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BandaLarga

as autoestradas da informação

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FMI arrasa previsões do governo

Enquanto cá dentro vamos de vitória em vitória lá fora não acreditam. Agora é a vez do FMI .

Onde o governo vê avanços - no crescimento da economia, no défice, no desemprego - o FMI vê retrocessos . É uma rasia penosa de se ver .

De acordo com as projeções do World Economic Outlook, o défice deve baixar para 1,9% do PIB em 2017 (o governo diz 1,5%), mas a partir daqui vai sempre subir, chegando a 2,6% em 2022. O FMI faz estas contas assumindo um cenário de políticas invariantes a partir de 2017; no Programa de Estabilidade, o governo chega a um excedente de 0,5% em 2021 (o FMI diz défice de 2,4%).

Coisa pouca .

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Economia parada entre 0,25% e 0,75%

Ao mesmo tempo que 2016 avança as previsões para o crescimento da economia pioram. A última dá um crescimento entre 0,25% e 0,75%. Como o orçamento foi de 1,8% calcule-se o buraco em termos de arrecadação de receita. As perspetivas para o segundo semestre” deste ano “dificilmente poderiam ser piores“, agravadas com contas públicas que estão “sob suspeita”.

Durante os três primeiros meses de 2016, assinala a nota, “a poupança das famílias foi negativa, algo de inédito e altamente preocupante“. As responsabilidades caem, parcialmente, sobre os ombros do Executivo. “Isto decorrerá em parte da estratégia governamental de estímulo ao consumo, mas coloca-nos na péssima posição de não conseguirmos financiar o investimento atual, que é já demasiado baixo”.

E a dívida não cessa de crescer evidenciando que as necessidades de financiamento são bem maiores que o suposto défice controlado. Acreditem, estão a mexer nos nossos bolsos.

Não são boas as perspectivas para Portugal reconhece António Costa

realidade acaba sempre por se impor. Depois das instituições reverem em baixa as previsões para a economia Costa não teve outro remédio senão aceitar o inevitável. O que aí vem são aumentos de impostos. Não diz quais mas os seus mais próximos já vieram dizer que o IVA dos bens essenciais não será aumentado. A ser assim restam todos os outros.

Mas o preço do petróleo nos mercados internacionais está a crescer e correspondentemente os combustíveis vão crescer já 2ª feira. Desce o imposto sobre combustíveis como prometido ? E a receita orçamental como vai ser compensada ?

"Não insisto em esconder nada", apenas garantir que o Programa de Estabilidade "assente na informação mais recente e actualizada". "Designadamente a que esta semana foi divulgada pelo FMI sobre a economia mundial, europeia" e mercados com quem Portugal tem trocas comerciais.
"Não são boas, e consequentemente, não são boas as perspectivas relativamente a Portugal", reconheceu.

Costa lembrou que "ainda esta semana a Católica fez uma revisão às suas próprias perspectivas". E diz que há três razões para o crescimento ter encolhido.

É claro que nenhuma das razões é atribuível a si próprio ou ao seu governo...

A economia vai de mal a pior

Católica esmaga as previsões para a economia portuguesa. A economia portuguesa vai crescer 1,3% este ano e 1,7% no próximo, de acordo com as novas estimativas da Católica Lisbon Forecasting Lab – NECEP, reveladas nesta quarta-feira, 13 de Abril.

As perspectivas mais sombrias para a economia portuguesa reflectem-se já nas estimativas para o primeiro trimestre deste ano. A Católica estima que o PIB de Portugal vai crescer apenas 0,1% nos primeiros três meses do ano, face ao trimestre anterior, enquanto na comparação homóloga a variação prevista é de 0,8%.

"A economia portuguesa encontra-se num compasso de espera que se manifesta num adiamento da recuperação do investimento", refere a Católica, assinalando que "as exportações também apresentam um menor fulgor como resultado de uma ligeira deterioração das perspectivas em torno da economia mundial e, porventura, da apreciação do euro registada neste início de 2016".

E o desemprego esse desígnio nacional ? O BE e o PCP não se manifestam ?

É mais ratificativo que rectificativo

As previsões são sempre muito difíceis mas, nesta "tempestade perfeita", são exercícios que ajudam a perceber tendências mais do que metas. Os ingleses dizem que "prever antes é difícil". Estão habituados a prever, sabem do que falam. Aqui quando o descontrolo habitual assenta arraais, deita-se dinheiro para cima dos problemas. Como agora não há dinheiro, há que fazer uma política de "pequenos passos". Um Orçamento anual para estabelecer as grandes metas, orçamentos semestrais ajustando com a realidade e um orçamento mensal para trabalho.

Quem ouve os "bruás" assentes em "mentiras estatísticas" até poderá ficar convencido que o país vai chegar à bancarrota como chegou em 2010. Não, é precisamente o contrário. Já saímos da bancarrota.

As nossas exportações cresceram 3,1% ; as nossas importações recuaram 2 ,7%; a receita cresceu 1 000 milhões e a despesa está controlada.Tudo de Fevereiro a Maio!

Aqui ao lado, na vizinha Espanha, foram criados nos últimos três meses 222 000 empregos. O nosso principal mercado está a crescer. Que pena o partido socialista ter deixado o país em tal estado!