faz bem o último passe e o Bruno F. vai marcando alguns golos mas joga longe da baliza, entre a área e o meio campo.

O Acuna não tem qualidade para ser extremo ( joga a defesa esquerdo na selecção da Argentina ), Montero marca pouquíssimos golos e Doumbia não marca nem muitos nem poucos.

Como se viu no Jamor o Sporting para marcar um golo construiu seis oportunidades de baliza aberta, quatro delas com o avançado na pequena área.

Isto aconteceu também durante o campeonato. O Sporting precisa de quatro/cinco oportunidades para marcar um golo. Ora, como se sabe, quem não marca nas três primeiras oportunidades arrisca-se a perder o jogo. E não é preciso estar a jogar contra o Atlético de Madrid ou contra o F.C Porto ou contra o S.L. Benfica. Com o Aves também foi assim. Golo perdido golo sofrido.

Todos nós, sportinguistas , sabíamos que esta guilhotina estava armada sobre os nossos pescoços desde a primeira jornada. E, já agora, perdidos o campeonato e a Taça não vale a pena perder o clube.

 

 

A transparência de olhos em bico

Foi advogado dos chineses que compraram a EDP. Foi assessor do governo que legislou a favor da OPA. Foi já como ministro que recebeu os representantes chineses . Três em um. A chamada ética republicana que se aplica a todos menos ao PS .

Depois de o escritório de advogados a que pertencia ter assessorado os chineses, depois de o próprio ter participado na feitura de uma lei que facilita a OPA dos chineses e depois de o próprio, já com as vestes de membro do Governo, ter recebido a China Three Gorges, é que se lembra de pedir escusa? Agora que o caminho para a OPA está todo desbastado é que pede escusa?

E a Ordem dos Advogados não tem nada a dizer ?

Isto é tudo uma grande merda mas a gente diverte-se muito.

Os devedores dos bancos

É preciso vir um banqueiro, ainda que português, dizer com coragem o que os cá de dentro não dizem

.

  1. Há muito que reclamo – tal como outros – que os bancos que tiveram ajudas do Estado devem divulgar a lista dos seus principais devedores. Os banqueiros, a começar no Banco de Portugal, normalmente opõem-se. 
  1.      Esta semana, tivemos esta coisa curiosa: um dos mais prestigiados banqueiros do mundo – Horta Osório, Presidente do Lloyds Bank em Inglaterra – veio dizer o seguinte:
  •        Se há lucros, os accionistas dos bancos beneficiam. Se há perdas, os accionistas têm de assumir as suas responsabilidades e injectar capital.
  •        Se não o podem fazer e o Estado tem de intervir, então é da mais elementar justiça que o país saiba ao menos quem foram os grandes devedores dos bancos que originaram prejuízos, buracos e imparidades.

 

  1.      Foi preciso ser um banqueiro vindo de fora – e um dos mais influentes do mundo – a dizer o que nenhum banqueiro em Portugal ousa dizer, apesar de ser de meridiana clareza e transparência. Afinal, ainda somos muito provincianos.

 

  1.      Esperemos, agora, que o Parlamento mude a lei para que a transparência se afirme em definitivo.

 

A bem do Sporting quem recebe salário não se demite

Os dirigentes do Sporting que não recebem salário pediram a demissão. Os que recebem salário ficam. Tudo, claro está, a bem do Sporting.

Estes que não se demitem por causa do salário, esperam agora que os jogadores e treinadores que têm mercado e que podem receber um salário a dobrar num outro clube na Europa, não evoquem a justa causa para saírem. Também a bem do Sporting.

E, assim sendo, vamos ter um clube com dirigentes que são odiados pelos jogadores e pelo treinador . E nas bancadas centrais teremos adeptos a aplaudir os jogadores e as claques atrás das balizas a oferecer-lhes porrada.

Nas vitórias os dirigentes darão a volta de honra ao relvado recebendo os aplausos e nas derrotas serão os jogadores a receberem as vaias. À segunda feira faz-se uma Assembleia Geral para dar  legitimidade à direcção.

Tudo claro está a bem do Sporting .

Luz verde para a exploração de petróleo na Bacia do Alentejo

O estudo de impacto ambiental concluiu que o projecto não tem riscos de impacto ambiental negativos.

"Não foi identificado qualquer ecossistema marinho vulnerável", nem o local de perfuração fica situado numa área protegida, destacou. "Não foram detectados impactos negativos significativos decorrentes da operação. Os impactos identificados são temporários e passíveis de minimização. A operação de sondagem e pesquisa obedece a técnicas e procedimentos robustos de segurança". Em termos de impactos negativos decorrentes da operação, apontou que possam existir "resíduos" no local de perfuração.

O furo de pesquisa vai ter lugar 46 quilómetros ao largo de Aljezur. Durante o processo de consulta pública, foram recebidas "duas mil" exposições de entidades e cidadãos. A Eni é a operadora deste consórcio, detendo 70%, com a Galp a deter os restantes 30%.