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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Razões para a saída do "lixo "

Foram seis anos no "lixo", é natural que o país depois de tantos sacrifícios e de melhores contas públicas, saia do "lixo". Mas ainda assim foi uma surpresa.

O que parece é que está cada vez mais próximo o fim do programa de compra de dívida por parte do BCE, que tem sido o principal suporte dos juros baixos . Ora uma boa maneira de manter os juros baixos, retirando o BCE de cena, é justamente elevar a dívida acima do "lixo".

Alemães e Draghi há muito que andam de costas voltadas por causa da política de compra de dívida do BCE que inunda os mercados de dinheiro sem conseguir fazer subir a inflação para 2%. A tal ponto que os alemães já colocaram o assunto no Supremo Tribunal .

E a questão é saber o que vai acontecer quando esse mar de dinheiro for retirado dos mercados. Ninguém sabe e por isso o BCE já iniciou há alguns meses a redução dos montantes comprados, especialmente a Portugal.

Ora, se não fosse esta compensação ( BCEversusS&P) os juros a pagar por Portugal podiam regressar a níveis proibitivos.

Aqui está uma boa razão para esta agradável surpresa.

Segundo a S&P continuamos no "lixo"

As exportações reduzem, as importações aumentam, o emprego não cresce e não há investimento. Para acabar em beleza o crescimento da economia vai ficar-se pelos 1,4% abaixo dos 1,5% de 2015. Estamos fritos.

Depois das negociações com a Comissão Europeia, o Governo comprometeu-se no Eurogrupo a apresentar um plano B de medidas de consolidação orçamental para aplicar caso seja necessário. O Executivo ainda não revelou que medidas constam desse plano B.

A S&P é a segunda agência no espaço de alguns dias que atualizou a notação de risco da dívida pública portuguesa. No dia 4 de março, a Fitch Ratings decidiu retirar o outlook positivo que tinha para a dívida portuguesa, mantendo o rating, também, em BB+. A agência de notação de crédito disse, na altura, que temia uma “rutura” da coligação governativa em 2016 ou nas negociações para o Orçamento do Estado para 2017.

O PCP tira o tapete ao primeiro pretexto.