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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Trump/Le Pen/Catarina/Jerónimo - odeiam a globalização

Ouvir Catarina a dizer as mesmas coisas que Le Pen é singular. O mesmo que Trump e o seu nacionalismo reaccionário .

Perante o colapso do comunismo e do socialismo a extrema esquerda procurou a salvação na linguagem reaccionária, culturalista ; o "multiculturalismo" ou " politicamente correcto" é uma escola de pensamento reaccionária e romântica, sem qualquer marca iluminista.

Os últimos anos só reforçaram essa tendência. Todos os dias vemos esta continuada deriva nacionalista de esquerda. Catarina e Jerónimo todos os dias fazem um discurso à Le Pen sobre a saída do Euro.

Mas se for Le Pen trata-se de um discurso reaccionário , se for Catarina ou Mortágua já se trata de um discurso fofo .

As duas sensibilidades odeiam a globalização querem voltar ao nacionalismo, quebrando a ordem internacional que tem permitido a globalização e a paz entre as super potências . Só não têm a gentileza de explicar o que pode substituir o que querem destruir. Voltando à guerra fria ?

É por isso que o seu objectivo, tanto da extrema direita como da extrema esquerda, é acabar com a União Europeia e os seus 60 anos de paz e progresso.

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PC e BE não dizem a verdade sobre a saída do Euro

Ouvi, numa palestra, o prof Ferreira do Amaral que foi o primeiro a assinalar os problemas da nossa integração na Zona Euro, dizer que tecnicamente é muito difícil um país sair . Desde logo porque o sigilo absoluto não é possível e bastaria o mais pequeno zum-zum para que biliões de euros voassem para fora do país. Só cá ficariam as pequenas poupanças. Passarmos da Europa a 27 para uma espécie de ‘orgulhosamente sós’ salazarista, sem recursos suficientes para nos bastarmos a nós próprios. Uma Venezuela para pior.

Como em certos países podemos ter milhões no bolso mas que não dão para comprar um frango ou um bife. E como as dívidas (incluindo as das famílias e individuais são em euros ) serão pagas pela nova moeda que vale 40% menos, vamos de mal a pior. Nunca mais conseguiremos pagar aos credores, deixaremos de ter acesso aos mercados para nos financiarmos e os juros disparam para valores ainda mais incomportáveis.

Ora PCP e BE sabem isto muito bem, o seu problema não é o euro . É um conceito de vida que em Portugal representa 14% dos votos . Abandonar a democracia , a economia social de mercado e o estado de direito.

Mas os dois partidos radicais escondem do povo a verdade .

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Há quem esconda as consequências de uma saída do euro

Quem fala da saída do euro esconde as consequências . Trinta a quarenta por cento de desvalorização da nova moeda . As taxas de juro sem a almofada do BCE aumentariam de forma insustentável .

Esta operação não seria possível fazer em sigilo total pelo que as fugas de capitais para o estrangeiro nos dias (semanas) anteriores seriam catastróficas . A corrida aos bancos dos médios e pequenos depositantes (já que os grandes colocariam o dinheiro em off shores) obrigaria ao seu fecho .

Uma forma certeira de por uma país em pé-de-guerra e os portugueses ainda mais pobres.

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"Eu acho que não se vai desmoronar a zona do euro, porque qualquer governo com o mínimo de bom senso que à sexta-feira pense em tirar o seu país do euro, no domingo entra em pânico sobre aquilo que acontece na segunda-feira”.

 

O Reino Unido ainda não saiu e já quer ficar

O Reino Unido quer negociar um amplo acordo comercial com os " nossos parceiros europeus " . Claro, são 400 milhões de consumidores com elevado poder de compra que o Reno Unido só encontra bem longe do outro lado do Atlântico. E isso não ajuda nada , faça o país as ameaças que fizer . Vai negociar com todo o mundo, pois vá, é o que lhe resta . Mas isso custa dinheiro e competitividade e terá a concorrência de gigantes económicos bem mais próximos.

O Reino Unido como forte país que é vai jogar os seus trunfos . O seu mercado de 50 milhões de consumidores, os três milhões de imigrantes que vivem no país e uma fiscalidade de baixos impostos para as empresas, com a intenção de repor a competitividade e chamar investimento europeu.

Nada disto pode ser ignorado pela União Europeia como também não poderá ignorar que uma saída fácil para o Brêxit levará a que outros países também queiram o lombo . No mínimo uma relação priveligiada mas não completa como já existe com a Noruega e a Suiça .

O ministro do 'Brexit', David Davis, já alertou na terça-feira os seus colegas no Governo para que devem estar preparados para "o cenário improvável" de que "um acordo mutuamente satisfatório possa não ser alcançado" com a União Europeia. E a Escócia dá sinais cada vez mais fortes que poderá sair do Reino Unido caso o Brexit se concretize.

O referendo é um bom instrumento democrático de consulta, mas não para tomar decisões que afectem profundamente a política do governo e que perdurem no tempo afectando as gerações futuras . Lembre-se que quem quis o sair foram as gerações mais velhas enquanto as gerações mais novas preferiram o ficar.

A aproximação do Reno Unido a uma União Europeia com sucesso é uma questão de tempo.

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Ameaçam sair da UE mas todos acabam por ficar

As sondagens mostram que o Reino Unido irá permanecer na União Europeia. O sim à UE ganha terreno depois do chefe da oposição trabalhista se ter juntado ao sim. O chefe do governo Cameron - apertado pelas revelações dos Papéis do Panamá - pode respirar de alívio.

A saída e consequente maior dificuldade em aceder a um mercado de 500 milhões de consumidores traduzir-se-ia em enormes prejuízos para a economia e para o investimento bem como para a criação de emprego.

Este é mais um sinal para todos os outros países que se preparam para integrar a UE garantindo um salto de modernidade como foi o caso de Portugal. Facto que os inimigos da UE tendem a esquecer quando apontam o dedo às presentes dificuldades, como se um projecto desta dimensão fosse linear.

São bem vindos todos os que ajudem a encontrar o caminho que a humanidade percorre pela primeira vez. Dos fracos não reza a história.

A política do mais ou menos

Nós por cá vamos dando uns palpites sobre os grandes problemas nacionais. Temos programas macroeconómicos partidários ? E faltam 600 milhões nas pensões ? Logo se vê. Gasta-se agora e paga-se mais tarde. Foi assim que chegamos à bancarrota.

E sobre a saída do euro e da UE ? Bocas, nada mais que bocas. Mas isso é possível? Sim, temos é que fazer tudo em segredo senão o dinheiro foge. Mas uma operação dessas resiste à quebra do segredo sabendo nós, todos os dias, o que a casa gasta ? Então um golpe de mão. Deitamo-nos com o euro e acordamos com o nosso amado escudo. E isso vale, é legal? Quanto custa a quem tem dinheiro nos bancos?

Os ingleses que não brincam com coisas sérias, deitaram-se ao trabalho. A saída da UE custa 14% do PIB. Pronto. Não é de esquerda nem é de direita. É a maneira mais rápida de empobrecer.

O Syriza quer mesmo sair do euro ?

Mas como se quase 80% dos gregos quer manter-se na moeda única ? Segundo alguns a saída levaria mais tarde ou mais cedo à saída dos países com elevadas dívidas e, daí à desagregação do euro seria um passo. Afinal, não podemos esquecer que são revolucionários .

Mas também é verdade que o povo grego já viu a sua vida a andar para trás o suficiente para se interrogar se vale a pena continuar. E é aqui que entra a UE. Se houver solidariedade a Grécia faz o trabalho de casa que se escusou a fazer? É que se não faz de pouco vale a solidariedade como se viu com o perdão da dívida em 2008.

Em termos de montantes envolvidos, o que a Grécia precisa representa muito pouco para os restantes dezoito países. É, pois, evidente que a questão é política. E, sendo política, é preciso saber se o actual governo Grego quer mesmo sair do euro, porque logo aí passa a responder perante os tais 80% de gregos que querem o país na zona euro.

Lançados os dados, nem a UE quer correr o risco de ver um dos seus membros sair da zona euro nem o governo Grego quer suicidar-se. Se não  chegarem a um acordo a única saída do governo grego é referendar a posição do país . A partir do resultado do referendo pode mudar a sua política sem perder a face.

E, como sabemos, a vacina protege para toda a vida. É por isso que o referendo também interessa à Europa.

PCP não diz tudo

PCP quer preparar o país para sair do euro mas não diz tudo. É que esse seria o primeiro passo para sair da União Europeia. Ora, o que sabemos é que 74% dos portugueses não quer sair da União Europeia. Mas parece que neste como noutros casos nem sempre é o povo quem mais ordena

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O PCP a viajar na jangada de pedra

O PCP quer que o governo crie centros de estudo para preparar a saída do Euro. E para que o estado retome o controlo da banca. O partido que representa 10% do eleitorado quer que se passe por cima de 85% do eleitorado que vota nos partidos pró-União Europeia e pró-Euro.

O PCP recomenda igualmente a realização de "uma conferência intergovernamental para a revogação e suspensão imediata do Tratado Orçamental, a revogação da união bancária, a revisão do papel do Banco Central Europeu, a abordagem do processo de dissolução da União Económica e Monetária e extinção do pacto de estabilidade, e a criação de um programa de apoio aos países cuja permanência no euro se tenha revelado insustentável". Isto é a maior confissão de incapacidade de viver neste tempo. Estar hoje como estava há setenta anos. Incapaz de compreender as mudanças que se operaram no mundo e que vão continuar. Confundir desejos com a realidade. É com os partidos à sua esquerda que António Costa se vai entender como se vê e ainda conforme apresentação pública de hoje de um candidato à liderança do BE, que afasta qualquer entendimento com o PS. A não ser, claro, que o PS passe a ser de "esquerda"...

Sair do Euro equivale ao quanto pior, melhor

João Ferreira do Amaral e Francisco Louçã juntam forças para defender a saída de Portugal do Euro. Basicamente, o que defendem é que "tudo é preferível a vinte anos de protectorado". Quer dizer, estamos novamente na área dos nacionalismos tão apreciados na extrema esquerda e na extrema direita. Não dizem como se sai do Euro nem como ficaria o país no dia seguinte. Vagamente, dizem que o país ficaria mais pobre entre 30 e 40% mas percebe-se que a contrapartida era pôr as rotativas do Banco de Portugal a emitir dinheiro. Escudo novo.

Também não dão explicação nenhuma para o facto de na UE ninguém falar da saída do euro  o que prova uma resiliência inesperada ( entrou mais um país : a Estónia). Lá vem também a famosa renegociação da dívida, sem dizer como se faz, mas neste assunto acho que depois da proposta  de Louçã ( que ninguém levou a sério) a coisa seja para esquecer. E, assim, temos Jerónimo, Ferreira do Amaral e Louçã a apresentar um desejo eminentemente político, tal como os anglo-saxónicos atlantistas que sempre tiveram como objectivo derrubar a moeda única europeia.

Assim se nega o mundo em que vivemos e se ignora que, em Portugal, foi raríssimo haver equilíbrio orçamental e externo nos regimes liberais; só em ditadura e a que preço. A não ser que seja disto que os proponentes da saída do euro estão a falar sem o saber ou, pior, sabendo-o muito bem. A saída do euro colocar-nos-ia de novo a quilómetros da Europa! É isso que queremos?

Um dia argumentei com o Prof Ferreira do Amaral que Portugal tinha estado 900 anos fora do Euro e que o resultado foi a miséria, a emigração e a ditadura. Ficamos assim...