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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Por onde andam as vozes da desgraça ?

O PCP até tinha afivelada uma campanha para preparar o país para a saída da Zona Euro. Entrou mudo e saiu calado. No Brexit as vozes da desgraça subiram de tom. Era agora. Não foi, pelo contrário a Zona Euro está a crescer e a fortalecer-se.

O BE também achava natural que o país se preparasse para uma eventual saída do Euro . Era o tempo do milagre Siryza e do Podemos . E apareceram os estudos sobre a saída do Euro e logo aí se viu que as soluções propostas empobreciam o país de forma definitiva.

Mário Draghi, o presidente do BCE, em Sintra, sublinhou que as vozes da desgraça "são agora sussurros que mal se ouvem" .O fim do Euro era um desejo manifestamente exagerado.

É necessário que o caminho a trilhar não se desvie da direcção certa, com uma economia robusta, a sustentabilidade das contas públicas e o olhar no futuro.

A maioria silenciosa está onde sempre esteve. Com a União Europeia e a Zona Euro.

 

Na Zona Euro a economia está viva e de boa saúde

Os dados mais recentes mostram que a economia da Zona Euro está a crescer de forma sustentável. A austeridade está a mostrar resultados e parece que os países que levaram a efeito uma austeridade suave tinham razão.

A longo prazo a Zona Euro vai comportar-se como o Japão. Crescimento do PIB acima dos 2%, mas não muito, baixa inflação e pleno emprego. A morte da Zona Euro é um desejo manifestamente exagerado.

Nos últimos cinco anos, 2,5 milhões de pessoas na Zona Euro juntaram-se à força de trabalho, no mesmo período em que foram criados cinco milhões de empregos, reduzindo a descida global do desemprego a metade.

Com austeridade - isto é, reduzindo o défice, assim que a recessão tenha terminado - a recuperação pode demorar mais para consolidar; mas assim que isso aconteça, o desempenho económico é ainda mais estável, porque as contas públicas estão numa posição sustentável.

Durante anos, a Zona Euro foi considerada uma área de desastre, com discussões sobre o futuro da união monetária, muitas vezes centradas numa possível dissolução. Quando os britânicos votaram a favor da saída da União Europeia no ano passado, foram motivados em parte pela percepção da Zona Euro como um projecto disfuncional - e talvez irrecuperável. Contudo, nos últimos tempos, a Zona Euro tornou-se a queridinha dos mercados financeiros - e por uma boa razão.

A descoberta da força latente da Zona Euro já deveria ter acontecido. Na verdade, a Zona Euro tem vindo a recuperar da crise de 2011-2012 há vários anos. Numa base per capita, o seu crescimento económico ultrapassa agora o dos Estados Unidos. A taxa de desemprego também está em declínio – de forma mais lenta do que nos EUA, é certo, mas isso reflecte parcialmente uma divergência nas tendências da participação da força de trabalho.

As reformas malditas estão agora a dar resultados

"de um modo geral, estamos muito melhor agora do que quando a direita estava no governo."Claro que as pessoas estão melhor : a economia continuou a crescer, o desemprego continuou a baixar, os rendimentos e o consumo, embora pouco, continuaram a aumentar.Ainda bem.Dito isto, importa acrescentar o seguinte.Em primeiro lugar, o pais está a crescer sobretudo graças às medidas e às reformas feitas pelo governo anterior e que, felizmente, não foram completamente revertidas, e graças a um contexto externo que se tornou mais favorável.O modelo, embora com alguns arrombos, ainda é essencialmente o do governo anterior : contenção orçamental (austeridade), aposta nas exportações e no investimento privado, crescimento muito moderado do consumo interno.Não é nenhuma "alternativa" : é o mesmo modelo que os partidos que apoiam o governo actual criticavam antes e que, dando o dito pelo não dito, continua a ser seguido pelo governo actual.Em segundo lugar, se o receio de uma mudança de politica prometida então pelo PS não tivesse afectado negativamente a economia e se o governo anterior tivesse continuado em funções, não se teriam perdido quase 2 anos de retrocesso no investimento e no crescimento, apesar das condições internas e externas serem bastante mais favoráveis, pelo que a situação seria hoje ainda melhor. Seria melhor a situação das pessoas porque com mais crescimento e menores custos de financiamento haveria mais dinheiro para distribuir (de facto, o consumo privado já crescia na primeira metade de 2015 a um ritmo superior ao que cresceu depois até hoje). E, sobretudo, seria melhor a situação do pais, sem os erros da "geringonça", com mais reformas estruturais, com contas públicas mais correctamente consolidadas, com um crescimento acumulado maior e mais sustentado, com menos divida e com custos de financiamento mais baixos.

Fernando S (IP: 85.68.182.57) a 16 de Maio 2017, 01:18

A eleição de Macron renova Zona Euro

Pela mão do primeiro ministro espanhol voltam para cima da mesa as medidas que podem aprofundar e tornar coerente a Zona Euro. Não são novas mas são as que mais recorrentemente são discutidas.

Mariano Rajoy propõe a criação de ‘eurobonds’, títulos da dívida conjunta dos países do euro, que viriam reforçar a confiança na Zona Euro e eliminar os riscos de rutura da moeda única. Além disso, o Executivo espanhol acredita que é fundamental que seja criado um orçamento europeu e uma união bancária “digna desse nome”, bem como a criação de um Ministério das Finanças em comum para todos os países do Euro.

A situação é ainda mais urgente no que toca ao desemprego. Fortemente afetada com o dilema das elevadas taxas de desemprego, a Espanha quer criar um subsídio de desemprego comum e reformar o mecanismo de controlo das contas públicas, previsto no Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Embora algumas ideias não sejam completamente novas, o Executivo espanhol defende que iriam dar “um novo folgo” às políticas europeias da Zona Euro. Alemanha também já veio abrir a porta a um orçamento de transferências.

Não podemos é ter no governo quem anda dia sim dia não a exigir a saída do Euro.

Estar na Zona Euro dá uma cidadania de primeira classe

Portugal por pertencer à Zona Euro é um dos países que integra o núcleo duro da União Europeia.Tem um estatuto de primeira classe.

Tudo na economia tem custos e benefícios. Por um lado, Portugal claramente beneficiou de estar no euro. E de estar na UE. Portugal foi um dos países que mais beneficiou tanto em termos dos fundos que recebe da União como em termos de acesso aos mercados europeus. Portugal é um país com salários relativamente baixos, que pode produzir produtos de alta qualidade. Também beneficiou de estar na zona euro. Primeiro porque facilita o investimento em Portugal. Tornou mais fácil para os cidadãos e para os bancos portugueses pedir empréstimos. E pedir empréstimos não é necessariamente uma coisa má. Pedir demasiado dinheiro é que é mau. Tornou-se claro com o tempo que fazer parte da zona euro é fazer parte do núcleo duro da UE. Por isso tem sido positivo para Portugal. No entanto, há uma desvantagem maior, que é quando a crise chega, Portugal não pôde fazer o que todos os manuais dizem para fazer: desvalorizar a moeda. A realidade confirmou nos últimos dez anos a importância de uma taxa de câmbio como ferramenta de política económica.

Economia e emprego na Zona Euro no máximo de seis anos

Um longo período em que a economia recupera bem como o emprego, mostrando-se robusta e sustentável.

Na Alemanha nem por isso( embora a crescer) mas a França está de vento em popa. Isto é óptimo para Portugal pois aqueles países juntamente com a Espanha ( que também cresce) são os nossos maiores clientes. As exportações têm boas expectativas.

De acordo com a Markit, a criação de emprego na região alcançou um máximo de quase 10 anos, sinalizando que a recuperação da economia europeia está a ganhar força e é sustentável.

"A Zona Euro registou um forte arranque de segundo trimestre. O indicador PMI está em linha com um crescimento do PIB de 0,7%, acima dos 0,6% do primeiro trimestre. Um crescimento desta dimensão, se for sustentável, vai resultar numa revisão em alta das estimativas dos economistas para o PIB de 2017", Chris Williamson, Chief Business Economist da IHS Markit.

Boas notícias para quem é pró-Europeu .

A grande reviravolta da economia na Zona Euro pode ser a grande surpresa

recuperação da economia da Zona Euro poderá ser a grande surpresa em 2017. Tudo aponta para que seja bem superior ao esperado . É agora necessário que os partidos populistas fiquem longe do poder principalmente Le Pen na França.

Onde em todo o mundo se poderá esperar uma maior aceleração do crescimento na economia ? Este ano a mais positiva surpresa económica e financeira poderá ser na União Europeia e especialmente nos países da Zona Euro.( ver vídeo )

Com Macron a ganhar em França, pode iniciar-se uma reforma similar à que Gerard Schroder lançou em 2003 na Alemanha. Uma mais forte cooperação entre a França e a Alemanha o que resultaria numa menor austeridade na Zona Euro e que prejudicaria o apoio em Itália ao Movimento Cinco Estrelas ( Populista ) .

Esta recuperação da economia já se iniciou no verão passado e já é possível fazer uma avaliação de que se trata de um comportamento sustentável.

Mas a mudança começou, pouco notada, há dois anos quando o Banco Central Europeu lançou um programa de compra de títulos superior ao programa lançado pela Reserva Federal nos US.

 

PC e BE não dizem a verdade sobre a saída do Euro

Ouvi, numa palestra, o prof Ferreira do Amaral que foi o primeiro a assinalar os problemas da nossa integração na Zona Euro, dizer que tecnicamente é muito difícil um país sair . Desde logo porque o sigilo absoluto não é possível e bastaria o mais pequeno zum-zum para que biliões de euros voassem para fora do país. Só cá ficariam as pequenas poupanças. Passarmos da Europa a 27 para uma espécie de ‘orgulhosamente sós’ salazarista, sem recursos suficientes para nos bastarmos a nós próprios. Uma Venezuela para pior.

Como em certos países podemos ter milhões no bolso mas que não dão para comprar um frango ou um bife. E como as dívidas (incluindo as das famílias e individuais são em euros ) serão pagas pela nova moeda que vale 40% menos, vamos de mal a pior. Nunca mais conseguiremos pagar aos credores, deixaremos de ter acesso aos mercados para nos financiarmos e os juros disparam para valores ainda mais incomportáveis.

Ora PCP e BE sabem isto muito bem, o seu problema não é o euro . É um conceito de vida que em Portugal representa 14% dos votos . Abandonar a democracia , a economia social de mercado e o estado de direito.

Mas os dois partidos radicais escondem do povo a verdade .

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Zona Euro intacta - cenário com 75% de possibilidades

Sem Le Pen em França, com Schultz na Alemanha ,  com a Grécia a cumprir o terceiro resgate e a Itália a resolver os seus problemas bancários a manutenção do Euro tem 75% de possibilidades e, neste cenário, é bem possível que outros países se juntem, incluindo uma reaproximação do Reino Unido .

- a Alemanha ressuscita o seu apoio às obrigações europeias - dívida emitida em conjunto pelos países da Zona Euro

- A Alemanha dá ínicio a um período de expansão orçamental aumentando a procura interna puxando pelas outras economias pelas importações 

- Uma União Orçamental incipiente começa a tomar forma com a Alemanha a concordar em compensar em determinadas circunstâncias os gastos dos países dos países do sul

- Criação de um ministério das finanças da Zona Euro

- Concretização da União Bancária e sistema comum de garantia de depósitos

E Trump com os seus radicalismos move uma guerra comercial à Alemanha com vista a diminuir o excedente externo entre os dois países. Putin força a pressão nas fronteiras da União Europeia levando os países europeus a fortalecer a coesão .

Nada está adquirido, o processo é original, nunca foi tentado antes, não será nunca linear mas é um pilar essencial para o a paz no mundo, para o desenvolvimento e para mais igualdade