Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Novo hospital de Lisboa substitui seis antigos hospitais

Já aí anda o projecto de concepção/construção do novo hospital Oriental de Lisboa. Mais uma PPP na saúde, desta vez com a parte privada ligada à infraestrutura e a gestão a instituições estatais. O contrário da primeira experiência com o Hospital Amadora/Sintra. Propriedade do Estado e gestão privada. 

De acordo com as linhas gerais do projecto, apresentadas na passada terça-feira, o lançamento do concurso público internacional para a PPP terá lugar no "início do segundo semestre" deste ano (ou seja, a partir do corrente mês de Julho), estando previsto que as obras estejam em curso no início de 2020, com a abertura a ser apontada para 2023, ou seja, dentro de seis anos.

"O risco privado está essencialmente associado à construção da infra-estrutura hospitalar e à sua manutenção, de forma a assegurar a sua disponibilidade para a prestação os serviços clínicos integrados no SNS, que ficará a cargo de entidades públicas", acrescentam os técnicos.

O hospital Oriental de Lisboa vai substituir os actuais hospitais dos Capuchos, São José, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e ainda a Maternidade Alfredo da Costa. Em entrevista à Lusa, no final de Junho, o ministro da Saúde adiantava que "uma parte do São José ficará como hospital de proximidade, para servir aquela população mais idosa e que beneficiará muito de estar nos bairros antigos à volta" deste hospital.

sol hospitais fecham .jpg

 

Umas valem a pena outras não

O novo Bastonário da Ordem dos Médicos não sabe se as PPPs na saúde valem a pena. Diz que provavelmente não, isto apesar de os relatórios conhecidos atribuírem a vários hospitais em regime PPP melhor qualidade dos serviços prestados e serem mais baratos para o estado.

O Tribunal de Contas, o próprio Ministério da Saúde e outras instituições já o afirmaram sem margem para dúvidas . O ministro da pasta já mostrou a vontade de lançar novos concursos para vários hospitais . Não se deve é renovar as parcerias sem concurso público por muito bons que tenham sido os resultados.

E, depois, o estado não tem dinheiro e como tal atrasa o reequipamento e a reabilitação das instalações . A dívida, os juros, a economia que não cresce, formam uma situação desfavorável em que o SNS só pode continuar a não conseguir responder às necessidades.

Mas o que o Sr. Bastonário nos vem confirmar mais uma vez é que, por mais estudos que se façam em Portugal, a realidade é sempre vista através do manto diáfono da ideologia .

2. As PPP na Saúde e a Sustentabilidade Económico - financeira do SNS.
Da nossa perspectiva, não corresponde à verdade que as PPP coloquem o SNS em risco de
insustentabilidade financeira, desde logo, porque o SNS já se encontrava em condições de
manifesta incapacidade para solver economicamente as suas despesas, como o pagamento
atempado aos seus fornecedores de produtos farmacêuticos e material sanitário, etc. Aliás, foi
justamente esta inaptidão e incapacidade de solver os compromissos económico
s, de per si,
que impeliu o Estado a procurar apoio financeiro junto dos privados.

 

 

Macedo e Crato - de destruidores a salvadores

Macedo andou 4 anos com o objectivo único de destruir o Serviço Nacional de Saúde. Já antes, como Director-Geral dos Impostos, a sua ambição foi esconder a evasão fiscal. Oposição e sindicalistas com a óbvia cumplicidade da comunicação social todos os dias se manifestavam, apoucavam, rasgavam as vestes Neo-liberais e destruidores do serviço público.

António Costa que é pragmático ( António José Seguro que o diga) foi buscar Macedo e nomeou-o presidente da Administração da Caixa Geral de Depósitos. Oferece-lhe um vencimento superior e pede-lhe para recapitalizar a CAIXA e salvá-la.

Nuno Crato, segundo os sindicalistas comunistas amestrados, esforçava-se para acabar com a escola pública e entregar o ensino aos privados. Manifestações e arruadas dia sim dia não. O arruaceiro-mor do reino, um tal Nogueira, jurava que o fim era a fogueira.

Sabemos hoje que os alunos portugueses estão entre os que mais cresceram na avaliação PISA. Sabemos hoje que Nuno Crato tinha razão.

E os sindicalistas comunistas continuarão a prejudicar o país no altar da sua ideologia para nada lhes interessando quer os doentes quer os alunos.

Aceitar o direito de escolha na saúde e negá-lo na educação

No mesmo governo, o ministro da educação nega o direito de escolha da escola às famílias e o ministro da saúde faz do direito de escolha do doente a grande reforma do SNS.

“A arma [para os serviços de saúde cativarem os utentes] é a qualidade, é o desempenho e a transparência. Temos de ter um Serviço Nacional de Saúde (SNS) exigente consigo próprio e que gosta de ser avaliado”. O contrário do que pensa o ministro e a secretária de estado da educação que não se importam de ser avaliados por quem quer a educação centralizada e em circuito fechado.

Na saúde trabalha-se para uma maior autonomia de quem está no terreno, na educação entregam-se as escolas a quem não sai dos gabinetes do ministério e da sede da Fenprof.

De acordo com o ministro, estão ainda a ser feitos “os estudos necessários”, mas as primeiras medidas serão ensaiadas a partir de abril, quando forem assinados os primeiros contratos-programa com os hospitais.

Esta livre escolha deverá estar a funcionar em pleno daqui a dois, três anos. Mas não se julgue que há aqui uma trapalhada porque não há . O BE já começou a dizer que é preciso destruir a oferta privada na saúde. O argumento é o mesmo. Quem quer bons serviços paga-os.

 

Descentralizar na Educação, Saúde, Cultura e Segurança Social

Os municípios vão ter uma maior participação nas políticas. A proximidade é uma vantagem inegável. Somos um dos países mais centralizados.

Além da Educação, o Governo quer transferir para as autarquias, até ao arranque da campanha eleitoral, competências nas áreas da Saúde, da Segurança Social e da Cultura. Na Saúde - o processo mais atrasado - prevê-se que os municípios passem a gerir os técnicos superiores, os técnicos de diagnóstico e terapêutica, os assistentes técnicos e os assistentes operacionais. Além disso, vão passar a ter liberdade para alargar os horários dos centros de saúde, fazer a manutenção dos edifícios dos centros de saúde e assumir os transportes e serviço de apoio domiciliário dos doentes.

Na Cultura as câmaras vão gerir museus, bibliotecas, teatros, salas de espectáculo, galerias e edifícios, desde que não tenham a classificação nacional. Na Segurança Social as autarquias vão poder estabelecer Contratos Locais de Desenvolvimento Social com entidades da área do emprego e formação profissional, educação e habitação, para combater a pobreza e a exclusão social.

 

E Portugal continua a subir no índice da saúde

Portugal subiu três posições estando agora em 13º. Nada mau para um país que quer acabar com o SNS.

(...) reflete a melhoria dos direitos e informações e acesso dos pacientes. O estudo revela também que tem sido enfrentado com bons resultados o problema da tradicional longa espera da assistência médica portuguesa, o que contradiz a situação verificada nestas primeiras semanas de janeiro com longas filas e elevados tempos de espera em várias urgências hospitalares.

Também melhoraram os resultados dos tratamentos embora haja tendência para reduzir a gama e o alcance dos serviços e do acesso a novos produtos farmacêuticos. Aliás, o relatório recomenda que “quando os recursos assim o permitam, a gama e o alcance dos serviços devem ser salvaguardados para prevenir mais desigualdade na assistência médica.

Descentralizar é aproximar e fazer parte da solução

Há muita gente que mudou de opinião. As crises têm estas vantagens é preciso mudar, encontrar soluções. A proximidade dos centros de decisão aos problemas, eliminando níveis intermédios de decisão que nada acrescentam é uma das formas. E retirar poder a meia dúzia de iluminados que a partir do ar condicionado tratam de assuntos que não conhecem é outra.

O actual governo está a transferir competências na área da saúde e da educação para os municípios. Com isto envolve os verdadeiros interessados. Municípios, famílias, alunos e doentes. Curiosamente, os municipios PS, a pensar nas eleições, não querem agora o que sempre reinvindicaram.  Pequena política. O governo também está pensar nas eleições. Pois...                                                                                                                                             Rui Rio e António Costa já saltaram para dentro do barco da regionalização. É preciso ter atenção à possível criação de uma classe política que custaria muito dinheiro aos contribuintes e à responsabilidade e controlo dos dinheiros públicos locais. No resto só há vantagens.

Claro que há quem perca poder com a regionalização e esses não querem. Burocratas estatais e sindicalistas estão contra. Não se podia esperar outra coisa bem entendido. E a ideologia que o PC defende também não deixa.

É o lado para onde melhor durmo...

Descentralizar para os municipios a educação, a saúde e a Segurança Social

Depois da educação, negoceia-se agora a passagem da gestão dos centros de saúde e do emprego para a gestão camarária. Maior proximidade facilita a tomada de decisões e maior responsabilidade. Estão em desenvolvimento soluções interessantes, que, uma vez aprovadas, poderão dar bons resultados", disse o autarca, referindo, nomeadamente, "a descentralização administrativa e a descentralização de serviços e a instalação de um limiar mínimo de serviços do Estado ao nível dos municípios".Portugal é dos países mais centralizados.Esperemos que quem lamenta a desertificação do interior perceba que a descentralização é a medida mais capaz de a contrariar.

Militares querem manter privilégios na saúde e na educação

Na saúde mantendo os diversos hospitais de que não precisam e o seu subsistema de saúde que o orçamento paga. Na Educação mantendo os colégios mais caros que o orçamento também paga. Querem a paz dos cemitérios. Não à mudança.

Nos hospitais há quatro hospitais militares só em Lisboa que se vão reunir num só, o da Força Aérea, no Lumiar. Aqui para nós que ninguém nos houve, se fizermos contas ao número de militares e aos seus familiares, não chegam para um hospital com a dimensão adequada à prestação de cuidados hospitalares de qualidade. Quanto aos subsistemas de saúde, este e os outros não têm razão de ser quando temos o SNS.

Os colégios militares ficam muito mais caros por aluno. Além disso o número de alunos que os frequentam é muito reduzido. Há que juntar rapazes e raparigas como se faz em todo o lado e baixar o custo por aluno. O orçamento também paga.

Um estado abocanhado por corporações profissionais e de interesses que lutam por privilégios que os contribuintes pagam. Chega!