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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Só o 1º ministro em exercício podia assinar o memorando da Troika : Sócrates

Para os amigos ceguinhos , ignorantes, ou intelectualmente desonestos que aqui rasgam camisas contra o Passos e não contra o Marquês Sócrates da Bancarrota:

Aqui fica o texto do Memorando de Entendimento assinado pelo Sinhor Inginheiro Pinto de Sousa:

"3.31. O Governo acelerará o programa de privatizações. O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP Carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor dimensão. O plano tem como objectivo uma antecipação de receitas de cerca de 5,5 mil milhões de euros até ao final do programa, apenas com alienação parcial prevista para todas as empresas de maior dimensão. O Governo compromete-se a ir ainda mais longe, prosseguindo uma alienação acelerada da totalidade das acções na EDP e na REN, e tem a expectativa que as condições do mercado venham a permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final de 2011."

Não vale a pena andar nessa Vanessa porque a verdade não se apaga por mais narrativas que se inventem. Foi José Sócrates quem assinou o memorando da Troika como primeiro ministro. E não vale a pena insistir porque por mim essa não passa e não esqueço.

 

O Estado social a desfazer-se

No estado social é possível fazer pior do que no tempo da Troika . Infelizmente para todos nós, começamos neste momento a receber os presentes envenenados de uma política de distribuição de dinheiro à custa dos serviços públicos, num Estado já de si muito frágil.

Se nada se fizer, caminhamos a passos largos para uma sociedade ainda mais desigual. Terão acesso à saúde, a dinheiro na velhice e à educação os que tiverem muito dinheiro.

Estamos a perder tempo, a desperdiçar a oportunidade do crescimento da economia, da descida do desemprego e dos juros historicamente baixos para salvarmos o Estado que nos garante apoio na doença, no desemprego e na velhice e que dá a todos iguais oportunidades de educação. Pior que a troika é possível .

Desde os incêndios e as suas vítimas em número record, a Tancos, às mortes pela legionella num moderno hospital público, à limpeza de listas de doentes para que não se conheçam os atrasos como aponta o Tribunal de Contas, ao bloco operatório que não se constrói no IPO de Lisboa porque espera por 5 milhões de euros há mais de um ano.

Na Segurança Social finge-se que não existe problema nenhum e não se discute o que é um magno problema .

O governo devia estar a aproveitar o momento positivo que atravessamos para fazer as reformas sem as quais a nossa economia não é sustentável .

Os serviços públicos a definhar às mãos das clientelas politicas dos partidos que apoiam o governo.

Três anos após a saída da Troika não estamos melhor

É isso o que nos diz a avaliação das agências de rating . Continuamos no "lixo" e mesmo a DBRS não sobe a classificação. Digamos que a mais pequena das agências - a DBRS - vai mantendo o país na mais baixa das avaliações positivas mas como um bodo aos pobres. É a forma que encontraram para não deixar cair o país e retirá-lo do acesso aos mercados o que implicaria mais um resgate.

Se o sucesso é assim tão grande porque é que as agências de rating não melhoram a avaliação do país ? Estamos a regredir aos olhos das entidades externas, nenhuma vê progressos .

"Não podemos ficar satisfeitos, não nos podemos contentar com manutenções de níveis de análise de risco muito inferiores àqueles que os nossos parceiros europeus têm e que penalizam o Estado português", disse.

"É preciso ter outro fôlego, ter outras políticas e ter continuado um caminho de crescimento económico sustentado e de contas públicas sólidas, sem aumento de dívida, para hoje as agências de rating estarem a rever em alta os ratings, dando sinal de terem compreendido o esforço sustentável, sólido e duradouro que o Estado português estaria a fazer", sustentou.

Basta ler a DBRS para perceber isso mesmo. As razões positivas estão todas ligadas ao facto de pertencermos à União Europeia as negativas, são todas as que nos levaram ao resgate de Sócrates.

O PCP quer sair do Euro e chamar a Troika

Será boa ideia ? Com a desvalorização do novo escudo, as nossas dívidas, públicas e privadas (a hipoteca da sua casa ou o crédito do seu automóvel, por exemplo) que são quase todas em euros, disparariam de valor, e as taxas de juro cobradas disparariam em flecha. Como não teríamos dinheiro para pagar, seria necessário imediatamente pedir à troika um novo resgate, com todos os sacrifícios que nos seriam novamente impostos. Mas a proposta do PCP prevê a nacionalização total da banca, possivelmente sem indemnizações, como em 1975. Seria muito difícil, se não impossível, conciliar posições. A troika não tem particular apreço por empresas nacionalizadas, sobretudo na banca.

Para além de a longo prazo estarmos todos mortos...

Os mais pobres perderam mais com a crise

Segundo um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos entre 2009 e 2014 foram os pobres e os jovens mais qualificados os que perderam mais com o programa da Troika. É difícil perceber que gente qualificada que anda pelo mundo a executar programas de recuperação de países em dificuldades apresente este resultado. Ninguém pode estar de acordo.

Tirar rendimentos a quem tem menos é, além de injusto, fácil e com pouco merecimento. Difícil é afrontar os poderosos. Claro que há pelo meio instrumentos e caminhos mas é inaceitável que o resultado seja uma sociedade ainda mais desigual e que os pobres empobreçam.

No mesmo período o número de pobres aumentou em 116 mil (para 2,02 milhões), com um quarto das crianças e 10,7% dos trabalhadores a viverem abaixo do limiar da pobreza (6,3 % em privação material severa). E hoje um em cada cinco portugueses vive com um rendimento mensal abaixo de 422 euros.

A crise fez aumentar a desigualdade em Portugal (na nona posição em termos de desigualdade) mas também em mais 18 países da União Europeia, especialmente na Grécia e em Espanha.

 

 

A Troika errou diz o FMI

Muita coisa foi feita que tinha que ser feita mas no essencial a Troika errou. É o próprio FMI que o diz. Portugal não tinha um problema de competitividade no sector exportador mas falta de poupança privada e pública e excesso de consumo em bens duradouros ( automóveis) e investimento residual.

Tivemos mais falências e desemprego do que o previsto e o défice aumentou a que correspondeu mais cortes e maiores aumentos de impostos agravando a recessão. E o sector bancário foi considerado resiliente.

Resultado ? A dívida não deixa de crescer e a economia tem um mau comportamento não conseguindo pagar o que devemos. E se o PSD/CDS conduziu diligentemente o programa (errado)  o actual governo incita ao consumo e corta no investimento (errado).

Estamos entregues ao estado. Há outra maneira mais robusta de dizer que estamos feitos mas também menos educada.

PS . a partir de Nicolau Santos - Expresso

Entre o PCP e a Troika - 2º resgate a caminho

Jerónimo de Sousa ameaça. Cedências podem por fim ao acordo com o governo. António Costa pode aproveitar para se libertar do abraço de urso que ele próprio preparou. Começa por dizer não à troika, a situação torna-se insustentável, avança para eleições antecipadas ou para um referendo à grega. Lembram-se do filme ? Passou há pouco tempo na Grécia.

""Ninguém entenderá que o Governo ceda em questões fundamentais", protegidas pela Constituição Portuguesa, referiu Jerónimo de Sousa, admitindo: "Se existir uma destruição desses conteúdos de posição conjunta [firmado entre PCP e PS] naturalmente teremos um problema."

Claro que a interpretação que é válida da Constituição é a do PCP e como tal teremos sempre não um mas vários problemas. Nem o Tribunal Constitucional nos vale. A não ser que não deixemos a troika entrar. Longe da União Europeia, do Euro e dos credores tal como o programa do PCP impõe.

O PCP tinha a chave para abrir a porta do paraíso mas não tinha o porteiro. Agora com Costa a fazer de S. Pedro, a porta está entreaberta.

Não há uma Grécia sem um Portugal nem um Syriza sem um PCP. O segundo resgate vem a caminho

Vamos ver quem vai governar por PS interposto

Será o PCP ou a Troika ? Vamos ver quem, por PS interposto, vai governar Portugal. Ou o PCP, durante uns meses, ou a troika, durante um pouco mais. Na primeira hipótese, teremos eleições, novo governo e talvez segundo resgate. Na segunda, teremos só eleições e novo governo.

O que realmente interessa ao PCP está cá dentro, é o ganho imediato, o certificado de bom comportamento e algumas conquistas... Vai fazer as exigências habituais: mais défice, mais endividamento, mais impostos, mais salário mínimo, mais vencimento para os funcionários... Mais empresas públicas, mais investimento público... E não vai causar, por enquanto, mais problemas. O PCP está pronto a pagar muito pela sua nova virgindade europeia e democrática. Vai dar os seus votos ao PS, durante uns meses, porque este lhe prestou o enorme serviço de o considerar democrático e europeu. Se não fosse agora, talvez nunca fosse.

Até a Troika voltar com maioria absoluta

O engodo está bem montado . Todos querem surfar uma suposta onda de crescimento e alívio que não existe. Pelo contrário é necessário continuar com medidas dolorosas . A situação é bem melhor quando comparada com a situação anterior mas está longe de consolidada. O emprego estagnou e o crescimento continua aquém do necessário. As taxas de juro já começaram a crescer. Agora é só necessário juntar-lhe mais despesa como querem o PCP e o BE.

Assim, qualquer governo que resultar da negociação pós-eleitoral vai ficar mal, faça o que fizer. Se cumprir as promessas, verá a troika regressar em breve; se tiver juízo e proceder como a situação exige, é crucificado por engano aos eleitores. Esses não perdoarão o terrível choque quando a dureza da realidade for compreendida por um país mergulhado em ilusão. A surpresa será fatal para quem estiver no poder, que só então compreenderá ter caído numa armadilha.

Obviamente, voto Passos

Por Maria Fátima  Bonifácio  : No debate televisivo do dia 9, António Costa teve o supremo despudor de afirmar que fora Passos quem chamara a Troika. A mentira, descarnada, é imprópria de um candidato a primeiro-ministro; e autoriza que o achemos capaz de tudo. Frente a frente estavam dois homens de carácter muito diferente.

Costa pensa com a cabeça keynesiana do século XX, quando havia fronteiras, alfândegas e moeda nacional. Passos pensa na globalização do século XXI, que rege um mundo sem distâncias e que já não dorme. O Estado não se ausenta nem se demite, mas já não pode garantir tudo. É para este tempo de incerteza, insegurança e risco que Passos nos quer preparar. Obviamente, voto Passos.