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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Cuba já não avança para o comunismo

Ventos fortes de mudança sopram em Cuba na discussão da nova Constituição do país. Elimina-se o "avanço para o comunismo" e aceita-se a propriedade privada.

Por outro lado, o artigo 21 do novo texto submetido a debate reconhece "outras formas de propriedade, como a cooperativa, a propriedade mista e a propriedade privada", e admite o investimento estrangeiro como "uma necessidade e um elemento importante de desenvolvimento".

O que isto mostra é que não é sustentável um sistema que mantém todo um povo na miséria. Na China também há "um país dois sistemas" sendo que um deles é o sistema de economia de mercado.

E cá na União Europeia temos um sistema onde nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tanto tempo . Não se pode tentar derrubar este último e endeusar o primeiro.

E em vários países já aconteceu o mesmo ou para lá se caminha.

Não, Portugal não foi a maior potência esclavagista

Por razões ideológicas há uma recorrente necessidade de apontar o dedo ao passado histórico português.

Ou seja, Portugal não foi nem de longe nem de perto "a maior potência esclavagista". De qualquer modo, a questão mais interessante no actual contexto não é a de saber quem teve mais ou menos escravos e quando e em que circunstâncias, mas a de saber por que razão se assiste presentemente em Portugal a esta sanha acusatória. Por que razão há este afã em apontar o dedo e em agravar e tornar artificialmente mais pesado o que já pesa na história do país. Por que razão, como perguntava Eduardo Lourenço, há esta necessidade de crucificar o passado português. A razão é ideológica e política. Por isso, e ainda que o que escrevi atrás sejam verdades facilmente comprováveis, não tenho ilusões acerca da capacidade de penetração dessas verdades em certos sectores onde, como tem sido manifesto, a informação não entra nem passa. Há pessoas, dentro e fora da academia, que são impenetráveis a um conhecimento actualizado sobre história da escravatura porque usam uma couraça chamada ideologia. Ideologicamente falando, e no que se reporta especificamente a esta área da História, essas pessoas habitam um edifício rígido, estanque, feito de dogmas e de certezas absolutas. Se se lhes mostra, com conhecimento apoiado num conjunto ponderado de documentos e numa bibliografia extensa, que estão enganadas e que o seu rei vai nu, o edifício pura e simplesmente desmorona-se. Daí que prefiram não ver, não ouvir nem reconhecer. Há, ainda assim, que continuar a tentar mostrar o que aconteceu e como aconteceu, mais para esclarecer a opinião pública do que para tentar convencer quem não quer ser convencido. É inútil mostrar a história a quem está barricado na ideologia.

No tempo de Salazar a propaganda do regime fazia dos antigos portugueses os melhores do mundo, heróis sem defeito nem mácula. Agora, os combates ideológicos da extrema esquerda politicamente correcta empurraram-nos para o lado oposto e os nossos antepassados passaram a ser os piores do mundo, os facínoras por excelência, os inventores da pior das escravaturas. As criaturas que, seguindo o terrível exemplo de Afonso de Albuquerque, queimaram metade da terra e capitanearam metade dos tumbeiros (navios negreiros). Será possível termos uma visão equilibrada e sobretudo contextualizada do passado?

O Orçamento do SNS é o mais baixo dos últimos 15 anos

Faltam até as coisas mais básicas. É preciso recuar a 2003 para encontrar 4,3% do PIB .  Depois a direita é que quer acabar com o Serviço Nacional de Saúde.

Nem durante os piores anos da crise a verba atribuída ao SNS foi tão baixa. E, é claro, que a Saúde privada cresce e há cada vez mais portugueses a usarem os hospitais privados . Seria muito mau se os doentes estivessem à disposição, sem alternativa, aos maus humores da geringonça para com o SNS. 

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Professores - sem avaliação não há férias

As escolas é que decidem se há ou não condições para os professores gozarem as férias num dado período. Se esta decisão estivesse centralizada no ministério ...

Os diretores pedem ao Ministério da Educação que esclareça as escolas sobre o que devem fazer, nomeadamente se podem convocar os docentes para atribuir as notas durante as suas férias, exemplificou o presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, em declarações à Lusa.

E o Ministério já respondeu . Os professores só podem entrar de férias depois de entregarem as notas

Os professores que fazem greve, à partida não podem ir de férias, porque a greve é uma suspensão da relação laboral. Agora têm é que manifestar a sua adesão à greve, obviamente. O reporte que temos das escolas é que o que se está a passar e a dificuldade que está a haver na realização dos conselhos de turma prende-se com o exercício do direito a férias e é por isso que agora fizemos essa nota. Os professores que estão em greve, até pela suspensão do vínculo laboral, não podem pela natureza das coisas ir de férias”.

Estaleiros de Viana do Castelo - ofereçam uma coroa de flores ao Presidente da Câmara

Trabalho não falta. Navio construído nos estaleiros vai ser inaugurado pela mulher do primeiro ministro.

A pantomina montada há cinco anos está a ser desmontada agora com a empresa West Sea a trabalhar em pleno e a entregar navios encomendados.

De uma empresa moribunda a uma empresa rentável , em apenas quatro anos , eis a diferença entre uma empresa privada que conhece o negócio e uma empresa pública que vivia de subsídios.

O desastre anunciado, com o fecho dos Estaleiros públicos falidos e sem trabalho, converteu-se numa empresa ( a West Sea ) sem problemas sociais e sem greves. Acabaram as excursões de políticos e sindicalistas, os jogos de cartas que preenchiam o tempo dos trabalhadores sem trabalho e os vencimentos que nós todos contribuintes pagávamos.

 

O estado corporativo que Salazar não conseguiu

As corporações dividem entre si os dinheiros do estado .

A razão da sobrevivência é a natureza do regime – uma democracia corporativa, por oposição a uma democracia liberal. A sociedade portuguesa está organizada por corporações (quem não pertence a uma corporação é um autêntico pária). As corporações concorrem entre si pela alocação dos recursos do Estado (sempre em nome do interesse nacional, claro). Os partidos são um dos veículos – em muitos casos, o principal deles – pelos quais as corporações ganham ou perdem posições relativas na distribuição dos recursos do Estado. Simplesmente, não há sociedade civil alternativa ao mundo das corporações (consequentemente, ao mundo dos partidos). Possivelmente, nunca houve. Logo, o regime tem por base as únicas forças vivas do mundo português – as corporações. A estagnação económica e o alheamento eleitoral são perfeitamente sustentáveis durante muito, muito tempo, enquanto as corporações assim entenderem.

Não escolhemos já como queremos que seja o nosso bébé ?

Um grupo de cientistas ingleses defende que um dia destes pudemos escolher a aparência física do nosso bebé. Basta utilizar umas técnicas de manipulação genética e já está. Vamos ser todos altos, loiros e bonitos ou altos morenos e bonitos ou metade loiros e metade morenos ou um terço altos e negros, e quando dermos conta estamos como hoje. Há de tudo.

Claro que corrigir deficiências que resultam em doenças é importante e essa possibilidade é bem vinda. Mas escolher a aparência física do nosso bebe não o fazemos já quando decidimos tê-lo com determinada pessoa e não com outra ? Bem como a maneira de estar na vida, o carácter e a decência ?

Nem todos ( a larga maioria ) na verdade, têm a oportunidade de escolher ou escolhem limitados às circunstâncias individuais ( eu que sou feio nunca terei oportunidade ou terei menos oportunidades de conceber uma criança com uma bela mulher ) . Verdade , mas há muita gente feia que com inteligência, amor e persistência um dia tem essa oportunidade. É justo. Agora o que não parece justo nem natural é o bebé ser parecido com o vizinho do terceiro andar.

 

O SNS precisa de ser defendido dos estatistas

Gostava de ter escrito isto

"Haja esperança na saúde"

«Está tudo mais embrulhado [no SNS]. Se queremos construir os novos hospitais de Lisboa, Seixal, Évora e Algarve, só lá iremos com PPP, ao menos para o investimento; se anulamos as taxas moderadoras veremos os serviços submersos por procura desnecessária ou pelo menos adiável; se proibirmos os hospitais de recorrer a pessoal e a meios de diagnóstico privados deterioramos a sua resolutividade, alongando listas de espera e erguendo múltiplos calvários para quem não os merecia; se não criarmos uma forma de pagar ao pessoal por desempenho não alcançaremos a desejada exclusividade, nivelaremos por baixo e promoveremos a saída dos melhores para o privado; se não responsabilizarmos as gestões premiando as boas e expulsando as más, gastaremos muito mais que o necessário. Estas são medidas de fundo, difíceis mas necessárias.»