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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PCP não apoia a constituição vigente na Venezuela

Como a Maduro não lhe convém a Constituição vigente e democraticamente eleita, levou a efeito um golpe fascista para a substituir por uma Constituição "amiga" . O PCP apoia o golpe .

Ontem a Smartmatic, empresa que geriu o processo eleitoral venezuelano, afirmou que o número de votos que é reclamado por Nicolas Maduro - 8,1 milhões - é superior em pelo menos um milhão ao número de eleitores que de facto foram às urnas. A Reuters refere - citando documentos a que teve acesso - que a duas horas do fecho das urnas, teriam votado apenas 3,7 milhões de pessoas.

É claro que a democrática União Europeia não apoia o golpe "chavista" e o governo português também não. O PCP ameaça que a comunidade portuguesa está em perigo o que demonstra que os comunistas portugueses conhecem bem o carácter não democrático dos seus camaradas venezuelanos.

Se não és por nós és contra nós .

PS : leia aqui na Esquerda.net

O PCP apoia a ditadura contra o povo venezuelano

revolução não se pode fazer contra o povo . Nem pode depender de um só homem por melhor que seja. Porque o melhor que faz é rodear-se de gente medíocre que o idolatra em vez de o criticar . Depois sobra gente como Maduro.

Chavez não foi capaz de desenvolver uma sociedade democrática nem criar uma classe social independente do estado e da sua única fonte de rendimentos, o petróleo. Ao primeiro abalo no preço do petróleo o socialismo transformou-se numa ditadura. 

E não foi capaz de desenvolver uma economia social de mercado para quebrar o ciclo de pobreza, projectando-a para outro patamar capaz de sustentar um estado social e aproximar desigualdades sociais .

Como se viu ontem Maduro deu o passo que faltava de uma ditadura. A baixíssima percentagem de votantes não deixa dúvidas que passou a governar contra a maioria do seu povo.

E governar contra a maioria do seu povo não é socialismo é uma ditadura. O PCP já veio publicamente apoiar a revolução contra o povo venezuelano.

 

E o povo faminto que luta contra Maduro ?

Boaventura Sousa Santos faz aqui a acusação habitual nele. O culpado pela fome na Venezuela  são os Estados Unidos. O povo venezuelano morre na rua às mãos da polícia e do exército porque se deixa manipular pelas grandes multinacionais.

O que Boaventura não diz é que a "revolução Boliviana" não conseguiu criar uma classe média culta, a pensar pela sua cabeça e economicamente independente do estado. Como não conseguiram o Brasil ( apesar dos seus 40 milhões de pobres retirados à pobresa), Angola, as ex-repúblicas soviéticas ( que esperam a entrada na UE para assim sairem da miséria ) Cuba e todos os que excomungaram a economia social de mercado.

Dependentes de uma mono cultura ( o petróleo) logo que os preços começaram a baixar, os venezuelanos acordaram para a realidade. O país não é capaz de alimentar o seu povo. E são os americanos que têm culpa de o estado venezuelano querer manter em cativeiro a população, mantendo-a na dependência dos rendimentos do petróleo ? Com o estado a controlar com mão férrea a liberdade de pensar e de empreender do povo ?

Se o que estamos a ver na Venezuela não fosse visto em mais lado nenhum ainda o Prof. Boaventura teria a sua razão. Mas assim...   

Venezuela livre

Alberto Gonçalves : No mesmo dia em que os funcionários da ditadura atacaram com marretadas pedagógicas o parlamento venezuelano, o Conselho Português para a Paz e Cooperação, uma excrescência do PCP, desfilou a regozijar-se com o sangue das vítimas. Na homenagem, participaram, cito, “representantes da câmara municipal de Lisboa” e, quiçá em celebração de Tancos, a Banda do Exército. Segundo o “Diário de Notícias”, o belo evento “foi perturbado por um incidente com um cartaz”. O cartaz rezava “Venezuela Livre”, e o portador acabou devidamente assaltado em prol da paz e, claro, da cooperação.

Catarina, na Venezuela há um povo que é o teu

Cara Catarina,
Eu sei que andas muito ocupada por cá a criticar o PPC e a direita, que não governam há quase 2 anos, por tudo e por nada. Eu sei que dá trabalho também andar em cima do Trump por causa dos bombardeamentos ao Daesh que tu tanto condenas, mas às vezes é preciso dar a cara também por tudo o que defendeste no regime de Chávez. Ou já te esqueceste que nos recomendaste por cá esse paraíso Venezuelano? Porque te calas agora que morrem pessoas por fazerem oposição a Maduro, por haver falta de comida, falta de medicamentos, apropriação de propriedade privada, falta de liberdade, falta de dignidade humana, ausência de democracia.

As televisões vão se calar. Tu vais te calar. O Jerónimo vai apoiar. O Costa vai assobiar para o lado. O Marcelo vai estar demasiado ocupado a visitar outros países. Mas EU hoje vou gritar a minha revolta por saber dos milhões de portugueses entregues à sua sorte, completamente ignorados pela sua Pátria. Por um povo inteiro sem culpa de ter no governo um monstro criado pelas ideologias comunistas. Eu vou gritar, agitar, implodir a rede até que a vergonha tome conta daqueles que têm o poder mas não o usam se não para eles… e amigos… e clientelas.

E se a vergonha não vier que venha o voto nas urnas com uma derrota abismal transformada em grito de protesto por termos parasitas hipócritas mais que governo.

"Je Suis" Venezuela!

Foto de Cristina Miranda.

E se os portugueses da Venezuela regressam ?

Acossados pela fome, pela violência, assassinatos e assaltos, os portugueses que vivem na Venezuela estarão tentados a regressar. São tantos como os habitantes de Lisboa. Quinhentos e cinquenta mil .

É gente com iniciativa, com coragem, voltam para Portugal para trabalhar e manter os seus negócios. Não serão um peso para a Segurança Social, não quererão viver de subsídios. Deste prisma a situação, passado o primeiro choque, até pode ser positivo. Mais gente, mais trabalho, mais capital, mais riqueza.

Era suposto que o governo estivesse atento a esta possibilidade. Mas a verdade é que a situação na Venezuela é tratada com um silêncio tumular. Até os jornais não falam da situação naquele país . O blogue "O Insurgente " já deu conta do silêncio.

Os partidos à esquerda fazem de conta que não percebem e, se falam no assunto, é para dizer que a situação é fruto da contra revolução, do imperialismo . Os da direita andam a contas com o diabo .

Já tivemos os retornados de África que soubemos acolher de braços abertos e conseguimos integrar . Mas durou anos essa ferida aberta .

Parece que perante essa possibilidade o país se agachou em vez de se preparar. Na situação difícil em que o país se encontra e ainda numa fase inicial de retoma da economia na União Europeia, a chegada abrupta de milhares de homens, mulheres e crianças seria um choque profundo nas tão frágeis contas públicas.

Estamos com medo de dizer ao Sr. Nicolas Maduro que não acreditamos nele ? Ou temos medo do " passarinho" do Chavez ? Ou com medo de desgostar PCP, BE e a parte esquerdista do PS ? É que não tenham dúvidas. Logo que cheguem os primeiros retornados venezuelanos os partidos da extrema esquerda vão começar a exigir isto e mais aquilo. De nada vale ao governo meter a cabeça na areia .

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A extrema esquerda deve estar satisfeita com a situação na Venezuela

Os países que integram o Mercosul -  Argentina, Brasil, Paraguaio , Uruguaio e Venezuela - querem a Venezuela fora da união daqueles países do sul da América. Por a Venezuela não respeitar os direitos humanos e o estado de direito.

A Argentina já o veio dizer publicamente e com as palavras todas. A Venezuela não é uma democracia e como tal não preenche as condições necessárias para se manter no Mercosul .

Embora tenha sido criado apenas em 1991, os esboços deste acordo datam da década de 1980, quando Brasil e Argentina assinaram vários acordos comerciais com o objetivo de integração. Chile, Colômbia, Peru e Bolívia poderão entrar neste bloco econômico, pois assinaram tratados comerciais e já estão organizando suas economias para tanto. Participam até o momento como países associados ao Mercosul. 

A extrema esquerda deve estar ufana pois conseguiu para a Venezuela o que tenta há tantos anos para Portugal . A saída da União Europeia.

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Maduro de cócoras - o povo é quem mais ordena

O ditador Maduro e os seus acólitos recuaram em toda a linha face à movimentação do povo venezuelano nas ruas . Na verdade é o povo quem mais ordena tal como aconteceu em Portugal nos idos de 70. O povo quer democracia, um estado de direito, liberdade e pão. Não quer ser guiado como um rebanho por burocratas de pensamento único.  

A Agência Lusa avança que os representantes das principais instituições do país reuniram-se na noite de sexta-feira, no âmbito do Conselho de Segurança Nacional, e decidiram, segundo o texto divulgado, “exortar” o Supremo Tribunal a “rever as decisões” em causa “a fim de manter a estabilidade institucional e o equilíbrio de poderes”.

Criticado internamente pelo povo e pelos orgãos democraticamente eleitos e, externamente, pela União Europeia, Associação dos Países do Sul e pelos US, Maduro coberto de vergonha agarra-se ao poder .

Não há alternativa para a democracia.

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O chavismo deu em ditadura

Vários países sul americanos condenam o golpe de estado na Venezuela . Na Bolívia  os senadores eleitos democraticamente pedem a Evo Morales para retirar o embaixador de Caracas.

O Supremo Tribunal de Justiça retirou, inconstitucionalmente, poderes atribuídos à Assembleia Nacional. Deputados eleitos democraticamente são espancados .

Com a economia a cair -11% e os alimentos mais básicos a faltarem à população tudo se conjuga para uma guerra civil . Por enquanto os militares toleram Maduro mas uma ditadura militar não é de excluir na boa tradição da América do Sul .

"A decisão do STJ é “um atentado contra a democracia” que “não passou despercebido pela comunidade internacional, pois diversos Estados latino-americanos têm manifestado a sua condenação deste ato com matizes ditatoriais”.

O Peru já retirou o seu embaixador e os USA e o Brasil criticam fortemente o golpe de estado bem como a Igreja Católica.

"A crise do país agrava-se a cada dia, como consequência de um sistema totalitário que nos leva a esse precipício que é a ditadura, porque simplesmente não se quer reconhecer onde está a soberania, que reside no povo que elegeu uma Assembleia Nacional", disse o cardeal Baltazar Porras aos jornalistas.

Por cá em Portugal PCP e BE amigos do peito do chavismo maduro não se ouvem . Deve ser outro golpe do imperialismo .

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