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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A longa depressão do Euro está a acabar

Foi manifestamente exagerado o anúncio da morte do Euro, bandeira do PCP e do BE, que perderam em toda a linha.

Não só apoiam um governo que no essencial cumpre as regras do Tratado Orçamental como agora vêem o ministro das finanças do governo em que participam ser nomeado presidente do Eurogrupo.

É difícil ter maior derrota. O Euro e a Zona Euro estão economicamente a crescer, o sistema financeiro está controlado, os países sob programa estão a sair da recessão, os juros estão historicamente baixos . Sobram as dívidas que já pagam juros mais (muito) baixos, o crescimento da economia absorve uma parte e o programa de compra do BCE garante a sustentabilidade de todo o sistema.

O próximo ano vai ser um ano de reformas no sistema bancário, na fiscalidade e no aprofundamento da solidariedade entre países. Macron, presidente da França, já colocou em cima da mesa a possibilidade de se avançar para a mutualização da dívida (mas só da futura).

Entretanto, Tony Blair ex-primeiro ministro do Reino Unido, face aos problemas que o seu país sente com o Brexit, vem propor novo referendo, sustentando que o querer do povo não é imutável . E 50% do povo do UR concorda com novo referendo.

O caminho para mais profunda integração faz-se caminhando e, a longa depressão, que capturou a Europa foi um banco de ensaio que deu experiência e resiliência. A União Europeia e a Zona Euro estão agora mais capazes e interessadas em responderem com mais eficácia e mais rapidamente aos problemas que uma tão extraordinária obra política, social e económica sempre colocará .

Uma obra que envolve 600 milhões de pessoas em 28 países e com mais uns quantos a prepararem-se para entrar não se faz linearmente sem dificuldades e momentos menos bons.

Os eurocépticos e os que por razões ideológicas lutam contra vão estar os próximos dez anos a admirar a construção da obra gigante. Isso está assegurado e o futuro é promissor.

As notícias da morte da Europa e do Ocidente foram francamente exageradas

Ao contrário do que diziam as aves de mau agoiro o que se verifica é o reforço da União Europeia.

A vaga de fundo anti-europeia, nacionalista e populista, que se começou a formar nas brumas distantes da velha Albion e parecia ir invadir o continente, país a país, eleição após eleição, afundou-se nas margens sólidas do bom senso e da moderação.

Há um ano, o Reino Unido decidiu abandonar o grupo dos 28, por manifestamente não querer continuar a ser membro de um clube que o aceita como membro. Na Áustria, na Hungria, na Polónia, mas também em Itália, mas com força na Holanda, mas sobretudo em França, mas talvez na Alemanha, a longa germinação dos fantasmas nacionalistas começava a dar frutos e anunciava, sem pudor nem tibiezas, o fim do sonho da integração europeia.

As eleições holandesas correram melhor do que se pensava; a catástrofe anunciada nas eleições francesas não se confirmou; Itália não se dilacerou na ponta das estrelas; e o “brexit”, quase seis meses após o pedido de saída, ainda não deixou os blocos de partida e o abandono britânico da União cada vez menos parece vir a ser uma coisa boa para quem quer que seja.

As notícias da morte da Europa e do Ocidente foram francamente exageradas.

Quanto às eleições alemãs, elas podem ser a confirmação de Merkel como a grande política europeia do início do século XXI

O governo não se deixou contaminar pelo PCP

E o próprio BE está bem longe do PCP e das suas posições antidemocráticas . O que é bem visível nas suas posições em relação à Venezuela. Mais tarde ou mais cedo esta clivagem profunda estará em cima da mesa . E quais serão as consequências ?

Governo e BE alinham ao lado das posições da UE não só nesta caso mas também, aqui e ali com pequenas nuances, no geral . Pode o PCP manter o apoio político ao governo quando as divergências são tão evidentes ? E presentemente em que a UE e a Zona Euro ganham músculo podem os comunistas manter a sua posição quanto à pertença do espaço europeu ?

Este tipo de divergências desgastam o governo? 

A minha questão não é se desgastam... O que acho é que, à partida, limitam a possibilidade de sucesso de uma solução política desta natureza e retiram sempre alguma energia a uma solução governativa em que o partido do governo está dependente - não para estas coisas, mas para muitas outras - de partidos, como é o caso do Partido Comunista, em relação ao qual nós temos divergências profundíssimas. Não são divergências de pormenor. Mas isso não é nada de novo. Já se sabia que ia ser assim. ( Francisco Assis)

Cresce a economia e o emprego na Zona Euro e na UE

E o PIB da UE ( 28 estados) cresceu 2,2% no 2º trimestre e na Zona Euro cresceu 2,1%. Os que andaram todos estes anos a desejarem a saída do país da Zona Euro calaram-se. E crescer acima de 2% quer dizer que o emprego também aumenta como se disse aqui. Vem nos livros.

É o maior crescimento desde 2011. As políticas de contenção do défice afinal estão a dar resultados.

Portugal com a sua reduzida dimensão e uma economia muito aberta ao exterior vai por arrasto. E a Grécia que estava bem pior que nós também está a sair da crise e a aproximar-se da média europeia depois de pacotes sucessivos de contenção orçamental. Num caso e noutro o turismo é o motor.

Todos a crescer. Terá isto a ver com a habilidade de António Costa ?

Tal como na economia também no emprego vamos à boleia

Na União Europeia foram criados 10 milhões de postos de trabalho desde 2013. Com mais de 234 milhões de pessoas empregadas, o emprego na UE nunca registou valores tão elevados, ao mesmo tempo que o desemprego regista o seu nível mais baixo desde Dezembro de 2008, nota a Comissão Europeia.

Portugal com uma economia aberta muito dependente do exterior vai à boleia deste ambiente externo positivo que a UE atravessa. 

Ainda bem, é uma das razões para pertencer à UE e à Zona Euro. Mas acontecia fosse qual fosse o governo.

 

A entrada para a CE foi a entrada para a modernidade

Hoje quando se olha para o país antes de 1986 quase que não se acredita tal é a diferença para melhor. Naquela altura era a comparação com os outros países europeus que dava a medida da nossa miséria.

Hoje há muita gente que ao discutir a União Europeia se esquece desse passo fundamental que foi dado por Portugal. Uns querem regressar ao passado saindo da UE e do Euro e com isso à miséria do antes 1986. Outros criticam a UE mas não conseguem apresentar um exemplo que seja onde tanta gente viva com esta qualidade de vida durante 60 anos.

A entrada de Portugal na CEE foi o passaporte que permitiu ao país atravessar a ponte para a modernidade. Quem ainda se lembra de viajar pela Europa antes da adesão há-de reter para sempre a inacreditável diferença entre os dois mundos, que se consubstanciava nas coisas mais insignificantes – mas que tinha relevância no que era fundamental. Os mais reticentes – onde se encontrava alguma esquerda (o PCP) ainda vinculada ao mundo bicéfalo da guerra fria e alguma direita conservadora que tinha medo dos biquínis, das mini-saias e das mulheres que fumavam fora de casa – não tiveram grande margem de manobra para fazer vingar as suas agendas.

Agora sim vamos ter um governo estável

Acabou-se a chantagem . A posição conjunta vai ter que ser mesmo uma maioria, caso contrário, a já estreita margem de governação será perto do zero. Ou então, os partidos da geringonça terão que se defenir. Na verdade não se vê como é que se podem tomar medidas de fundo que nos tirem da má situação em que o país se encontra.

Mas esta situação era mais que óbvia. Se o PS quer fortalecer o Euro como forma de consolidar a União Europeia - nas palavras de António Costa em recente conferência na Gulbenkian - como é que esse objectivo se compagina com o objectivo do PCP e BE de sair do Euro e da UE ? 

Está escrito nas estrelas, PS, PCP e BE vão estar muitas vezes de costas voltadas, embora ainda haja pequenas coisas onde se podem entender. Mas não em matérias centrais . Ou então algum dos partidos vai ceder e afastar-se da sua identidade . O PCP não o fará seria sua morte política. O PS tenderá a aproximar-se do centro. Resta o BE e sua cinturinha de vespa que lhe permite avanços e recuos .

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PCP e BE apoiam "este" PS ?

António Costa quer fortalecer o Euro e a União Europeia .

  • Construir o euro é construir a Europa e defender o euro é defender a Europa — defender uma União que garante há 60 anos a paz e a prosperidade entre os povos europeus”, declarou, antes de justificar a urgência de uma reforma na arquitetura da zona euro.

    “Os europeístas responsáveis não podem ficar paralisados perante a ascensão do nacionalismo, do protecionismo, do populismo e da xenofobia. A União precisa de um novo ciclo virtuoso de crescimento e de convergência. A Europa só pode responder aos presentes desafios se estiver mais unida”, salientou.

A União Europeia e a Zona Euro são o nosso seguro de vida

Os que levaram o país à bancarrota, aqui e em Itália, por exemplo, atribuem à Europa a culpa de não crescerem o suficiente, a elevada dívida, os juros e aí por diante. O que eles não dizem é que se não fosse a Europa, a dívida seria maior e os juros muito maiores . Quando há um problema, governo que se preza sacode a água do capote e acusa a União Europeia. Esta é uma razão para o Brêxit e para o "não" em Itália.

"O que os políticos europeus não dizem aos seus eleitores é que a integração europeia tem sido o seu grande recurso para adiarem reformas, aliviarem ajustamentos, disfarçarem erros. Sem os juros baratos do Euro, muitos Estados nunca teriam conseguido financiar, através da dívida, o que já não conseguem pagar com a actividade económica. Sem as compras de dívida pelo BCE, já teriam sido confrontados pela repugnância dos investidores e aforradores. A Europa tem prolongado o modo de vida de um país como a Itália, com uma economia parada há quinze anos e uma dívida pública equivalente a 130% do PIB. A Europa tem permitido à maioria de governo, num Portugal igualmente estagnado e endividado, devolver rendimentos e repor regalias. Mas perguntem-lhes qual é o problema? Dirão logo: o Euro e o BCE. Na Europa, talvez os novos populismos sejam um problema, mas não são um problema tão grande como a demagogia das elites instaladas, que ao mesmo tempo usam a integração europeia e a expõem a todas as culpas."

A economia da União Europeia vale mais que a dos Estados Unidos

Em conjunto a União Europeia tem uma economia maior que a dos Estados Unidos, Japão e China. Representa quase 24% do total e é o maior comprador de produtos da Rússia ( 43%) e da Turquia(45%). Isto apesar de ter somente 7% da população mundial.

Os Estados Unidos são a maior economia do mundo, mas se a União Europeia fosse um país ultrapassaria os americanos. O produto interno bruto (PIB) dos 28 estados-membros representava, em 2014, 23,8% de toda a riqueza mundial, enquanto a riqueza norte-americana valia 22,2% do PIB mundial. O PIB da China vem bem atrás, valendo 13,4% da riqueza do planeta, e o Japão representava 5,9% da riqueza mundial.

Estes dados constam da publicação "A UE no mundo" do Eurostat, e foram divulgados esta sexta-feira para assinalar a reunião do G-20 em Hangzhou, na China, que se realiza no domingo e segunda-feira.

E em termos de qualidade de vida, de liberdade e de igualdade não há comparação possível. É esta obra extraordinária que os colectivistas querem destruir.