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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A OPA mal sucedida da SONAE sobre a PT

Apesar da PT ter prometido distribuir elevados dividendos em anos futuros para compensar os accionistas das mais-valias não realizadas com a derrota da OPA, tenho para mim que foi aqui que os compadres se zangaram . E os montantes envolvidos eram fabulosos. Para alguns ganharem muito alguém teve que perder também muito.

Quem não gostou foi a SONAE que gastou muito dinheiro para preparar e lançar a OPA . E foi enganada com a posição dúbia do governo e da CGD. E, claro, Belmiro de Azevedo tem muito dinheiro e poder e não deixou morrer o assunto. "Estavam todos feitos" garante o seu filho Paulo Azevedo.

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Na PT houve um assalto ao poder não foi só ao dinheiro

Para quem quis ver o que se passou na PT foi sempre claramente um processo de assalto ao poder. Hoje já é mais que evidente . A influência que Sócrates teve na OPA da SONAE, na compra e venda da VIVO e na posterior compra da OI é indiscutível.

Perderam-se 10 mil milhões e já durante esse processo milhões escorriam para as contas de generoso amigo do ex-primeiro ministro. Ouvir a gravação do anúncio ao país da extraordinário negócio é uma dor de alma. No negócio teria ganho a PT e o país como garantia Sócrates.

Mas a influência nefasta de Sócrates na PT viria a revelar-se mais tarde, quando condicionou a venda da Vivo à manutenção da actividade da empresa no Brasil, e em parceria com Lula entregou a grande empresa portuguesa nos braços do telegangue da Oi. Não é por acaso que na Lava Jato, há accionistas de referência da Oi envolvidos com a justiça brasileira. Foi a estes senhores de duvidosa credibilidade que a PT se entregou. 

Já antes da reprovação,  em assembleia-geral,  da OPA,  a 2 de Março, para o qual foi determinante o voto e a acção da Caixa Geral de Depósitos , o homem que chefiava o governo com o conforto de uma maioria absoluta no Parlamento  beneficiava de generosas transferências do Grupo Espírito Santo. 

Plano de Saúde gratuito - a inovação no privado

Os supermercados Continente da SONAE, a troco de compras no montante de 50,00 Euros/mês atribui aos seus clientes um seguro de saúde sem exigir qualquer mensalidade.

  •            Lançamos este Plano de Saúde Well’s a pensar nos 55% de portugueses que não têm qualquer seguro nem plano de saúde. Queremos democratizar o acesso à saúde privada em Portugal”, explicou ao Observador Inês Valadas, administradora da SONAE MC, responsável pela área de saúde e bem-estar.  
  • O grosso das especialidades médicas estará abrangido, como clínica geral, medicina dentária, urgências e consultas ao domicílio, exames e análises, partos e pequenas cirurgias, fisioterapia, entre outras.

    O Plano de Saúde Well’s não tem franquia, nem período de carência como outros planos de saúde, e também não tem limite de idade, bem como não tem em conta o histórico clínico dos clientes.

    “Estimamos meio milhão de consultas no primeiro ano de funcionamento deste plano e com poupança de 15 milhões de euros no primeiro ano”, disse ao Observador Inês Valadas, administradora da SONAE.

É assim que se garante liberdade de escolha na prestação de cuidados médicos e que se desanuvia a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS)

A OPA da SONAE à PT

Se bem me lembro a SONAE oferecia 11 mil milhões pela PT. José Sócrates usou a CGD para impedir a operação que deixava a companhia em mãos portuguesas.

Recorde-se que esta não é a primeira vez que a OPA da Sonae aparece como uma matéria relevante para a investigação da Operação Marquês. Em outubro, depois do segredo de justiça interno ter sido quebrado por ordem do Tribunal da Relação de Lisboa, já tinha sido noticiado que o procurador Rosário Teixeira tinha chamado Belmiro de Azevedo, o líder histórico da Sonae, e o seu filho Paulo a depor como testemunhas no processo.

Revelando que o «Governo deu instruções» para que a Caixa Geral de Depósitos votasse contra a OPA da Sonae sobre a PT, Belmiro de Azevedo considera que José Sócrates «portou-se mal», até porque o Estado, como detentor de uma golden share, nunca deu indicações de se opor ao negócio.