Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Em Tancos não desapareceram só as armas

Em teoria até pode não ter havido roubo. Mas essa narrativa serve (muito) o governo mas pouco a verdade e a reputação do exército .

"A questão é que não é preciso esperar pela investigação criminal e pela prisão dos culpados, que pode aliás nunca acontecer, para apurar responsabilidades políticas e operacionais. Já passaram quase três meses, é tempo mais do que suficiente para se saber onde se falhou e quem falhou. A leveza com que o ministro da Defesa fala sobre este caso grave contrasta muito com a assertividade com que o Presidente da República o faz. Para o Chefe do Estado, não há como não considerar grave aquele assalto, para ele não faz sentido jogar com o tempo à espera de que a vergonha se perca com o tempo. Por tudo o que tem dito e feito a propósito do assalto a Tancos, Marcelo Rebelo de Sousa deve estar a perder a paciência com o ministro.

A fornecer o terrorismo e ou a máfia

Agora o Estado português dedica-se a fornecer armas de guerra ao terrorismo ou à máfia, senão mesmo aos dois. Porque as armas pesadas que foram roubadas não se deslocam sozinhas há logo a ideia que houve ajuda de quem conhecia as rotinas e a vigilância .

É gravíssimo o que aconteceu em Tancos que coloca em perigo não só o nosso país mas também os países europeus. A confiança foi-se e em casos com esta gravidade não volta mais. Se o boom do turismo por cá se deve em parte à desconfiança noutros destinos turísticos, resta-nos rezar para que nada aconteça entre nós. Se acontecer o motor da economia que está a puxar pelo crescimento gripa.

Por esse mundo fora depois das labaredas e das mortes trágicas a notícia de um roubo de armas de guerra, pode dar inicio a uma reacção que pode ser também ela trágica. Bem anda o primeiro ministro a focar-se na popularidade, tem boas razões para estar preocupado.

Eu já tinha avisado aqui

image.aspx.jpg

 

 

Os próximos actos terroristas serão atribuídos às granadas Lusas

Também devido ao calor e a circunstâncias inusitadas roubaram granadas, munições e armas de guerra do paiol da Base de Tancos. O governo não fala no assunto por respeito aos mortos em Pedrógão Grande.

O descontrolo e o laxismo começam a dar frutos, será que o presidente Marcelo já foi averiguar o que se passou? Não tarda dizem que as granadas eram de pólvora seca, só quando rebentarem nos assaltos é que se descobre a verdade. O que é feito do inquérito ao roubo de armas? Qual foi a conclusão? É este o país real em que vivemos. De confiança .

Mais um inquérito porque o assunto é grave. Não roubaram pistolas mas sim granadas ofensivas Se bem me lembro aquelas que têm um grande raio de acção e matam muita gente. A polícia civil e militar já estão em campo.

Só nos faltava mais esta, agora os ataques terroristas serão atribuídos às granadas portuguesas . Os países amigos têm mesmo razões para terem confiança neste país que arde à terça e deixa roubar armas de guerra à quarta.

Um estado de gelatina. Não guarda as suas populações e é uma ameaça para as populações vizinhas. É possível ser mais incompetente ?

O roubo é tão virtuoso que Seguro nem pensa em mexer-lhe

Seguro diz que não aumenta os impostos mas não diz que os vai reduzir. Quem andou a falar de roubo agora já considera que o roubo é para manter. Agora que suspira pelo momento em que pensa em geri-lo (ao roubo) o que era uma sacanice passou a ser um mal necessário. Agora que tudo aponta para uma maior e melhor recuperação da economia, com previsões que dão Portugal a crescer acima da média europeia. Agora que começa a haver alguma margem para aliviar o "roubo" ( embora seja um perigo fazê-lo) é que Seguro vem dizer que afinal o "roubo" não é roubo nenhum. É para manter. Afinal o "roubo" é a carga fiscal necessária para manter o "monstro". Seguro tem dificuldades evidentes em perceber!

Grupos organizados de malfeitores no Estado

A Polícia Judiciária em colaboração com o Ministério da Saúde encontrou esquemas organizados dentro da Administração Pública que roubavam o estado . É, assim, em todos os sistemas fechados, que não têm concorrência e não são avaliados . Este sucesso da polícia só foi possível porque agora é corrente comparar os desempenhos de vários modelos de gestão. Desde os públicos no SNS até às parcerias público privadas passando pelos privados.

Comparando, é possível detectar desvios que são analisados e que têm uma explicação. Uma das explicações é o roubo puro e simples, para lá da má gestão e incompetência e irresponsabilidade.

Estes grupos organizados, que estavam implantados a nível nacional, andaram em roda livre décadas. Sempre mais dinheiro, sempre prejuízos, nenhuma responsabilidade. Lembro que há 2/3 anos um gestor privado foi para a administração de um grande hospital público de Lisboa tendo descoberto que nesse hospital eram roubados milhões todos os anos em medicamentos. Quando começou a implementar o controlo de stocks ele e a família tiveram que ser protegidos pela polícia, porque recebiam ameaças telefónicas de dentro do próprio hospital.

É, assim, em todas as organização sem concorrência e sem escrutínio, sejam públicas ou privadas. E, na administração pública, estes grupos organizados não existem só no SNS, é preciso, como diz o outro, continuar a "escavar". Também já foram encontrados na Segurança Social. Sem vários modelos de gestão que potenciem a avaliação e o mérito o Estado é pasto de todo o tipo de prejuízos . E, é por isto, que os sindicatos e os partidos estatistas não querem que públicos e privados prestem os mesmos serviços. Não querem comparações.

Chamam-lhes serviço público.