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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Rio esmaga Santana e depois tem dois anos para ganhar a Costa

A recente sondagem mostra que Rui Rio ganha folgadamente a Santana Lopes e que vai ser o próximo presidente do PSD.

Depois tem dois anos que vão ser muito difíceis para António Costa para mostrar o que vale. A economia crescerá menos que em 2017, grande parte do aumento de salários e pensões já é despesa efectiva, o BCE está a apressar a retirada da compra de dívida o que fará subir os juros e o petróleo vai na casa dos 70 dólares o que não acontecia há vários anos.

E a dívida em valor absoluto vai manter-se ao nível que está o que quer dizer que os juros a pagar vão continuar ao nível a que estão : 7,4 mil milhões a maior rubrica do orçamento logo após a despesa da saúde.

PCP e BE com o caderno de encargos mínimo concretizado vão agora subir a parada com novas exigências e já se admite que quer no Novo Banco quer na CGD os muitos milhões lá injectados são uma espada afiada sobre o cepo do défice.

É preciso afastar da área do governo os partidos anti-União Europeia . 

 

 

Qual dos dois vence António Costa ?

Hoje na televisão Rui Rio deixou escapar " que ele (Santana) tem os mesmos números (sondagens) que eu e sabe que vai atrás por isso desce o nível do debate com ataques pessoais".

Por outro lado é no norte que o PSD tem mais militantes e é também por isso que os dois candidatos se centram naquele região onde Rui Rio é mais conhecido e apreciado.

Mas a festa acabou. Estes últimos dias de campanha têm que ser decisivos no esclarecimento do país quanto aos programas eleitorais propostos. Em que é que são diferentes e como esperam bater Costa ?

Numa chamada à primeira página de uma entrevista a Rio, um dos jornais diários publica que "Rio pode apoiar um governo PS" . Isto é um tremendo tiro no pé, é a última coisa que um PSD quer ouvir . E a nível nacional será apreciada a posição de Rio se essa for a única forma de tirar PCP e BE do poder ? É que sem maioria absoluta o PS continuará prisioneiro da extrema esquerda.

Pior do que as fragilidades de Santana Lopes é não as reconhecer

Pior do que as fragilidades de Santana Lopes é não as reconhecer. Pelos vistos, quem diz que Santana venceu o debate acha que este provou que o seu governo não tinha feito trapalhadas nenhumas, que Jorge Sampaio foi um malandro em ter corrido com ele e que Sócrates conquistou uma maioria absoluta por obra e graça do Espírito Santo. Esses analistas também valorizaram aquela jogada de fino recorte ético que foi Santana ter falado de uma entrevista de Rio um mês depois de aquele ter sido nomeado primeiro-ministro, logo, e por definição, antes das trapalhadas e em que, claro está, Rio teria elogiado o companheiro de partido

A assuntos como o gigantesco problema que temos com a justiça e com o funcionamento do Ministério Público e à forma como Rui Rio, de forma corajosa e impopular, o abordou não foi dada qualquer importância; à coerência da sua opinião sobre financiamento partidário - também impopular - não foi dado qualquer destaque. Rio só mereceu elogios quando cedeu ao método santanista de debate e falou de uma vontade de o antigo provedor da Santa Casa Misericórdia de Lisboa, velha de 1996, fazer um novo partido.

E que engenho o de Santana Lopes que foi capaz de há uma semana ter dito que achava que o financiamento partidário devia ter todo origem privada e na quinta-feira mudou de opinião sem que ninguém tivesse dado por nada. "Santana deu um baile", alguém disse. Deve ter sido por Santana Lopes ter mostrado preocupação com a segurança do país, nomeadamente a enorme problemática das caixas multibanco.

Santana Lopes tem fragilidades que não há como esconder. Tal como António Costa. Um debate entre os dois ameaça tornar-se num combate de boxe. Sem regras e com golpes baixos que, como se sabe, são ténicas que exigem especialistas.

 

A confiança e a energia de Santana Lopes são contagiantes

A entrevista de Santana Lopes transmite uma energia, um entusiasmo e uma confiança que é todo um programa.

Percebe que o caminho que António Costa trilha é poucochinho, que sem crescimento económico sustentado e duradouro o resultado será o mesmo de sempre. Aqui ao lado, em Espanha, o PIB cresce 3% há três anos consecutivos. E o que nos vale é Espanha, a França e a Alemanha que crescem e que são os nossos principais compradores . E já agora o BCE com o seu programa de compra de dívida. Logo que estes factores terminem vamos olhar à volta e percebemos que estamos no lugar que sempre ocupamos. O fundo da tabela. 

Santana Lopes não se resigna e não consegue aceitar que Portugal pelo menos não seja igual à média europeia. O PS gosta de governar com o PCP e o BE que tudo fazem para que o país saia da União Europeia e da Zona Euro . Governo este que cumpre escrupulosamente os ditames de Bruxelas. Se fossemos ouvir o que dizia António Costa antes das legislativas, o que ele disse dos compromissos de Passos Coelho com Bruxelas.

Os mesmos que aplaudiam o "menino de ouro" são os mesmos que hoje aplaudem este governo que se apoia no PCP e no BE . E quanto ao "menino de ouro" depois viu-se o que foi.

Em vez de um governo poucochinho apoiado em partidos que tudo fazem para que Portugal não tenha sucesso numa Europa de sucesso, o país tem que seguir uma linha de entusiasmo só possível para quem acredita  no objectivo que procura alcançar.

A reorganização do território sector de que António Costa foi ministro e que os incêndios e as mortes mostraram a situação caótica a que chegou . A saúde que tem listas de espera de doentes cada vez maiores e que não paga a fornecedores e que tem médicos e enfermeiros indignados. A Segurança Social com um ministro fragilizado e que paga pensões profundamente desiguais. Sem nenhuma reforma estrutural à vista, são sectores que Santana Lopes elege como prioritários.

Este entusiasmo e esta confiança em Portugal e na União Europeia é o caminho certo, percorrendo-o com quem acredita nele e não com quem só o percorre por razões tácticas de curto prazo.

É muito e mais que suficiente para não haver dúvidas . Caso ganhe cá estarei a favor de Santana e contra a geringonça ou quem a substituir.

 

Mais uma trapalhada - 2

Santana Lopes que é como é, com as suas qualidades e os seus defeitos. Agora dá o dito pelo não dito e rectifica a entrevista ao Expresso, não a corrigir-se a si próprio mas ao jornal.

... comunicado da candidatura de Santana Lopes a desmentir as afirmações deste sobre Rui Rio na entrevista que deu ao Expresso. Afinal para Santana Lopes Rui Rio não é "limitado e paroquial". Tem apenas "uma visão limitada" e uma "visão muito paroquial". Felizmente que a candidatura estava atenta e corrigiu as falsidades do Expresso.
Mas algumas pessoas acham mesmo que o melhor é a gente discutir o futuro porque o passado e agora o presente estão cheios de trapalhadas e isso num primeiro ministro não interessa nada.
 

 

Mais uma trapalhada

É disto que Santana Lopes vive politicamente. As trapalhadas que sempre o acompanharam e que pelos vistos acompanham .

Desta vez é Vieira da Silva que vem dizer que a iniciativa de a Santa Casa entrar no sector financeiro foi de Santana Lopes e que a indicação do Montepio foi do governo.

Trapalhada por trapalhada, quando foi este governo que renovou o mandato a Santana Lopes à frente da Santa Casa fica-se com um travo amargo. As coisas nunca são como parecem mas em política o que parece, é . É esta a percepção da população.

Com Rui Rio não há trapalhadas porque é por natureza um homem rigoroso. Com ele as coisas são o que são, preto no branco. Quem é que em pleno debate teria a insensatez de questionar a Procuradoria Geral da República justamente quando, com Joana Marques Vidal, há tantos poderosos no Pelourinho ?

Mas com Rui Rio não há trapalhadas embora possa haver incómodos politicamente incorrectos. Com Rio já estamos a avançar na transparência e na verdade. Ele diz o que tem a dizer. Não é isso que todos procuramos na classe política ?

Admiro-o por isso, há poucos como ele na classe política mas quando aparecem são mal quistos. Não nos podemos queixar. 

Vejam as declarações de Vieira da Silva, como tenta na sua habitual linguagem de trapos, convencer-nos que na Europa investir na banca é o mesmo que tomar posição societária num banco em grandes dificuldades. E numa Mutualista falida. E valorizar uma participação que avalia um banco em 2 000 milhões quando o Montepio não vale nem metade. Em Espanha a notícia que o dinheiro dos pobres vai ser utilizado para salvar um banco é notícia.

Estamos conversados quanto a trapalhadas.

São estas as trapalhadas em que Santana Lopes se deixa envolver

Jorge Sampaio tinha sondagens que davam uma maioria absoluta ao PS

Que trapalhadas ? As que deram a certeza absoluta a Jorge Sampaio que demitindo Santana Lopes e indo para eleições antecipadas dava uma maioria absoluta ao PS. Como deu. Quem acredita que poderia ter sido de outro modo por muito que Jorge Sampaio quisesse o PS a governar ?

Acreditar que Jorge Sampaio sem essa certeza lançaria o país numa aventura ou colocaria novamente o PSD a governar é acreditar em fantasmas. 

Cavaco Silva tinha razões mais que suficientes para demitir o governo de José Sócrates -  dos que contam poucos tinham dúvidas que o país corria para a bancarrota - mas ainda assim não o fez. Porquê ? Porque a vitória de uma alternativa a Sócrates estava longe de ser certa.

E que dizer de uma proposta de governo que assentava ( assenta) numa solução conjunta que nunca foi apresentada como possível aos eleitores ? Há mais forte razão para demitir ou não dar posse ?

É preciso descrever as trapalhadas uma a uma ? Eu ainda me lembro de uma que desde logo me inquietou. Na tomada de posse com Santana Lopes sem saber o que fazer aos papéis a anunciar Paulo Portas como ministro "do mar" e a televisão a apanhar a total surpresa do visado que perguntava aos mais próximos " do mar" ?

A má vontade de Jorge Sampaio era completa e nem sequer a escondia mas, Santana Lopes, nunca teve o golpe de asa de descolar desse carimbo de incompetência com que o então presidente sempre o marcou.

É esta e não outra a opinião que os eleitores têm da passagem de Santana Lopes pela função de primeiro ministro . Como mostram as sondagens que dão invariavelmente Santana Lopes como o candidato pior colocado para vencer António Costa.

Ganhar o partido para perder o país ? As sondagens que o PSD não deixará de mandar fazer vão tirar as dúvidas e serão determinantes. Não acredito que os militantes do PSD escolham um candidato que não tenha condições de disputar o lugar de primeiro ministro.

O que também é verdade para Rui Rio, evidentemente.

 

Os "rabos de palha" de Santana Lopes são uma prenda para António Costa

Agora vejam a importância que será atribuída por António Costa às trapalhadas com que Rui Rio ontem brindou Santana Lopes em futuro debate entre ambos.

Santana Lopes ripostou com questões internas do partido (PSD) mas com Costa vai ripostar com quê ? Com as facadas de Costa a Seguro ?

Dos três Rui Rio é o único que não tem "rabos de palha". Esteve doze anos na Câmara do Porto com rigor e competência . Já António Costa está directamente implicado nos incêndios ( há doze anos foi ministro das florestas e como primeiro ministro recebeu os resultado da sua competência) . Mais de cem mortos. Santana Lopes conseguiu dar pretextos a Jorge Sampaio para que fosse afastado ao fim de uns meses.

É claro que tanto Costa como Santana sabem que as suas responsabilidades serão escrutinadas ao pormenor. Sem perdão .

A mais de centena de mortos nos incêndios podia ter acontecido a qualquer primeiro ministro ? Poder, podia, mas não a um primeiro ministro que é o principal responsável pela organização de ataque aos incêndios tendo gasto milhões de euros . Um primeiro ministro pode ser demitido ao fim de um par de meses de governo ? Mesmo com um presidente da república que teve como objectivo colocar no poder o PS ? Não, não podia. A não ser ( como  aconteceu) que as trapalhadas fossem tantas a ponto de Jorge Sampaio ter na sua mão sondagens que davam a maioria ao PS.

E estas circunstâncias existiam por Santana estar a governar bem ? Não brinquem com coisas sérias porque o que está em jogo é o país não é o PSD

 

Costa, Rio e Santana de acordo quanto ao futuro

A conclusão a tirar do debate de hoje e das declarações frequentes de António Costa é que no essencial estão de acordo quanto ao futuro.

Estão de acordo sobre a permanência do país na União Europeia e na Zona Euro. E isso por si só implica estar de acordo com o sistema político e com a economia social de mercado.

Na presente situação o país tem que trabalhar para conseguir um crescimento da economia que seja superior à média do crescimento da economia europeia. Para isso é necessário efectuar uma série de reformas estruturais que já foram ou estão a ser efectuadas nos outros países europeus.

Um estado mais leve e menos interventivo amigo da iniciativa empresarial virada para as exportações. Uma carga fiscal mais leve quer seja para os cidadãos quer seja para as empresas. Criar condições que atraiam o investimento estrangeiro.

Aumentar o nível de poupança dos cidadãos e manter uma balança comercial externa equilibrada. Manter contas públicas controladas e pagar a dívida mantendo-a à volta de 60% do PIB . Promover a descentralização com um modelo económico virado para o futuro e não para o presente e não deixar que a despesa pública seja superior a 50% do PIB.

Este é o quadro padrão para Costa, Rio e Santana e que terá a oposição de Jerónimo e Catarina. E não há mais tempo. É isto que estará em votação nas próximas eleições com o povo a saber que Costa não poderá voltar a juntar-se a Jerónimo e a Catarina.

 

 

 

Santana Lopes : reduzir a carga fiscal sobre as empresas

Consolidar as contas públicas pelo lado da despesa é bom mas ainda melhor é fazê-lo pelo lado das receitas. E reformas para descer as despesas do Estado de forma permanente não se vê nenhuma.

Mas com o nível elevadíssimo da carga fiscal (especialmente nas empresas.)  isso só é possível com o crescimento da economia que continua muito aquém do necessário,

Portugal já devia estar a convergir com a média europeia, a pagar a dívida e a aumentar significativamente o investimento para quando chegar a crise estarmos preparados para a enfrentar. Como sabemos, na crise anterior fomos profundamente afectados, muito mais que a maioria dos países porque não tínhamos feito o trabalho de casa . Exactamente o que está a acontecer agora .

A economia a nível Europeu e mundial está a crescer ( e não me venham dizer que é devido ao mérito da geringonça), aproxima-se o momento de a compra de dívida por parte do BCE terminar com o consequente aumento das taxas de juro . Com o nível de dívida que temos é um desastre anunciado que só aguentamos com o crescimento da economia a 3/4% .

As reformas prioritárias serão na vertente económica. “Continuamos abaixo das médias europeias em vários domínios, apesar de fazermos parte dessa comunidade há mais de 30 anos. O Estado continua a gastar demais e, por isso, pagamos impostos a mais. A economia cresce de menos e o país encolhe em relação àquelas que são as suas necessidades e responsabilidades”, apontou o candidato.

Questionado sobre se a redução da carga fiscal é uma prioridade, Santana Lopes admitiu que sim, sobretudo para as empresas. “É [uma prioridade], dentro das possibilidades do país. O primeiro objetivo é a consolidação das contas públicas, mas o equilíbrio orçamental não deve ter uma obsessão pela despesa, deve focar-se também na receita. Para isso, é muito importante o crescimento económico e, nesse âmbito, defendemos uma redução da carga fiscal, nomeadamente sobre as empresas.

Ao contrário o governo é incentivado pelos seus apoios, PCP e BE, a aumentar a carga fiscal ( como vai fazer sobre a derrama do IRC), a aumentar a carga fiscal via impostos indirectos e, como diz Mariana Mortágua ir buscar o dinheiro onde ele está.

E os aumentos de preços anunciados em produtos essenciais de primeira necessidade levam boa parte das reversões dos rendimentos.

Os problemas nos fundamentais da economia permanecem e com a presente solução conjunta governativa não há como resolvê-los. E após dois anos de governo a culpa é de todos menos de Costa e companhia. Acredita quem quer.