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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na PT houve um assalto ao poder não foi só ao dinheiro

Para quem quis ver o que se passou na PT foi sempre claramente um processo de assalto ao poder. Hoje já é mais que evidente . A influência que Sócrates teve na OPA da SONAE, na compra e venda da VIVO e na posterior compra da OI é indiscutível.

Perderam-se 10 mil milhões e já durante esse processo milhões escorriam para as contas de generoso amigo do ex-primeiro ministro. Ouvir a gravação do anúncio ao país da extraordinário negócio é uma dor de alma. No negócio teria ganho a PT e o país como garantia Sócrates.

Mas a influência nefasta de Sócrates na PT viria a revelar-se mais tarde, quando condicionou a venda da Vivo à manutenção da actividade da empresa no Brasil, e em parceria com Lula entregou a grande empresa portuguesa nos braços do telegangue da Oi. Não é por acaso que na Lava Jato, há accionistas de referência da Oi envolvidos com a justiça brasileira. Foi a estes senhores de duvidosa credibilidade que a PT se entregou. 

Já antes da reprovação,  em assembleia-geral,  da OPA,  a 2 de Março, para o qual foi determinante o voto e a acção da Caixa Geral de Depósitos , o homem que chefiava o governo com o conforto de uma maioria absoluta no Parlamento  beneficiava de generosas transferências do Grupo Espírito Santo. 

O partido brasileiro da Dilma dos pobres encolheu 60%

É, claro, que foi golpe das elites contra a presidente do partido dos pobres. Só que as eleições vieram baralhar tudo. Adivinhem quem o povo escolheu em eleições ? Brasileiro é mesmo burro, né ?

"Sobretudo por isso, aguardei com certa expectativa e sede de justiça as eleições municipais de domingo, que inevitavelmente traduziriam a revolta do povo perante tão iníquas proezas. Resultados? O partido do novo presidente (o sujeito odiado pelo povo) ganhou a coisa, com 1027 autarcas e 1,2% de crescimento face a 2012. Diversos partidos que colaboraram no golpe (as demais quadrilhas ao serviço da burguesia e do imperialismo) cresceram abundantemente e ocuparam os lugares seguintes. O partido amigo dos pobres (e da ex-presidente eleita) caiu de terceiro para décimo lugar, encolheu 60%, conseguiu uma única capital estadual (no Acre, atenção) e, para efeitos práticos, quase desapareceu."

Cá deste lado, os indignados, fingem que não deram por nada

Sócrates foi quem mais destruiu valor em Portugal

As últimas investigações que vieram a público envolvem a PT e os seus ex-gestores. Talvez venhamos ainda a saber porque é que uma "vaca leiteira" que dava dinheiro a rodos pagou o que pagou pela "VIVO", a vendeu depois e comprou uma geringonça chamada "Oi".

Segundo o Ministério Público, «em causa estão as eventuais ligações entre circuitos financeiros investigados neste inquérito [a Operação Marquês, que tem Sócrates como suspeito] e os grupos PT e Espírito Santo». 

Dito de outro modo, as autoridades investigam eventuais luvas pagas a José Sócrates no negócio da Vivo e da Oi, que terão saído do saco azul do Grupo Espírito Santo.

Em causa estarão 17 milhões saídos da ES Enterprise (o tal saco azul do GES) para contas que teriam Sócrates como beneficiário.

Pelo meio ficou uma OPA lançada pela SONAE que oferecia 11 mil milhões pela PT e que foi impedida pela CGD como accionista e sabe-se quem controlava então a administração do banco público

Viver em Paris à tripa forra é natural

É, claro, que Durão Barroso não deveria ter aceite o convite de uma instituição financeira que tantas culpas tem no cartório. Terá tantos convites que mal se compreende expor-se desta forma tão, digamos, gulosa. Não há a mais pequena dúvida acerca disso. Já é mais difícil de compreender é que os mesmos que rasgam agora as vestes andaram muito tempo a acharem que um primeiro ministro a quem não se conhecem meios de fortuna vivesse à grande e à francesa num bairro chiquérrimo de Paris.

Não havia nada a estranhar e nada a perguntar . Mas quando soubemos a narrativa que explicava o inexplicável tivemos todos que engolir que não havia porta giratória nenhuma entre a política e os negócios. Era pura perseguição.

Hoje já temos alguma noção para que serviu a golden share na PT . Os milhões que desapareceram na Caixa Geral de Depósitos. O assalto ao controlo accionista do BCP. Os 800 milhões que o BES sacou . E tudo isto está ligado pelas investigações da Operação Marquês.

Mas o Barroso é um crápula e o Sócrates uma vítima. Vamos longe.

 

O capitalismo de estado no Brasil

Quem enriqueceu com o capitalismo de estado no Brasil foi o PT e os seus dirigentes muito mais que o povo brasileiro. Mais um exemplo.

Os anos do PT no governo demonstram como o “capitalismo de Estado” beneficia muito mais quem está no poder do que a população e os cidadãos. Foi o que aconteceu no Brasil. O poder do PT não se limitava a regular a economia. Intervinha, controlava e decidia quem seriam os famosos “campeões nacionais” do mercado brasileiro. Como se nota, esse imenso poder traz vantagens financeiras.

Com este CEO é natural o que aconteceu à PT

O melhor CEO da Europa e arredores, não sabe nada, não se lembra e não foi ele. Mas então era o melhor porquê ? E porque ganhava ele um salário superior a vários milhões de euros/ano, não contando com outro tanto em prémios? Como se percebe a PT não podia ter outro destino. Passar das mãos de trapaceiros para as mãos de quem lá investe o seu dinheiro.

Sabemos hoje que a PT aplicou no BES/GES 15 mil milhões de euros. A Altice comprou a empresa por 7,5 mil milhões. Desmamada até ao tutano.

 

Ganhava milhões mas não sabia de nada

Não sabia, não tinha memória e porque sim. Esta é a resposta de um pretenso gestor genial que ganhou prémios de melhor CEO da Europa ( comprados como agora é evidente). Depois disto que não é mais que a continuação da narrativa em muitos outros casos, o que esperam os empregados e pequenos accionistas para meter estes portentos da gestão na prisão ?

 

Três mil empregados em casa a ganhar 100% do ordenado

É isto a PT. Seja qual for o comprador a medida é certa como o destino. As "espertices" de gestão enganam muita gente durante muito tempo mas não o tempo todo. Estes empregados sem nada fazer vão ter que se fazer à vida. E há muitos mais que se deslocam todos os dias para a empresa. São coisas que as rendas fixas e a protecção do Estado permitem.

Os donos de Portugal estão a naufragar. Esperemos que a promiscuidade entre empresas e o Estado não regresse. Porque é a principal razão da existência da corrupção.

Passos Coelho afirmou que é hoje bem visível que a economia “estava aprisionada por grupos económicos que eram incentivados pelo Estado a aplicar os seus recursos em obras públicas que não eram sustentáveis”, lamentando que muitos recursos, nacionais e europeus, tenham sido colocados ao serviço “dessa economia protegida” e não das pequenas empresas que tinham emprego e riqueza para criar. “Mas isso está a acabar. Os donos do país estão a desaparecer. Os donos do país são os portugueses”, declarou.

Os que agora estão na primeira linha do PS

O governo anterior, a PT e o BES mantiveram uma relação muito pouco transparente. É natural que agora tentem afastar-se do caso como se nada tenham a ver com ele. Mas têm e a memória não é assim tão curta. Há muito para contar e que virá a público no momento adequado pese o coro de indignados que por aí vai.

Uma boa maneira de abafar o caso era levar este governo a tomar uma posição igual ou semelhante à que foi então tomada . Uma espécie de uma mão lavar a outra como se as cumplicidades de então fossem naturais ou como se não houvesse alternativa . Mas há alternativa. Como se mostra aqui.

E temos a experiência da nacionalização do BPN que se traduziu num desastre para os contribuintes. Não é dificil perceber ao que vêm os que agora clamam pela nacionalização da PT e os que questionam a solução encontrada para o BES. Sempre encontraram respaldo no estado é-lhes dificil compreender que as coisas possam ser diferentes. Que sejam os contribuintes a pagar eis a solução.

"O que era suposto fazer? O que foi feito na altura com o BPN? Colocar em risco toda a estabilidade do sistema financeiro para resolver o problema do GES? Colocar em risco o dinheiro dos contribuintes, seja directamente, fosse através da Caixa Geral de Depósitos, para evitar que os que faliram o BES tivessem de ajustar contas com os seus credores? Íamos pôr os portugueses e Portugal a pagar as contas de quem não soube gerir aquele grupo? Porque é que a oposição não tem coragem de dizer o que defendia, em alternativa à decisão que foi tomada?"