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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O "Alfa Pendular" viaja a 225 kms/hora . Para quê o TGV ?

Frequentemente viajo no "comboio Alfa Pendular" entre Lisboa e Aveiro ou o Porto a velocidades acima dos 200 Kms/hora . Basta melhorar a linha ( alargando curvas mais apertadas e parar menos vezes ) para que o comboio possa atingir aquelas velocidades durante mais tempo ( a média horária depende também do tempo que o comboio viaja àquelas velocidades ).

Sabe-se agora que os contratos para a construção da linha asseguravam ao Grupo Lena a adjudicação e, caso não hovesse adjudicação, grossas indemnizações.

Aparentemente as vantagens do TGV eram escassas, mas o comboio de alta velocidade era visto como uma forma de estimular a economia nacional com um grande investimento público. Numa altura em que o país marcava passo, com um crescimento anémico, o TGV era uma fuga para a frente. E a alta velocidade.

Pior do que isso, era também, como podemos verificar pela notícia que publicamos nas págs. 8-9 deste jornal, um negócio que tudo sugere que ia dar muito dinheiro a ganhar a amigos. Mesmo que a linha de alta velocidade nunca fosse para a frente...

alfapendular.jpg

 

 

A factura das reversões vem de TGV

Os tribunais decidiram que o estado terá que indemnizar os privados no processo do TGV. 150 milhões nem menos o que abre caminho para mais facturas no caso das reversões das empresas de transportes.

O estado só porque muda o governo não pode rasgar contratos e compromissos. A factura é o custo do apoio dos partidos da extrema esquerda ao governo. E as recentes decisões dos tribunais no que diz respeito aos contratos com as escolas em associação vão no mesmo caminho. Tudo junto é uma nota preta.

Entretanto os famosos 600 milhões que tanto celeuma causaram que tinham que ser cortados na Segurança Social estão transformados nos 597 milhões agora cativados. Ninguém diz nada e o silêncio é de ouro, talvez porque em vez de corte se chame cativação.

Esfumadas as reversões nos salários e pensões o governo já fez saber que não haverá aumentos de salários em 2017. Os sindicatos nem querem ouvir falar de tal coisa, preparam-se manifestações e barulho na rua. Depois das férias com o orçamento de 2017 a austeridade por enquanto escondida rebentará nas mãos de quem vendeu o leite e o mel.

António Costa está a aprender à sua custa que palavra dada tem que ser mesmo palavra honrada. 

 

Felizmente que a bancarrota chegou primeiro que o TGV

Só em estudos o estado gastou 153 milhões. E é preciso não esquecer que os governantes sabiam tanto de TGV como eu de lagares de azeite. Então não é verdade que Durão Barroso apresentou uma proposta de projecto com cinco (5) linhas ? E que se passou para três linhas e depois para o "L" deitado ? E que estava prevista uma estação - obra de arte de um dos nossos prestigiados arquitectos - em Évora, a menos de 200 Kms de Lisboa ? A estação era para ver passar comboios ou era mesmo para o TGV fazer transbordo de passageiros? Lá  se ia a média dos 300 Kms/h...

A Parceria Pública/Privada prevista era mais um assalto ao contribuinte, com rendas fixas. Inviável para o estado mas com todas as garantias para os privados. É claro que, estes, estavam a fazer pela vida mas que dizer dos negociadores por parte do estado?

As previsões para o número de passageiros era a pedido e o que se quisesse, até trazer espanhóis para a Costa da Caparica. A banhos, mas quem mais uma vez teria apanhado uma banhada eram os do costume. Os contribuintes!

Actual Portela e Montijo "low cost"

Dinheiro do contribuinte : Se no livro é António Mexia, administrador do BES Investimento entre 90 e 98 , a quem é "atribuída a paternidade das parcerias público-privadas", Ricardo Salgado é visto como um dos seus principais impulsionadores, defensor assumido dos grandes investimentos do Estado, incluindo o comboio de alta velocidade e novo aeroporto de Lisboa, para o qual o BES chegou a integrar um consórcio em 2008 para um concurso público que nunca chegou a realizar-se.

Dinheiro privado : ANA quer a base do Montijo para os voos "low cost" e anda a discutir o projecto com a TAP. Os voos "low cost" só praticam baixos preços porque entre outras coisas deixam os passageiros em aeroportos de segunda ou de terceira, longe dos centros das cidades, obrigando os passageiros a deslocarem-se no metropolitano ou em transporte próprio para o centro. A base do Montijo está do outro lado do rio, com duas pontes a amarrá-la a Lisboa. Com esta solução, o aeroporto da Portela ganha mais capacidade para os voos normais e de negócios que precisam de um aeroporto dentro da cidade, e atira a construção do novo aeroporto para daqui a vinte anos. É a diferença entre a megalomania de quem nunca é chamado à responsabilidade  e a rentabilidade exigida a quem investe o seu próprio dinheiro. 

Esquizofrenia a alta velocidade

Esquizofrenia, é a única explicação para esta conversa numa das Comissões da Assembleia da República. ""E como o senhor deputado saberá melhor do que eu, os comboios de mercadorias não se deslocam a alta velocidade", acrescentou.
A secretária de Estado lembrou ainda que "bagagens de passageiros não são mercadorias", classificando a sugestão de Paulo Campos de "inovadora", embora longe de poder ser equacionada.

A questão levantada pelo ex- secretário de estado das obras públicas, revela bem o desconhecimento que a maioria tem sobre a Alta Velocidade e a insistência nos erros. Felizmente que já não havia dinheiro para TGVs...

TGV definitivamente cancelado

Sérgio Monteiro, Secretário de Estado dos Transportes, confirmou hoje que o TGV está cancelado e que a prioridade vai para o transporte de mercadorias com inicio em Sines. Este projecto em bitola europeia é 80% mais barato do que o megalómano TGV socrático.

Não haverá nenhuma nova ponte sobre o rio Tejo e a nova modalidade de transporte irá "contribuir para o aumento do tráfego nos portos", acrescenta Sérgio Monteiro.

O mesmo responsável remata que "não vamos transportar passageiros para Madrid mas mercadorias"
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/tgv-esta-cancelado=f785564#ixzz2KFArTaYp

Parece sensato, não parece?

 

 


O "TGV" já desapareceu dos títulos noticiosos

Entretanto, em todos os canais televisos desapareceu o "TGV" e passou a ser " linha para mercadorias com ínicio em Sines"

No Blasfémias a Helena Matos descasca bem a confusão. E aqui na TVI diz-se claramente que há um novo projecto para mercadorias. E, aqui,o Ministério da Economia reafirma que o comboio é para mercadorias. O DN diz no título que é TGV a partir de 2015 e no corpo da notícia :

O primeiro-ministro referia-se à ligação ferroviária em bitola europeia às redes transeuropeias de transporte de mercadorias que ficou acordada na XXV Cimeira Luso-Espanhola, que se realizou a 9 de maio, no Porto. Nesse evento, Portugal e Espanha comprometeram-se a concluir até 2018 a ligação ferroviária de mercadorias em bitola europeia entre Lisboa e Irún (fronteira franco-espanhola), com passagem por Sines, Caia e Madrid.

A comunicação social está alinhada partidariamente, no mesmo artigo dizem uma coisa e o seu contrário. Mas o mais significativo é que "TGV" só aparece nos títulos das notícias, sabendo, como sabem que a maioria não lê o corpo do texto. Ainda agora no muito nosso "serviço público da RTP" a notícia arrancava com " Projecto de Alta velocidade" e a seguir como nada fosse com eles, desataram a falar em comboio de mercadorias.

Ou estarão mesmo convencidos que iremos exportar "nabos" a 300 Kms à hora? Entretanto a UE exige que a velocidade do novo comboio de mercadorias seja no mínimo de 200 kms/hora.

 

 


Um comboio de mercadorias a que chamam TGV...

Chamam-lhe TGV e os que gostam de ser enganados já andam aí aos gritos. Afinal o TGV...perdemos subsídios, pagamos indemnizações! Não se fala em TGV em parte nenhuma da notícia a não ser no título para chamar a atenção dos papalvos...

Eu nunca ouvi falar em mercadorias serem transportadas em alta velocidade, mas cá no burgo tudo é possível, principalmente quando querem fazer de nós  parvos e nós deixamos.

Aí vão as mercadorias a 300 kms à hora...

PS : leiam aqui no Blasfémias

 

 


TG QUÊ?

Todos os portugueses sensatos ficaram tranquilizados quando o nosso Ministro da Economia e, mais tarde e de forma mais clara, o nosso Primeiro-Ministro afiançaram que o fantasioso TGV (o adjectivo é meu) seria processo para esquecer e que o Governo iria empenhar-se na ligação ferroviária para transporte de mercadorias em bitola europeia.

 

Dir-me-ão que fui ingénuo ao acreditar.

Bem sei que o que agora é Primeiro-Ministro disse na campanha eleitoral coisas que sabia não iria pode cumprir. Não desculpo o ardil, mas não deixo de o encarar, apesar de tudo, com alguma normalidade, sabendo-se, como é bem sabido, que quem fala verdade não ganha eleições.

É assim, infelizmente, como teremos oportunidade de ver nas próximas semanas no Sporting Clube de Portugal. Verão que, se aparecer um candidato com discurso sério, sensato e realista, afirmando que o clube terá de superar um bom par de anos sem aspirar a ganhar nada de importante até que restaure a sua pujança, terá uma votação diminuta. Ganhará o que convencer trazer no bolsinho do casaco (as cuecas há muitos anos que deixaram de o ter) a solução milagrosa, os amigos certos e as influências adequadas. Depois, claro, depois lá terão o cortejo de treinadores, o carnaval do luto, a culpabilização do sistema.

O Sporting Clube de Portugal é tão parecido com o país que, também por isso, o nome lhe vai bem.

Mas, voltando ao TGV, ouço o apaniguados do governo dizer, sem que nada de concreto expliquem, que é uma coisa totalmente diferente, que o nome não interessa, que interessa é que é uma ligação para meradorias em bitola europeia, que também pode transportar passageiros. Ao que parece, citado do Ministro das Finanças, publicou-se que se tratava da ligação Lisboa-Madrid.
Então, ocorrem-me umas singelas perguntas:
- Se é para transportar mercadorias, para que é necessária a alta velocidade? Existe o transporte "TGV" de mercadorias na Europa?
- Se, também, é para mercadorias, porque é Lisboa-Madrid? Há grandes portos ou entrepostos de mercadorias transportáveis por comboio em qualquer das cidades? Como ficam os portos de Sines, Setúbal, Figueira da Foz, Aveiro, Leixões, Viana?
- Qual a concertação existente entre os governos de Portugal e Espanha para a continuidade da linha para lá dos Pirinéus?
- Qual o custto acrescido da valência de transporte de passageiros e qual a previsão de frequência da linha? Foi ponderada a compatibilizaçao da necessidade de transporte rápido de passageiros com a descarga das mercadorias? Chegou-se à conclusão de que vai haver muita gente a querer viajar de comboio para Paris ou Berlim?
- Qual o custo acrescido da alta velocidade relativamente a uma linha convencional em bitola europeia?
- Quanto será o montante dos 15 por cento com que a generosa UE não comparticipará e quais os custos previsíveis da exploração?

Claro que os deputados e os jornalistas não querem saber disto para nada. Importante é o currículo do Franquelim, o que diz Ulrich ou que António dirigirá o PS sem "D".

Qualquer dia, mudará o treinador e a equipa continuará na mesma.

Viva o Sporting, pois!

O comboio de mercadorias em bitola europeia

Anda aí uma confusão danada e montada por quem adora colocar pedras na engrenagem. Há cerca de um ano os ministros da Economia de Portugal e Espanha acordaram em construir uma linha férrea em bitola europeia . Teríamos o serviço aos portos de Lisboa, Setúbal e Sines que convergiam para uma plataforma logística no Poceirão e a partir daí seguiria a linha férrea de mercadorias. O mesmo se passaria no norte para servir Aveiro, Leixões e Figueira da Foz. É uma solução que serve os dois países pois as exportações pela via rodoviária são mais caras 30%.

Esta solução poderia ficar preparada para mais tarde acomodar um comboio de passageiros de velocidade alta. Ora nada disto tem a ver com o TGV a 300 kms/h, ou com linhas paralelas, ou com estações "obras de arte" em Évora e apeadeiros de 30 em 30 kms.

Esta linha férrea de bitola europeia vai assim ligar-nos, finalmente, ao resto da Europa. É o que está em cima da mesa!

O ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, disse hoje que é «essencial» para o governo criar uma linha ferroviária de bitola europeia de modo a tornar mais baratas as exportações de Portugal para o centro da Europa.