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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não há motivos para o ritmo da economia se manter

A base com que se compara explica muita coisa. O 1º trimestre de 2016 foi muito fraquinho é natural que a variação para o 1º trimestre de 2017 seja mais forte. Já é mais difícil que esse ritmo se mantenha nos trimestres seguintes.

o Banco BPI sublinha um dado importante: em parte, o crescimento muito expressivo das exportações explica-se por um feito na base de comparação. “As exportações aumentaram mais do que as importações, com a comparação das exportações de combustíveis e dos carregamentos para Angola a beneficiarem de efeitos temporários negativos nos primeiros três meses de 2016″, lê-se na análise de José Miguel Cerdeira.

Para que o crescimento continue a bom ritmo, é essencial que a conjuntura internacional continue a ajudar. “O país está a reagir favoravelmente a uma espécie de bonança perfeita”, diz Filipe Garcia, economista do IMF – Instituto de Mercados Financeiros, ao ECO.

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no primeiro trimestre deste ano é relativamente fácil atingir números de crescimento mais expressivos, porque o primeiro trimestre de 2016, período com o qual estamos a comparar, foi fraco. O mesmo vai acontecer no segundo trimestre de 2017, que ainda compara com três meses fracos de 2016.

Mas entrando na segunda metade do ano, vai ser mais difícil continuar a crescer a bom ritmo. Os dois últimos trimestres de 2016 já foram mais fortes, o que significa que será preciso crescer mais em termos trimestrais para que a comparação homóloga saia igualmente expressiva.

Tanto em termos homólogos, como em cadeia, estes níveis de crescimento “não se deverão repetir no resto do ano” por se tratar de valores “bem acima do atual crescimento potencial da economia”.

É precisamente esta também a avaliação das principais instituições internacionais. Tanto o Banco de Portugal, como o FMI ou a Comissão Europeia antecipam um abrandamento do ritmo de crescimento da economia portuguesa em 2018.

“Muitos dos assuntos sérios da Europa estão a ser colocados na prateleira até às eleições alemãs. Um desses assuntos é a alteração da política monetária, que deverá passar a ser menos expansionista”, acrescenta Filipe Garcia. Ora, um dos motivos pelos quais Portugal está agora a crescer bem é, precisamente, a ajuda da política do BCE. Esgotando-se, será mais difícil manter o ritmo.

A economia cresceu mais do que o previsto neste inicio de ano

A economia está a crescer mais do que o previsto.

A evolução do consumo privado, em conjunto com um "início de trimestre da actividade industrial também em expansão", justifica a possibilidade de o crescimento do PIB no primeiro trimestre vir a superar a actual previsão.

O indicador compósito do Montepio aponta actualmente para um acréscimo entre 0,5% e 1% do consumo privado no primeiro trimestre, quando nos três meses anteriores o crescimento foi de 0,2%. Quanto à actividade industrial, o modelo do Montepio aponta para um crescimento de 0,2 e 0,3% no primeiro trimestre, depois da queda de 1,1% nos três meses anteriores.    

O Montepio refere ainda que também o investimento terá contribuído de forma positiva para a evolução da economia no primeiro trimestre deste ano, recuperando da queda de 0,1% que a formação bruta de capital fixo (FBCF) registou nos últimos três meses de 2014.

Acredito que o crescimento da economia vai fixar-se nos 2% se não acima. Oxalá, ganham os desempregados.

As exportações crescem no trimestre mas descem em Novembro

As exportações continuam com um bom comportamento. O saldo em Novembro é superior em mil milhões de euros ao do mesmo trimestre em 2013.

Segundo o INE, no trimestre terminado em novembro as exportações para mercados europeus cresceram 3,1% (7,7% as importações), face ao período homólogo de 2013. Nas importações, regista-se a subida de produtos químicos e automóveis.

Já as exportações para mercados fora da União Europeia cresceram 6,8% enquanto as importações registaram uma redução de 7,6%.  A balança comercial tornou-se favorável a Portugal, com um excedente de 125 milhões de euros.



Mais 50,5 mil empregos no 3º trimestre

Anuncia o INE . Há mais 50,5 mil pessoas empregadas no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre. Comparando com 2013 temos mais 2,1%. A taxa de desemprego está agora nos 13,1% meta que só se esperava alcançar no fim do ano. Consequência óbvia do crescimento da economia. E não, não são estágios :O aumento deveu-se, sobretudo, à subida no emprego nos seguintes segmentos: homens, pessoas com idade entre os 15 e os 24 anos, habilitadas a nível do Ensino Superior, Secundário e pós Secundário, que foram empregadas no sector dos serviços, por contra de outrem e a tempo completo.

Estatísticas que interessam

Aqui está a evolução do crescimento anual do PIB. Vamos lá ver se é desta que nos mantemos acima da linha de água. É que, já não há quem nos empreste dinheiro para vir à tona de água respirar por uns trimestres para a seguir voltar para o fundo. Agora temos que, pelos nossos meios, flutuar e navegar para chegar a porto seguro.( salvo seja ...)

Aldrabões a chamar mentirosos a outros

A quebra da economia em relação ao 1º trimestre deu azo a que a oposição desse largas à sua alegria. Na verdade não lhes interessa que o país saia desta situação e servem-se de tudo para o mostrar. Escondendo factos. Paula Carvalho, economista-chefe do BPI-5.89% não vê nos dados do INE um sinal de alarme. "Esperamos que a economia volte a crescer a partir do segundo trimestre. Mantemos a previsão de crescimento de 1% anuais. Todos os indicadores, de actividade, confiança, emprego, economias externas, apontam nesse sentido", disse esta manhã ao Económico. A previsão do Governo, de um crescimento de 1,2%, "não parece estar fora de alcance", acrescenta a economista". E depois fazem de conta que são melhores que os outros. Mais éticos. Menos dados à mentira.