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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O caso da CAIXA é o caso do regime

António Barreto : Um processo aqui, um caso de corrupção ali, uns empréstimos sem retorno, uns favores a amigos, uns assaltos a empresas, algumas manipulações do mercado, umas transferências para offshores, muita mentira e uma prodigiosa incompetência fizeram da "jóia da coroa" o que ela parece hoje e que faz com que os políticos tenham receio do pântano. Fica-se cada vez mais com a impressão de que o caso da Caixa é o caso do regime: tudo anda ligado, da política à banca, da PT aos telemóveis, das águas aos petróleos, da electricidade à celulose, do BES ao Banif, do BPN ao BCP... Podem fazer-se todos os inquéritos imagináveis, ficará sempre algo de fora, aparecerá sempre, à última hora, novo facto inesperado que permita negociação futura e ocultação passada. Debaixo de cada pedra há lacrau ou veneno. E muitos parecem interessados em esconder e esquecer. Mas acrescentam sempre qualquer coisa.

A importância das vírgulas

Medeiros Ferreira  em entrevista ao Jornal i : " Se o PS não responde à situação em seis meses, há uma crise de regime" mas que podia ser " se o PS não responde à situação, em seis meses há uma crise de regime". Ora seis meses, é Maio/ Junho é a saída da Troika. Segundo Medeiros Ferreira, ou o PS até à saída da Troika arranja uma alternativa ou temos uma crise de regime.

Nós andamos a ver "vanguardas" a vender esta ideia, a escalar escadarias, a ameaçar em reuniões "magnas", manifestações espontâneas, mas como é que há uma crise do regime se o povo não comparece? Mas para o povo comparecer é preciso ter razões para tal.

É, óbvio, que Medeiros Ferreira alinha pelo mesmo diapasão que aponta para o essencial. Não deixar que a troika se vá embora a dizer que o país está no bom caminho e que o seu trabalho acabou. Essa mensagem para os mercados é música, ainda para mais com essa chatice da economia estar a crescer, as exportações a mais que compensarem o fraco consumo interno e com o desemprego a cair.

Uma situação destas é trágica para o PS e,  por isso mesmo, é que a vírgula está onde está e não mais atrás. Porque se tudo isto acontecer sem que o PS apresente uma proposta séria e competente já ninguém acreditará que o faça um ano depois. Nas legislativas.

O BES é o regime

Como escreveu há dias o Pedro Santos Guerreiro no Negócios e hoje Nicolau Santos no Expresso, o Banco Espírito Santo não é, somente, o banco do regime, é o próprio regime. Como se diz há muito não há governo que não tenha bem impressa a sua "mão invisivel" e, mesmo, o seu representante em pasta estratégica para os seus negócios. As grandes obras públicas, as grandes empresas públicas, estão todas, ao fim e ao cabo, ao colo do Orçamento do estado logo, ao colo de quem manda.

Um estado que está em todos os grandes negócios e em todas as actividades é a presa perfeita para estes grupos económicos. Centralizado o dinheiro e o poder no Terreiro do Paço e em meia dúzia de governantes está constituido o repasto. É como colocar a sopa toda na mesa do patrão. Nada sobra para a mesa dos trabalhadores.

Há uns anos a esta parte vieram à luz do dia muitos envolvimentos que descredibilizaram o BES. É, claro, que se o Banco de Portugal não travar o descalabro no grupo vamos ter  que pagar as "imparidades" como se chama agora aos prejuízos e ao dinheiro que desapareceu. E outro grupo tomará o lugar daquele se o estado não  descentralizar, se a Justiça continuar a não funcionar e se a sociedade civil continuar afastada da governação do país.

A diferença entre os ricos e justos países do centro e norte da Europa é a cultura dos cidadãos que os leva a fazer o que ninguém mais faz. Participar activamente na governação da nação. Quem não percebe isto não percebe nada pese as boas intenções. 

A Grande Marosca

Da Lâmina blog: " a grande marosca"
“A ânsia do poder, a raiva incontida da perda do controle do regime que sempre consideram seu,a perspectiva de inflexão da política europeia no sentido do crescimento económico,o terror de que o regime deixe de ter espaço para um Estado monstruoso que alimenta lóbis e clientelas com total desprezo pelos resultados desastrosos que nos coloca reiteradamente na banca rota : leva esta “esquerda unida” irresponsável, chantagista e reaccionária a tentar apear um governo eleito e com maioria parlamentar.
Não hesitam arrastar o País para uma grave crise política que,inevitavelmente, irá anular todo o sacrifício a que fomos sujeitos até agora. Para isto, usam todo o tipo de artimanhas: as manifestações são o Povo; as greves são gerais;utilização de agentes provocadores e arruaceiros para insultar os actuais governantes a todos os locais para onde se deslocam, etc,etc.Nesta encenação de Dia do Corpo de Deus não pouparam o “pobre”do dr. Mário Soares que com visível dificuldade foi balbuciando um discurso escrito durante penosos 20 minuto! Sem respeito pelas regras democráticas, sem respeito pelo esforço,esse sim, de todo um Povo para superar o estado em que deixaram o País, sem respeito pelo cumprimento do acordo assinado com os nossos credores, sem respeito por jovens ou velhos,lançam o Pais numa situação incontrolável, de mais miséria, violência e sofrimento por muito e muito tempo. As ovelhas viraram lobos, a Constituição é a última barricada de um regime moribundo, as alternativas políticas ou são meras ficções que só outros podem viabilizar ou então uma qualquer democracia popular onde os Fideis e os Chaves enriquecem e o povo vive em abjecta miséria. Sem dinheiro não há socialismo que nos valha. Apenas a pulsão incontrolável pelo controle do Estado para que a apropriação e repartição da riqueza criada se faça pelas suas clientelas em detrimento do resto da sociedade.
Esta é a grande marosca que está em curso e que a reunião na Aula Magna tão bem ilustra”

Um pacto de regime - diz Jorge Sampaio

Não conseguimos encontrar pontos de acordo, a falta de cultura do compromisso político tem impedido um pacto de regime sobre as grandes questões nacionais.

Jorge Sampaio realçou que “a sociedade política tem sido incapaz de se reformar”, pelo que é preciso haver um “reforço da legitimidade do sistema político” em Portugal.  Questionado por Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa, que moderava o debate, se estava a defender um pacto de regime entre o PS e a coligação PSD e CDS, actualmente no Governo, Sampaio sublinhou que, “em Portugal, é muito mau falar de pacto”.  Porém, questionou: “Na Educação, não pode haver algum acordo entre forças políticas? Na Justiça? Na Saúde? Na Defesa? Será assim tão difícil? Temos que nos entender sobre o imediato”. “Estou absolutamente de acordo. Há 20 anos que falo de um pacto” de regime, retorquiu Balsemão.

Em Democracia há sempre saídas. Só os partidos estarão contra

O Movimento para a Democratização do Regime :

O que querem eles? Simples: desde logo, que haja primárias nos partidos; quer dizer, que os eleitores de cada partido possam determinar quem querem ver a representá-los; depois, que haja a possibilidade de candidaturas independentes e que os nomes das listas de voto possam ser ordenadas pelos eleitores; por último, que o financiamento das listas eleitorais e partidos seja efetivamente igual. Não é pedir muito! Mas é para uma revolução democrática que desafiam os deputados.

Estas reivindicações podem revestir-se de várias formas, não carecem sequer de grandes alterações nos procedimentos, embora provoquem alterações substantivas e significativas nos resultados. E, o que é mais importante, como sublinham os subscritores, é dar conteúdo político e democrático ao sentimento de revolta dos portugueses. Ou seja, retirar dos partidos políticos a concentração de todo o poder.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/vamos-mudar-isto-vamos-salvar-isto=f793158#ixzz2NSTd6zBF
Mas que ninguém tenha dúvidas todos os partidos sem excepção vão estar contra, vão fazer uma barreira para impedir que a Democracia se renove. Se há alguma situação em que todos os partidos estarão de acordo é em defender as suas posições, mordomias e poderes. Todos!