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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Em Tancos não desapareceram só as armas

Em teoria até pode não ter havido roubo. Mas essa narrativa serve (muito) o governo mas pouco a verdade e a reputação do exército .

"A questão é que não é preciso esperar pela investigação criminal e pela prisão dos culpados, que pode aliás nunca acontecer, para apurar responsabilidades políticas e operacionais. Já passaram quase três meses, é tempo mais do que suficiente para se saber onde se falhou e quem falhou. A leveza com que o ministro da Defesa fala sobre este caso grave contrasta muito com a assertividade com que o Presidente da República o faz. Para o Chefe do Estado, não há como não considerar grave aquele assalto, para ele não faz sentido jogar com o tempo à espera de que a vergonha se perca com o tempo. Por tudo o que tem dito e feito a propósito do assalto a Tancos, Marcelo Rebelo de Sousa deve estar a perder a paciência com o ministro.

As armas de Tancos fugiram pelos próprios pés.

Primeiro tinha sido gravíssimo de tal forma que foram, sumariamente, embora provisoriamente, demitidos uns quantos comandantes militares.

Passados dias o roubo era o resultado das cativações de verbas pelas finanças que não deixaram a tempo, arranjar o buraco na vedação e substituir as câmaras de vigilância.

Logo que o governo viu que este caminho levava à responsabilização, arrepiou caminho, e as armas afinal nem eram armas, eram sucata, não tinham nenhum poder destrutivo.

Passados dois dias as demissões dos comandantes foram revertidas ( especialidade da casa).

Sabemos agora pela voz do ministro que se calhar não houve roubo nenhum as armas desapareceram por sua vontade . Livre e espontânea.

E, assim, em vez de um escândalo e de uma vergonha temos armas com pernas. Onde fica a reputação do Exército aí o governo não diz.

Está encontrado um culpado e o governo não tem nada a ver com o assunto. Como habitualmente. 

As armas de Tancos a explodir nas mãos de Costa

O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas foi ao Parlamento dizer que as armas roubadas estavam activas e que são um perigo. O roubo é um assunto grave. Lá se vai a narrativa do governo.

E o Sistema Nacional de Informações não alertou para qualquer hipótese de um quartel ser assaltado.

O roubo é um assunto gravíssimo, as armas vão cair nas mãos do crime organizado ou no terrorismo e, sim, matam gente, nada têm de sucata. Mas esta narrativa de o governo querer enganar o povo não é menos grave.

Em qualquer país decente o governo e as autoridades militares teriam muito que explicar, mas por cá, com Costa no governo, está tudo explicado e tudo encerrado.

Nacionalize-se o SIRESP e privatize-se Tancos

O SIRESP cujo concurso ( muitas suspeitas...públicas) foi público, foi muito mau e a sua gestão privada também não colhe pela competência. O BE para quem a nacionalização é o remédio de todas as coisas, quer a gestão pública do SIRESP.

Eu acho bem. Se não funciona então tente-se uma alternativa. Mas isso leva-nos a outro problema. Os paióis de Tancos. Vamos privatizar a sua gestão ? É que os paióis estão à guarda do exército e que se saiba a sua gestão é pública . Isto mostra bem que o remédio do BE não passa de uma aspirina ideológica e que só por si não resolve nada. Investimento público, gestão pública, propriedade pública. O que não é, isso também é óbvio, uma proposta que vá ao encontro do interesse público. 

PS : e a gestão das cantinas da Força Aérea também é pública. Privatiza-se ? E o PS votou contra

Após ano e meio de governo PS

A narrativa aproxima-se cada vez mais da "narrativa socrática". O país foi à bancarrota mas a culpa foi de quem não aprovou o PEC IV.

Com dois orçamentos da sua lavra o actual governo não pode fazer de conta que as consequências - boas e más - não são da sua responsabilidade.

Os desastres dos fogos e o gravíssimo roubo de material de guerra são consequência das políticas orçamentais. Bem como a classificação das agências de rating . Continuaremos no "lixo" enquanto não descermos a dívida e não limparmos a banca do "mal parado "

"Como tem feito em relatórios anteriores, a Fitch sublinha que dívida pública é muito elevada (130,4% do PIB em 2016) e superior à média na Zona Euro (90%), referindo ainda que, embora sendo "baixo", tem de assumir como "não negligenciável" o risco de o país impor controlos de capitais, numa referência à possibilidade de uma renovada crise que ponha em dúvida a permanência de Portugal no euro. "

Não disparem eu sou só o mensageiro .

As opções políticas têm consequências

A devolução de rendimentos podia ter sido feita de forma faseada mas a opção política foi acelerá-la e para isso foi preciso compensá-la cortando no investimento. As consequências estão em Pedrógão Grande e em Tancos e na fuga de informação dos exames na Educação.

Como o crescimento dos impostos não compensa o aumento da despesa, a dívida não para de crescer e o investimento bateu no fundo.

Quem tem culpa dos incêndios ? Os bombeiros e a Proteção Civil. Quem tem culpa do roubo das armas ? ( em Tancos e na PSP). As chefias militares.

Mas as chefias militares já vieram hoje insurgir-se contra a classe política que, essa sim, tomou a opção política de agradar à sua clientela eleitoral em detrimento da manutenção das infraestruturas. O que pode correr mal corre mesmo mal ( Lei de Murphy) e as consequências estão à vista.

Aumentar entre 6 e 10 euros os pensionistas não tira ninguém das dificuldades financeiras mas o seu montante total chega aos 200 milhões mais que o suficiente para fazer a manutenção do SIRESP, dos aviões e instalar a vídeo vigilância . E encurtar a lista de espera dos doentes para cirurgia .

Este governo já fez aprovar dois orçamentos e está a preparar o terceiro não pode sacudir a água do capote. Fez uma opção política para o bem e para o mal

Quando muitos apontavam o perigo nos cortes no investimento para acomodar os défices era destas consequências de que tinham medo. E a longo prazo o prejuízo ainda será maior no crescimento do PIB e na criação de emprego.( não tão trágico)

Não há almoços grátis.

Tancos e Pedrógão Grande são consequência da austeridade

Nem sequer estou a criticar porque sei bem que quando há apertos orçamentais a forma de controlar é centralizar as decisões ao mais alto nível. Centeno faz o que tem a fazer segura o dinheiro conforme as necessidades do controlo orçamental e do défice.

Em Tancos a vídeo vigilância não funciona há dois anos. Razão ? Não é prioritário e o dinheiro não chegou a tempo. O simples arranjo da rede exterior do quartel foi solicitado há dois meses mas a autorização só chegou há dois dias.

Nos incêndios faltaram os meios. Antenas inoperacionais, helicópteros em manutenção em plena fase aguda dos incêndios. Que diabo os serviços podem não ser um exemplo de eficácia mas não podem ser assim tão maus. Tiveram que esperar a sua vez .

Na saúde há uma lista de espera que anda entre os 120 00 e os 200 000 doentes. Há dinheiro para os casos graves mas os casos programados podem esperar, pelo menos 90 dias.

É a austeridade que continua neste governo depois da austeridade mais aguda do anterior governo. O défice desceu de 11% para 4,4% com Passos Coelho e agora está a descer para 1,5% com António Costa . E o crescimento da economia não gera mais impostos de um dia para o outro.

Mas a austeridade tem este efeito negativo que pode chegar subitamente. Ardem as florestas e roubam-se paióis  militares e depois vamos a ver e num caso e noutro não houve dinheiro para manter a vigilância e a confiança.

E não se operam milhares de doentes dentro dos prazos terapêuticamente aconselháveis também por falta de meios. Há bem pouco tempo sabia-se que só 40% da capacidade instalada dos blocos operatórios era utilizada.

Não há milagres.

Costa tem dificuldade em destruir o que criou

Costa precisa de ganhar tempo e para isso empurra com a barriga o inquérito para lá das autárquicas. A ideia é evitar ter que assumir que foi a sua criação nos anos em que foi ministro da Administração Interna a principal responsável pelo sucedido .

Mas com o verão que está ainda no inicio a ansiedade é muita e com cada fogo que lavre a confiança das populações terá um abalo . Até lá o primeiro ministro vai manter a ministra para não haver um vazio do poder e não deixar Costa na primeira linha do combate político.

Costa evitou situações que o expusesssem a eventuais vaias - apenas foi ao enterro de uma das 64 vítimas do fogo e não apareceu ao lado de Marcelo no concerto da MEO Arena.

No PS há a percepção nítida que a confiança das pessoas ficou abalada e o recente rouba de armas em Tancos não está a ajudar nada à recuperação da confiança.

O governo não pode arriscar nova tragédia, a intenção é baixar o tom e o assunto ser engolido por outras narrativas.

 

A fornecer o terrorismo e ou a máfia

Agora o Estado português dedica-se a fornecer armas de guerra ao terrorismo ou à máfia, senão mesmo aos dois. Porque as armas pesadas que foram roubadas não se deslocam sozinhas há logo a ideia que houve ajuda de quem conhecia as rotinas e a vigilância .

É gravíssimo o que aconteceu em Tancos que coloca em perigo não só o nosso país mas também os países europeus. A confiança foi-se e em casos com esta gravidade não volta mais. Se o boom do turismo por cá se deve em parte à desconfiança noutros destinos turísticos, resta-nos rezar para que nada aconteça entre nós. Se acontecer o motor da economia que está a puxar pelo crescimento gripa.

Por esse mundo fora depois das labaredas e das mortes trágicas a notícia de um roubo de armas de guerra, pode dar inicio a uma reacção que pode ser também ela trágica. Bem anda o primeiro ministro a focar-se na popularidade, tem boas razões para estar preocupado.

Eu já tinha avisado aqui

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Os próximos actos terroristas serão atribuídos às granadas Lusas

Também devido ao calor e a circunstâncias inusitadas roubaram granadas, munições e armas de guerra do paiol da Base de Tancos. O governo não fala no assunto por respeito aos mortos em Pedrógão Grande.

O descontrolo e o laxismo começam a dar frutos, será que o presidente Marcelo já foi averiguar o que se passou? Não tarda dizem que as granadas eram de pólvora seca, só quando rebentarem nos assaltos é que se descobre a verdade. O que é feito do inquérito ao roubo de armas? Qual foi a conclusão? É este o país real em que vivemos. De confiança .

Mais um inquérito porque o assunto é grave. Não roubaram pistolas mas sim granadas ofensivas Se bem me lembro aquelas que têm um grande raio de acção e matam muita gente. A polícia civil e militar já estão em campo.

Só nos faltava mais esta, agora os ataques terroristas serão atribuídos às granadas portuguesas . Os países amigos têm mesmo razões para terem confiança neste país que arde à terça e deixa roubar armas de guerra à quarta.

Um estado de gelatina. Não guarda as suas populações e é uma ameaça para as populações vizinhas. É possível ser mais incompetente ?