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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Três anos após a saída da Troika não estamos melhor

É isso o que nos diz a avaliação das agências de rating . Continuamos no "lixo" e mesmo a DBRS não sobe a classificação. Digamos que a mais pequena das agências - a DBRS - vai mantendo o país na mais baixa das avaliações positivas mas como um bodo aos pobres. É a forma que encontraram para não deixar cair o país e retirá-lo do acesso aos mercados o que implicaria mais um resgate.

Se o sucesso é assim tão grande porque é que as agências de rating não melhoram a avaliação do país ? Estamos a regredir aos olhos das entidades externas, nenhuma vê progressos .

"Não podemos ficar satisfeitos, não nos podemos contentar com manutenções de níveis de análise de risco muito inferiores àqueles que os nossos parceiros europeus têm e que penalizam o Estado português", disse.

"É preciso ter outro fôlego, ter outras políticas e ter continuado um caminho de crescimento económico sustentado e de contas públicas sólidas, sem aumento de dívida, para hoje as agências de rating estarem a rever em alta os ratings, dando sinal de terem compreendido o esforço sustentável, sólido e duradouro que o Estado português estaria a fazer", sustentou.

Basta ler a DBRS para perceber isso mesmo. As razões positivas estão todas ligadas ao facto de pertencermos à União Europeia as negativas, são todas as que nos levaram ao resgate de Sócrates.

O PCP quer sair do Euro e chamar a Troika

Será boa ideia ? Com a desvalorização do novo escudo, as nossas dívidas, públicas e privadas (a hipoteca da sua casa ou o crédito do seu automóvel, por exemplo) que são quase todas em euros, disparariam de valor, e as taxas de juro cobradas disparariam em flecha. Como não teríamos dinheiro para pagar, seria necessário imediatamente pedir à troika um novo resgate, com todos os sacrifícios que nos seriam novamente impostos. Mas a proposta do PCP prevê a nacionalização total da banca, possivelmente sem indemnizações, como em 1975. Seria muito difícil, se não impossível, conciliar posições. A troika não tem particular apreço por empresas nacionalizadas, sobretudo na banca.

Para além de a longo prazo estarmos todos mortos...

Os mais pobres perderam mais com a crise

Segundo um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos entre 2009 e 2014 foram os pobres e os jovens mais qualificados os que perderam mais com o programa da Troika. É difícil perceber que gente qualificada que anda pelo mundo a executar programas de recuperação de países em dificuldades apresente este resultado. Ninguém pode estar de acordo.

Tirar rendimentos a quem tem menos é, além de injusto, fácil e com pouco merecimento. Difícil é afrontar os poderosos. Claro que há pelo meio instrumentos e caminhos mas é inaceitável que o resultado seja uma sociedade ainda mais desigual e que os pobres empobreçam.

No mesmo período o número de pobres aumentou em 116 mil (para 2,02 milhões), com um quarto das crianças e 10,7% dos trabalhadores a viverem abaixo do limiar da pobreza (6,3 % em privação material severa). E hoje um em cada cinco portugueses vive com um rendimento mensal abaixo de 422 euros.

A crise fez aumentar a desigualdade em Portugal (na nona posição em termos de desigualdade) mas também em mais 18 países da União Europeia, especialmente na Grécia e em Espanha.

 

 

A Troika errou diz o FMI

Muita coisa foi feita que tinha que ser feita mas no essencial a Troika errou. É o próprio FMI que o diz. Portugal não tinha um problema de competitividade no sector exportador mas falta de poupança privada e pública e excesso de consumo em bens duradouros ( automóveis) e investimento residual.

Tivemos mais falências e desemprego do que o previsto e o défice aumentou a que correspondeu mais cortes e maiores aumentos de impostos agravando a recessão. E o sector bancário foi considerado resiliente.

Resultado ? A dívida não deixa de crescer e a economia tem um mau comportamento não conseguindo pagar o que devemos. E se o PSD/CDS conduziu diligentemente o programa (errado)  o actual governo incita ao consumo e corta no investimento (errado).

Estamos entregues ao estado. Há outra maneira mais robusta de dizer que estamos feitos mas também menos educada.

PS . a partir de Nicolau Santos - Expresso

Entre o PCP e a Troika - 2º resgate a caminho

Jerónimo de Sousa ameaça. Cedências podem por fim ao acordo com o governo. António Costa pode aproveitar para se libertar do abraço de urso que ele próprio preparou. Começa por dizer não à troika, a situação torna-se insustentável, avança para eleições antecipadas ou para um referendo à grega. Lembram-se do filme ? Passou há pouco tempo na Grécia.

""Ninguém entenderá que o Governo ceda em questões fundamentais", protegidas pela Constituição Portuguesa, referiu Jerónimo de Sousa, admitindo: "Se existir uma destruição desses conteúdos de posição conjunta [firmado entre PCP e PS] naturalmente teremos um problema."

Claro que a interpretação que é válida da Constituição é a do PCP e como tal teremos sempre não um mas vários problemas. Nem o Tribunal Constitucional nos vale. A não ser que não deixemos a troika entrar. Longe da União Europeia, do Euro e dos credores tal como o programa do PCP impõe.

O PCP tinha a chave para abrir a porta do paraíso mas não tinha o porteiro. Agora com Costa a fazer de S. Pedro, a porta está entreaberta.

Não há uma Grécia sem um Portugal nem um Syriza sem um PCP. O segundo resgate vem a caminho

Vamos ver quem vai governar por PS interposto

Será o PCP ou a Troika ? Vamos ver quem, por PS interposto, vai governar Portugal. Ou o PCP, durante uns meses, ou a troika, durante um pouco mais. Na primeira hipótese, teremos eleições, novo governo e talvez segundo resgate. Na segunda, teremos só eleições e novo governo.

O que realmente interessa ao PCP está cá dentro, é o ganho imediato, o certificado de bom comportamento e algumas conquistas... Vai fazer as exigências habituais: mais défice, mais endividamento, mais impostos, mais salário mínimo, mais vencimento para os funcionários... Mais empresas públicas, mais investimento público... E não vai causar, por enquanto, mais problemas. O PCP está pronto a pagar muito pela sua nova virgindade europeia e democrática. Vai dar os seus votos ao PS, durante uns meses, porque este lhe prestou o enorme serviço de o considerar democrático e europeu. Se não fosse agora, talvez nunca fosse.

Até a Troika voltar com maioria absoluta

O engodo está bem montado . Todos querem surfar uma suposta onda de crescimento e alívio que não existe. Pelo contrário é necessário continuar com medidas dolorosas . A situação é bem melhor quando comparada com a situação anterior mas está longe de consolidada. O emprego estagnou e o crescimento continua aquém do necessário. As taxas de juro já começaram a crescer. Agora é só necessário juntar-lhe mais despesa como querem o PCP e o BE.

Assim, qualquer governo que resultar da negociação pós-eleitoral vai ficar mal, faça o que fizer. Se cumprir as promessas, verá a troika regressar em breve; se tiver juízo e proceder como a situação exige, é crucificado por engano aos eleitores. Esses não perdoarão o terrível choque quando a dureza da realidade for compreendida por um país mergulhado em ilusão. A surpresa será fatal para quem estiver no poder, que só então compreenderá ter caído numa armadilha.

Obviamente, voto Passos

Por Maria Fátima  Bonifácio  : No debate televisivo do dia 9, António Costa teve o supremo despudor de afirmar que fora Passos quem chamara a Troika. A mentira, descarnada, é imprópria de um candidato a primeiro-ministro; e autoriza que o achemos capaz de tudo. Frente a frente estavam dois homens de carácter muito diferente.

Costa pensa com a cabeça keynesiana do século XX, quando havia fronteiras, alfândegas e moeda nacional. Passos pensa na globalização do século XXI, que rege um mundo sem distâncias e que já não dorme. O Estado não se ausenta nem se demite, mas já não pode garantir tudo. É para este tempo de incerteza, insegurança e risco que Passos nos quer preparar. Obviamente, voto Passos.

Só um governo em funções tem autoridade para chamar a Tróika

O PS esteve seis anos a governar mas não quer assumir nenhuma responsabilidade. Nem a bancarrota a que conduziu o país nem a inevitabilidade de pedir ajuda financeira externa às instituições internacionais.

Em completa negação da realidade, vem agora dizer que a oposição é que empurrou o então governo para esse pedido .Ora não foi só a oposição que tentou abrir os olhos a quem nada via, Mário Soares declarou publicamente que foi ele quem mais pressionou Sócrates . E Teixeira dos Santos, ministro das finanças, por mais de uma vez, publicamente, pressionou o então primeiro ministro para pedir ajuda externa.

O que o PS pode dizer é que se não fosse toda esta gente o país teria entrado em incumprimento . Se é isso que lastima então tem toda a razão. O país não bateu bem no fundo mas esteve lá muito perto.

Claro que o verdadeiro problema do PS é fazer-nos crer que, por um lado, a austeridade não era necessária e, por outro, que os resultados positivos da economia, do emprego e das exportações são coisa pouca comparados com a situação florescente que nos deixaram.

Dez milhões de portugueses sofreram na pele a cegueira socialista. Chega .

Só o governo tinha (tem) legitimidade para trazer a tróika

Algum cidadão ou instituição, pode chamar a tróika e assinar um memorando de ajuda ao país a não ser o governo em funções ? E um partido politico na oposição pode ? Não pode . Então porque andamos todos a discutir sobre a responsabilidade da vinda da tróika ? Só o governo em funções a podia trazer .

Da mesma forma só o governo em funções pode discutir com a tróika a implementação das medidas contidas no memorando . Pode ser de outra forma ? Não pode.

António Costa começou a enterrar os fantasmas do governo Sócrates . Daqui até 4 de Outubro enterrará o que resta da influência socrática no PS. Percebeu tarde . Veremos se a tempo.