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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A entrada para a CE foi a entrada para a modernidade

Hoje quando se olha para o país antes de 1986 quase que não se acredita tal é a diferença para melhor. Naquela altura era a comparação com os outros países europeus que dava a medida da nossa miséria.

Hoje há muita gente que ao discutir a União Europeia se esquece desse passo fundamental que foi dado por Portugal. Uns querem regressar ao passado saindo da UE e do Euro e com isso à miséria do antes 1986. Outros criticam a UE mas não conseguem apresentar um exemplo que seja onde tanta gente viva com esta qualidade de vida durante 60 anos.

A entrada de Portugal na CEE foi o passaporte que permitiu ao país atravessar a ponte para a modernidade. Quem ainda se lembra de viajar pela Europa antes da adesão há-de reter para sempre a inacreditável diferença entre os dois mundos, que se consubstanciava nas coisas mais insignificantes – mas que tinha relevância no que era fundamental. Os mais reticentes – onde se encontrava alguma esquerda (o PCP) ainda vinculada ao mundo bicéfalo da guerra fria e alguma direita conservadora que tinha medo dos biquínis, das mini-saias e das mulheres que fumavam fora de casa – não tiveram grande margem de manobra para fazer vingar as suas agendas.

Agora sim vamos ter um governo estável

Acabou-se a chantagem . A posição conjunta vai ter que ser mesmo uma maioria, caso contrário, a já estreita margem de governação será perto do zero. Ou então, os partidos da geringonça terão que se defenir. Na verdade não se vê como é que se podem tomar medidas de fundo que nos tirem da má situação em que o país se encontra.

Mas esta situação era mais que óbvia. Se o PS quer fortalecer o Euro como forma de consolidar a União Europeia - nas palavras de António Costa em recente conferência na Gulbenkian - como é que esse objectivo se compagina com o objectivo do PCP e BE de sair do Euro e da UE ? 

Está escrito nas estrelas, PS, PCP e BE vão estar muitas vezes de costas voltadas, embora ainda haja pequenas coisas onde se podem entender. Mas não em matérias centrais . Ou então algum dos partidos vai ceder e afastar-se da sua identidade . O PCP não o fará seria sua morte política. O PS tenderá a aproximar-se do centro. Resta o BE e sua cinturinha de vespa que lhe permite avanços e recuos .

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PCP e BE apoiam "este" PS ?

António Costa quer fortalecer o Euro e a União Europeia .

  • Construir o euro é construir a Europa e defender o euro é defender a Europa — defender uma União que garante há 60 anos a paz e a prosperidade entre os povos europeus”, declarou, antes de justificar a urgência de uma reforma na arquitetura da zona euro.

    “Os europeístas responsáveis não podem ficar paralisados perante a ascensão do nacionalismo, do protecionismo, do populismo e da xenofobia. A União precisa de um novo ciclo virtuoso de crescimento e de convergência. A Europa só pode responder aos presentes desafios se estiver mais unida”, salientou.

A União Europeia e a Zona Euro são o nosso seguro de vida

Os que levaram o país à bancarrota, aqui e em Itália, por exemplo, atribuem à Europa a culpa de não crescerem o suficiente, a elevada dívida, os juros e aí por diante. O que eles não dizem é que se não fosse a Europa, a dívida seria maior e os juros muito maiores . Quando há um problema, governo que se preza sacode a água do capote e acusa a União Europeia. Esta é uma razão para o Brêxit e para o "não" em Itália.

"O que os políticos europeus não dizem aos seus eleitores é que a integração europeia tem sido o seu grande recurso para adiarem reformas, aliviarem ajustamentos, disfarçarem erros. Sem os juros baratos do Euro, muitos Estados nunca teriam conseguido financiar, através da dívida, o que já não conseguem pagar com a actividade económica. Sem as compras de dívida pelo BCE, já teriam sido confrontados pela repugnância dos investidores e aforradores. A Europa tem prolongado o modo de vida de um país como a Itália, com uma economia parada há quinze anos e uma dívida pública equivalente a 130% do PIB. A Europa tem permitido à maioria de governo, num Portugal igualmente estagnado e endividado, devolver rendimentos e repor regalias. Mas perguntem-lhes qual é o problema? Dirão logo: o Euro e o BCE. Na Europa, talvez os novos populismos sejam um problema, mas não são um problema tão grande como a demagogia das elites instaladas, que ao mesmo tempo usam a integração europeia e a expõem a todas as culpas."

A economia da União Europeia vale mais que a dos Estados Unidos

Em conjunto a União Europeia tem uma economia maior que a dos Estados Unidos, Japão e China. Representa quase 24% do total e é o maior comprador de produtos da Rússia ( 43%) e da Turquia(45%). Isto apesar de ter somente 7% da população mundial.

Os Estados Unidos são a maior economia do mundo, mas se a União Europeia fosse um país ultrapassaria os americanos. O produto interno bruto (PIB) dos 28 estados-membros representava, em 2014, 23,8% de toda a riqueza mundial, enquanto a riqueza norte-americana valia 22,2% do PIB mundial. O PIB da China vem bem atrás, valendo 13,4% da riqueza do planeta, e o Japão representava 5,9% da riqueza mundial.

Estes dados constam da publicação "A UE no mundo" do Eurostat, e foram divulgados esta sexta-feira para assinalar a reunião do G-20 em Hangzhou, na China, que se realiza no domingo e segunda-feira.

E em termos de qualidade de vida, de liberdade e de igualdade não há comparação possível. É esta obra extraordinária que os colectivistas querem destruir.

A UE do pós-Brexit será a Europa da paz da união da liberdade e dos sonhos

Voltar aos principios poderosos que levaram à União Europeia. Merkel voltou a lembrar que a União Europeia nasceu de alguns dos "mais sombrios momentos da História europeia" e, perante "gigantescos desafios", deve trabalhar cada vez mais em conjunto, contribuindo para maiores níveis de crescimento económico, maior segurança nas suas fronteiras e maior criação de emprego para os jovens. 

Os países mais poderosos não devem tomar decisões pelos outros mas devem liderar, sem exarcebar nacionalismos. A segurança exige mais coesão entre todos. O crescimento da economia exige maior solidariedade e a Política exige maior integração.

Não, o Brexit não é o fim da UE é o que nos dizem Merkel, Holland e Renzi .

Uma União Europeia " à la carte"

A Alemanha e a França falam nessa possibilidade. Nem tudo será aplicável em todos os países ao mesmo tempo. Não se trata duma "Europa a duas velocidades" mas uma " Europa em geometria variável".

O Governo alemão também quer aproveitar para introduzir reformas dentro do bloco, que poderiam apontar para uma UE mais “à la carte”, na qual não necessariamente todos os países devem aderir aos processos de integração em todos os âmbitos.

Esperemos que os líderes europeus sigam o realismo de Donald Tusk e não tenham tentações para apresentar propostas federalistas para mais integração. Seria a pior das respostas. O federalismo europeu morreu com o Brexit. Se os líderes europeus não entenderem isto, arriscam-se a acabar com a UE.

 

O referendo prova o estrondoso sucesso da Europa

Os argumentos do leave e do remain provam o estrondoso sucesso da União Europeia . Por um lado os argumentos económicos mostram a importância de pertencer à UE por outro os argumentos nacionalistas mostram a importância ideológica de quem quer sair.

Trata-se de um caminho que se percorre pela primeira vez e os problemas que se levantam resultam disso mesmo. E o mundo olha com atenção redobrada esta obra extraordinária social, económica e política.

É nesse sentido que o referendo no Reino Unido é um sinal de força da UE. Primeiro porque é um caso raro (se houvesse muito descontentamento tinham-se multiplicado os referendos, coisa que não aconteceu); depois porque no debate sobre o Brexit ninguém conseguiu avançar com argumentos económicos a favor da saída.

Os ingleses tomam uma má opção se seguirem o exemplo do seu país diz a Primeira Ministra Norueguesa

A Noruega em referendo não aderiu à UE. A primeira ministra ao fim de dez anos diz que foi uma má opção. Porque embora tenha negociado uma relação comercial especial com Bruxelas não pode participar nos processos de decisão e tem que cumprir as mesmas regras dos estados membros. É o que vai acontecer com o Reino Unido que até pode deixar de ser unido com a possível independência da Escócia que quer manter-se na UE.

“Esse tipo de ligação vai ser dificil para a Grã-Bretanha, porque Bruxelas passará então a decidir sem que os britânicos tenham a possibilidade de participar no processo decisivo”. Para além de provavelmente vir a ter aceitar regras europeias de comércio, a Grã-Bretanha também será colocada numa posição secundária na definição da estratégia de defesa, frisa Solberg.