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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A mesma política que nos levou à ruína

Crescem as exigências por parte do PCP e do BE. E será assim até ao momento em que os benefícios da partilha do poder forem inferiores aos prejuízos causados pelo exercício do mesmo.

As "reversões" e pequenos benefícios oficiais mascaram aquilo que no essencial é a continuidade da política da austeridade. Tem um aliado que é o crescimento económico que governo, Bloco e PC aproveitam para manter e reforçar o velho Estado despesista, gigantesco, ou seja a mesma política que nos levou à ruína.

Vai haver um momento em que as reivindicações do Bloco e do PCP deixam de ser compatíveis com aquilo que o estado lhes pode dar, por muita boa vontade que António Costa tenha. Catarina e Jerónimo já perceberam que esse momento vai mesmo chegar e não querem correr o risco de afugentar a base de apoio que ainda têm .

Está instalada a desconfiança sobre o que é melhor para cada uma das partes, quem ganha e quem perde mais com o inevitável divórcio, se o divórcio será amigável ou não.

PS : a partir de um texto de Luís Marques no Expresso

 

A factura das reversões vem de TGV

Os tribunais decidiram que o estado terá que indemnizar os privados no processo do TGV. 150 milhões nem menos o que abre caminho para mais facturas no caso das reversões das empresas de transportes.

O estado só porque muda o governo não pode rasgar contratos e compromissos. A factura é o custo do apoio dos partidos da extrema esquerda ao governo. E as recentes decisões dos tribunais no que diz respeito aos contratos com as escolas em associação vão no mesmo caminho. Tudo junto é uma nota preta.

Entretanto os famosos 600 milhões que tanto celeuma causaram que tinham que ser cortados na Segurança Social estão transformados nos 597 milhões agora cativados. Ninguém diz nada e o silêncio é de ouro, talvez porque em vez de corte se chame cativação.

Esfumadas as reversões nos salários e pensões o governo já fez saber que não haverá aumentos de salários em 2017. Os sindicatos nem querem ouvir falar de tal coisa, preparam-se manifestações e barulho na rua. Depois das férias com o orçamento de 2017 a austeridade por enquanto escondida rebentará nas mãos de quem vendeu o leite e o mel.

António Costa está a aprender à sua custa que palavra dada tem que ser mesmo palavra honrada. 

 

Paciência de corno

Como alguns observadores notam, Centeno anda a pedir paciência e tempo para que as medidas tomadas durante os últimos anos tenham fruto enquanto o governo, o PCP e o BE , revertem essas mesmas medidas, anulando-as. É a chamada paciência de corno.

Já se sabe que o são principio da governação que é ter coragem para mudar o que tem que ser mudado, ter paciência para manter o que não pode ser mudado e ter inteligência para fazer a opção certa, não é virtude deste governo. Porque o grande objectivo é manter-se o mais tempo possível na governação não é governar o país. Daí que dê ouvidos de mouco aos cada vez mais frequentes avisos que o caminho não é este.

Mas outro principio fundamental é que não se deve mexer na barriga do burro enquanto estiver a comer sob pena de uma parelha de coices. Ora PCP, BE e sindicatos estão à manjedoura há que ter paciência.

Os indicadores económicos são maus e o crescimento da economia é sistematicamente revisto em baixa. Há que ter paciência . Quem sabe da poda até diz que se não fosse a reposição dos stoks nas empresas o crescimento da economia no 1º trimestre teria sido negativo. Paciência.

A ministra da Justiça prepara-se para reverter uma boa reforma

O novo Mapa Judiciário teve agora o primeiro exame mostrando bons resultados mas, a actual ministra, cedendo aos lobbies vai estragar uma boa reforma com um novo Mapa Judiciário .

O Conselho Superior da Magistratura fez um primeiro balanço da reforma do mapa judicial implementado pelo Governo anterior. E, revela a TSF, a avaliação é muito positiva, com redução das pendências e da duração das ações. A Senhora Ministra da Justiça já o havia prometido e prepara-se para o anunciar: vai reverter o mapa judiciário, reabrindo tribunais em localidades onde eles foram encerrados. O país encontrará de certeza dinheiro para estragar uma reforma que, dizem os entendidos, até estava a correr bem.

Fica mais uma vez provado que para os interesses instalados no Estado os resultados contam pouco.



Governo prepara BE e PCP para más notícias

A realidade é bem mais dura . Centeno já reuniu com PCP e BE para os preparar para as cedências junto de Bruxelas. As instituições nacionais e internacionais reviram em baixa os índices macro-económicos e o 1º trimestre de 2016 foi particularmente mau .

Mário Centeno não terá dado pormenores, mas deixou o aviso: o cenário macroeconómico previsto no Programa de Estabilidade será pior que o antecipado até aqui, e não há margem para grandes embates com Bruxelas. Estas foram mensagens deixadas pelo ministro das Finanças nas reuniões que teve quarta-feira, em separado, com as equipas do Bloco de Esquerda e do PCP, avança a TSF.

A corda vai esticando. Até quando é a questão.

Um governo a olhar pelo rectrovisor

Para assegurar o apoio do PCP através da CGTP ( e dos seus sindicatos) o governo anda entretido a olhar para trás. Reverter as privatizações das empresas de transportes, da TAP .  O Banif e o BES envolvendo grandes fundos investidores. Tirando a confiança aos investidores externos . O governo em vez de tratar da economia e do investimento externo, anda a aumentar o consumo e com ele as importações.

"Em pouco mais de um mês, o governo conseguiu acabar com o investimento externo em Portugal. O pobre do ministro da Economia, Caldeira Cabral, farta-se de dar entrevistas a dizer que o investimento externo constitui a sua grande prioridade. Infelizmente, as suas funções acabaram antes de se iniciarem."

"O governo deveria ter sido pragmático e concentrar-se inteiramente na recuperação económica, com medidas para captar mais investimento externo e para promover o aumento das exportações. Em vez disso, afastou o investimento externo e está a promover o consumo interno. A economia nacional vai sofrer e o governo será penalizado por governar para o passado e não para o futuro."

Diz a porta voz do PS que o governo num só mês já mostrou que é possível governar diferente. Infelizmente é verdade.

Já estamos a reverter

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O Orçamento vai ter que mostrar como equilibramos as contas. A última vez que soubemos alguma coisa é que a economia cresceria acima dos 2,4% contra todas as previsões . E depois do BNIF e das devoluções a coisa é ainda mais difícil. Acabou o empobrecimento, diz António Costa, como se dependesse da sua vontade a criação de riqueza. Como é que se revertem as medidas de despesa e se controla o défice , com o crescimento da economia débil que está aí em cima previsto, é que é um exercíco assaz curioso.

Alguém vai ter culpa do que aí vem e não será o governo. Palpita-me.

A venda da TAP é um alívio para o PS

Um hipotético governo PS apoiado pelo PCP e pelo BE teria uma carga de trabalhos se a TAP não tivesse sido privatizada. Por um lado teria os seus apoiantes comunistas a pressioná-lo para suspender a venda e por outro teria Bruxelas e a falta de dinheiro para devolver aos compradores.

Entretanto, a TAP na situação financeira pré-falência em que se encontra não pode esperar. Não há dinheiro para os salários e para os combustíveis. Falta de pagamento de salários é sinónimo de greves, falta de combustível é sinal de aviões em terra. Um caos a que o governo ainda mal refeito da golpada eleitoral não seria capaz de deitar mão. A não ser que fizesse como aquela sua deputada ex-secretária de estado dos transportes que, não percebendo a diferença entre um órgão legislativo a que ela pertence e um órgão executivo - a empresa pública Parpública - escrevesse uma carta à CGD ordenando que injectasse uns milhões na companhia aérea ( não percebendo que não resolvia nada ).

Assim, vamos ter a indignação do PCP e do BE enquanto o PS vai dizendo que sim mas também. Custa muito dinheiro a reversão da privatização, não há dinheiro. E os comunistas apoiantes vão fazendo de conta que não percebem que o PS vai fazendo ouvidos de mercador. A guerra só chegará quando o governo cair até lá vamos ter este jogo de sombras.

Se não fosse o governo cair até os comíamos, carago ! ( diz o Arménio fuzilando Jerónimo com o olhar )

Bater com a cabeça na parede

Só haverá reversão das privatizações se não derem lugar ao aumento de custos para o estado. O que, obviamente, não é possível. Há custos associados aos concursos que têm que ser ressarcidos. E há lugar a indemnizações por incumprimentos de contratos. E há lugar à devolução de pagamentos já efectuados ao estado como no caso da TAP.

Esta é a posição do PS, com custos acrescidos não há reversão das meninas dos olhos da CGTP. Vamos assistir às primeiras escaramuças violentas com o estalinista Arménio Carlos.

O PS entende que os acordos nestas áreas têm de ser geridos segundo o princípio de que mudanças no que está feito não tragam custos adicionais para o Estado. O partido parece deixar em aberto a possibilidade de votar contra propostas de reversão que, na sua perspectiva, não sejam compensadoras para o Estado. O PCP já apresentou na Assembleia da República uma proposta para reverter as subconcessões dos transportes de Lisboa e Porto, bem como as privatizações da CP Carga e a fusão da Refer com a Estradas de Portugal.

Sempre que conhecemos mais pormenores dos acordos ficamos a perceber porque são secretos e foram assinados envergonhadamente.

 

O "capitalismo de estado" que o PS defende

Embora seja uma bravata procurando ganhar votos, a posição do PS relativamente à TAP ignora a realidade.

"Ignoram tudo isso? Ignoram que as companhias de bandeira dos países mais importantes da Europa foram todas ou quase todas privatizadas no seguimento desta evolução social e económica, desde o Reino Unido à França, Espanha e Itália? Se a Swissair faliu, como outras companhias, incluindo no Brasil e nos USA, foi justamente por não conseguirem sobreviver à concorrência! A demagogia eleitoral que o PS se acha livre de praticar, ao tentar caçar o voto dos defensores de um sistema estatista, corporativo e proteccionista falido que, por seu turno, nos levou à bancarrota de 2011, isso revela que o partido de António Costa perdeu o contacto com as realidades nacionais e internacionais"