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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A questão é simples e grave

Andamos a vender os anéis para financiar o excesso de consumo. As famílias e as associações  sem fins lucrativos portuguesas tiveram, no primeiro trimestre de 2017, um rendimento disponível bruto mais baixo do que as despesas de consumo. Um saldo do consumo negativo de 624 milhões de euros.

Isto é, consome-se mais do que se ganha. O saldo desta natureza é o mais baixo desde qu há registos (1999). Para suprir esta diferença andamos a vender os anéis e o acumulado já vai na bonita soma de 14 mil milhões de euros.

A diferença é que antes alienávamos bens para financiar o investimento das famílias, agora vendemos bens para financiar o consumo. Uma limpeza na queda da poupança.

Até o sucesso do nosso consumo que alguns insistem  afirmar ser o pináculo do nosso crescimento, está assente na confiança dos consumidores, e na poupança dos outros, pois nem os anéis que vendemos nos chegam para pagar o excesso de consumo.

PS : João Duque - Expresso

Não há rigor nas finanças públicas com base no calote

Nós por cá deixamos de poupar e o que mais fazemos é endividarmo-nos. Somados os défices do estado, da segurança social , das famílias e das empresas andamos nos 500% do PIB .

O estado cativa a eito e não paga aos seus fornecedores, como na saúde . As cativações têm este resultado .

"temos que eliminar o défice público e o externo. E o crescimento tem que ser pelas exportações e investimento e temos que olhar para a poupança. É preciso ter medidas de carinho da poupança, nas famílias e empresas", salientou. "Este Orçamento em parte aceita a prioridade do investimento e exportações em vez do consumo, mas não podem vir dizer isso cá para fora, por causa do PCP e do Bloco de Esquerda. E promove muito pouco a poupança. Baseia-se na ideia de que quem poupa é rico e quem se endivida é pobre e eu não acho que seja assim". diz Rui Rio .

Porque como já hoje é evidente a chamada "viragem da austeridade" foi feita à custa de um brutal aumento dos impostos indirectos e do aumento generalizado dos preços dos bens essenciais bem acima da inflação.

Os empresários acreditam que "o modelo seguido nos últimos anos conduziu a uma situação muito difícil de mudar. Mas temos que mudar. O Estado não se reestruturou, ao contrário das instituições e empresas e estas fazem-no com o olho no mercado. No Estado, o mercado são os contribuintes e se olharmos para a evolução da carga fiscal o que aconteceu foi o aumento cada vez mais dos impostos", segundo Nunes de Almeida.

Jerónimo de Sousa é o mais moderado dos três

O BE tem um preconceito ideológico fatal: quem acumula riqueza fá-lo ilicitamente ou através da exploração de trabalhadores. E o PS pela voz do PM vai pelo mesmo caminho só o PCP é mais comedido, afinal sempre disse que tem pouco ou nada a ver com os parceiros e ainda menos com o governo.

Não é que o PCP odeie menos os que acumularam dinheiro mas sabe que, em Portugal, a acumulação de riqueza fez-se ao longo de gerações, de avôs para netos e tem respeito pelo esforço e pelo povo e o seu trabalho. Ao contrário o BE e este PS acham que quem poupa só pode ser um criminoso.

A Mariana Mortágua e a maioria dos seus camaradas nunca trabalhou nem investiu, não criou um único posto de trabalho. Andou na escola pública que nós todos pagamos ( os criminosos), passou para uma universidade pública que todos nós pagamos ( os criminosos) e agora frequenta em Londres uma universidade para se doutorar com uma bolsa que nós todos pagamos ( os criminosos). Paralelamente é deputada auferindo um vencimento do estado, que nós todos pagamos ( os criminosos) muito superior ao da esmagadora maioria dos portugueses.

Aqui para nós. Com esta vidinha o que é que se pode esperar da menina ? Ela responderá que quer devolver parte do que o povo lhe deu ajudando os mais pobres. E nós que trabalhamos desde os 16 anos andamos a fazer o quê ? Saberá ela que nós ( os actuais criminosos) fomos quase todos pobres ? Pergunte ao pai que ele sabe.

 

PS e BE atacam poupanças dos pobres

Vem aí o imposto sucessório o imposto mais injusto de todos. Porque depois de uma família remediada ou mesmo pobre, andar uma vida a pagar todos os impostos para poupar alguma coisa para deixar aos filhos e aos netos, o estado assalta o que resta. A poupança de uma vida.

Já pagou o IRS, o IVA, o IMI, o IC e tudo o que o estado foi inventando para o roubar e no fim vai pagar mais um imposto sobre todos os outros impostos. Em duplicado.

É que os ricos vão continuar a manter as suas residências da Quinta do Lago e da Quinta da Marinha a coberto de uma qualquer off shore mas os pobres e remediados não têm por onde fugir. E são esses que, como sempre, são os espoliados, os que pagam sempre. A argumentação é sempre a mesma. Os ricos são umas centenas, em grandes números contribuem com pouco, mas os pobres e remediados são aí uns quatro milhões. Há que malhar neles.

Quem tiver poupado à volta dos cem mil euros e os querer deixar aos filhos e netos prepare-se para vender os bens que poupou para poder pagar às finanças o imposto sucessório. E é pela mão do PS e do BE que este roubo sem nome será perpetrado. Nestas coisa o PCP costuma pensar  duas vezes, quando puder leva tudo mas a todos. É menos injusto. E dizem eles que a austeridade acabou e que não há mais impostos. É só esperar pelo Orçamento de 2017.

E é assim meus caros, não poupem, gastem em cervejolas e em carros novos, amantes e em cruzeiros pelo mundo. Bons jantares regados com Pierre-Chandon a 150 Euros a garrafa e almocem todos os dias fora de casa. Mas por quem sois não poupem.

O Plano B é o salve-se quem puder

Não há poupança : 

Equação do sistema. Portanto, o sistema vive então assim: o Estado não tem economia, por isso revê em baixa o PIB; mas tem um banco, que é fundamental para a retoma, mas está desgovernado e anda à toa e à tona; a economia precisa de investimento para crescer, mas o investimento não existe porque as famílias deixaram de poupar; os bancos, que impulsionam o crescimento económico, precisam de depósitos que as famílias não fazem, porque estão a comprar carros à espera que o rendimento suba; os rendimentos vão melhorar porque o governo prometeu; mas para que isso aconteça, é preciso PIB que não está a corresponder.

E, assim, enquanto resolve esta equação, o comandante-em-chefe da geringonça reedita os cofres cheios, responde às sanções e fala grosso e claro: qual-Plano B-qual-carapuça!

Aumenta a procura, crescem as exportações o investimento e a economia

Quem o diz é o Banco de Portugal . No Boletim hoje publicado, o BdP mantém a previsão de crescimento do PIB em 1,7% para este ano, apoiada nas exportações e também na procura interna.

O supervisor melhorou mesmo as perspectivas de investimento, apontando agora para um aumento de 6,2% este ano, face aos 4% da previsão anterior. O que se traduz em mais emprego.

Com o maior desafogo financeiro das famílias e empresas - com condições de acesso ao crédito mais facilitadas - a poupança, depois de anos a crescer, está agora ao nível de 2008.

Apontam os economistas do banco central, que notam que a evolução traduz, no entanto, uma "recomposição significativa da estrutura da despesa no sentido de uma crescente orientação de recursos produtivos para sectores com maior exposição à concorrência internacional, à semelhança do que se tem observado nos últimos anos".

Para suportar este diagnóstico o banco central avança que, nas suas previsões, o peso das exportações no PIB chegará aos 46%, o que compara com 32% em 2008.

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Poupar 7 200 milhões nas PPP

 A roubalheira era de tal ordem que foi possível poupar 7 200 milhões de euros nas 14 PPP da Ascendi. Que não era possível, os contratos estavam blindados mas a verdade é que a poupança foi possível e de monta. Mas para ser possível é preciso que sejam dois a dançar o tango. Até agora o que se dançava era o "sapateado". Basta um.

No poupar é que está o ganho

Com o pagamento antecipado ao FMI o estado português poupa 500 milhões de euros em juros e com a compra de dívida pelo BCE poupa 216,1 milhões. No total 716,1 milhões em juros. Se lhe somarmos os juros poupados com a queda das taxas de juro para metade, teremos um valor acima dos 2 mil milhões .

Com a queda do preço do petróleo em 40% teremos uma poupança de outros 2 mil milhões, no mínimo. E a paridade do euro com o dólar trará uma poupança difícil de determinar, mas poupança.

Maria Luís Albuquerque dizia na discussão do orçamento para 2015 que poderia haver surpresas positivas. Estão aí. É só preciso que agora o primeiro ministro não queira ir além da troika.

Acrescente-se o facto da economia estar a crescer e o emprego estar a aumentar. Mais receitas fiscais e menos subsídios de desemprego.

Não há dúvida, António Costa tem razão. O país está diferente.

A poupança e o consumo das famílias sobem porque o rendimento está a crescer

Cresce a poupança e o consumo das famílias porque o rendimento familiar disponível está a crescer.

O consumo e a poupança das famílias podem subir ao mesmo tempo se o rendimento das famílias estiver a subir”, explicou ao SOL Inês Domingos, docente de Economia da Universidade Católica. De facto, o rendimento disponível das famílias diminuiu entre o final de 2010 e meados de 2013, mas tem vindo a subir desde então – favorecendo quer o consumo quer a poupança.

A confiança voltou ao arrepio de certas mentes que continuam a desejar que a dívida não seja paga. As mesmas mentes que nos querem fora da União Europeia e do Euro. É, claro que, mais uma vez, é o povo que está enganado.

Partilhar o carro

É claro que esta boa ideia não funciona de forma espontânea a não ser em pequena escala, entre vizinhos ou familiares por exemplo. Mas com um back office que reúna pessoas com os mesmos destinos, com horários próximos, local de encontro e que "monte" a partilha" dos custos é fazível. Como se vê no vídeo. Aqui entre os que entram todos os dias em Lisboa ( 200 000 carros) a partilha pode reduzir o tráfego em 50% ou mais com grande vantagem para o ambiente, cumprimento de horários e poupança nos combustíveis. Uma espécie de "ovo de Colombo" a que é preciso deitar mãos.