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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O legado de Jorge Sampaio - abrir caminho ao pior

Quem estava em Belém quando os dois piores primeiros ministros que tivemos chegaram a S. Bento ? Jorge Sampaio.

Deu posse a Santana Lopes em vez de marcar eleições antecipadas para o demitir cinco meses depois . E com isso abriu caminho à maioria absoluta de José Sócrates . O resultado é conhecido .

Os primeiros ministros anteriores eram gente de grande gabarito intelectual, grandes juristas, reputados académicos.

Até Sampaio dar posse a Santana Lopes, Portugal tinha um historial de primeiros-ministros com dimensão política e/ou profissional fora do vulgar. Mário Soares, que tinha uma visão para Portugal e se movimentava como ninguém pela política europeia e mundial, Sá Carneiro, que não teve tempo para deixar obra, mas cuja dimensão política é universalmente reconhecida, Pinto Balsemão, grande empresário, Cavaco Silva, professor catedrático de Economia, Mota Pinto, distinto professor de Direito, entre alguns outros, como Maria de Lourdes Pintasilgo ou Freitas do Amaral. Imediatamente antes de Santana Lopes, tínhamos tido Durão Barroso, que sairia para liderar a Comissão Europeia, e António Guterres, que hoje é secretário-geral da ONU. Ou seja, concorde-se ou não, goste-se deles ou não – e eu não aprecio a maioria dos nomes que referi –, a verdade é que todos, antes ou depois, provaram ter dimensão política para o cargo.

É, claro, que a maioria de nós votou duas vezes maioritariamente em Jorge Sampaio. Não há como fugir disso.

Estar por conta

José Pacheco Pereira : Depois, há um julgamento que qualquer pessoa pode fazer a partir das explicações absurdas que Sócrates deu e dá sobre o seu actual processo, que insultam de tal maneira a inteligência e o bom senso, que são ofensivas para qualquer pessoa. Ele quer-nos convencer que tinha com um amigo, cujos negócios dependiam em muito do acesso ao poder político, uma espécie de contrato para o “pôr por conta”. Esse “pôr por conta” não tinha contabilidade, nem limites, fluindo centenas de milhares de euros por todo o lado, uma parte em numerário, transportado por um motorista, porque, dizia Sócrates, desconfiava dos bancos. Vá contar essa a outro.

No Público

Os recursos de Sócrates atrasam a Justiça e custam muito dinheiro

defesa de José Sócrates queixa-se muito da demora do processo ao mesmo tempo que contribui diariamente para ela, com um nível de litigância absurdo. Cada recurso apresentado por Sócrates exige uma resposta demorada do Ministério Público – e, tirando o famoso caso do recurso relatado pelo juiz Rui Rangel, todos os outros foram indeferidos. O PÚBLICO de ontem fazia as contas: a Relação já recebeu 33 recursos, a defesa vai em 13 multas por atrasos, e só em custas judiciais (sem contar com os honorários dos seus advogados) José Sócrates foi obrigado a desembolsar 17 mil euros. Tendo em conta que o seu único rendimento conhecido é uma subvenção vitalícia de 3800 euros mensais (2250 líquidos), ele já investiu sete meses e meio de salário em recursos fracassados. Ninguém sabe qual será o Carlos Santos Silva de José Sócrates neste momento, mas o ponto principal é este: se o atraso na acusação é uma vergonha, Sócrates não se tem cansado de contribuir para a vergonha desse atraso.

Quantos tiveram coragem para erguer a voz ?

Quantos protestaram quando a Caixa Geral de Depósitos foi ocupada? E quando o BCP foi tomado de assalto? E quando o Governo manobrou nos bastidores para impedir que o mercado funcionasse na OPA da PT? Ou quando este tentou utilizar a PT para comprar a incómoda TVI? Ou ainda quando os reguladores independentes, como o da energia, foram afastados? Que vozes se ouviram quando a Entidade Reguladora da Comunicação Social se comportou como obediente guardião do dono? Quem se indignou quando Sócrates vetou o primeiro negócio de venda da Vivo pela PT para depois impor o catastrófico negócio da compra da Oi? Quantos levantaram a voz quando os PIN foram utilizados para passar por cima de planos e regulamentos?

Ao mesmo tempo ia-se forjando uma aliança crucial com o grupo Espírito Santo e com Ricardo Salgado. O primeiro momento chave dessa aliança foi a forma como o Governo de Sócrates, e a CGD de Armando Vara, ajudaram os Espírito Santo a manterem o controle da Portugal Telecom durante a OPA da Sonaecom. Outros momentos de grande cumplicidade se seguiriam, até à intervenção final do primeiro-ministro na desastrosa operação de compra da Oi, um negócio político intermediado por São Bento e pelo Palácio do Planalto, um negócio que acabaria por levar à destruição da PT tal como a conhecíamos.

Caso Sócrates se salve o amigo está tramado

Se o Tribunal aceitar a tese de Sócrates que o dinheiro não é dele então as suspeitas cairão todas sobre Carlos Santos Silva . E este é tão amigo que além dos empréstimos não se importará de arcar com todas as responsabilidades inclusivé ir parar à cadeia ?

Se as contas bancárias forem mesmo de Sócrates, percebe-se que delas tenham saído os pagamentos de férias que ele fez com namoradas em sítios luxuosos.

Mas se o dinheiro for de Carlos Santos Silva, já se percebe menos bem por que razão serviu para pagar essas extravagâncias. 

E a que título é que Carlos Santos Silva recebeu milionárias quantias se nada o ligava a esses negócios e não estava em posição de os facilitar a não ser por ser amigo do ex primeiro ministro ?

Poderia continuar a dar exemplos, mas estes chegam para mostrar que, se o dinheiro for de Sócrates, tudo faz sentido; mas se for de Santos Silva, nada se compreende.

Cavaco Silva : o PEC lV já não resolveria nada

Estava de facto em causa o pagamento de salários e pensões . A Grécia e a Irlanda já tinham pedido a ajuda externa mas Sócrates prosseguia uma política errada .

Cavaco Silva admitiu que, “mesmo que o PEC IV fosse aprovado já não teríamos conseguido evitar a ajuda externa”. O ex-Presidente admitiu que a situação a que Portugal chegou — “o que estava em cofre era reduzidíssimo” — fazia com que o país não tivesse “recursos para satisfazer as suas necessidades” e que “podia, de facto, estar em causa o pagamento de salários e pensões”.

O resgate a Portugal “foi o resultado de políticas desenvolvidas ao longo do tempo, em particular desde 2008, num contexto internacional muito complexo”. Políticas que “geraram um grande desequilíbrio das contas externas e nacionais na ordem de 10% do produto, que conduziram a situação de emergência nacional. Nem Estado nem empresas conseguiam contrair empréstimos no exterior”, sublinhou o antigo Chefe de Estado.

Na PT houve um assalto ao poder não foi só ao dinheiro

Para quem quis ver o que se passou na PT foi sempre claramente um processo de assalto ao poder. Hoje já é mais que evidente . A influência que Sócrates teve na OPA da SONAE, na compra e venda da VIVO e na posterior compra da OI é indiscutível.

Perderam-se 10 mil milhões e já durante esse processo milhões escorriam para as contas de generoso amigo do ex-primeiro ministro. Ouvir a gravação do anúncio ao país da extraordinário negócio é uma dor de alma. No negócio teria ganho a PT e o país como garantia Sócrates.

Mas a influência nefasta de Sócrates na PT viria a revelar-se mais tarde, quando condicionou a venda da Vivo à manutenção da actividade da empresa no Brasil, e em parceria com Lula entregou a grande empresa portuguesa nos braços do telegangue da Oi. Não é por acaso que na Lava Jato, há accionistas de referência da Oi envolvidos com a justiça brasileira. Foi a estes senhores de duvidosa credibilidade que a PT se entregou. 

Já antes da reprovação,  em assembleia-geral,  da OPA,  a 2 de Março, para o qual foi determinante o voto e a acção da Caixa Geral de Depósitos , o homem que chefiava o governo com o conforto de uma maioria absoluta no Parlamento  beneficiava de generosas transferências do Grupo Espírito Santo. 

Processo do sangue é uma ramificação do processo que envolve Sócrates

processo principal demora tempo, pois demora, porque ao longo da investigação se vão descobrindo novas ramificações que dão origem a novos processos.

É o caso do processo do Plasma que também é filho do processo que envolve Sócrates. Lá estão os amigos, os negócios, as ilicitudes, os milhões. Tudo o que está presente e próximo da actividade de Sócrates enquanto Primeiro Ministro.

É pouco crível que a demora se deva a estratégia dos investigadores. Pelo contrário, o que se verifica é que os caminhos são muitos e demoram tempo a percorrer . E vai-se percebendo a pressa dos que pressionam para que a investigação se fique pelo poucochinho . Há muita gente inquieta .

Já juntam Sócrates a Lula no mesmo título

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 A PT foi ao Brasil comprar a VIVO por uns biliões em concorrência com a TELEFÓNICA espanhola que, maior ( 4 a 5 vezes maior) e mais rica, não foi em fitas e não deu aquele monte de massa. Desistiu e deixou para a PT o negócio que esta fez contra tudo e contra todos. Passados uns tempos, vendeu a VIVO que era uma empresa sólida para comprar a OI, que era uma empresa cheia de dívida que, curiosamente, pertencia a uns amigos de Lula. Resultado ? Ficamos sem a PT e sem a VIVO e andamos a ver se recebemos algum da OI.

Confuso ? Olhe que se pelo meio houver umas "luvas" a coisa até se percebe embora não engane ninguém. E os primeiros ministros que na altura do negócio estavam em funções , cá e lá no Brasil, começam a aparecer juntos nas capas dos jornais. Sinais do tempo.

Quanto à CAIXA, é nossa, que havemos de fazer ?