Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A obra prima de António Costa foi votar Sócrates ao esquecimento

É como se a governação tenha começado com o governo de Passos Coelho . Os governos de Sócrates não existiram, o menino de ouro não estourou com o país. É esse o grande feito de António Costa. Foi ter desligado o PS actual do anterior PS cangalheiro .

Os seis anos do mandato de José Sócrates constituíram uma espécie de peste negra que se abateu sobre o país. Aquele governo, apoiado nalguma banca pública e privada, ajudado por um bando de empresários sem escrúpulos e assessorado por consultoras internacionais complacentes, atingiu níveis de endividamento único na história de Portugal, assim como de corrupção, de desperdício de recursos, de destruição de empresas públicas, de favoritismo em concursos e nomeações... Foi provavelmente o mais nefasto governo de Portugal durante décadas. Sem criticar os seus feitos, sem partilhar os erros de Sócrates, sem assumir responsabilidades relativamente aos piores anos de governo de Portugal, António Costa e seus ministros conseguiram, sem nunca o ter feito explicitamente, distanciar-se daquele nefando governo e daquele execrável período. Esse, sim, é um feito histórico.

Olha o PEC salvador de Sócrates

O governo vai ter que pagar 23,5 mil milhões de obrigações de dívida toda ela contraída pelo governo de Sócrates. Olha se não fosse o PEC IV.

Quem o diz é o IGDP que tem como tutela um governo PS. Parece não haver dúvidas.

Toda a dívida pública de médio e longo prazo contraída junto de bancos e fundos de investimento que o atual governo do PS tem de pagar até final da legislatura foi herdada do executivo, também PS, liderado por José Sócrates, no poder entre 2005 e início de 2011.

pagar.jpg

 Leiam, leiam o texto seguindo o link...

O legado de Jorge Sampaio - abrir caminho ao pior

Quem estava em Belém quando os dois piores primeiros ministros que tivemos chegaram a S. Bento ? Jorge Sampaio.

Deu posse a Santana Lopes em vez de marcar eleições antecipadas para o demitir cinco meses depois . E com isso abriu caminho à maioria absoluta de José Sócrates . O resultado é conhecido .

Os primeiros ministros anteriores eram gente de grande gabarito intelectual, grandes juristas, reputados académicos.

Até Sampaio dar posse a Santana Lopes, Portugal tinha um historial de primeiros-ministros com dimensão política e/ou profissional fora do vulgar. Mário Soares, que tinha uma visão para Portugal e se movimentava como ninguém pela política europeia e mundial, Sá Carneiro, que não teve tempo para deixar obra, mas cuja dimensão política é universalmente reconhecida, Pinto Balsemão, grande empresário, Cavaco Silva, professor catedrático de Economia, Mota Pinto, distinto professor de Direito, entre alguns outros, como Maria de Lourdes Pintasilgo ou Freitas do Amaral. Imediatamente antes de Santana Lopes, tínhamos tido Durão Barroso, que sairia para liderar a Comissão Europeia, e António Guterres, que hoje é secretário-geral da ONU. Ou seja, concorde-se ou não, goste-se deles ou não – e eu não aprecio a maioria dos nomes que referi –, a verdade é que todos, antes ou depois, provaram ter dimensão política para o cargo.

É, claro, que a maioria de nós votou duas vezes maioritariamente em Jorge Sampaio. Não há como fugir disso.

Estar por conta

José Pacheco Pereira : Depois, há um julgamento que qualquer pessoa pode fazer a partir das explicações absurdas que Sócrates deu e dá sobre o seu actual processo, que insultam de tal maneira a inteligência e o bom senso, que são ofensivas para qualquer pessoa. Ele quer-nos convencer que tinha com um amigo, cujos negócios dependiam em muito do acesso ao poder político, uma espécie de contrato para o “pôr por conta”. Esse “pôr por conta” não tinha contabilidade, nem limites, fluindo centenas de milhares de euros por todo o lado, uma parte em numerário, transportado por um motorista, porque, dizia Sócrates, desconfiava dos bancos. Vá contar essa a outro.

No Público

Os recursos de Sócrates atrasam a Justiça e custam muito dinheiro

defesa de José Sócrates queixa-se muito da demora do processo ao mesmo tempo que contribui diariamente para ela, com um nível de litigância absurdo. Cada recurso apresentado por Sócrates exige uma resposta demorada do Ministério Público – e, tirando o famoso caso do recurso relatado pelo juiz Rui Rangel, todos os outros foram indeferidos. O PÚBLICO de ontem fazia as contas: a Relação já recebeu 33 recursos, a defesa vai em 13 multas por atrasos, e só em custas judiciais (sem contar com os honorários dos seus advogados) José Sócrates foi obrigado a desembolsar 17 mil euros. Tendo em conta que o seu único rendimento conhecido é uma subvenção vitalícia de 3800 euros mensais (2250 líquidos), ele já investiu sete meses e meio de salário em recursos fracassados. Ninguém sabe qual será o Carlos Santos Silva de José Sócrates neste momento, mas o ponto principal é este: se o atraso na acusação é uma vergonha, Sócrates não se tem cansado de contribuir para a vergonha desse atraso.

Quantos tiveram coragem para erguer a voz ?

Quantos protestaram quando a Caixa Geral de Depósitos foi ocupada? E quando o BCP foi tomado de assalto? E quando o Governo manobrou nos bastidores para impedir que o mercado funcionasse na OPA da PT? Ou quando este tentou utilizar a PT para comprar a incómoda TVI? Ou ainda quando os reguladores independentes, como o da energia, foram afastados? Que vozes se ouviram quando a Entidade Reguladora da Comunicação Social se comportou como obediente guardião do dono? Quem se indignou quando Sócrates vetou o primeiro negócio de venda da Vivo pela PT para depois impor o catastrófico negócio da compra da Oi? Quantos levantaram a voz quando os PIN foram utilizados para passar por cima de planos e regulamentos?

Ao mesmo tempo ia-se forjando uma aliança crucial com o grupo Espírito Santo e com Ricardo Salgado. O primeiro momento chave dessa aliança foi a forma como o Governo de Sócrates, e a CGD de Armando Vara, ajudaram os Espírito Santo a manterem o controle da Portugal Telecom durante a OPA da Sonaecom. Outros momentos de grande cumplicidade se seguiriam, até à intervenção final do primeiro-ministro na desastrosa operação de compra da Oi, um negócio político intermediado por São Bento e pelo Palácio do Planalto, um negócio que acabaria por levar à destruição da PT tal como a conhecíamos.

Caso Sócrates se salve o amigo está tramado

Se o Tribunal aceitar a tese de Sócrates que o dinheiro não é dele então as suspeitas cairão todas sobre Carlos Santos Silva . E este é tão amigo que além dos empréstimos não se importará de arcar com todas as responsabilidades inclusivé ir parar à cadeia ?

Se as contas bancárias forem mesmo de Sócrates, percebe-se que delas tenham saído os pagamentos de férias que ele fez com namoradas em sítios luxuosos.

Mas se o dinheiro for de Carlos Santos Silva, já se percebe menos bem por que razão serviu para pagar essas extravagâncias. 

E a que título é que Carlos Santos Silva recebeu milionárias quantias se nada o ligava a esses negócios e não estava em posição de os facilitar a não ser por ser amigo do ex primeiro ministro ?

Poderia continuar a dar exemplos, mas estes chegam para mostrar que, se o dinheiro for de Sócrates, tudo faz sentido; mas se for de Santos Silva, nada se compreende.

Cavaco Silva : o PEC lV já não resolveria nada

Estava de facto em causa o pagamento de salários e pensões . A Grécia e a Irlanda já tinham pedido a ajuda externa mas Sócrates prosseguia uma política errada .

Cavaco Silva admitiu que, “mesmo que o PEC IV fosse aprovado já não teríamos conseguido evitar a ajuda externa”. O ex-Presidente admitiu que a situação a que Portugal chegou — “o que estava em cofre era reduzidíssimo” — fazia com que o país não tivesse “recursos para satisfazer as suas necessidades” e que “podia, de facto, estar em causa o pagamento de salários e pensões”.

O resgate a Portugal “foi o resultado de políticas desenvolvidas ao longo do tempo, em particular desde 2008, num contexto internacional muito complexo”. Políticas que “geraram um grande desequilíbrio das contas externas e nacionais na ordem de 10% do produto, que conduziram a situação de emergência nacional. Nem Estado nem empresas conseguiam contrair empréstimos no exterior”, sublinhou o antigo Chefe de Estado.

Na PT houve um assalto ao poder não foi só ao dinheiro

Para quem quis ver o que se passou na PT foi sempre claramente um processo de assalto ao poder. Hoje já é mais que evidente . A influência que Sócrates teve na OPA da SONAE, na compra e venda da VIVO e na posterior compra da OI é indiscutível.

Perderam-se 10 mil milhões e já durante esse processo milhões escorriam para as contas de generoso amigo do ex-primeiro ministro. Ouvir a gravação do anúncio ao país da extraordinário negócio é uma dor de alma. No negócio teria ganho a PT e o país como garantia Sócrates.

Mas a influência nefasta de Sócrates na PT viria a revelar-se mais tarde, quando condicionou a venda da Vivo à manutenção da actividade da empresa no Brasil, e em parceria com Lula entregou a grande empresa portuguesa nos braços do telegangue da Oi. Não é por acaso que na Lava Jato, há accionistas de referência da Oi envolvidos com a justiça brasileira. Foi a estes senhores de duvidosa credibilidade que a PT se entregou. 

Já antes da reprovação,  em assembleia-geral,  da OPA,  a 2 de Março, para o qual foi determinante o voto e a acção da Caixa Geral de Depósitos , o homem que chefiava o governo com o conforto de uma maioria absoluta no Parlamento  beneficiava de generosas transferências do Grupo Espírito Santo.