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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Obrigadinho

O aumento extraordinário das pensões fica-se entre os 6 euros e os 10 euros. E é realmente extraordinário . Senão veja . 

Embora o crescimento tenha ganho ímpeto, a variação do PIB ao longo de 2016 foi bastante débil (média de apenas 1,2% no terceiro trimestre de 2016 face a 2015), o que penaliza estas contas, uma vez que a média é feita com base em dois anos.

Para que fosse possível atingir um valor igual ou superior a 2%, seria necessário que no ano terminado no terceiro trimestre de 2017 o PIB nacional tenha um aumento homólogo de 2,8%.

 Para que isso seja possível, é necessário que a economia continue a acelerar nos próximos dois trimestres para valores superiores a 3%. E há 17 anos que não se observam taxas de crescimento desse nível.

Com os dados que estão disponíveis, o mais provável é que este cenário de aumento real das pensões se coloque só em 2019.

Obrigadinho...

Socialismos à portuguesa curta

A avó Mimi apreciou  o esforço do governo quando a aumentaram Euros 1,97 por mês em 2016 e até que a tenham reduzido em Euros 16,71 em  2017 para garantir que as contas públicas do 1º semestre aparentem um excelente aspecto pelo menos até às autárquicas. Mas esta alteração de agora faz muita diferença aos que como a avó Mimi têm os magros euros contados.

Se em cima desta redução somarmos os aumentos da electricidade, gás,transportes, leite, pão e telecomunicações, a que não conseguem fugir, então percebe-se que são os mais pobres que mais vão sofrer .

O Galamba e a Mariana estão confortáveis ? É esta a política nova ? É isto que temos que calar sob pena de sermos reaccionários ?

Aplaudimos as migalhas de 2016 e calamos os roubos de 2017 ? É isto a "política patriótica e de esquerda ? Até o Jerónimo de Sousa já protestou tão óbvio é o assalto . Onde está a indignação nas ruas ? É esta a estabilidade ? Sofrer e calar é a solução ? Sair do Euro, já ? Já vimos isto vezes de mais e o que vem a seguir também .

Não, obrigado !

PS : com Luis Duque - expresso

Gerir a decadência

Quando se olha mais de perto como se controla o défice das contas públicas percebe-se que o exercício orçamental já entrou na gestão mês a mês. Aumentar as pensões mais baixas em cêntimos, ao nível da inflação esperada (0,7%) não deixa dúvidas a ninguém que não há dinheiro.

Os receios da pouca sustentabilidade deste caminho aumentam quando se olha com detalhe para a forma como vamos cortar o défice nos tais 1.500 milhões.

Mais de metade deste valor — 800 milhões de euros, mais precisamente — deverá chegar de três rubricas: a recuperação de garantias estatais ao Banco Privado Português, no valor de 450 milhões de euros; dividendos de 303 milhões de euros do Banco de Portugal; e uma redução de 47 milhões nos encargos com parcerias público-privadas. Nenhuma delas é estrutural e repetível .

O PS, mas sobretudo o Bloco de Esquerda e o PCP, estão a praticar o contrário do que defenderam nos últimos anos e consideram isso uma vitória? Nunca é tarde para se começar a aceitar que o equilíbrio de contas do Estado é, tão só, uma questão de bom senso económico e financeiro e não um exotismo ideológico. Bem-vindos, portanto. Isto de entrar no “clube do arco da governação” não é um almoço grátis.

A Grécia já está a reverter na Segurança Social

Cortes nas pensões que vão de 15% para as mais baixas até  30% nas mais altas. E este é o segundo corte. No primeiro as pensões caíram de uma média de 1 500 euros para uma média de cerca 870 euros. É a tal intenção de reverter o empobrecimento.

Além dos cortes nas pensões o governo do Syriza propõe o aumento das contribuições das empresas em 1% e a dos trabalhadores em 0,5% . Por cá as mesmas medidas são neoliberais quando não passam de medidas para salvar a Segurança Social. Mas o actual governo está a pegar na margem de manobra conseguida pelo governo de Passos Coelho para desbaratar, oferecendo aumentos de 2 euros que não aquecem nem arrefecem os contribuintes mas que destróiem as contas nacionais. Há quem diga que é reverter o empobrecimento que foi induzido pelo desbaratar do governo de Sócrates, com as mesmas politicas que Costa quer agora voltar a implementar.

Não há pior cego do que quem não quer ver.

 

O PS começou a fazer contas às utopias do BE

A Catarina Martins já tinha anunciado que as pensões seriam descongeladas já no inicio de 2016, a par do aumento do salário mínimo para 600 euros .Parece que não. O salário mínimo nem pensar como logo vieram a terreiro os empresários, a discussão far-se-á lá para Setembro/ Novembro e não é assunto que pertença aos partidos. E aumentar para 600 euros já em 2016 é fechar empresas e aumentar o desemprego.

Descongelar pensões também é um assunto demasiado complexo para ser compreendido por uma simples porta voz. Quanto custa ? E onde se vão arranjar as receitas para manter o equilibrio ? São as pensões todas ?

O BE anda alegremente a dar as pretensas boas novas, o PS a fazer contas e o PC com uma azia que nem uma caixa de pastilhas resolve. Com estes desmentidos todos a Catarina anda em mínimos.

António Costa não percebe um boi de Segurança Social

Alguém diga a António Costa que não se corta nas pensões mais baixas, as dos mais pobres.

 

 

 

 

 

Costa_redes_sociais_17092015

 

PS: Depois da leitura deste post publicado no FB, e ouvida a intervenção que fez hoje nas rádios, fica bem claro que Costa não percebe um boi do que se fala quando se discute Segurança Social. O modo como separa o regime contributo do não contributivo, e como se refere aos números e à forma do seu financiamento, exibem à saciedade que não compreende que quer o regime contributivo, quer o não contributivo, vão “beber” em termos de receita às mesmas fontes.

 

Afinal quem é que corta mais nas pensões ?

PSD/CDS dizem que é preciso arranjar solução na Segurança Social para um buraquinho de 600 milhões de euros. Coisa para 2% do total envolvido. O PS não se cansa de dizer que se trata de um corte nas pensões naquele montante.

Hoje, pela voz da Catarina Martins, ficamos a saber que o PS se propõe cortar ou congelar pensões em 1 660 milhões . Quase três vezes mais. O PS nunca falou nesta hipótese .

António Costa viu-se muito atrapalhado com esta bazucada da Catarina. Que não, trata-se de um congelamento, não é um corte. Mas Catarina não largou a presa. Puxou do programa do PS e leu ano a ano os cortes, tudo somado os tais 1 660 milhões. Foi muito difícil, Costa não vai ver-se livre facilmente desta acusação e vai ter que deixar cair o assunto pensões .

Se a este corte juntarmos os tais 5 500 milhões que quer reduzir na receita da mesma Segurança Social temos a tempestade perfeita. Resta-nos ir a Fátima pedir que a economia cresça o dobro ou o triplo do que consegue crescer. Se a Senhora não nos ouvir iremos cair no terreno em que o PS é rei e senhor.  Na dívida e nos défices excessivos. 

"...Catarina Martins assumiu que está disponível para conversar com António Costa, no dia a seguir às eleições, para uma possível aliança de governo. Para isso, o PS terá de "abandonar o corte de 1660 milhões de euros nas pensões, abandonar corte TSU e o despedimento conciliatório, dia 5 cá estarei para conversar..."

A diferença entre um economista e um político

Para o economista a Segurança Social tem um excesso de despesa. Há que cortar na maior fatia. As pensões. Para o político a Segurança Social tem um problema mas há eleições pelo meio. Como tal não pode cortar nas pensões porque o voto dos pensionistas é muito importante. De seguida baixa as contribuições de trabalhadores e empresas assim deixando mais algum dinheiro disponível e o voto mais favorável. A Segurança Social paga tudo até ver até porque não tem direito a voto..

Resumo : o economista sabe que os pensionistas podem ficar sem pensão a médio prazo. O político sabe que a prazo estamos todos mortos. É por isto que economistas do PSD e do PS pensam da mesma forma.

Tirem as manápulas da Segurança Social

A ministra quer cortar mais 600 milhões nas actuais pensões porque, diz ela, sem isso, a Segurança Social não é sustentável. António Costa quer cortar 1 850 milhões nas receitas. A ministra quer cortar na despesa o segundo quer cortar na receita sem saber se e como arranja compensação. Quer dizer se analisarmos as duas propostas separa-as 2 450 milhões . Como o défice no sistema já anda pelos 5 300 milhões, podemos fazer uma ideia aproximada da segurança e da confiança que estes políticos nos deviam merecer.

Ou não estão a falar do mesmo sistema ou estão a enganar-nos. Uma coisa é certa de uma maneira ou outra, nas mãos destes políticos, a Segurança Social vai para o charco como já foi todo o resto.