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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Catarina, na Venezuela há um povo que é o teu

Cara Catarina,
Eu sei que andas muito ocupada por cá a criticar o PPC e a direita, que não governam há quase 2 anos, por tudo e por nada. Eu sei que dá trabalho também andar em cima do Trump por causa dos bombardeamentos ao Daesh que tu tanto condenas, mas às vezes é preciso dar a cara também por tudo o que defendeste no regime de Chávez. Ou já te esqueceste que nos recomendaste por cá esse paraíso Venezuelano? Porque te calas agora que morrem pessoas por fazerem oposição a Maduro, por haver falta de comida, falta de medicamentos, apropriação de propriedade privada, falta de liberdade, falta de dignidade humana, ausência de democracia.

As televisões vão se calar. Tu vais te calar. O Jerónimo vai apoiar. O Costa vai assobiar para o lado. O Marcelo vai estar demasiado ocupado a visitar outros países. Mas EU hoje vou gritar a minha revolta por saber dos milhões de portugueses entregues à sua sorte, completamente ignorados pela sua Pátria. Por um povo inteiro sem culpa de ter no governo um monstro criado pelas ideologias comunistas. Eu vou gritar, agitar, implodir a rede até que a vergonha tome conta daqueles que têm o poder mas não o usam se não para eles… e amigos… e clientelas.

E se a vergonha não vier que venha o voto nas urnas com uma derrota abismal transformada em grito de protesto por termos parasitas hipócritas mais que governo.

"Je Suis" Venezuela!

Foto de Cristina Miranda.

E se os portugueses da Venezuela regressam ?

Acossados pela fome, pela violência, assassinatos e assaltos, os portugueses que vivem na Venezuela estarão tentados a regressar. São tantos como os habitantes de Lisboa. Quinhentos e cinquenta mil .

É gente com iniciativa, com coragem, voltam para Portugal para trabalhar e manter os seus negócios. Não serão um peso para a Segurança Social, não quererão viver de subsídios. Deste prisma a situação, passado o primeiro choque, até pode ser positivo. Mais gente, mais trabalho, mais capital, mais riqueza.

Era suposto que o governo estivesse atento a esta possibilidade. Mas a verdade é que a situação na Venezuela é tratada com um silêncio tumular. Até os jornais não falam da situação naquele país . O blogue "O Insurgente " já deu conta do silêncio.

Os partidos à esquerda fazem de conta que não percebem e, se falam no assunto, é para dizer que a situação é fruto da contra revolução, do imperialismo . Os da direita andam a contas com o diabo .

Já tivemos os retornados de África que soubemos acolher de braços abertos e conseguimos integrar . Mas durou anos essa ferida aberta .

Parece que perante essa possibilidade o país se agachou em vez de se preparar. Na situação difícil em que o país se encontra e ainda numa fase inicial de retoma da economia na União Europeia, a chegada abrupta de milhares de homens, mulheres e crianças seria um choque profundo nas tão frágeis contas públicas.

Estamos com medo de dizer ao Sr. Nicolas Maduro que não acreditamos nele ? Ou temos medo do " passarinho" do Chavez ? Ou com medo de desgostar PCP, BE e a parte esquerdista do PS ? É que não tenham dúvidas. Logo que cheguem os primeiros retornados venezuelanos os partidos da extrema esquerda vão começar a exigir isto e mais aquilo. De nada vale ao governo meter a cabeça na areia .

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A extrema esquerda deve estar satisfeita com a situação na Venezuela

Os países que integram o Mercosul -  Argentina, Brasil, Paraguaio , Uruguaio e Venezuela - querem a Venezuela fora da união daqueles países do sul da América. Por a Venezuela não respeitar os direitos humanos e o estado de direito.

A Argentina já o veio dizer publicamente e com as palavras todas. A Venezuela não é uma democracia e como tal não preenche as condições necessárias para se manter no Mercosul .

Embora tenha sido criado apenas em 1991, os esboços deste acordo datam da década de 1980, quando Brasil e Argentina assinaram vários acordos comerciais com o objetivo de integração. Chile, Colômbia, Peru e Bolívia poderão entrar neste bloco econômico, pois assinaram tratados comerciais e já estão organizando suas economias para tanto. Participam até o momento como países associados ao Mercosul. 

A extrema esquerda deve estar ufana pois conseguiu para a Venezuela o que tenta há tantos anos para Portugal . A saída da União Europeia.

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Maduro de cócoras - o povo é quem mais ordena

O ditador Maduro e os seus acólitos recuaram em toda a linha face à movimentação do povo venezuelano nas ruas . Na verdade é o povo quem mais ordena tal como aconteceu em Portugal nos idos de 70. O povo quer democracia, um estado de direito, liberdade e pão. Não quer ser guiado como um rebanho por burocratas de pensamento único.  

A Agência Lusa avança que os representantes das principais instituições do país reuniram-se na noite de sexta-feira, no âmbito do Conselho de Segurança Nacional, e decidiram, segundo o texto divulgado, “exortar” o Supremo Tribunal a “rever as decisões” em causa “a fim de manter a estabilidade institucional e o equilíbrio de poderes”.

Criticado internamente pelo povo e pelos orgãos democraticamente eleitos e, externamente, pela União Europeia, Associação dos Países do Sul e pelos US, Maduro coberto de vergonha agarra-se ao poder .

Não há alternativa para a democracia.

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O chavismo deu em ditadura

Vários países sul americanos condenam o golpe de estado na Venezuela . Na Bolívia  os senadores eleitos democraticamente pedem a Evo Morales para retirar o embaixador de Caracas.

O Supremo Tribunal de Justiça retirou, inconstitucionalmente, poderes atribuídos à Assembleia Nacional. Deputados eleitos democraticamente são espancados .

Com a economia a cair -11% e os alimentos mais básicos a faltarem à população tudo se conjuga para uma guerra civil . Por enquanto os militares toleram Maduro mas uma ditadura militar não é de excluir na boa tradição da América do Sul .

"A decisão do STJ é “um atentado contra a democracia” que “não passou despercebido pela comunidade internacional, pois diversos Estados latino-americanos têm manifestado a sua condenação deste ato com matizes ditatoriais”.

O Peru já retirou o seu embaixador e os USA e o Brasil criticam fortemente o golpe de estado bem como a Igreja Católica.

"A crise do país agrava-se a cada dia, como consequência de um sistema totalitário que nos leva a esse precipício que é a ditadura, porque simplesmente não se quer reconhecer onde está a soberania, que reside no povo que elegeu uma Assembleia Nacional", disse o cardeal Baltazar Porras aos jornalistas.

Por cá em Portugal PCP e BE amigos do peito do chavismo maduro não se ouvem . Deve ser outro golpe do imperialismo .

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Na Venezuela o socialismo acaba em golpe comunista

É sempre assim. Primeiro levam o país à falência e a seguir o povo à fome e no fim executam um golpe contra o que resta da democracia. Na Venezuela, a Assembleia Nacional, o último dos orgãos nacionais legitimado pelo voto democrático . Maduro consolida ditadura - El País

É o próprio Tribunal Constitucional que retira as competências aos deputados eleitos democraticamente pelo povo "por traição à pátria " .

Economicamente, a Venezuela vive de um mar de petróleo que usa solidariamente com os países irmãos ( ainda mais miseráveis) mas que deixa o seu próprio povo sem os alimentos mais básicos.

O documento da Organização dos Estados Americanos,  lembra que a Venezuela assumiu, soberanamente, normas internacionais, regionais e universais de “obrigatório cumprimento” e que reafirmam o respeito pela separação de poderes, a proteção dos direitos dos cidadãos e a defesa do sistema democrática e do estado de direito. As duas sentenças do STJ, explica, despojam as imunidades parlamentares dos deputados e faz com que o tribunal “assuma o poder legislativo em forma completamente inconstitucional”. “São os últimos golpes com os quais o regime subverte a ordem constitucional do país e termina com a democracia”, sublinha.

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                                                        Fila para comprar comida    

A nova esperança do PCP e do BE

O povo Venezuelano procura no lixo os alimentos que faltam nos supermercados .É este o resultado da nova esperança que há quinze anos crescia na América do Sul e que fazia os nossos amigos do povo exultarem. E na Venezuela não há desculpas pois está plantada em cima de um mar de petróleo.

“É cada vez mais difícil a situação que se vive na Venezuela, com a economia em acelerado colapso e um número cada vez maior de pessoas mergulhadas na mais absoluta pobreza”, escreve a Fundação AIS, em comunicado.

A fundação de cunho pastoral que apoia projetos em países onde a Igreja Católica está em dificuldades estima de 82% da população viva hoje abaixo do limiar da pobreza, “sem recursos económicos suficientes para a própria sobrevivência”. Dada a falta de alternativas, são cada vez mais as pessoas que recorrem à Igreja, procurando comida e medicamentos, que escasseiam na Venezuela. Em algumas paróquias são distribuídas até 600 refeições por dia.

Segundo o relatório anual de 2016 da OVV, nos últimos meses, tem havido uma proliferação dos chamados “crimes por fome”. Os grupos de crime organizados têm também vindo a crescer em número e em sofisticação. O narcotráfico e violações de direitos humanos têm aumentado e, dada a falta de autoridade da polícia, nas ruas respira-se o sentimento de insegurança.

A Venezuela é o segundo país mais violento do mundo, apenas ultrapassado por El Salvador.

Como em todos os países socialistas/comunistas falta em alimentos o que sobra em ideologia . Como quer esta gente ser levada a sério se não têm um único exemplo de sucesso ? É para isto que o PCP e o BE querem voltar depois de saírem do Euro ?

Tal como na UE na Mercosul também não cabem ditaduras

A Venezuela foi afastada da Mercosul, o grupo de países que na América do Sul se uniram num espaço comum de liberdade, livre comércio e livre circulação de bens e pessoas. À semelhança da União Europeia.

Dos acordos que não foram cumpridos destaca-se a promoção e proteção dos direitos humanos. "A plena vigência das instituições democráticas e o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais são condições essenciais para a vigência e evolução do processo de integração entre as partes", diz o primeiro artigo do protocolo.

Por cá, na Europa, a Turquia anda há anos a tentar entrar na União Europeia enquanto a democracia interna passa por graves problemas . Agora agita a chantagem de deixar passar os migrantes que aos milhões tentam chegar ao el dourado europeu.

O PCP começou o seu congresso com um ataque feroz à UE .Também não gosta da democracia mas aplaude o irmão Maduro. E o irmão Fidel . Para o PCP o problema é mesmo a democracia pluralista. Mas é bem melhor o espartilho do Tratado Orçamental do que a ditadura seja de esquerda seja de direita.

Com o português assassinado na Venezuela ninguém se indigna

Ninguém é "Je suis..." qualquer coisaDecapitado. Com as mãos cortadas. Antes estivera sequestrado. Mas não, ninguém se sentiu Carlos Gouveia, era assim que se chamava este português de 42 anos, assassinado e mutilado pelos seus sequestradores. Ninguém escreveu no facebook “Je suis Carlos Gouveia”. Nem sequer o facto de as autoridades da Venezuela, país onde Carlos Gouveia estava emigrado, terem enterrado secretamente o seu cadáver suscitou qualquer indignação ou solidariedade com a sua família. Não houve velas na porta da embaixada da Venezuela, não houve petições, não houve praticamente notícias.

Mas houve indignações com gatinhos e até com sapatos altos agora nos pés gay...

Louçã o BE e os artigos de luxo na Venezuela

Os artigos de luxo na Venezuela são cá os artigos de primeira necessidade. Em 15 anos destruiram um país.

Em 2013 o BE fez suas as palavras do Partido da Esquerda Europeia, informando que a Venezuela chavista era ‘caracterizada pela justiça social, solidariedade e outra redistribuição da riqueza, do acesso à educação, saúde e cultura’. E que ‘enquanto que na Europa a democracia está a falhar, na Venezuela a democracia participativa tornou-se num sinal de identidade’. (Estão a bater palmas?)

Como se vê, corre sempre tudo bem nas experiências socialistas, lideradas por esses semideuses que são os políticos amigos dos pobres. A Venezuela está finalmente liberta da tirania dos luxos capitalistas (aquilo que por cá chamamos bens de primeira necessidade). Estou certa que a comunicação social não deixará de pedir comentários ao BE e a Louçã sobre os bons sucessos daquele país. Afinal BE e Louçã nem andam escondidos, até apoiam o (des)governo.