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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O hidrogénio é mais um desastre anunciado

Investir qualquer coisa como 7 mil milhões numa fábrica de hidrogénio quando há menos de um ano se discutia a exploração das minas de lítio. Mas então vamos ter uma rede nacional de energia eléctrica para carregar as baterias de lítio ou vamos ter uma rede nacional de abastecimento de hidrogénio liquido ? O melhor mesmo é ter as duas !

O país já paga custos elevados para acomodar a energia intermitente eólica e solar e em vez de se juntar a Espanha para ligar a rede eléctrica Ibérica a França e à Europa mete-se noutra aventura ? Sem conhecer custos?

Mesmo não estando disponível nenhuma tecnologia competitiva para produzir hidrogénio através da eletrólise da água, o documento que esteve em consulta pública aponta desde já para um investimento de 7.000 milhões de euros (!!!), e numa primeira fase este hidrogénio destinar-se-á exclusivamente ao mercado interno.

Nesse documento, os dados tecnológicos são extremamente vagos, e os dados económicos limitam-se a referir que o projeto não é rentável pelo menos até 2030, e que precisa por isso de subsídios.

Mas “havendo metas obrigatórias de consumo de hidrogénio”, os consumidores irão ser obrigados a pagar o que for preciso por uma tecnologia que se desconhece a fim de todos os promotores envolvidos poderem ter lucro.

Pode espantar o leitor, mas é uma técnica que já deu provas de funcionar.

Um Estado monstro e um país estagnado há 20 anos

Os contribuintes actuais e os vindouros bem podem andar com as pernas a tremer.

Para além da máquina do Estado, das finanças, dos serviços centrais, das Forças Armadas, das forças de segurança, o Estado português gere a esmagadora maioria dos hospitais e das escolas do país, detém o maior banco comercial, órgãos de comunicação social, a rede ferroviária, redes de autocarros, de metro e uma companhia aérea. Nas restantes grandes empresas também consegue lá colocar os seus administradores porque muitas dependem directamente do estado como cliente ou regulador. Fora da esfera do estado estão algumas pequenas e médias empresas, sendo que muitas delas têm no estado e nas empresas na esfera do estado os seus mais importantes clientes. Ter a economia assim toda controladinha é importante porque mantém muita gente calada. Com tanta gente dependente do estado, com medo de perder o seu negócio ou o seu emprego, ficam todos com muito medo de criticar o governo, ou, como será conhecido daqui a alguns anos, ter “discurso de ódio”.

Com tanta estratégia, tanta boa gestão em nome do interesse público, contra o malvado lucro e os radicais religiosos neo-ultra-liberais não se entende como é que o país está estagnado há 20 anos e assim deverá ficar mais 10, quando acabar de pagar pela “estratégia” da TAP. Pobres, mas a salvo do radicalismo religioso que tanto teme o Padre Nuno Santos. As pernas dos contribuintes até tremem.

Plano de recuperação da economia- Açores é a oportunidade de ouro

Costa e Silva apresentou o seu plano de recuperação da economia.

Não podemos ter uma civilização tecnológica avançada sem recursos minerais estratégicos, que são vitais para a indústria eletrónica de alta precisão, os computadores, telemóveis, todo o tipo de gadgets eletrónicos, e depois também as baterias e os materiais para a transição energética. Neste contexto o país deve desenvolver um projeto e uma visão para atrair investimento externo e construir consórcios internacionais para aproveitar estes recursos”.

“Os países que estão interessados podem ser a Alemanha (que já concorreu no Pacífico à exploração de uma zona com sulfuretos polimetálicos), a França, os EUA e Canadá, para além do Japão e da Índia”, .

António Costa Silva alerta para “a necessidade de lançarmos, em particular nos Açores, as bases de uma grande Universidade do Atlântico, em ligação com as outras Universidades portuguesas e Centros de Investigação, transformando os Açores numa plataforma tecnológica para o estudo do clima, do oceano, da terra e da meteorologia”.

Visão estratégica para a economia no período 2020/2030 - 1

Aí está o tão aguardado plano para a economia do Costa e Silva. Há vários capítulos importantes mas para mim o mais importante de todos é o seguinte :

  É crucial prestar atenção às pequenas e médias empresas (PME), porque representam mais de 95% do tecido empresarial português e empregam mais de 75% das pessoas. A saída da economia do estado de coma, a sua recuperação e a criação de condições para o crescimento económico, implica ter empresas mais saudáveis, ajudá-las a resolver problemas de financiamento e considerar a possibilidade de aliviar a sua carga fiscal, que é muito elevada e torna o país menos competitivo”,

É crucial que este Pacto Estado/empresas seja uma plataforma para corrigir muitas das vulnerabilidades do nosso tecido empresarial”, resume António Costa Silva. O objetivo do consultor é produzir uma nova geração de “campeões globais” capazes de venderem não só produtos, mas também ideias e serviços à escala global.

E quando a economia portuguesa for mais saudável e as empresas estiverem capitalizadas, “é importante o Estado ter uma estratégia de retirada, porque o seu papel não deve ser o de substituir-se às empresas, mas pelo contrário criar condições para elas poderem operar, crescer e competir”.

O ministro afastou-se de Marcelo e Costa

Pedro Nuno Santos sabe bem que entrou em rota de colisão com António Costa. Ao dizer o que disse vai mesmo votar no candidato do PCP. Contra o PS e contra Marcelo. Qual é o ganho ?

Já tinha dito antes que " o PS nunca mais precisaria da direita para governar" ora, o que se vê, é que Costa precisou do PSD para fazer passar o orçamento. E, sim, porque este orçamento é mesmo diferente de outro orçamento apoiado pelo PCP e pelo BE.

Acredita o Pedro Nuno Santos que vai federar a esquerda reunindo à sua volta a esquerda do PS, o PCP e o BE ? Acredita que será capaz de desfazer o PS coisa que outros antes não conseguiram como Alegre ? E que com o PCP há líderes que não sejam escolhidos pelos comunistas ?

Qual é a ideia ? Já sabe que perdeu a corrida dentro do PS e entra em contra mão com "o PS onde está desde menino " ?

Um político que tem dado tão más indicações nos dossiers em que anda envolvido parece ter percebido que estava a um passo do precipício e decidiu dar um passo em frente.

Percebeu que Costa fez-lhe o que costuma fazer aos amigos puxou-lhe o TAPete ?

Na TAP sai um visionário da aviação entra o Estado

Frasquinho não está por menos. Em 2015 sem a privatização a companhia tinha falido. Não havia dinheiro para pagar salários.

Se não tivesse havido a privatização, a TAP acabaria. Não havia sequer na altura liquidez para salários no mês seguinte. Portanto, a entrada dos acionistas privados David Neeleman e Humberto Pedrosa foi essencial para providenciar os fundos de que a TAP necessitava para sobreviver”, refere Frasquilho, salientando que a empresa precisava desses acionistas à data para que “se pudesse começar aos poucos a modernizar, a ampliar”.

David Neeleman deixará de ser acionista da TAP, mas não só foi importante nesta altura da empresa como foi importante também, por exemplo, na expansão da nossa atividade nos EUA em 2019“, diz Frasquilho, acrescentando que o empresário americano é um “visionário da aviação”.

 

Hidrogénio - um projecto europeu megalómano que o país vai pagar

Um projecto ainda não testado a nível industrial, cuja tecnologia foi desenvolvida pela Alemanha e Holanda a que Portugal está disposto a aderir oferecendo o porto de Sines.

O projecto é tão imaturo que nem se conhecem os custos e nunca foi feito um estudo custo/benefício. Mas alguém terá que comprar a maquinaria e ficar com o elefante branco se tudo correr mal.

Sete mil milhões é uma enorme verba que o país necessita para desenvolver os clusters que dominamos e em que estamos em boa situação para competir no mercado mundial.

Já apareceu ( julgo que vai ser apresentado publicamente hoje ) um relatório da SEDES que ataca frontalmente a decisão do governo em avançar.

“O que o país necessita é de investimentos produtivos, virados para as exportações, que promovam a modernização e dinamização da estrutura produtiva ou infraestruturas estratégicas, que possam aumentar a produtividade e, assim, reduzir a pobreza e evitar que continuemos a caminhar para a cauda da União Europeia”.

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E o programa de recuperação da economia de Costa e Silva ?

O governo está à espera do dinheiro europeu como único remédio para o tombo da economia. Passam os dias e o trambolhão é cada vez maior. Mas o dinheiro chega mais tarde .

No mínimo era de esperar que o programa para a recuperação da economia fosse conhecido, associações patronais, partidos, sindicatos terão ideias. E devem andar pelas gavetas do ministério o Relatório Porter e o PEDIP que, actualizados, têm lá tudo. Mas o governo, preso no seu ADN de fazer poucochinho, embala-nos com o vírus, com a TAP e a EFACEC . Não chega .

Na ferrovia compramos 51 carruagens aos espanhóis feito de monta devidamente realçado como o negócio do século no sector a nível mundial. Na energia temos a EDP rentista às voltas com a Justiça e o projecto industrial do hidrogénio em Sines de parceria com a UE . E a energia das ondas ao largo de Peniche e Viana do Castelo.

E a substituição de importações produzindo cá dentro o que agora compramos lá fora ? E o aumento de exportações ? E a criação de emprego para reparar o desemprego galopante ?

Ou o programa de recuperação económica do governo é esperar que os turistas voltem ?

Cabe ao Estado defender o interesse público

Nos grandes negócios do estado cabe aos representantes do estado defender o interesse público. Não é ao contrário.

Aos privados cabe defender o interesse da sua empresa. Se do acordo negocial sai um resultado ruinoso para o interesse público a culpa é inteirinha dos representantes do Estado. Que não souberam ou não quiseram defender o interesse do Estado que lhes cabia defender.

Quando uns anos depois os representantes do Estado são premiados com milionários vencimentos em empresas privadas a conclusão é simples .

Quem defende um Estado que não sabe defender o interesse público e, mais, quer alargar a sua dimensão e poder em mais áreas da governação, não pode queixar-se. Mas também não pode fazer de conta que é o privado o culpado.

A ideologia não justifica tudo. Juntar poder e dinheiro num Estado centralizado e que se recusa a descentralizar não pode esperar que a promiscuidade de interesses termine. Porque há-de terminar se só uma dezena de anos depois a Justiça chega e depois de muitos milhões a engrossar as contas bancárias ?

Fosse o Estado uma pessoa de bem e não teríamos os ruinosos grandes negócios . Todos feitos de braço dado com o Estado . Esperam o quê ? Que sejam os privados a defender o interesse do Estado ?

Os grandes negócios do Estado metem medo

O que se sabe sobre os negócios da EDP com o Estado metem medo porque estes negócios ruidosos para os contribuintes não se fazem sem a cumplicidade de vários níveis da governação a começar pelo governo.

Ser nomeado para o governo para aquelas pastas e só aquelas, modificar a legislação, aprovar a legislação, fazer passar os acordos que ficam em segredo de Estado durante uma década, fazer-se nomear para a Administração da Empresa, encher os orgãos sociais da empresa de amigos e camaradas de partido, tudo isto não se faz sem cumplicidades.

Mas há gente que quer que o estado seja ainda maior, esteja em todos os sectores e de preferência monopolista, não escrutinável, porque o Estado é por definição a favor do povo e nada contra o povo.

Juntar todo o poder com o maior quinhão possível da riqueza produzida, subsídios e empréstimos. Para o estado o inferno é o limite.

Depois a culpa é dos privados que se sentam à mesa das negociações a defender o seu dinheiro. Todos sabem que o dinheiro em poder do Estado é de todos e não é de ninguém.

Todas as grandes batotas foram feitas de braço dado com o Estado.