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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Perder 20 milhões de passageiros é o custo

Face ao potencial aumento de tráfego na Portela construir um novo aeroporto por 36 mil milhões de euros corresponde a perder 20 milhões de passageiros durante os anos da construção.

A hipótese Portela+Montijo é a única solução que permite, em tempo útil, corresponder ao potencial crescimento de tráfego na Portela. E atira a  capacidade de movimentação para 2035 .

Aos 36 mil milhões do custo do novo aeroporto há que acrescentar o custo dos acessos . E sempre foi claro que a proximidade do aeroporto da Portela à cidade é uma mais valia. As companhias aéreas já andam a dizer que não querem sair da Portela, mesmo as low cost , embora quem viaje nas low cost não espere desembarcar no centro da cidade.

Com o tráfego no aeroporto de Lisboa a crescer (6%) o dobro da UE até 2020, a "Portela + Montijo" "deverá permitir acomodar o crescimento de tráfego previsto pelo menos até 2050, desde que assegurado o alargamento e optimização da gestão do espaço aéreo, assim como uma abordagem eficaz à transferência das companhias low cost para o Montijo", afirma o relatório.

 

 

 

Quem viaja em low cost não espera aterrar no centro da cidade

Para quem viaja em low cost aterrar a uma hora de distância do centro da cidade faz parte do preço barato. É por isso que a expansão do aeroporto de Lisboa teria que ser feita com a utilização de um dos aeroportos existentes na zona de Lisboa . E o mais acessível e com melhor condições - está operacional para os militares - é o do Montijo. 

Há um canal que atravessa o rio Tejo que agora está assoreado  e que com obras de pouca monta e em breve espaço de tempo ficará operacional e largará os viajantes no Terreiro do Paço. Onde há transportes públicos, incluindo o Metro que acede rapidamente a toda a cidade 

Os novos proprietários da TAP também é assim que pensam, querem o Portela + Montijo e depressa.

Agora compare-se com o custo de um novo aeroporto e duma nova ponte sobre o Tejo.

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Melhor solução para Lisboa e para o país : Portela + Montijo

ANA também acredita que a melhor solução é o modelo Portela+1 no caso Portela+Montijo, este último para ser operado pelas law costs em paralelo. E é necessário aumentar a capacidade aeroportuário a curto prazo mas, essa decisão, está nas mãos do governo que, pela boca do ministro das infra-estruturas, já afirmou que será tomada até ao fim do ano.

Como não há dinheiro esta solução que é a melhor e a mais barata será a que vai ser implementada, afastando assim a hipótese de um novo aeroporto, caro, mais distante e desnecessário. Não esquecendo as obras faraónicas que, "já agora", avançariam, como a 3ª ponte sobre o Tejo.

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 A amarelo logo atrás da Portela a pista de Alverca

Costa quer o aeroporto do Montijo operacional

Nem sempre a falta de dinheiro é uma coisa má. Obriga a pensar, ser imaginativo. O aeroporto da Portela tem capacidade para operar durante mais 30 anos, isto apesar da realidade ter sido muito superior às previsões do número de passageiros.

O cenário Portela + Montijo tem pernas para andar, é incomensuravelmente mais barato, e deixa os passageiros a vinte minutos do centro da cidade. Incluindo os low cost. Se não é único em todo o mundo andará perto. E aí está como o argumento para construir mais uma obra faraónico, um novo aeroporto, se transformou numa ideia cheia de vantagens e barata. E agora já estão todos de acordo.

A surgir como foi pensada pelo anterior governo, a solução do Montijo poderá servir como aeroporto complementar para albergar companhias aéreas de baixo custo. Isto permitiria libertar o aeroporto principal tanto a nível de parqueamento de aeronaves como de movimentos diários.

O governo já tem reunião marcada com a ANA para avançar com o projecto.

Portela + Montijo = aeroporto de Lisboa para 50 anos

Quem aterra na Portela está a 1,40 Euros ( o preço do bilhete do Metro) e a 10 minutos do centro da cidade. Uma mais valia inquestionável para o país e para a região de Lisboa.

E já estão todos de acordo. Governo, Força Aérea, câmaras de Lisboa e do Montijo e ANA.

“A nossa intenção é assinar o memorando com todas as partes envolvidas”, ou seja, os ministérios da Defesa e da economia, a Força Aérea Portuguesa (FAP), as câmaras de Lisboa e do Montijo e a ANA – Aeroportos de Portugal, disse aos jornalistas, em Beja, o secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro.

“A partir daí, serão desenvolvidas as acções no acordo entre a ANA e a FAP para que a utilização da Base Área do Montijo possa também ser civil” e feitos “todos os investimentos necessários para termos Portela mais Montijo para durar 50 anos”.

Com um bocado de sorte não teremos "festa aérea" com os custos da "festa escolar". A ANA passou para as mãos de privados e o que o país não conseguiu resolver em dezenas de anos, resolveu a ANA em menos de dois anos. Aeroporto de Beja e Portela + Montijo.

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Aeroporto da Portela mais Montijo para as low costs

 

A travessia do Tejo vai fazer-se por barco recuperando  uma antiga rota fluvial que ligou o Montijo ao Terreiro do Paço em Lisboa. Está lá tudo. A Base Aérea nº6 da Força Aérea, os acessos ao Montijo e o canal fluvial que só precisa de ser dragado. E Lisboa passa a ser a única capital com os low costs a deixarem os passageiros no centro da cidade.

Claro que a Câmara do Montijo quer aproveitar para melhorar os acessos à cidade e à Ponte Vasco da Gama, coisa de pouca monta. As conversações têm corrido bem e tudo aponta para um final feliz. ANA, Câmara de Lisboa e Câmara do Montijo só veem vantagens onde há bem pouco tempo só se via mais um elefante branco construído à custa do dinheiro dos contribuintes.

"Já fomos contactados pela ANA para saber se éramos a favor a um aeroporto complementar a funcionar na base aérea nº 6 e dissemos que sim. Sabemos que estão a ser desenvolvidos alguns estudos no local para receber a infraestrutura, mas é preciso que seja tomada uma decisão".

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Hollandices

Temos que evitar Hollandices. Parece que a experiência francesa não foi suficiente e lá vamos nós mais uma vez dar lições ao mundo. A ANA, agora nas mãos privadas da VINCI francesa, não vai em OTAS nem em Alcochetes que custam milhões. Anda em reuniões com a Força Aérea e com a câmara do Montijo a relançar a sensata solução PORTELA+1 .

O presidente da câmara diz que está de acordo mas só como "solução provisória" porque é preciso não esquecer o "HUB" de Lisboa e a visão sobre o outro lado do Atlântico. Reparem bem no argumento. Vamos gastar milhões num novo e gigantesco aeroporto mas sem controlar variável nenhuma. Os espanhóis estão de acordo que o HUB, aqui na Península Ibérica, fique em Lisboa e não em Madrid ? E se não estão ( como é óbvio) que argumentos temos nós ? Somos maiores, mais ricos, temos mais gente, mais passageiros e mais aviões ?

E os passageiros brasileiros e angolanos vão exigir voar para Lisboa e não para Madrid ? E todos os outros passageiros das américas ? Até podem exigir mas como é que nós controlamos essa decisão depois de termos o novo aeroporto e investido os milhões se nada tivermos para a troca?

Ter um aeroporto dentro da cidade é um grande argumento, para os que têm pressa e para os que têm no lombo dez ou mais horas de viagem. E para o Montijo vão os "low cost" que esses não têm pressa nem dez horas de viagem. Mas não, temos que ter o "hub “O novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete é estratégico e tem uma importância muito grande para que Portugal se possa afirmar como uma plataforma atlântica de ligação aos Estados Unidos. Acredito nesta solução, mas também me agrada uma solução provisória na base aérea” . Isto não diz nada mas é lindo...

Entretanto cá andamos nós a trabalhar para o HUB em Lisboa

 

Actual Portela e Montijo "low cost"

Dinheiro do contribuinte : Se no livro é António Mexia, administrador do BES Investimento entre 90 e 98 , a quem é "atribuída a paternidade das parcerias público-privadas", Ricardo Salgado é visto como um dos seus principais impulsionadores, defensor assumido dos grandes investimentos do Estado, incluindo o comboio de alta velocidade e novo aeroporto de Lisboa, para o qual o BES chegou a integrar um consórcio em 2008 para um concurso público que nunca chegou a realizar-se.

Dinheiro privado : ANA quer a base do Montijo para os voos "low cost" e anda a discutir o projecto com a TAP. Os voos "low cost" só praticam baixos preços porque entre outras coisas deixam os passageiros em aeroportos de segunda ou de terceira, longe dos centros das cidades, obrigando os passageiros a deslocarem-se no metropolitano ou em transporte próprio para o centro. A base do Montijo está do outro lado do rio, com duas pontes a amarrá-la a Lisboa. Com esta solução, o aeroporto da Portela ganha mais capacidade para os voos normais e de negócios que precisam de um aeroporto dentro da cidade, e atira a construção do novo aeroporto para daqui a vinte anos. É a diferença entre a megalomania de quem nunca é chamado à responsabilidade  e a rentabilidade exigida a quem investe o seu próprio dinheiro.