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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não foi Marcelo que abalou o governo foi a realidade

Marcelo apenas fez o resumo e tirou as conclusões. O governo está a bater de frente com a realidade . Fácil, mas errado, é em tempos positivos fazer mais despesa em vez de poupar para enfrentar a crise que mais tarde ou mais cedo chega aí. Descongelar as carreiras na Administração Pública é armar uma bomba ao retardador. A massa salarial vai inchar sempre acima da inflação e da produtividade até rebentar . Não é uma opinião é um facto.

O governo tem a imagem de que está tudo muito melhor mas é na conjuntura é à superfície . Quem governa para o presente com o único intuito de dar boas notícias está sempre sujeito a que as coisas corram mal ( o governo já está no poder há dois anos). Quem governa para o futuro encontra soluções estruturais e está preparado para o que corra mal.

O PCP e o BE esqueceram quase tudo o que diziam enquanto oposição e engoliram os sapos que tinham que engolir. O mesmo com o PS . Uns e outros para segurarem a ténue coesão que os mantêm ligados à máquina

 E o défice já é a última prioridade, até agora as pessoas isoladas e pobres do interior é que eram a última prioridade.

Meu Deus tanta hipocrisia.

O PCP a " cair na real "

"Cai na real " dizia Jô Soares o humorista brasileiro .Como quem diz volta à realidade. É o que está a acontecer ao PCP  que descobriu agora que os rendimentos devolvidos estão a ser comidos pelos aumentos de preços.

O PCP contesta os aumentos anunciados "nos últimos dias", no que se refere aos preços da "electricidade, aos combustíveis, às portagens, às comunicações e aos transportes públicos". Esses aumentos "serão projectados em cadeia nos preços de outros bens essenciais, nomeadamente na alimentação", o que constituiu "motivo de preocupação e discordância" para o partido.

Já se tinha percebido há muito que a política circular do governo passava pela devolução de uma pequena parte dos rendimentos familiares, convenientemente compensados pelo aumento dos impostos indirectos e pelo aumento geral dos preços .

Quer dizer , feitas as contas, "nove fora nada " no bolso dos portugueses. Este António Costa é um grande artista mas não dá nada a ninguém.

O QUE É “REALIDADE”? ENSAIO DE ANTROPOLOGIA DA EDUCAÇÃO*

 

 

 

* Fixação do português: Manuela Martins. Assistência em Informática: Rui Miguel Martins.

 

** ISCTE/CEAS ¬ Lisboa.

 

 

 

Comentava um dia qualquer, faz mais do que catorze anos, com o meu amigo e antigo discípulo Henrique Gomes de Araújo, o que é que seria a "realidade", especialmente nesta época, quando ela aparece como virtual, como sem materialidade. Debatíamos na base dum livro que escreveu em 1998 sobre Antropologia Económica, citado na bibliografia de este texto. E dizíamos que o dinheiro parecia não ser real: era em cartões, era por meio de computadores. E por ser por meio de computador, não víamos o que fazíamos. Até parecia não haver dinheiro nenhum, mas apenas uma aritmética. E assim, de forma alongada, fomos falando nesse dia prévio ao 25 de Abril. Ia passando a tarde e ficou na minha memória o que eu queria dizer.

 

1. Um caso e teoria

 

O que primeiro veio à minha cabeça, foi o facto de pensar no rio Mondego, lá na Serra da Estrela. Tem uma nascente cujo jacto de água sai dum tubo tipo torneira, e uma placa que indica ser aí o nascimento do rio Mondego. Rio que passa a ser uma imensa avenida que corre serra abaixo, desde o lugar onde faço trabalho de campo, até à sua desembocadura na Figueira da Foz, ou nos pequenos rios que dele nascem e passam por Alcobaça, por Óbidos, por Caldas. Um rio que é guardado numa imensa barragem entre Seia e Guarda, em Caldeirão hoje em dia, para dar força motriz a aldeias que não tinham a elegância da televisão, ou da luz elétrica, ou cujas indústrias eram movimentadas por petróleo ou por força de trabalho de pessoas que empregavam as mãos para transformar a realidade para a conveniência de fazer o pão com as suas mãos. Rio Mondego que, no passado foi a via dos morgados. Morgados para ir de férias à praia da Figueira, com baús e imensas roupas e com muitas lembranças para reproduzir nesse lugar da praia uma realidade que já tinham no quotidiano das suas casas. Era a época, há bem pouco tempo, de recriar o real material num real de forma virtual. A casa da Serra convertia-se como por encanto do scanner, em casa da praia, com os mesmos móveis e as mesmas delicadezas e agrados da casa da Serra.

 

Em segundo lugar, fiquei a pensar que o Mondego não era apenas água, era para vários, uma magia, como por encanto do scanner, uma realidade virtual. Para começar, levava os ricos da terra até à praia enquanto os trabalhadores, de chapéu na mão, ficavam a olhar para os divertimentos das pessoas que saíam a passear com o dinheiro que eles faziam, mas não viam. Esse dinheiro era endereçado em bens e trabalhos, aos senhores que, nesses barcos, iam como por magia de classe social, metáfora do scanner, para lugares escondidos das ideias dos que trabalhavam a terra. Mas dava-lhes muito orgulho saberem todos, que os que mandavam, eram pessoas do tipo de irem de barco. Um novo prestígio pairava sobre eles, trabalhadores de enxada que nunca pensaram em abandonar a terra, esse sustento que lhes dava o pão. Como pairava sobre os próprios senhores que, enquanto saíam, pessoas ficavam a laborar o que dava dinheiro para exportar, pelo mesmo rio, produtos para o mercado de Lisboa, do Porto, do estrangeiro. Uma realidade virtual para ambas as partes, transferida pela hierarquia social.

 


Em terceiro lugar, fiquei a pensar na importância da água. Como a querida Mary Douglas diz no seu Natural Symbols de 1970, a realidade é controlada pelos símbolos que as pessoas criam, e fazem para dominar a natureza, e definir o controlo dos seus corpos nas suas interações. O corpo é um conjunto de símbolos que sinalam os seus objetivos e a sua maneira dura de viver em sociedade. Onde a água é o símbolo mais apreciado: limpa, cura, embeleza, ideia que acrescenta no seu Purity and danger de 1996: ao analisar o Levítico da Bíblia, entende que o Sacerdócio é ser intermediário entre as pessoas e a divindade. Intermediação feita a partir de limpar uma pessoa com água, de purificar o possível feitiço que uma ponte, entre o céu e a terra, é capaz de trazer. Donde, realidade é a parte do social que pensa como poder andar na interação de forma abençoada, de forma calma, de forma ritual. De forma pura e sem perigo. A água não só limpa como define o tipo de interação. Como entre os senhores que vão no barco e os seus trabalhadores, como a ideia do rio que dá arroz a Coimbra e força às máquinas, define quem fica perto da divindade e quem não. Qual o perigo e qual a interação pura.

 


Em quarto lugar, fiquei a pensar na realidade transformada ao longo do tempo, na cronologia dos feitos, como diz o meu correspondente amigo de mensagens eletrónicos, denominados vulgarmente e-mail e conversas José Mattoso. Feitos que são essa realidade dita objetiva, procurada nos arquivos e deitada dentro dos livros, que os doutores gostam de fazer para dizer o que pensam e investigam e de como passam os dias de sol fechados nos seus estudos a entender o que ouvem, veem ou imaginam como realidade. Essa realidade transformada do Mondego lá no Caldeirão, lugar que virou do avesso a Figueira da Foz e fez da barragem o lugar virtual no qual as pessoas nadam, andam de barco, bebem os ventos da serra que são mais fortes que os ventos do mar e mais baratos. Uma realidade material feita pelo Estado e convertida em virtual pelas pessoas que nem pensam em gastar o dinheiro duramente ganhado nos trabalhos feitos com as mãos. Uma Figueira da Foz cheia de turistas, enquanto o Caldeirão, entre Seia e Guarda, é o balneário da população que no barco não navegava em tempos antigos e que hoje, se quiser, até tem barco ou bote, para ser capaz de se divertir e fugir do trabalho.

 

 

 

2. Debater e pensar

 

 

 

Pensei, pensei, pensei. Pensei em vários assuntos que dizem respeito à realidade. E percebi que não era apenas material o que eu tinha entendido nos últimos tempos, bem como não era só virtual o que via no computador. Dizem bem Peter Berger, Brigitte Berger e Hansfried Kellner quando em 1973 escrevem The homeless mind e falam da mente: a mente não tem lar, a mente não é fixa, a mente, digo eu, é uma conjuntura do contexto social, fabricada à medida da tecnologia pela qual o corpo humano tem que se deslocar ao longo da cronologia respeitada quer por José Mattoso (1985, entre outros), quer por nós, quer ainda, pela mente que vive num espaço certo. Um corpo humano que é a mente sem lar e com regras para entender o real de um espaço que fica cada vez mais perto, mais global, mais globalizado ¬ a palavra na moda para quem saiba e possa ter acesso aos meios de comunicação e ao mercado, que é o que globaliza. Uma realidade defendida por Berger e Luckmann em 1966 como uma construção social, como o resultado do saber de senso comum que passa a ser signo e símbolo do que se entende no interagir e no viver isoladamente perante a sociedade, enquanto se produz e se trabalha, enquanto se namora. E quando é preciso, solicita-se às forças divinas para conseguir o que não se pode obter. Especialmente quando não se tem opção. Donde, a realidade passa a ser um andar por cima da terra agarrado às ideias e à omnipotência que não se possui. Essa omnipotência virtual adscrita aos deuses ou a determinados seres humanos que parecem entender a realidade como sabedoria retirada do uso comum. É por isso que os autores denominam o seu livro The social construction of reality.

 

Uma construção social do real que é defendida por Maurice Godelier no seu novo livro (que me enviou, como é habitual entre nós ¬ trocar livros, como dádivas): L'énigme du don de 1996. Nele debate as formas de Marcel Mauss

 

 

 


3. Estratégia e realidade

 

 

 

Estratégia, eis o meu conceito favorito. Observei no meu trabalho de campo na Galiza, em Vilatuxe e relatei num dos meus textos de 1988: Antropologia económica de la Galícia rural, que quanto menos recursos existiam maior era a procura de realidade virtual pelas pessoas que aí moravam: os com mais recursos eram da realidade virtual; os com menos recursos davam o seu corpo em trabalho para a terra do proprietário maior. Este apresentava-se ao Banco ou ao Estado, para adquirir um crédito ou emigrar. Essa realidade virtual fazia correr ao longo das vias do parentesco, as ajudas e entreajudas para o Ego sobreviver e o Outro ter melhor condições de posse. Materialidade do real que permite à realidade virtual do proprietário e do sem recursos, acumular ganhos que, 23 anos depois, fui capaz de observar no mesmo local. Tinham passado a ser formas de converter os mais novos em profissionais da saúde, ou médicos, enfermeiros, advogados, desenhadores, professores, arquitetos, técnicos. E apenas poucos deles, em proprietários da terra.

 


A lei de 1991 do Estado Espanhol, tinha mandado que a Galiza de hoje fosse a Holanda de hoje: transformar uma realidade acumulada na mente oral das pessoas, numa memória escrita na genealogia dos animais de que iam cuidar para vender o seu leite na sua própria cooperativa. Cooperativa usada para vender os seus produtos e acumular a parte do lucro que ficava para eles e continuarem assim na propriedade dos recursos. Uma realidade material transformada em virtual, enquanto eram lançados fora do lar todos os outros que não conseguiam provar saber de animais, pastos, terra, casar monogamicamente com uma ou um herdeiro da terra vizinha e ter produzido um filho, pelo menos, que fosse capaz de continuar a estratégia do Estado, hoje também a deles. Estes adultos aceitavam o facto, ou morriam pela sua mão, como relato no meu texto O crescimento das crianças de 1998, e torno a retomar no texto que aparece agora, O saber sexual das crianças. Ideia que debato no texto colectivo da revista Áreas, editada pelos meus antigos discípulos José Maria Cardesín y Beatriz Ruiz, que cito na bibliografia, e que fala dessas crianças e da consciência dos mais velhos. Ainda que virtual, é a materialidade neoliberal quem trouxe para nós a Internet, a navegação no ar, o ir para o mundo de forma virtual sem sair da nossa casa, excepto para outros trabalhos que ganham o pão.

 

Esta consciência leva-me a pensar na forma como esse sábio destemido que foi Sigmund Freud foi capaz de falar da realidade. A realidade, diz entre outros textos, no seu de 1916-1917, Introduction à la psychanalyse, é o conjunto de ideias fantasmagóricas com que a nossa consciência entende a realidade. Não é a realidade direta, é a realidade mediada pelos nossos seres queridos que nos mostra as partes boas e as partes más das pessoas, até termos uma visão global.

 

 

 


Nem tudo o que uma pessoa é, acaba por ser do nosso prazer, mas escolhemos dentro da realidade virtual o que essa materialidade da interação incute em nós. Nem sempre gostamos e até rejeitamos a totalidade dessa realidade incutida. Esses fantasmas do real existem enquanto somos crianças, e ficam na nossa consciência, sem darmos pelo facto, até crescermos cronologicamente com a realidade total material, sem distinguirmos entre o material e o virtual do social do outro. Ou entendemos e fazemos luto ou não tornamos a cair no mesmo erro que nos tinha feito fugir da sociedade e da interação. Analisa esta realidade com maior amplitude no seu texto de 1930, Malaise dans la civilisation, versão portuguesa A civilização e os seus descontentamentos, Europa-América, 2005, um mal-estar causado pela virtualidade do material dentro de nós e que nós detestamos. E, ao detestar, acabamos por não gostar da vida. Mas, ao entendermos outra vez que o real é uma visão imaginária, uma perceção imaginária da consciência sobre o real, ficamos em paz e capazes de andar em frente, com a calma e a serenidade de que a nossa cultura cheia de opções para podermos viver, precisa, ou nos pede, ou procura em nós.

 


Esta análise de Freud bem podia ajudar a realidade quotidiana que a mente sem lar constrói todos os dias e armazena na experiência que acaba por ser vivida e compartilhada na interação. Essa interação, na virtualidade globalizada atual, faz de nós seres que procuram o dinheiro sem juros, que desejam um nome, uma fama, um louvor, amarem-se a si próprios mais do que aos outros. O que eu gosto de denominar "mentalidade de jeep". É correr às buzinadas para chegar primeiro, não se sabe onde nem para o quê. Esse que é necessário definir antes de abrir a boca, sentir, pensar, dizer, agir. Uma tetralogia importante para a interação entre as pessoas.

 

 

 

4. Realidade virtual

 

 

 

Realidade é um conceito que reflete o ser humano na sua dupla dimensão de pensador e manipulador do seu contexto. Define também o contexto não animado como um olhar de recurso a ser transformado para o belo prazer da humanidade, ou para essa humanidade que não tem o belo prazer dos recursos, mas que é capaz de transferir a virtualidade da manipulação das ideias dos outros para a sua própria realidade e assim ter uma capacidade de sobreviver com serenidade.

 

Há muito mais a dizer. A nossa conversa tinha "pano para mangas". O resto do pano fica comigo, e entrego esta parte do pano como um desafio para a geração actual que desconfia de que agora apenas existe uma realidade virtual. Eis porque, no título, quis retirar a preposição ou o artigo do conceito: "realidade" é mais largo e abrangente que "a realidade". A realidade é só uma, a atual. Realidade não tem tempo, é um fantasma da matéria que transforma as nossas consciências, como Karl Marx debate em 1894, a partir dos conceitos de Kant de 1781.

 

Haveria que tratar todo o capítulo da criança, essa temática que tenho depreendido da Antropologia Económica e é o meu elo central destes dias. Só sei que a criança vive numa realidade virtual, outro ramo da sua genealogia, outra forma de ser do seu lar: na televisão, nos jogos digitais, nos cd-rons que servem para ver guerras, batalhas, corridas de carros; mas, até agora, nunca para expandir a cultura local. Excepto os esforços do Ministério da Ciência e de poucas escolas, nas quais há professores especialmente treinados para tratar do assunto. Porque nem todos os adultos são ainda capazes de ver o virtual dentro da matéria do real, que configura o conceito de "realidade".

 

Bibliografia

 

Araújo, Henrique Gomes de (1998) ¬ Ética, economia e educação. Ensaios sobre o vinho do Porto, Fundação Engo António de Almeida, Porto.

 

Berger, Peter L. (1963) ¬ Invitation to sociology. A human perspective, Pelican, Londres.

 

Berger, Peter L.; Berger Brigitte & Kellner, Hansfried (1973) ¬ The homeless mind, Penguin Books, New Zealand.

 

Berger, Peter L. & Luckman, Thomas (1966) ¬ The social construction of reality, Penguin Books, New Zealand.

 

Best, Elsdon (1909) (1977) ¬ Forest lore of the Maori, E. C. Keating Government Printer, Wellington.

 

Douglas, Mary (1966) ¬ Purity and danger, Rutledge and Kegan Paul, Londres.

 

(1970) ¬ Natural Symbols, Pelican Books, New Zealand.

 

Durkheim, Émile (1912) (1915) ¬ The Elementary forms of the religious life, J.W. Swain, tradução do original francês, de Allen & Unwin, Londres.

 

Friedman, Milton e Rose (1979) (1980) ¬ Liberdade para escolher, Europa-América, Lisboa.

 

Freud, Sigmund (1916-1917) ¬ Introduction à la psychanalyse, Payot, Paris.

 

(1929) (1971) ¬ Malaise dans la civilisation, P.U.F., Paris. Godelier, Maurice, 1996:

 

L’énigme du don, Fayard, Paris.

 

Iturra, Raúl (1988) ¬ Antropologia económica de la Galícia rural, Xunta da Galiza, Santiago de Compostela.

 

(1998) ¬ Como era quando não era o que sou. O crescimento das crianças, Profedições, Porto.

 

(1999) ¬ "Tú creces en cuanto yo no entiendo. Y conforme te entiendo, yo también crezco. Los padres de hijos adultos: ensayo de Antropología de la Educación", in Cardesín, J.M. e Ruiz, Beatriz (orgs.) Áreas, Revista de Ciencias Sociales, Madrid.

 

(2000) ¬ O saber sexual das crianças. Desejo-te, porque te amo, Afrontamento, Porto.

 

Quesnay, François (1763) (1978) ¬ Filosofia rural, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

 

Kant, Immanuel (1781) (1986) ¬ Crítica da razão prática, Edições 70, Lisboa.

 

Mattoso, José (1985) ¬ Identificação de um país. Ensaio sobre as origens de Portugal, Editorial Estampa, Lisboa.

 

Mauss, Marcel (1925) ¬ Essai sur le don. Formes et raison de l’échange dans les sociétés archaïques, em L'année sociologique, nouvelle série, 1.

 

Marx, Karl (1894) (1946) ¬ El capital, Vol. III, Fondo de Cultura Económica, México.

 

Smith, Adam (1774-1775) ¬ The wealth of nations, A. Murray, Londres.

 

Weber, Max (1904-1915) (1998) ¬ Ensayos sobre la sociología de la religión, Vols. I, II, e III, Taurus, Madrid.

 

 

 

Publicado originalmente na Revista da Sociedade Portuguesa de Arqueologia e Etnologia, Porto, 2000, Vol. 40-3-4

 

Revista, modificada e reescrita em 24 de Outubro de 2013.

 

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